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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Você sabia? - Centenário do Mazzaropi

Quem não se lembra do andar desengonçado do Jeca Tatu que parecia estar sempre com as botinas lhe apertando os calos? Do Jeca capaz de arrancar boas gargalhadas e, outras vezes, lágrimas do mesmo espectador.
Na minha juventude (época em que nos preocupamos tanto com o que os outros vão pensar ou dizer a nosso respeito) assisti a muitos dos seus filmes. Carmen Luíza e eu pagávamos seu irmão pequeno para ficar na fila enorme e comprar nossos ingressos. Ir ver o Mazzaropi era, como se diz hoje, pagar mico. Ficávamos sentadas em um banco da Praça Santa Rita como quem não quer nada. Com os ingressos na mão, olhávamos para nos certificarmos de que não havia ninguém conhecido por perto e entrávamos. Ríamos a valer e na saída novamente tínhamos toda a cautela para não sermos flagradas cometendo tamanho delito.
Como a maturidade nos transforma! Hoje, iria ao cinema tranquilamente e veria tudo com outros olhos. Estaria analisando e questionando o porquê daquele personagem ser capaz de atrair pessoas de todas as classes e idades. Pensando bem, acho que é porque todos nós somos um pouco Jeca Tatu. Ainda bem!!!

Centenário do Mazzaropi

Amácio Mazzaropi (São Paulo, 9 de Abril de 1912 – São Paulo, 13 de Junho de 1981)

Sua importância para o cinema nacional vai além do personagem Jeca Tatu que criou em 1960. Foi um cineasta, produziu filmes por conta própria e montou os maiores estúdios da América Latina nos anos 1970. É justamente esse lado empreendedor, menos conhecido do público em geral, que torna a figura do ator, diretor, roteirista e produtor tão mais interessante. Em três décadas, Mazzaropi fez 32 filmes.
Estreou no cinema em 1952, com Sai da frente, na lendária Vera Cruz. Na companhia cinematográfica de Franco Zampari ainda faria duas produções. Com a decadência da Vera Cruz, filmou em outras produtoras. Até que, no final dos anos 1950, decidiu criar sua companhia, PAM (Produções Amácio Mazzaropi), filmes e passou, a partir de Chofer de praça, a produzir e distribuir os próprios filmes. Em 1961, criou em Taubaté, interior de São Paulo, seu estúdio de gravação, inaugurado com Tristeza do Jeca (1961), seu primeiro filme em cores.
Acreditava que cinema era diversão e era com este pensamento que fazia seus filmes. Incorporou o caipira no sentido maior. Pode ser de São Paulo, Minas Gerais ou de qualquer lugar do mundo, o Jeca universal, o matuto. Com seus próprios filmes, atingiu audiências de 3 milhões de pessoas. Era um cinema popular, de entretenimento.

Homenagem ao mestre

Mazzaropi chegou a Taubaté com os pais, o imigrante italiano Bernardo Mazzaropi e a portuguesa Clara Ferreira, aos 2 anos. Passou a maior parte de sua vida na cidade do interior de São Paulo. Hoje, ela o reverencia. Por meio do Instituto Mazzaropi, fundado em 2000, mantém o Museu e o Hotel Fazenda Mazzaropi. Os dois espaços foram adaptados no lugar onde Mazzaropi criou, na década de 1970, os estúdios da PAM Filmes.
A cidade paulista promove a Semana do Centenário Mazzaropi, que será realizada de 09/04 a 13/04. Mais informações: www.centenariomazzaropi.com.br.
(Fonte: baseado em texto de http://www.divirta-se.uai.com.br)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Você sabia? - O Patrono do Corpo de Fuzileiros Navais é o Almirante Sylvio de Camargo nascido em Santa Rita do Sapucaí

O Patrono do Corpo de Fuzileiros Navais é o Almirante Sylvio de Camargo nascido em Santa Rita do Sapucaí


O Almirante Sylvio de Camargo nasceu em 16 de fevereiro de 1902, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais, filho dos professores João Baptista de Oliveira Camargo e Aurélia de Almeida Camargo.
Ingressou na Escola Naval e m 1919, época em que aquele estabelecimento formava oficiais para os quadros do Corpo da Armada e de Engenheiros Maquinistas. Foi declarado Guarda-Marinha em 1922, ano em que foi promovido a Segundo-Tenente. Nos postos de tenente, serviu em importantes unidades navais como o Encouraçado Minas Gerais, o Navio Escola Benjamin Constant, o CT Paraíba, o Cruzador Rio Grande do Sul – a bordo do qual foi promovido ao Posto de Capitão-Tenente em 1929 – e no Cruzador Bahia. Em janeiro de 1931, teve sua primeira comissão no então Regimento Naval. No mesmo ano, assumiu o comando da Torpedeira Goiás.
Em 24 de fevereiro de 1932, na função de Oficial de Ligação do gabinete do Ministro da Marinha com o do Ministro da Guerra, foi transferido para o novo Corpo de Fuzileiros Navais. Em consequência, frequentou o Curso das Armas do Exército. Em 1934, foi promovido ao Posto de Capitão-de-Corveta.
Para consolidar sua inata vocação anfíbia, estagiou nos anos de 1934 e 35 no Royal Marine Corps Depot, em Deal, Condado de Kent, Inglaterra. Em 1936, frequentou o Curso de Comando e Estado-Maior da Escola de Guerra Naval, concluindo-o em 1º lugar.
Em 1940, ano em que o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais passou ao comando de um Contra-Almirante, foi promovido ao posto de Capitão-de-Fragata. Sua promoção a Capitão-de-Mar-e-Guerra ocorreu no ano de 1943 e, com sua nomeação para o cargo de Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais em 8 de novembro de 1945, foi promovido a Contra-Almirante.
Fruto de uma convicção firmada nos anos anteriores quanto à necessidade de uma área própria para exercícios de campanha e para a instrução específica de Oficiais e Praças do Corpo de Fuzileiros Navais, o Almirante Sylvio de Camargo implementou, entre os anos de 1945 e 1955, grande dinamismo nos atos que culminaram na criação do Campo de Instrução da Ilha do Governador, da Linha de Tiro e, prioritariamente, Centro de Instrução do Corpo de Fuzileiros Navais. Em 22 de dezembro de 1955, data que assinala a criação do Centro de Instrução, apresentou seu pedido de transferência para a reserva, fato que gerou manifestações no sentido de demovê-lo da decisão. Na reserva, foi promovido ao Posto Almirante-de-Esquadra e, pouco tempo depois, a Almirante cinco estrelas.
Faleceu Em 01/12/1989, no Rio de Janeiro.
(Fonte: https://www.mar.mil.br/cgcfn/downloads/notanf/20054tnotanf.pdf)

Blog: Para saber mais sobre Sylvio de Camargo clique aqui e aqui.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Você sabia? - Dia Mundial da Poesia

Dia Mundial da Poesia
Outro dia, 14 de Março, foi o Dia Nacional da Poesia, hoje é o Dia Mundial (Internacional) da Poesia.
O Dia Mundial da Poesia celebra-se a 21 de Março, foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999. O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.
Sabe quem me contou? Clique na imagem abaixo e veja.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Você sabia? - São Longuinho

São Longuinho
No Brasil, há uma crença popular de que São Longuinho auxilia a encontrar objetos perdidos. É só repetir:
São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido) dou três pulinhos.
Quando a pessoa encontra o objeto precisa cumprir a promessa em devoção ao santo.
Pelo jeito São Longuinho é o funcionário número um do Departamento Celestial de Achados e Perdidos. Só não se esqueça, quando o objeto reaparecer num passe de mágica, de agradecer dando os três pulinhos - de preferência acompanhados de três gritinhos (e bem sozinho, para evitar gracejos e maledicências).
São Longuinho, que tem o dia celebrado em 15 de março, é especialmente popular na Espanha e no Brasil - mas aqui só existe uma igreja com sua imagem, em Guararema, interior de São Paulo.
"Longuinho vem de Longinus, nome comum aos mártires", afirma o teólogo Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Longinus, por sua vez, vem do grego lonkhe, que quer dizer lança. Segundo os historiadores da religião, Longinus chamava-se Cássio e era um dos centuriões romanos escalados para vigiar Cristo na cruz. "Na Sexta-Feira Santa, Cássio espetou sua lança no coração de Jesus e acabou levando um jato de sangue em seus olhos", diz o padre Aparecido Pereira, estudioso de hagiografias (biografias de santos) e editor do jornal O São Paulo, da Cúria Metropolitana. Cássio sofria de um problema de vista - ou "cegueira espiritual", de acordo com alguns relatos - e, naquele momento, foi curado instantaneamente.
Converteu-se ao Cristianismo e refugiou-se na Cesareia, onde virou monge. Descoberto, foi decapitado, como tantos outros mártires cristãos.
A história de São Longuinho é citada no Novo Testamento por Mateus (27:54), Marcos (15:39) e Lucas (23:47).
(Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br)

Blog: Conheço gente que, se der três pulinhos cada vez que “perde-acha” suas coisas, vai transformar a vida num eterno Carnaval.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Você sabia? - Dia Nacional da Poesia

Dia Nacional da Poesia
Poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos” por sua luta pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Sua arte era movida pelo amor e pela luta por liberdade e justiça.


Blog: Obrigada, Adélia, Affonso, Alice, Cecília, Carlos, Fernando, Manoel, Marina, Mários, Lya, Vinícius e todos os outros que enchem minha vida de poesia e fazem minha alma transbordar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Você sabia? - Holi ou Festival das Cores

Holi ou Festival das Cores

Holi ou Festival das Cores é um festival da religião Hindu realizado na Índia, todos os anos entre fevereiro e março, que comemora a chegada da Primavera no Hemisfério Norte. Também é comemorado em outros países como Sri Lanka, Nepal, Suriname, Malásia, Bangladesh e países com influência indiana. É comemorado no dia de lua cheia do mês de Phalugna ou Falguna (Phalgun Purnima), que geralmente cai na parte posterior de fevereiro ou março.
São muitas as lendas que explicam o aparecimento do Holi, em geral remetendo ao temível Rei Hiranyakashyap. Muito vaidoso, ele queria que todos no seu reino o venerassem, mas foi justamente o seu filho Prahlad quem resolveu adorar uma entidade diferente, chamada Lord Naarayana. Hiranyakashyap combinou com a sua terrível irmã Holika, que tinha o poder de não se queimar, que ela entraria numa fogueira com Prahlad em seus braços para matá-lo. Mas Holika deu-se mal porque ela não sabia que o seu poder de enfrentar o fogo seria anulado quando ela entrasse na fogueira acompanhada de outra pessoa. Lord Naarayana reconheceu a bondade e devoção de Prahlad e salvou-o.
Todo o ritual simboliza a vitória do bem contra o mal, o triunfo da devoção, e assim como a Primavera é a estação das cores, o Holi é festejado com muito colorido. Neste dia, as pessoas atiram tintas das mais diversas cores umas às outras, com muita bebida, comida e música. Essa brincadeira começa quando crianças atiram as tintas aos pais e irmãos sendo que, no final, todos estão completamente pintados. Todos os dias desse festival, as pessoas se cumprimentam dizendo “Holi Hai”.
O povo canta e dança pelas ruas e nuvens de pó de todas as cores pintam o que quer que toquem, trazendo uma nova vida aos mercados, pessoas e calçadas. Por todo um dia, a regra é brincar, atirar pós e tintas coloridos e esquecer a hierarquia de castas.
(Fonte: Textos da Internet)
Vale a pena conferir algumas fotos aqui.

terça-feira, 6 de março de 2012

Você sabia? - Keep calm and carry on

KEEP CALM AND CARRY ON

Você já deve ter visto na Internet um pôster vermelho com a frase “KEEP CALM AND CARRY ON” (“Mantenha a calma e siga em frente”), mas você sabe como ele surgiu?
A mensagem de cinco palavras simples fazia parte de uma campanha motivacional do governo inglês durante a II Grande Guerra. Em 1939, com a guerra contra a Alemanha se aproximando e o Governo desenhou três cartazes para manter o moral da população. Estes contou com a coroa do Rei George VI contra um fundo vermelho negrito, e três slogans distintos:
"Freedom is in Peril" (“A liberdade está em perigo”), "Your Courage, Your Cheerfulness, Your Resolution Will Bring Us Victory" ("Sua coragem, sua alegria, sua resolução nos levará a vitória") e "Keep Calm and Carry On”.
Os primeiros dois cartazes foram imediatamente distribuídos e podiam ser vistos em vários locais, mas o terceiro ficou guardado de reserva, com intenção de ser usado apenas em momentos de extrema crise.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, acredita-se que a maioria dos cartazes foram descartados, sem nunca ter visto a luz do dia. Apenas dois exemplares originais são conhecidos por terem sobrevivido.
A mensagem foi totalmente esquecida até 2000, quando uma cópia foi descoberta em uma caixa de livros comprados em leilão pelo livreiro Stuart Manley. Ele e sua esposa Mary gostaram tanto do cartaz que decidiram emoldurá-lo para pendurar na loja, o que chamou muito a atenção dos clientes. Vendo que sua popularidade estava mais que provada, o casal decidiu imprimir e vender cópias de seu cartaz que rapidamente virou um sucesso.
A figura abaixo mostra Stuart Manley, dono da Barter Books, segurando seu cartaz original, que até hoje pode ser visto pendurado na famosa loja em Alnwick, na Inglaterra.
A criação agora está em domínio público, e pode ser vista em quadrinhos, camisetas, canecas, chaveiros, tapetes, etc.
Se você quer ter um pôster deste para decorar sua casa, pode fazer o download aqui.

Não demorou muito para surgirem variações do pôster com algumas mensagens engraçadas.
Mantenha a calma e continue "blogando"
Mantenha a calma Harry ainda está solteiro.

Mantenha a calma e chame o Batman

Você também pode ver este vídeo com a história do pôster.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Você sabia? Valentine´s Day

Hoje é dia dos namorados no resto do mundo todo. No Brasil comemoramos a data em 12 de Junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de Junho), o santo casamenteiro. Dia 14 de Fevereiro é dia de São Valentim, cuja história já postei aqui. Costuma-se trocar presentes e recados de amor, na data de hoje.
Que vocês tenham um dia lindo e cheio de amor!

Happy Valentine’s Day!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Você sabia? - “LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”

“LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”

Várias vezes por dia canto ou penso no mantra “LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”. Pesquisando na Internet descobri que traduzido do Sânscrito, ao pé da letra, significa "Estejam confortáveis os mundos, em conjunto", o que pode também ser traduzido livremente por: "Que todos os lugares sejam agradáveis”. A frase é um desejo de que o mundo possa ser ou se tornar agradável.
Esse é um sentimento muito peculiar ao Hinduísmo. Se eu estiver em paz internamente, o lugar onde eu estiver se tornará um lugar agradável.
Podemos também, numa tradução mais livre, dizer que é o desejo de: “Que todos os seres do Universo sejam felizes e prósperos”.
É uma oração de uma cultura milenar pela paz e felicidade de todos os seres. É uma contribuição com vibrações positivas para melhorar o mundo. O aspecto mais importante do mantra é que a pessoa não reza só para si, mas para todo o mundo.
Que a paz e a harmonia prevaleçam em nosso dia-a-dia!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Você sabia? - 90 anos da Semana de Arte Moderna

Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal. Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia, literatura e música.
A Semana nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Foi a explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno. Oswald de Andrade sintetiza o clima da época ao afirmar: "Não sabemos o que queremos. Mas sabemos o que não queremos." Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento.
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a princípio, chocou por fugir completamente da estética europeia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas ideias ao longo do tempo.
Entre os principais participantes estavam Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

13 de Fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.

15 de Fevereiro (Quarta-feira) – Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manoel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema, pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por estar doente.

Os sapos

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...”

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo.”

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

17 de Fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.
(Fonte: Textos da Internet)

Blog: O Museu das Minas e do Metal, em BH, dedicou sua programação cultural do mês aos 90 anos da Semana de 1922 e aos 45 do Tropicalismo.
No dia 16, haverá exibição do filme Uma noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil.
No dia 23, é a vez da professora Alícia Duarte Penna, que trata do Modernismo em Minas.
Todos os eventos são às 19h30.
Informações: (31) 3516-7200 e www.mmm.org.br. O Museu fica na Praça da Liberdade, s/ nº, prédio rosa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Você sabia? - Trabalho

Trabalho


Trabalho é descendente direto da palavra latina tripalium.
E o que era o tripalium? Um instrumento composto, como o nome indica, de três paus, mais precisamente três estacas que, fincadas no chão para desenhar os vértices de um triângulo, se encontravam no alto. A essa estrutura se prendiam pessoas para serem martirizadas.
Isso mesmo: por mais que tal ideia revolte uma sensibilidade moderna, o antepassado daquele que “enobrece e dignifica o homem” era um instrumento de tortura. A punição e o suplício estão intimamente ligados ao trabalho.
Quando o verbo trabalhar desembarcou primeiro numa língua românica – no francês do século XII – as ideias que expressava eram duas: submeter a padecimentos físicos ou morais e sofrer terrivelmente (vem daí a expressão “trabalho de parto”).
Já estavam lá, portanto, as duas linhas de força, a ativa e a passiva, que teriam papéis complementares na evolução semântica da palavra. Trabalhar era padecer, extenuar-se, acabar-se na labuta, como faziam escravos e condenados. Era também exercer uma ação – modificadora e, por metáfora, torturante – sobre a terra, os alimentos, os animais.
Para que fossem surgindo gradualmente as acepções modernas, positivas e relativamente indolores ligadas ao exercício de uma profissão, porém, seria preciso esperar alguns séculos. Data de 1600 o primeiro registro de travail como “atividade profissional cotidiana necessária à subsistência”.
Não por acaso, a evolução semântica do trabalho caminhou paralelamente à ascensão da visão de mundo burguesa, que o valoriza, e ao declínio dos modelos econômicos baseados na escravidão e na servidão.
(Fonte: http://www.veja.com/sobrepalavras)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Você sabia? - Dia do Sorvete

Dia do Sorvete

Para comemorar o início da primavera e o aumento gradual da temperatura, o Brasil comemora hoje o Dia do Sorvete.
Como muitas coisas na história da gastronomia, as versões para o surgimento do sorvete são diversas e controversas, cercadas de lendas.
Uma delas é que o primeiro relato de sorvete teria sido registrado na China 3.000 anos atrás. Os chineses misturavam a neve a uma pasta de leite, como as raspadinhas ainda hoje comuns nos bairros e no interior do Brasil.
Outra é que o imperador Nero, de Roma, mandava escravos buscar neve nas montanhas para misturá-la a sucos, mel e polpa de frutas.
No início do século 14, o veneziano Marco Polo voltou de sua famosa viagem ao Oriente. Além de introduzir o macarrão na Europa, Polo trouxe uma receita para fazer sorvetes de água, muito parecidos com os atuais.
No século 17, quando o monarca Francisco I esteve em campanha na Itália, decidiu levar para seu filho, o Duque de Orleans, uma noiva, Catarina de Médicis. A ela atribui-se a introdução do sorvete na França. Neste mesmo país, em 1660, Procopio Coltelli inaugurou, em Paris, a primeira sorveteria do mundo.
A neta de Catarina de Médicis casou-se em 1630 com Carlos I da Inglaterra e, segundo a tradição da avó, também introduziu o sorvete entre os ingleses. Os colonizadores britânicos levaram o sorvete para os Estados Unidos.
Em 1851 os Estados Unidos viveram um dos momentos mais importantes da história do sorvete: o leiteiro Jacob Fussel abriu em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, produzindo em grande escala e sendo copiado por outros em Washington, Boston e Nova York.
Em 1879, também nos Estados Unidos, é inventado o "Ice Cream Soda". O aparecimento da casquinha possui duas versões: uma de que teria surgido em 1896 na Itália, e outra que diz que ela foi inventada em 1904 nos EUA. O picolé apareceu na Itália no início do século 20.
A primeira sorveteria brasileira nasceu em 1835, quando um navio americano aportou no Rio de Janeiro com 270 toneladas de gelo. Dois comerciantes compraram o carregamento e passaram a vender sorvetes de frutas. Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo. As sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo.
No Brasil, o sorvete chegou a ser considerado o precursor do movimento de liberação feminina. Para saboreá-lo, a mulher praticou um de seus primeiros atos de rebeldia contra a estrutura social vigente, invadindo bares e confeitarias, lugares ocupados até então quase que exclusivamente pelos homens.
Evoluindo a passos curtos, esta guloseima só teve distribuição no país em escala industrial em 1941, quando foi fundada na cidade do Rio de Janeiro a U.S. Harkson do Brasil.
Embora os EUA sejam os maiores produtores e consumidores de sorvete do mundo, os italianos têm fama de fazer os melhores do mundo.
É imensa a variedade existente de sabores, cores e formatos, assim como as combinações. Geralmente, o sorvete é servido como sobremesa de forma individual, ou acompanhamento para frutas, bolos, tortas, panquecas, etc. Também é possível incrementar com diversas caldas. E é consumido em qualquer clima.

Curiosidades sobre o Sorvete

- A taça de sorvete "sundae" surgiu no início do século 20, nos Estados Unidos, e era servida aos domingos ("Sunday", em inglês, significa domingo). O invento recebeu uma grafia diferente porque este era considerado um dia sagrado.
- Em 1846, a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que funcionava com uma manivela que, quando girada manualmente, agitava uma mistura de vários ingredientes. Na parte de baixo, havia uma camada de sal e gelo, que a congelava. Era a precursora das primeiras máquinas industriais de sorvete.
- No início, no Rio de Janeiro, o gelo era envolto em serragem e enterrado em grandes covas para que não derretesse. Ele chegava a durar cinco meses, tempo suficiente para que os sorveteiros mantivessem na população carioca o gosto pelo sorvete.
- Nos EUA, maior consumidor de sorvete no mundo, foi instituído o Dia Nacional do Sorvete. É o dia 14 de julho, mês que também é considerado o Mês Nacional do Sorvete.
(Fontes: http://www1.folha.uol.com.br, http://www.lafrione.com.br)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Você sabia? - Como são escolhidos os nomes de furacões

Como são escolhidos os nomes de furacões

Os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 km/h e ao contrário do muita gente pensa, seus nomes não são somente femininos.
Os nomes dos furacões são escolhidos por um comitê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra. Para tempestades do Atlântico, o comitê mantém seis listas prontas com nomes que abrangem todas as letras do alfabeto, metade masculinos e metade femininos. As seis listas são mantidas em constante rotação. Por exemplo, a lista de nomes de 2010 será usada novamente em 2016.
Antigamente, os furacões não recebiam nomes próprios. Originalmente, os nomes eram dados de acordo com o nome do santo do dia em que tocavam a terra. Se dois furacões se formassem na mesma data, a mais recente tempestade tinha um sufixo incluso em seu nome. Por exemplo, o furacão San Felipe atingiu Porto Rico em 13 de setembro de 1876, e outra tempestade atingiu a área em 13 de setembro de 1928. A tempestade última foi nomeada de San Felipe II.
Depois, os estudiosos os classificavam por números ou pelo alfabeto fonético dos militares (uma palavra representa a letra que a inicia, por exemplo: Able equivale a A, Baker, a B e Charlie, a C). Deu certo apenas até 1953, quando o alfabeto fonético internacional foi remodelado, gerando confusões.
A partir daí, foram usados nomes femininos. Uma das versões para isso diz que, informalmente, os meteorologistas já batizavam os furacões em homenagem a suas namoradas e esposas. O primeiro furacão foi chamado Maria. Com o fortalecimento dos movimentos feministas na década de 1970, nomes masculinos também passaram a ser dados em 1978. Nomes femininos são usados em tempestades de número ímpar durante anos ímpares, enquanto os masculinos ficam para as tempestades de número ímpar em anos pares.
Todo ano, é usada uma das seis listas com 21 opções, cada uma começando com uma letra do alfabeto. As letras Q, U, X, Y e Z não são usadas, já que iniciam poucos nomes. A primeira tempestade tropical do ano recebe o nome que tem a letra A, enquanto a segunda recebe a letra B e assim por diante.
Quando um furacão causa muitos problemas, como destruição e mortes, seu nome é retirado da lista. O Katrina, por exemplo, de 2005, não aparecerá novamente por ter devastado a cidade de Nova Orleans.
Clique na imagem para ver em tamanho maior.


(Fontes: http://noticias.universia.com.br, http://www.apolo11.com, http://guiadoscuriosos.com.br/, http://noticias.terra.com.br)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Você sabia? - Carta Renúncia de Jânio Quadros

Carta Renúncia de Jânio Quadros

Há 50 anos, Jânio Quadros renunciava ao cargo de presidente do Brasil. Jânio esteve no poder por exatos 206 dias.
O livro ‘’Jânio Quadros: Memorial à Historia do Brasil’, organizado por Jânio Quadros Neto e Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, traz um capítulo com a confissão que Jânio, já doente, fez ao neto, num quarto do Hospital Israelita Albert Einstein, no dia 25 de agosto de 1991, no trigésimo aniversário da renúncia. É a sincera confissão feita por Jânio Quadros sobre os reais motivos que o levaram a renunciar à Presidência da Republica. As palavras de Jânio não deixam margem de dúvidas sobre a renúncia:

-‘’Quando assumi a presidência, eu não sabia da verdadeira situação político-econômica do País. A minha renúncia era para ter sido uma articulação: nunca imaginei que ela seria de fato aceita e executada. Renunciei à minha candidatura à presidência, em 1960. A renúncia não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 25 de agosto de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana do país, o maior erro que cometi (...) Tudo foi muito bem planejado e organizado. Eu mandei João Goulart em missão oficial à China, no lugar mais longe possível. Assim, ele não estaria no Brasil para assumir ou fazer articulações políticas. Escrevi a carta da renúncia no dia 19 de agosto e entreguei ao ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, no dia 22. Eu acreditava que não haveria ninguém para assumir a presidência. Pensei que os militares, os governadores e, principalmente, o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder. Jango era, na época, semelhante a Lula: completamente inaceitável para a elite. Achei que era impossível que ele assumisse, porque todos iriam implorar para que eu ficasse (...) Renunciei no dia do soldado porque quis sensibilizar os militares e conseguir o apoio das Forças Armadas. Era para ter criado um certo clima político. Imaginei que, em primeiro lugar, o povo iria às ruas, seguido pelos militares. Os dois me chamariam de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Achei que voltaria de Santos para Brasília na glória. Ao renunciar, pedi um voto de confiança à minha permanência no poder. Isso é feito frequentemente pelos primeiros-ministros na Inglaterra. Fui reprovado. O País pagou um preço muito alto. Deu tudo errado’’.

Eis a carta renúncia de Jânio Quadros que foi divulgada no dia 25 de Agosto de 1961:

"Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.
Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.
Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.
Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim não falta a coragem da renúncia.
Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.
Somente assim seremos dignos deste país e do mundo. Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor. Trabalharemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria."

Brasília, 25 de agosto de 1961.

Jânio Quadros

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Você sabia? - A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

Getúlio Dorneles Vargas (São Borja, 19 de Abril de 1882 – Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 1954)

A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

A Carta Testamento de Getúlio Vargas é um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954. Segundo o relato de familiares e colaboradores, ao lado do seu corpo foi encontrada a cópia de uma carta com sua assinatura, dirigida ao povo brasileiro.

"Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."
(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Você sabia? - Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.
De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.
O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.
Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.
Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.
Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.
Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.
Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000.
(Fonte: Folha de São Paulo em 23/08/2011)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Você sabia? - Quem inventou o mito da loira burra?

Morena rejeitada, Anita Loos criou mito da loura burra

The Kobal Collection

Bonita, inteligente, bem-humorada e rica, a escritora americana Anita Loos (1888-1981) foi, certamente, uma das mulheres mais interessantes de sua época.
A despeito de tudo isso, na hora de atrair a atenção masculina, Loos, que era morena, sempre ficava em segundo plano diante de fios de cabelos louros.
A autora, morta há exatos 30 anos, usou esta dor de cotovelo, digamos assim, para difundir um dos principais mitos culturais (e sexuais) do século 20: a loura burra.
Em 1925, ela publicou "Os Homens Preferem as Louras". O romance é narrado em forma de diário por Lorelei Lee, loira estúpida, de pouca cultura, mas incrivelmente esperta quando o assunto é dinheiro.
Em busca de algum homem rico que possa financiar sua "educação", Lorelei conta as divertidíssimas peripécias em que se vê envolvida ao redor do mundo.
No fim das contas, traça uma hilariante sátira do provincianismo americano e do esnobismo europeu.
Fenômeno de vendas nos Estados Unidos, o livro foi traduzido para inúmeras línguas e ganhou uma continuação em 1928: "Mas os Homens se Casam com as Morenas". Foi filmado em 1928 e inspirou espetáculo da Broadway em 1949.
Em 1953, seria novamente levado às telas pelo cineasta Howard Hawks. No papel de Lorelei, Marilyn Monroe tornou-se o principal símbolo da loura desmiolada.
"O legado de Anita foi apresentar uma visão mais irônica sobre o sexo e, também, sobre nós mesmos", diz Cari Beauchamp, autora do livro "Anita Loos Rediscovered" (2003), misto de biografia e coletânea de textos.
A origem de todo esse sucesso remonta ao início dos anos 1920, durante uma viagem de trem.
Loos seguia ao lado do marido, John Emerson, e de alguns dos mais famosos nomes do cinema mudo, como o ator Douglas Fairbanks.
Nenhum deles, contudo, era mais bajulado que uma loura abilolada aspirante à atriz.
Enquanto Loos carregava, sozinha, as pesadas malas, os homens disputavam para saber quem pegaria o livro que a loura deixava frequentemente cair.
A partir daí, Loos começou a relembrar todas as situações nas quais as louras costumavam levar vantagem.
"Parece que eu tinha me dado conta de um importante fato científico que jamais havia notado", relembrou em 1963.
Embora estivesse sempre apaixonada, quase nunca era correspondida --sempre havia um loura no caminho.
Ela viveu um longo e complicado casamento com Emerson, que, segundo contam, explorou o talento dela o quanto pôde.
Do poder das louras não escapava nem mesmo H.L. Mencken (1880-1956), mito do jornalismo americano e ídolo maior de Loos.
O jornalista acabou servindo de modelo para alguns dos homens feitos de gato e sapato por Lorelei no romance. "Menck gostava muito de mim, mas, em matéria de afeto, preferia uma loura desmiolada", disse certa vez.
Loos podia não ser o tipo de Mencken, mas ele logo reconheceu o talento da autora. Outros autores de peso, como James Joyce e William Faulkner, também eram fãs de "Os Homens Preferem as Louras".
Antes mesmo de publicar o livro, Loos era um nome conhecido na cultura americana. Aos 19 anos, já era roteirista do diretor D.W. Griffith.
Também escreveu filmes para o cineasta George Cukor e para o produtor Irving Thalberg, entre outros nomes lendários. Foi amiga de Orson Welles e Cole Porter.
Enfim, não fosse morena, Anita Loos poderia ter sido a mulher mais feliz do mundo.
(Fonte: Marco Rodrigo Almeida – Folha de São Paulo em 18/08/2011)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pesquisa - Então

Então, eu só queria entender. Por que todas as respostas dos jovens de hoje começam com então?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Você sabia? - Hino Nacional Brasileiro

O Hino Nacional Brasileiro tem uma curiosidade: a música foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1822, para comemorar a Independência do país, mas a letra foi composta somente em 1909, pelo poeta Joaquim Osório Duque Estrada. Portanto, o compositor e autor da letra jamais se conheceram.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Você sabia? Muçarela ou mussarela?

“Só sei que nada sei.” E, provavelmente, vou continuar não sabendo até meu fim. Mas também sei que a máxima “Vivendo e aprendendo” é uma grande verdade.
Outro dia, vi na “Folha de São Paulo” uma receita que levava 250 gramas de muçarela como ingrediente, grafado com ç. Muçarela? Achei muito estranho, mas cometi o erro de não recorrer ao dicionário e sanar a dúvida: Muçarela ou Mussarela? “Consertei” a grafia da palavra e postei a receita no blog.
Ontem, vi a mesma polêmica no Fantástico que afirmava ser muçarela a forma correta.
Fui pesquisar e vi que sempre estive errada.
O Aurélio apresenta o verbete “mozarela”, enquanto o Michaelis registra as duas formas: mozarela/muçarela. Nenhum registra “mussarela”. Portanto, por incrível que pareça, a forma errada, segundo as fontes, é justamente a que quase todo mundo usa: “mussarela”.
Aprendi que som de dois “s” de palavra estrangeira, quando aportuguesada, passa para a letra “ç”. Muçarela ou mozarela provém do italiano mozzarella com duas letras “z” e som de dois “s”, portanto, em Português, deve-se grafar muçarela.
Aprendi e já corrigi nas minhas receitas. Quando saborear uma pizza, vou ficar sabendo se o delicioso sabor continua inalterado. Agora só falta avisar os fabricantes do referido queijo, os supermercados e o povo brasileiro.
O correto é escrever MUÇARELA ou MOZARELA.
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