sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Serviço - cuidado com os escorpiões

Minas Gerais já registrou 22 mortes por picada de escorpião este ano

Minas Gerais é o estado com o maior número de casos de acidentes com escorpiões até agora, segundo o Ministério da Saúde: 22 pessoas morreram no estado este ano. E é neste período, de chuva e calor, que ele mais se reproduz, e sai em busca de alimentos.
Em Minas, a espécie mais comum é o escorpião amarelo, que mede cerca de 6 centímetros. A picada é muito dolorida e o veneno age rapidamente no organismo. Além de venenoso, o escorpião tem um diferencial: a capacidade, mesmo sem nenhum parceiro, de se reproduzir. De uma só vez, o escorpião pode gerar de 15 a 20 filhotes. Quem for picado deve procurar um hospital imediatamente.
(Fonte : Globo Minas)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Na vitrola aqui de casa - Quando o próprio amor vacila

Serviço - Saiba como tirar passaporte

O processo de solicitação de passaporte inicia com o acesso ao site do Departamento de Polícia Federal www.dpf.gov.br. No site, clique no link "Informações gerais e requerimento de passaporte" e em seguida selecione a localidade onde deseja requerer o passaporte. Existem dois modelos do documento, o passaporte comum padrão ICAO, cor azul e o passaporte modelo antigo padrão não-ICAO, cor verde. Verifique o seu modelo de passaporte no site.
Leia as informações e clique em "emissão do passaporte". Preencha o formulário com seus dados e ao final digite o código de segurança e clique em confirmar. Serão exibidos três botões, inicialmente clique em "gerar protocolo", depois "gerar GRU" (guia para pagamento da taxa) e finalmente em "fechar". Caso haja dúvidas sobre o preenchimento dos seus dados, ligue para 0800-9782336 ou entre em contato pelo e-mail cau.cti@dpf.gov.br. Outros esclarecimentos aqui.
Após a inclusão dos dados será emitida a Guia de Recolhimento da União (GRU). O boleto deve ser pago, respeitando sua data de vencimento. A taxa de concessão de passaporte comum ICAO, cor azul, é de R$ 156.07, já a concessão de novo passaporte sem a apresentação do anterior (válido ou não) custa R$ 312,14. Nas unidades que emitem o passaporte antigo (cor verde) a taxa é de R$ 89,71, e R$ 179,42, para pedir a renovação ou outro passaporte sem a apresentação do documento antigo.
Por fim, compareça ao posto do DPF munido da documentação original exigida (veja abaixo), GRU paga e protocolo da solicitação. Em algumas unidades do DPF é necessário fazer o agendamento prévio. Verifique no site se é preciso agendar o atendimento no posto escolhido.

DOCUMENTOS

O interessado em obter o passaporte comum deve ser brasileiro nato ou naturalizado. Para realizar o pedido é preciso comparecer em quaisquer das unidades descentralizadas ou postos de atendimento do Departamento de Polícia Federal e apresentar em original os seguintes documentos:
§ Carteira de Identidade Civil (RG) e Certidão de Casamento com a devida averbação, se for o caso, para as pessoas que tiverem o nome alterado em razão de casamento, separação ou divórcio;
§ Carteira de Identidade Civil (RG) ou Certidão de Nascimento para os menores de 12 anos;
§ Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral de que está quite com as obrigações eleitorais, ou justificativa eleitoral;
§ Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos;
§ Certificado de Naturalização, para os Naturalizados;
§ Comprovante de pagamento da taxa em reais, por meio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ser preenchida pela internet, sendo necessário o CPF do requerente ou responsável, código da receita e da unidade arrecadadora conforme tabela das receitas existente na própria guia;
§ Apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não). A não apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em dobro;
§ O brasileiro que tiver seu passaporte válido inutilizado por qualquer repartição consular ou de imigração estrangeiras, no Brasil ou no exterior (por negativa de visto ou deportação), não está impedido de requerer um novo passaporte. Basta apresentar o passaporte, válido ou não, para cancelamento.
§ Conforme legislação, outros documentos poderão ser exigidos.

Outras informações

É obrigatória a presença do requerente na unidade do DPF, inclusive menor de 18 anos. As coletas de digitais, assinatura e fotografia serão realizadas nas dependências da Polícia Federal, por meios eletrônicos. Nas unidades que ainda emitem o passaporte do modelo antigo é preciso, além dos documentos, levar duas fotografias 5x7, com data.
O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, mediante apresentação de documento de identidade e assinatura de recibo. Busque seu passaporte no horário e local indicados. O prazo de entrega é de no máximo seis dias úteis.
A validade do passaporte é de até cinco anos. Expirado o prazo de validade deverá ser solicitado um novo documento.
Não há renovação nem prorrogação de passaporte, se o seu está com prazo de validade expirado ou prestes a expirar e você deseja obter um novo documento de viagem, serão exigidos TODOS os documentos originais relacionados.

Novo passaporte

O novo passaporte comum padrão ICAO, cor azul, foi implantado em algumas cidades brasileiras. As demais unidades do DPF continuam expedindo o passaporte modelo antigo (padrão não-ICAO, cor verde). O titular do passaporte comum padrão não-ICAO, cor verde, poderá utilizá-lo regularmente até a data de vencimento indicada na caderneta.

Visto

A Policia Federal trata apenas de assuntos pertinentes ao passaporte comum brasileiro. Para renovação do visto, dirija-se à embaixada ou consulado do país que você deseja obter o visto.
Fonte: Site do Departamento de Polícia Federal

Gostei...- Freira que fundou convento de irmãs Carmelitas em SP pode virar santa

O Vaticano autorizou a abertura do processo de canonização da madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, a freira Carminha, fundadora do Convento das Irmãs Carmelitas de Tremembé, a 138 km da capital paulista, no Vale do Paraíba. O comunicado de Roma chegou nesta terça-feira ao bispo de Taubaté, dom Carmo João Rhodn. A primeira fase do processo será feita em Taubaté e deve durar cerca de oito anos.
Morta em 1965, irmã Carminha chamou a atenção de fiéis da região na primeira exumação do corpo dela, em 1972. De acordo com Regina Bernardes, do convento de Tremembé, o corpo permanecia intacto. Os católicos da cidade começaram a rezar para ela e passaram a chamá-la de Santinha da Ponte, porque a casa religiosa fica próxima de uma ponte sobre o Rio Paraíba. Há pessoas que dizem ter sido curadas após pedir, por meio de orações, a intercessão (ajuda) de madre Carminha.
O bispo de Taubaté agora vai marcar a data para a abertura do processo de canonização. Ele vai nomear um tribunal e uma comissão histórica para analisar cartas, poemas e escritos espirituais deixados pela madre. Também serão ouvidas 30 pessoas que conviveram com irmã Carminha e são apontadas como testemunhas das virtudes dela.
A Diocese de Taubaté vai avaliar a caridade, fé, esperança e paciência da candidata a santa. Após a abertura do processo, Carminha já é considerada serva de Deus, ou seja, a Igreja reconhece que os católicos podem rezar para a madre.
Após concluído, o processo é enviado ao Vaticano, que examinará se o trabalho foi feito corretamente em Taubaté. Depois, a Igreja fica à espera da comprovação de um milagre da madre. Se isso se confirmar, ela se torna beata. Se surgir um segundo milagre, ela passa a ser considerada santa. Não há prazo para o fim do processo. O único santo nascido no Brasil, Frei Galvão, também é do Vale do Paraíba.
(Gabriel Batista – Diário de São Paulo em 04/11/2009)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles

A Arte de Ser Feliz


"Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:
"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.
Conclui seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebe de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.
Dois anos depois, em 1919, publica seu primeiro livro de poesias, "Espectro".
Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925.
Casa-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dão cinco netos.
Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.
Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.
A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.
Em 1940, leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).
Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:
"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea.

Truques e quebra-galhos - Reaproveitando potes

Reciclar também é moderno

Para tirar o odor de maionese, azeitona, etc. de potes e vidros para reutilizá-los, basta, depois de lavados e secos, enchê-los com bolas de jornal seco, tampá-los e colocá-los no congelador por algumas horas. Depois e só lavar e usar. Ficam totalmente sem cheiro.

Esterilizando vidros para conservas

No fundo da panela coloque um pano limpo dobrado. Sobre o pano, apóie o vidro (ou os vidros, se a panela for grande o suficiente). Encha com água - o vidro também deve ser preenchido e deve permanecer aberto. A panela precisa ser alta o suficiente para que a água cubra todo o vidro. Leve a panela ao fogo alto, espere ferver e marque 20 minutos. A tampa, se for de metal, pode ser levada ao fogo junto com o vidro. Se for de plástico, coloque-a na água fervente apenas nos últimos 5 minutos. Espere a água da panela esfriar um pouco antes de tentar retirar o vidro ou use pinças próprias para retirá-lo. O vidro e a tampa devem secar ao natural, para evitar os fiapos do pano de prato.
Não apóie o vidro quente diretamente sobre uma superfície fria, pois ele pode trincar. Algumas conservas só podem ser montadas após o vidro esfriar. Tenha paciência e siga corretamente as indicações de preparo, para não comprometer o resultado.

Santa Rita é notícia - Festival Estadual Nossa Arte

Nos dias 28 Outubro a 01 de Novembro, a APAE de Santa Rita do Sapucaí participou do VIII Festival Estadual Nossa Arte promovido pela Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais na cidade de São Lourenço. O evento contou com a participação das APAES do estado de Minas, representado por 32 regionais. Contou ainda com a presença do Deputado Federal Eduardo Barbosa, presidente da Federação Nacional das APAES e Sérgio Sampaio, presidente da Federação das APAES do Estado de Minas Gerais.
O Festival objetivou expandir e fortalecer a arte como mais um veículo de educação e superação de desafios. Foi possível compartilhar o potencial criativo da pessoa com deficiência, e como conseqüência, promover a inclusão de sua arte através da exposição de seus trabalhos de artes visuais, artesanato e artes literárias no calçadão da cidade, a vista de todos os turistas que por ali passavam. Os trabalhos de dança, teatro e folclore ocorreram no Hotel Guanabara no Centro de Convenções. Visando a inclusão social, a modalidade música ocorreu no Parque das águas, no centro da cidade, onde foi compartilhada com toda a população.
A APAE de Santa Rita do Sapucaí participou nas modalidades de dança e teatro levando belíssimos trabalhos realizados pelos alunos. Para a alegria de todos foram contemplados com a colocação de primeiro lugar do Estado de Minas Gerais na categoria teatro, com a peça “A paquera”, apresentada pelo grupo “Sem fronteiras” compostas pelas artistas: Amanda de Cássia, Beatriz Dias, Inara, Larissa e Pamela. O grupo existe há 04 anos e tem a coordenação da Terapeuta Ocupacional Daniele Cristina Carletti e apoio do professor intérprete de libras Gladstone.
No ano de 2010 o grupo “Sem Fronteiras” irá representar o Estado de Minas Gerais no VIII Festival Nacional de Artes que ocorrerá na cidade de Bento Gonçalves – RS.
(APAE de Santa rita do Sapucaí em 04/11/2009)

Dica de diversão - Para você que mora em Santa Rita do Sapucaí




Apae de Santa Rita do Sapucaí
Avenida Francisco Bilac Pinto,229
CEP 37540-000 - Santa Rita Do Sapucaí - MG
Tel.: (35) 3471-2411 - Fax: 3471-2411
E-mail: apae.srs@superig.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dica de onde ir - Para você que mora em Santa Rita do Sapucaí

Uma boa dica para passeio no final de semana é ir comer uma truta em Delfim Moreira.
Já estive algumas vezes no Pesqueiro e Restaurante Boa Vista. Ambiente super simples, mas limpo e com bons pratos. Além da truta frita para tira-gosto, servem também o peixe recheado ou com molhos especiais. Para quem não aprecia peixe, há pratos a base de carne.
Localizado fora da cidade, é só perguntar, o local funciona de quarta-feira a domingo. Reservas pelo telefone (35) 3624-1107.
A viagem de carro demora aproximadamente 1 hora.

Na vitrola aqui de casa - Baby can I hold you tonight

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ninguém vive sem um pouco de poesia...


Para os meus leitores que não tem pai ou mãe ou, por infelicidade ainda maior, já perdeu ambos. Que esses poemas sirvam de acalanto neste dia de hoje. Tive a sorte de encontrá-los, tempos atrás, no Blog do Noblat.


Café com meu pai


Debaixo de um pé de café
sepultei o corpo de meu pai,
com o rosto voltado para as ramas,
de modo que seus olhos
seguissem sempre num horizonte verde,
e as narinas, um cheiro doce,
capaz de matar sua sede.
Também para que tivesse sombra nos dias de sol
e muitos companheiros de viagem,
como ele, plantados no cafezal.
Colhe agora o que deu em vida
e o que dele ficou inútil, o corpo,
assim continua a ainda palpita.

Agora que envelheço,
bebo café de outro jeito.
Não só para abrandar o peito,
não só para acender o pito,
mas para rever seu rosto,
um cafezal, e assim existo.

João José de Melo Franco nasceu em Barretos, São Paulo, em 1956, e hoje, é morador de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. É poeta, tradutor, publicitário, cineasta e editor, e estreou, em 1979, com o livro Primeira Poesia. Depois publicou Esse Louco Desejo (1980) e Amor Perfeito (1984). Em 2006, depois de 20 anos afastado do mercado editorial, publica O Mar de Ulisses, pela Ibis Libris Editora.


Thereza


Visito minha mãe no Jardim Botânico
Faz dois anos que ela morreu
Parece que faz uma vida
Tenho tanta saudade
Das conversas
Do uisquinho, até do barulho nervoso do gelo
O excesso de uísque ajudou a matá-la
Pena que os excessos matem
Já conheci quem morreu de amor
De excesso e falta

A árvore que eu e minha irmã escolhemos para depositar suas
Cinzas não tem nada de excepcional
É um Tiliacea da Malásia
Ela me parece velha
Foi um descuido espalhar as cinzas numa
Árvore que pode tombar logo
Mesmo antes da minha morte
Me parece um canto agradável
Ela deve estar contente no céu
Estou aqui na terra

Depositar cinzas de cremação no Jardim Botânico
É proibido. Tirar fotos de casamento pode
Imagino se todos depositassem seus mortos
no Jardim Botânico se assemelharia ao Ganges
Todo humano deveria passar uma tarde
Olhando uma cremação do Rio Ganges, na Índia
Depois de pôr fogo no morto, com a presença da Família,
com um pedaço de pau dilaceram-se os
Ossos e o crânio que são muito resistentes ao
Fogo. Tudo é calmo e sagrado. As cinzas vão para o rio

Minha mãe não sofreu muito ao morrer
Eu e minha irmã ficamos contidos. Nossa família é
Assim. Fatalista. Já me falaram que é um resquício
Aristocrático. Sempre nos orgulhamos da
República. Em volta da Tiliacea nasceram cogumelos
Cada vez que visito minha mãe tem novidade
Em volta da árvore. Minha mãe está sempre

Presente e o chão sempre apresenta surpresas
Os cogumelos formam um ajuntamento como uma ninhada
Do meio salta uma flor! É da raça das Therezas.

Guilherme Zarvos (São Paulo, 13 de março de 1957). É poeta, escritor, produtor cultural, professor, cientista social e economista. Guilherme é uma das figuras mais emblemáticas do cenário poético carioca desde os anos 90. Ao lado do poeta Chacal, fundou o CEP 20.000 (Centro de Experimentação Poética) evento underground que resiste e revela poetas e músicos há 18 anos. Doutor em Letras pela PUC - Rio, recentemente publicou sua tese Branco Sobre Branco que conta a história do CEP e sua aventura pela poesia no Rio de Janeiro.

domingo, 1 de novembro de 2009

Será lenda?

Reza a lenda (ou não?) que existiu, tempos atrás, em Santa Rita um prefeito iletrado, como muitos políticos de hoje (sei, mas não conto quem é).
Plural? Não sabia de “quem” se tratava. De concordância conhecia apenas o sim, mas era um sábio. Como sabia de suas limitações, pouco falava. Discursos, nem pensar. Quanto muito um Viva Santa Rita ( o Padre José não é político, que fique claro) e pronto.
Um dia foi ter um encontro com o governador do estado para resolver algumas pendências do município.
Conversa vai, conversa vem, ele só dizia:
-Sim, excelência. Não, governador.
O governador foi ficando incomodado com aquelas respostas tão curtas e querendo puxar conversa, chegou até a janela, olhou para fora e disse em politiquês clássico:
_ A atmosfera está carregada hoje.
E o prefeito não querendo deixar Santa Rita por baixo, respondeu:
- Lá em Santa Rita, esse ano, também deu tanto que até quebrou os galhos...

Você sabia? - Vivan los muertos


Vivan Los Muertos!

O Dia de Finados no México é uma data festiva, em que se convidam mortos e vivos para celebrá-la, com petiscos, música e tequila. Para enfeitar a casa, muita cor e caveirinhas.
No dia 31 de outubro, escolas, clubes e casas noturnas pelo Brasil celebram o Halloween. O Dia das Bruxas americano, ilustre desconhecido do brasileiro há 20 anos, hoje encanta crianças e adultos no país. Muita gente, no entanto, torce o nariz e aponta a tendência como mais uma prova do servilismo cultural aos Estados Unidos. Se você é uma dessas pessoas, nem tente convencer disso seu filho louco para se vestir de vampiro. Celebre a diversidade cultural, mas não seja um chato! Para variar, que tal fazer uma festa de Dia dos Mortos mexicana?
Apesar da iconografia ligada a seres lúgubres, o 2 de novembro é um dia alegre no México, garante a cozinheira e escritora mexicana Lourdes Hernandez. “As pessoas cantam, dançam, é divertido. Tem gente que leva grupos de mariachis (músicos tradicionais) para o cemitério, faz piquenique nos túmulos”, diz. “Temos uma relação brincalhona com a morte, fazemos piadas sobre os mortos.”
(Tânia Nogueira – Casa e Jardim em 30/10/2009)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Elisa Lucinda

Incompreensão dos Mistérios

Saudades de minha mãe.
Sua morte faz um ano e um fato
Essa coisa fez
eu brigar pela primeira vez
com a natureza das coisas:
que desperdício, que descuido
que burrice de Deus!
Não de ela perder a vida
mas a vida de perdê-la.
Olho pra ela e seu retrato.
Nesse dia, Deus deu uma saidinha
e o vice era fraco.

Elisa Lucinda nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 2 de fevereiro de 1958. Formou-se em Jornalismo no ano de 1982 e, a partir de então, iniciou sua carreira teatral. Descobriu e apaixonou-se pela poesia em tenra idade. Aos onze anos de idade, ingressa no Curso de Interpretação Teatral da Poesia, ministrado pela professora Maria Filina Salles Sá de Miranda, quando começa a declamar poesias. Em 1986, mudou-se para o Rio de Janeiro, disposta a seguir a carreira de atriz. Ingressa no Curso de Interpretação Teatral da Casa de Artes de Laranjeiras (CAL). Além de escritora, Elisa Lucinda é professora universitária, atriz de teatro, televisão e cinema, mas é sem sombra de dúvidas o “dizer” poesia que mais a encanta e onde ela tem tido maior notoriedade.
Trabalhou em algumas peças, como “Rosa, um Musical Brasileiro”, sob direção de Domingos de Oliveira, e “Bukowski, Bicho Solto no Mundo”, sob direção de Ticiana Studart. Integrou, ainda, o elenco do filme “A Causa Secreta”, de Sérgio Bianchi.
“O Semelhante”, onde a poeta se apresenta declamando seus versos e conversando com a platéia, estreou no Rio e teve temporadas de sucesso em várias capitais. No mesmo formato apresentou “EUTEAMO Semelhante”, também com excelente receptividade. Publicou, entre outros, os livros “A Menina Transparente”, “Euteamo e suas estréias”, “O Semelhante” e a “Coleção Amigo Oculto” (trilogia infantil). Gravou os Cd’s de poesias: “Semelhante” e “Euteamo e suas Estréias”, sob o selo da gravadora Rob Digital. Há quem critique a temática por demais cotidiana da poesia de Elisa.
A atriz e poeta Elisa Lucinda, inaugurou em 19/07/2008 a Casa Poema, a nova sede de sua escola de poesias, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Um espaço com vários ambientes como salas de aula, biblioteca, escritórios, um teatro e um café.

Casa Poema – Rua Paulino Fernandes, 15 – Botafogo (perto do metrô)
Dê um passeio pela Casa Poema e veja que graça.

Na vitrola aqui de casa - Reconvexo

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