terça-feira, 5 de janeiro de 2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Serviço - Comece 2010 sem entrar no vermelho

Passada a euforia das festas de fim de ano, é hora de avaliar o tamanho da fatura do cartão de crédito de dezembro e lidar com a ressaca dos gastos. Quem cumpriu as promessas do réveillon anterior - de se organizar financeiramente - deve ter separado uma parcela do décimo terceiro salário para pagar impostos, como IPTU, IPVA, e as compras de material escolar, gastos que se concentram neste início de ano. Do contrário, ainda é tempo de pensar em estratégias para não entrar em 2010 no vermelho.
Segundo a reportagem de Juliana Rangel e Felipe Frisch da edição do Globo desta segunda-feira, uma das recomendações de especialistas é aproveitar o parcelamento dos impostos. O consultor financeiro e professor do Ibmec-Rio, Gilberto Braga, lembra que, se o contribuinte tiver algum dinheiro guardado na poupança, vale a pena resgatar e quitar os impostos à vista, com desconto:
" O valor dos abatimentos é maior que o rendimento da poupança (Giberto Braga) "
- O valor dos abatimentos é maior que o rendimento da poupança. Mas nem sempre a mesma lógica serve para empréstimos ou linhas de financiamento dos bancos. Para se ter uma ideia, o desconto dado no pagamento à vista dos impostos equivale aos juros de um mês no cheque especial.

Pais podem se juntar para comprar material escolar
Na compra do material escolar, algumas práticas garantem economia. O professor de Finanças da FGV-SP e da PUC-SP Fabio Gallo Garcia diz que o ideal é os pais de alunos se juntarem para comprar livros diretamente da editora ou de lojas atacadistas, com descontos maiores que nas livrarias.
Além disso, é saudável financeiramente que um irmão mais novo herde os materiais escolares dos mais velhos que puderem ser reaproveitados. E, na hora das compras, coisas como borrachas, lápis e canetas chegam a ter diferença de 250% de preço entre os diferentes estabelecimentos - lembra, recomendando uma ampla pesquisa de preços.
(O Globo em 03/01/2010)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Hilda Hilst


Dez chamamentos ao amigo I
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso. Com pouco tempo de vida, seus pais se separaram, o que motivou sua mudança, com a mãe, para a cidade de Santos (SP).
Aconselhada pela mãe, em 1948 inicia seus estudos de Direito na Faculdade do Largo do São Francisco. A partir de então levaria uma vida boêmia que se prolongou até 1963. Moça de rara beleza, Hilda comportava-se de maneira muito avançada, escandalizando a alta sociedade paulista. Despertou paixões em empresários, poetas (inclusive Vinicius de Moraes) e artistas em geral.
Hilda Hilst faleceu no dia 04 de fevereiro de 2004, na cidade de Campinas (SP).

Na vitrola aqui de casa - Jardim da fantasia

Bão dimais - Arroz com brócolis

ARROZ COM BRÓCOLIS

INGREDIENTES: 1 xícara (chá) de lingüiça defumada em rodelas finas * 3 colheres (sopa) de óleo * 2 colheres (sopa) de cebola picada * 2 xícaras (chá) de arroz * 3 cubinhos de caldo de carne * 2 xícaras (chá) de brócolis aferventado
MODO DE FAZER: Frite ligeiramente a lingüiça no óleo. Junte a cebola, o arroz e o caldo de carne dissolvido em 5 xícaras (chá) de água fervente. Quando levantar fervura, acrescente os brócolis, misture bem e abaixe o fogo. Cozinhe, com a panela tampada, até secar. Sirva quente.

Santa Rita é notícia - Estudantes criam aparelho que mede consumo de energia elétrica

Relógio digital mostra o quanto é gasto em tempo real
Alunos de engenharia elétrica do Instituto Nacional de Tecnologia (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, desenvolveram um aparelho que mede o consumo de energia elétrica. O relógio digital monitora em tempo real o quanto foi gasto e também mostra o valor consumido em dinheiro.O medidor de energia inteligente pode ser usado em toda a casa, em apenas um dos cômodos ou medir o consumo de um único aparelho, como o chuveiro. O equipamento também é capaz de programar uma meta de economia. “Basta apenas configurar o valor desejado no mês e quando chegar a 70% do escolhido uma luz vermelha vai acender indicando que a pessoa precisa economizar”, diz o estudante Denio Ferreira Vilela de Lima, um dos estudantes que desenvolveu o aparelho.
Por enquanto, o medidor ainda passa por testes. Os inventores querem diminuir o tamanho do aparelho e o custo, que hoje gira em torno de R$ 200. Uma empresa de Santa Rita do Sapucaí deve comercializar o produto a partir de abril do ano que vem. O aparelho vai ser vendido para o consumidor por um preço que deve ficar entre R$ 120 e R$ 150.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dica de leitura - Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres

Sintomática, a abertura do livro faz-se com uma vírgula. Entendida como demonstração da dificuldade que Clarice teve em agarrar a narração, após penosos meses de escrita infrutífera, tem o efeito de tornar o leitor um invasor, que cai no meio da história, sem preparação, sem coordenadas, obrigado a saltar em andamento.
Uma aprendizagem tem por plano de fundo o relacionamento entre Lóri e Ulisses, em que ela está apaixonada por ele, mas este atrasa a evolução do relacionamento para que possam aprender previamente - a amar, a ultrapassar a ausência e o silêncio.
Como em todas as obras de Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida.

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mario Benedetti


Te quero

Tuas mãos são minha carícia
Meus acordes cotidianos
Te quero porque tuas mãos
Trabalham pela justiça
Se te quero é porque tu és
Meu amor, meu cúmplice e tudo
E na rua lado a lado
Somos muito mais que dois
Teus olhos são meu conjuro
Contra a má jornada
Te quero por teu olhar
Que olha e semeia futuro
Tua boca que é tua e minha
Tua boca não se equivoca
Te quero porque tua boca
Sabe gritar rebeldia
Se te quero é porque tu és
Meu amor, meu cúmplice e tudo
E na rua lado a lado
Somos muito mais que dois
E por teu rosto sincero
E teu passo vagabundo
E teu pranto pelo mundo
Porque és povo te quero
E porque o amor não é auréola
Nem cândida moral
E porque somos casal
Que sabe que não está só
Te quero em meu paraíso
E dizer que em meu país
As pessoas vivem felizes
Embora não tenham permissão
Se te quero é porque tu és
Meu amor, meu cúmplice e tudo
E na rua lado a lado
Somos muito mais que dois.
(Mário Benedetti)

Na vitrola aqui de casa - The sound of silence

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles


Desenho
Fui morena e magrinha como qualquer polinésia,
e comia mamão, e mirava a flor da goiaba.
E as lagartixas me espiavam, entre os tijolos e as trepadeiras,
e as teias de aranha nas minhas árvores se entrelaçavam

Isso era um lugar de sol e nuvens brancas,
onde as rolas, à tarde, soluçavam mui saudosas...
O eco, burlão, de pedra em pedra, ia saltando,
entre vastas mangueiras que choviam ruivas horas.

Os pavões caminhavam tão naturais por meu caminho,
e os pombos tão felizes se alimentavam pelas escadas,
que era desnecessário crescer, pensar, escrever poemas,
pois a vida completa e bela e terna ali já estava.

Com a chuva caía das grossas nuvens, perfumosa!
E o papagaio como ficava sonolento!
O relógio era festa de ouro; e os gatos enigmáticos
fechavam os olhos, quando queriam caçar o tempo.

Vinham morcegos, à noite, picar os sapotis maduros,
e os grandes cães ladravam como nas noites do Império.
Mariposas, jasmins, tinhorões, vaga-lumes
moravam nos jardins sussurrantes e eternos.

E minha avó cantava e cosia. Cantava
canções de mar e de arvoredo, em língua antiga.
E eu sempre acreditei que havia música em seus dedos
e palavras de amor em minha roupa escritas.

Minha vida começa num vergel colorido,
por onde as noites eram só de luar e estrelas.
Levai-me aonde quiserdes! - aprendi com as primaveras
a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

(Cecília Meireles)

Serviço - Bexiga deve ser esvaziada antes de viagem para evitar lesão, diz médico

Parece lenda urbana, mas tem embasamento científico. É, sim, recomendável ir ao banheiro antes de sair de carro, moto ou bicicleta porque, em caso de acidente, o risco de a bexiga estourar e causar uma infecção generalizada (sepse) é muito maior.
Quando vazia, a bexiga situa-se atrás do púbis, osso localizado acima da região genital. Ao se encher, a estrutura fica mais tensa --exatamente como os balões de festas-- e ultrapassa os limites do púbis em direção ao umbigo, o que facilita um rompimento em caso de impacto no abdômen.
"Quando a bexiga está vazia, o osso da bacia pode se romper e perfurar o órgão. Mas, quando cheia, ela pode romper e deixar a urina extravasar para dentro da cavidade abdominal mesmo com traumatismo de menor impacto e sem fratura do osso", explica o urologista Celso Gromatzky, do Hospital Sírio-Libanês.
A máxima vale para viagens longas e curtas --mesmo em grandes cidades, é interessante fazer trajetos de bexiga vazia. "Num caso de traumatismo severo, não vai evitar, mas em um de menor impacto, isso previne a ruptura de bexiga", diz.
Se houver explosão de bexiga, o paciente não vai urinar, uma situação que não costuma passar despercebida. Mas pode haver perfurações tamponadas, em que a urina escapa aos poucos e pode demorar a ser notada."Se isso não for percebido logo, a urina pode se infectar por bactérias e causar sepse."
(Folha de São Paulo em 31/12/2009)

Fiquei muito triste quando li isso - Incêndio destrói parte de empresa em Santa Rita do Sapucaí

Chamas já foram controladas; não havia ninguém dentro do imóvel no momento

A linha de produção da empresa PWM, de produtos eletrônicos, foi totalmente destruída em um incêndio na tarde desta sexta (1º), em Santa Rita do Sapucaí, no bairro Maristela. Segundo o Corpo de Bombeiros de Pouso Alegre, o fogo começou por volta das 13h30 por um provável curto-circuito. Parte do teto da construção, localizada na Rua José Pinto Vilela, caiu. Ninguém estava dentro do edifício no momento e as chamas, já controladas, não atingiram nenhum outro imóvel.(EPTV em 01/01/2010)

Na vitrola aqui de casa - Wonderful World

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Santa Rita do Sapucaí

Até hoje ainda não tinha publicado a história de Santa Rita do Sapucaí. Passando os olhos em um livro comemorativo do INATEL achei esse texto sobre a criação da cidade.
Me veio na lembrança os desenhos que fazia para contar essa mesma história. Estava no segundo ano primário e começava então a estudar história. Como nunca fui muito boa em desenhos, fazia, com bonequinhos de 5 pauzinhos, o Manoel, a Genoveva e os filhos. Os filhos, sempre os desenhava pequenos, mesmo sem saber que idade tinham. Acho que naquela época já tinha cabeça de mãe, para quem os filhos são sempre crianças. Colocava uma trancinhas nas mulheres e chapéu e barba no Manoel. Fazia uma caminha para colocar o pai quando doente e, quando coloria, nessa hora o fazia bem pálido já que sabia que ia morrer.
Na minha cabecinha de criança, a capela erguida era onde é hoje a Igreja de São Benedito e a casa dos fundadores da cidade era a casa da dona Dalva Longuinho. Pois não é entre eles que passa o Córrego do Mosquito?

Fundação de Santa Rita do Sapucaí

Tudo começou por volta de 1800. Quando o imigrante português Manoel José da Fonseca, sua mulher, Janubeva Maria Martins,cuja singularidade do nome fez com que o povo logo passasse a chamá-la de Genoveva, e seus filhos, Rita e Antônio Manoel, chegaram aos contrafortes da Serra da Mantiqueira, encantaram-se com a terra boa e o clima do Vale do Sapucaí e decidiram ficar. Tempos depois, a fim de pagar uma promessa antiga, o casal destinou 8 alqueires de suas propriedades, às margens do Ribeirão do Mosquito, para que aí se erguesse uma capela em louvor da santa de sua devoção: Santa Rita de Cássia. Manoel faleceu antes, mas a viúva mandou construir a capela – onde, no dia 22 de maio de 1825, o padre Mariano Accióli de Albuquerque rezou a primeira missa, marco histórico da fundação da cidade.
O povoado inicial chamou-se Ribeirão do Mosquito. Mas, em 1839, já elevado a arraial, teve seu nome mudado para Santa Rita do Vintém e depois para Santa Rita da Boa Vista.
Só em 1888, promovido a vila, o antigo povoado passa a se chamar Santa Rita do Sapucaí, designação confirmada em 1892, quando ganha a condição de cidade. Santa Rita, como é óbvio, para reverenciar a devoção dos imigrantes portugueses, seus fundadores, e Sapucaí em razão do rio que corta a cidade em toda sua extensão. O nome do rio, de origem indígena, significa “água que grita”, por alusão às cachoeiras que formam sua nascente, ou “rio que chora” , devido à abundância de salgueiro chorão em suas margens.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...