quinta-feira, 9 de setembro de 2010

De onde vem? - À beça

À beça

Reza a lenda que a origem da expressão à beça, que significa "em grande quantidade", foi a grande profusão de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumersindo Bessa (1849-1923) ao enfrentar Rui Barbosa em famosa disputa pela independência do território do Acre, que seria incorporado ao Amazonas.
Quem primeiro utilizou a expressão foi Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, admirado da eloqüência de um cidadão ao expor suas idéias: "O senhor tem argumentos à Bessa." Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula e os dois esses foram substituídos pela letra c com cedilha (ç).
Outra versão é a de que na época do império, no Rio de Janeiro, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante. Assim o termo virou sinônimo de abundância, exagero.

Pátria Minas - Mineirim muito bravo

Mineirim muito bravo

- Uai, cumpadre! Ôce a pé? Cadê o carro?
- Ah, Belarmino, num ti conto nada. Eu hoje perdi a paciência com o bruto! Num queria pegá de jeito ninhum!
- Você afogô ele?
- Quar o quê! Bem que eu tive vontade, mas o ribeirão tava longe. Intão discarreguei a garrucha nele! Dois tiro bem donde fica o tar de carburadô!

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

Despedidas


Começo a olhar as coisas
como quem, se despedindo, se surpreende
com a singularidade
que cada coisa tem
de ser e estar.
Um beija-flor no entardecer desta montanha
a meio metro de mim, tão íntimo,
essas flores às quatro horas da tarde, tão cúmplices,
a umidade da grama na sola dos pés, as estrelas
daqui a pouco, que intimidade tenho com as estrelas
quanto mais habito a noite!
Nada mais é gratuito, tudo é ritual
Começo a amar as coisas
com o desprendimento que só têm os que amando tudo o que perderam
já não mentem.
(Affonso Romano de Sant´Anna)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fragmentos - "Pensar é transgredir"

"Escrever para mim é sobretudo indagar: continuo a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto, escrevo para obter respostas que – eu sei – não existem...por isso continuo escrevendo."
(Lya Luft em Pensar é transgredir)

Coisas que um bom mineiro não pode deixar de fazer - 11 - Poços de Caldas

11. Beber água na Fonte dos Amores em Poços de Caldas.

Há uma dezena de fontes hidrotermais cujas águas têm características terapêuticas (sulfurosa, alcalina, radioativa).
Você poderá também, se não tem medo de altura, fazer um passeio de teleférico. Com um percurso de 1.500 metros e 20 metros de altura, ele te levará até o topo da Serra de São Domingo.
Não deixe de fazer o pedido na Fonte dos Três Desejos no Jardim Japonês. Peça com fé e você terá Amor, Saúde e Inteligência.

Santa Rita é notícia - Nosso Vale do Silício

Nosso Vale do Silício

O Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica é o promotor da 11ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica, que será realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas. O evento reunirá as 141 empresas locais em rodadas de negócios, onde são aguardados empresários estrangeiros. O evento promoverá o lançamento de mais de 50 produtos inovadores de base tecnológica. A expectativa é movimentar cerca de R$ 700 milhões em negócios com a feira.
(Fonte: http://www.hojeemdia.com.br)

Reduza, reuse e recicle - Vedando sacos de mantimentos

Vedando sacos de mantimentos

Esta é uma ótima idéia para compartilhar. Recebi por e-mail do José Henrique e estou passando para vocês. Bom para nós e para o meio ambiente também.
Corte a garrafa PET na altura do pescoço. (A foto mostra uma tesoura. Eu usei um estilete).
Passe parte do saco plástico aberto através do gargalo da garrafa cortada e tampe normalmente.
Observação: Só funciona se o plástico da embalagem não for muito grosso.

Na vitrola aqui de casa - As time goes by

Play it, Sam...


Play it, again...

Em poucas palavras - O tempo não pára

25 anos - O tempo não pára...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles

Murmúrio


Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!
(Cecília Meirelles)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aviso aos navegantes - Site do Neco

Vejam que legal o site Subsídios à Pesquisa Histórica do Neco Torquato Villela. Ele faz uma pesquisa muito interessante da história de Santa Rita do Sapucaí. Adorei, dou uma passadinha por lá todo dia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bão dimais - Paella à Valenciana

Paella à Valenciana

INGREDIENTES: 12 mexilhões com casca aferventados * 1 peito de franco cortado em cubos * 2/3 xícara (chá) de água * ½ xícara (chá) de azeite de oliva * 2 lingüiças calabresas cortadas em fatias * 1 cebola grande picada * 2 dentes de alho amassados * 1 pimentão vermelho pequeno sem sementes, cortado em tiras * 4 tomates sem pele e sem sementes, picado * 1 colher (sopa) de páprica doce * 3 xícaras (chá) de arroz * 10 camarões grandes, sem cascas e cozidos * 400 gramas de cação limpo e cortado em pedaços * 2 lagostas * ½ xícara (chá) de ervilhas frescas cozidas * ½ colher (chá) de açafrão deixado de molho por 2 horas em 4 xícaras (chá) de caldo quente de galinha * sal * pimenta
MODO DE FAZER: Limpe bem os mexilhões, coloque numa tigela e deixe de molho em água fria por 1 hora, trocando a água várias vezes. Lave os mexilhões em água corrente e escorra. Coloque a água numa frigideira grande. Distribua os mexilhões numa só camada, tampe e deixe ferver por 5 a 6 minutos, sacudindo a frigideira 1 ou 2 vezes. Se os mexilhões não abrirem, cozinhe por mais 2 minutos e elimine os que ficarem fechados. Reserve. Abra as lagostas ao meio e separe cada uma delas em duas partes. Tempere com sal, pimenta, azeite de oliva e leve-as para grelhar em calor moderado. Reserve. Tempere o frango com sal e pimenta do reino. Numa frigideira grande, aqueça a metade do azeite em fogo médio, junte os pedaços de frango e frite por 10 a 15 minutos até dourar. Depois de 5 minutos junte a lingüiça e o cação. Com uma escumadeira escorra o frango, o cação e a lingüiça, distribua numa travessa e reserve. Acrescente o azeite restante à frigideira e aqueça. Junte a cebola, o alho, o pimentão e os tomates e cozinhe em fogo brando por cerca de 5 minutos, mexendo de vez em quando, até a cebola ficar macia. Acrescente a páprica, misture e cozinhe por mais um minuto. Retire do fogo e junte o arroz. Coe o caldo de açafrão sobre o arroz e mexa bem. Leve ao fogo, espere ferver e cozinhe por 5 minutos. Disponha o frango, o cação, a lingüiça, os mexilhões e os camarões cozidos e as lagostas sobre o arroz e espalhe as ervilhas por cima. Baixe o fogo e cozinhe por 12 a 15 minutos, ou até o arroz ficar macio e o líquido ser absorvido. Desligue o fogo e deixe a frigideira tampada por 5 minutos, para que o aroma se acentue. Sirva a paella na própria frigideira.

Temperos e cheiros - Açafrão

Açafrão

Histórico e curiosidades

O açafrão, um pó de cor amarelo-dourado, é extraído dos estigmas das flores Crocus Sativus, uma planta da família das Iridáceas, e é utilizado desde a antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânica.
O nome científico da planta deve-se à aldeia de Krokos, na Grécia, origem de um dos maiores volumes de produção no Ocidente. A aldeia está situada na Macedônia Ocidental.
Atualmente, é a especiaria mais cara do mundo. São necessárias cerca de 100 mil flores para se obter 1 kg de açafrão e a colheita, efetuada entre Outubro e Novembro, é inteiramente feita à mão, o mesmo acontecendo com a monda (operação que consiste em separar os estigmas da flor). Por isso os preços do açafrão são muitas vezes comparados aos do ouro.
Ao largo do tempo, seu modo de cultivo, de colheita, de seleção dos pistilos e de sua secagem foram mantidos, o que pode ser comprovado em afrescos que datam de 1300 A.C. A mão de obra intervém na colheita manual e diária de cada uma das flores (a 15 cm do solo), na limpeza dos 3 pistilos de cada flor e na secagem.
Zeus, deus dos deuses da antiga Grécia, dominado por insaciáveis apetites sexuais, chegou a dormir num colchão forrado com açafrão, na esperança de que a odorífera planta lhe exaltasse as paixões.
Na mitologia grega há uma trágica origem para a «crocus sativus»: ela seria fruto do sangue derramado do jovem Crocus, assassinado involuntariamente por Hermes, deus do comércio e dos ladrões, e suas virtudes corriam o Olimpo.
Um livro de medicina chinesa datado de 2600 a.C., considera o açafrão um fortificante e estimulante sexual.
Desde 2300 a.C. existem referências variadas sobre seu uso em ritos e cerimônias, em medicina e na gastronomia.
Sabe-se, por exemplo, que os fenícios tinham a tradição de passar a noite de núpcias em lençóis coloridos com açafrão e que os gregos antigos, além de o utilizarem para combater as insônias e curar as ressacas, o consideravam um afrodisíaco poderoso, quando misturado no banho.
Hipócrates, o pai da medicina, descreve-o como um medicamento e Celsus, na Roma pré-cristã, utilizava o açafrão na composição de vários medicamentos contra as dores, a letargia, as cataratas e os venenos.
Não deve andar longe da verdade, a história segundo a qual Cleópatra utilizava a essência de açafrão para seduzir.
Os árabes tanto utilizavam o açafrão na cozinha - ainda hoje tomam café com cardamomo e açafrão - como na medicina, graças às suas propriedades anestésicas e anti-espasmódicas. Mas uma das primeiras referências históricas provém de um texto egípcio escrito cerca de 1500 a.C., que refere o cultivo de açafrão em Luxor.
É no século X que os árabes introduzem o cultivo da planta em Espanha. Hoje, o país é o maior e melhor produtor de açafrão no mundo, especialmente na região de Castilla-La Mancha.
A maioria dos especialistas considera o açafrão espanhol o melhor do mundo, embora sejam feitas referências elogiosas ao açafrão grego, italiano e iraniano.
Foi durante as Cruzadas que o cultivo se disseminou pela Europa, chegando mesmo a Inglaterra, nomeadamente à cidade de Walden, para onde foi levado no século XIV por um peregrino que regressou da Terra Santa com alguns bolbos escondidos na algibeira. Certo é que a planta vingou e anos depois já os seus descendentes forneciam açafrão para as padarias e pastelarias, bem como para as fábricas de tecidos, que o utilizavam como pigmento. A cidade, situada a sudeste de Cambridge, foi mais tarde rebatizada de Saffron Walden, em homenagem a esse episódio passado.
Henrique VIII, apreciador da especiaria, mas acima de tudo da ordem no seu reino, mandava para a forca quem fosse apanhado a falsificar açafrão.
Escolher o melhor açafrão pode dar muitas dores de cabeça, mas não será caso para acreditar em Alexandre Dumas que, horrorizado com o seu aroma penetrante, pensou que podia causar cefaléias gravíssimas ou até a morte.
Quando se fala em açafrão, a primeira imagem que costuma vir à mente é a daquele pózinho amarelo, encontrado com facilidade em bancas de condimentos, a preços bastante acessíveis. Pois bem. A especiaria, que foi batizada no Brasil como açafrão-da-terra, é, na verdade, um tempero originário da Índia, muito usado no curry: a curcuma.
No caso do açafrão-da-terra, muito apreciado em Goiás e no interior de Minas, a dica é aliá-lo a ervas como o coentro. E, para liberar sua cor e sabor, procure levar sempre a especiaria ao fogo antes de servir.

Uso doméstico

O açafrão legítimo encontra-se nas lojas gastronômicas e é vendido por grama. É melhor conservá-lo em frascos de vidro e sem a presencia de luz. Tanto a luz como a umidade deteriora seu aroma e sabor. As geladeiras "Frost Free" são um lugar perfeito para sua conservação mantendo-o bem sequinho.
Utilizado em rama, pó, tintura e infusão.
O açafrão transmite uma forte cor amarela e tem um gosto único e penetrante - basta uma pitada para condimentar e colorir qualquer prato.
Para captar melhor o sabor, colocar alguns filamentos no líquido fervente, para fazer uma infusão de, pelo menos, 15 minutos, e depois juntar o líquido dourado pelo açafrão aos ingredientes principais.
A sua melhor utilização é com arroz e peixe que têm molhos cremosos.
Pode ser usado em pratos à base de arroz, como nos risotos italianos ou na maravilhosa paella valenciana, prato típico da cozinha espanhola à base de arroz, frutos do mar, peixes, aves, carne de porco, legumes e temperos. Não pode ter uma boa "paella" sem açafrão!
Usado para colorir laticínios, bebidas e mostarda, em cozidos, sopas, ensopados, molhos, peixes, pratos à base de feijão, receitas com ovos, maioneses, massas, frango, batatas e couve-flor.
Em sobremesas pode ser incluído no preparo de arroz-doce, pudins e também é tradicionalmente usado em bolos, muffins, pães e biscoitos.

Uso medicinal

É empregado nos casos de asma, coqueluche, histeria, bem como contra os cálculos dos rins, do fígado e da bexiga.
Combate a tosse causada pela bronquite crônica, ansiedade, insônia.
Oito a dez estigmas, em infusão, são suficientes para um chá.
Para combater as hemorróidas, aplicam-se cataplasmas quentes, preparados com o infuso desta planta (três gramas para uma xícara de água).
É digestivo, aperitivo, carminativo, antiespasmódico.
O consumo é desaconselhável para mulheres grávidas. Em doses altas é tóxico, abortivo e produz graves transtornos nervosos e renais.

Em poucas palavras - Sófocles

"Só com o tempo conhecemos o homem justo; e basta um dia para revelar um pérfido. " (Sófocles)
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