segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Comercial legal - Futura (Pensamentos)

De onde vem? - Mal e porcamente

Mal e porcamente

A expressão “mal e porcamente” significa feito de modo muito imperfeito, muito mal.
Há também mais de uma explicação para sua origem, mas em ambas destaca-se que inicialmente a expressão era "mal e parcamente".
A primeira diz: “Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos. Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou” mal e porcamente", sob protesto suíno.”
em A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro).
A segunda explicação já nos remete à mitologia: “Mal e porcamente (coitado do porco, ficou com má fama) tem origem na mitologia grega. A expressão original é mal e parcamente” porque tinha a ver com as deusas Parcas.
As Moiras, na mitologia, são deusas que determinam o destino, também chamadas Parcas. Elas geralmente são retratadas dentro de uma gruta sombria que simboliza tanto o útero que gera a vida como a tumba para a qual se retorna. É o início e o fim.
O substantivo mal da expressão original significava o sofrimento físico e moral. Parca eram as deusas que presidiam a vida humana.
Assim, a expressão "mal e parcamente" servia para dizer que se as coisas não iam bem a responsabilidade por isso deveria ser atribuída à ação das deusas que cuidavam da sorte dos homens.
Com o passar do tempo, as pessoas menos eruditas e que não conheciam a palavra parcamente passaram a utilizar a palavra mais parecida com a original e que conheciam "porcamente". Assim ficou conhecida a expressão "mal e porcamente". Coitado do porco, que não tem nada com isso, e leva uma fama que não merece.
Antes que me esqueça, as irmãs fiandeiras são:
Cloto, que em grego significa fiar, tece o fio da vida dos deuses e mortais;
Láquesis, que significa ver a sorte, sortear. Ela puxa e enrola o fio no fuso e,
Átropos, a inflexível, aquela que não pode ser evitada, corta o fio da vida.
É isso. Está explicada a origem do dito popular que começou com “mal e parcamente” e agora é vulgarmente conhecido como “mal e porcamente” em pausaparaviajar.blogspot.com.

Santa Rita é notícia - Feira do Vale da Eletrônica supera previsão de movimentar R$ 700 milhões

Feira do Vale da Eletrônica supera previsão de movimentar R$ 700 milhões

A intenção coletiva em fechar bons negócios e o alto nível dos produtos foram os principais destaques no balanço feito por empresários que participaram da 11ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), que começou no dia 15 e se encerrou ontem, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. A previsão de movimentar R$ 700 milhões foi superada, segundo informações do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel).
O presidente do Sindvel, Roberto Souza Pinto, um dos organizadores do evento, não precisou, no entanto, o volume de negócios realizados durante a feira. “Muitos acordos começaram a ser feitos aqui, mas vão se concretizar somente nos próximos meses, por isso não há como mensurar valores exatos. Mas o mais importante é que tanto expositores quanto visitantes avaliaram esta como a edição mais produtiva da Fivel”, disse.
Na avaliação do evento, Souza Pinto não escondeu a insatisfação em relação aos investimentos do governo em infraestrutura. “Tínhamos condições de fazer um evento muito maior, cerca de 50 empresas não conseguiram estandes por falta de espaço. Santa Rita precisa ganhar um centro de convenções até a próxima edição, em 2012. Estamos decolando em lançamentos de produtos, enquanto os investimentos públicos estão estagnados”, criticou.
Para Fernando Mota, diretor comercial da JFL Alarmes, a Fivel foi uma excelente oportunidade para fazer contatos, tanto com clientes em potencial quanto com fornecedores de matéria-prima. Líder no Brasil no segmento de alarmes, a empresa fez pelo menos três novas grandes parcerias de vendas durante a feira. “Fechamos com dois distribuidores em Santa Catarina e um na Região Norte do país. Cada contrato movimenta uma média de R$ 1,5 milhão. E, logo que acabar a feira, começaremos a visitar empresas que nos convidaram a negociar, inclusive parceiros chineses e canadenses”, relatou.
A estudante do primeiro período do curso de automação industrial do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) Sandra Borges Lemes, de 24 anos, esteve na Fivel para se inteirar das tecnologias. “Mesmo para mim, que sou daqui de Santa Rita e procuro ficar por dentro do que está sendo desenvolvido, a feira foi ótima. Uma surpresa. Há produtos que solucionam problemas que eu nem sabia que existiam.”

DE OLHO NA COPA

“Tecnologia para mudar conceitos” foi o mote do CEO da PixelTI durante a Fivel, Cláudio Ribeiro. Segundo ele, as soluções que o país vai demandar no quesito segurança pública para a Copa do Mundo de 2014 já podem ser encontradas no Vale da Eletrônica. A empresa apresentou como principal lançamento um equipamento que tem o nome provisório de Câmera Analítica de Detenção de Suspeitos. “O programa vai permitir cadastrar de forma rápida e eficiente cada torcedor que entra no estádio. E uma câmera inteligente poderá identificá-lo onde quer que esteja, no meio da multidão. Ou seja, o sistema pode emitir alertas sobre atitudes suspeitas e, em poucos segundos, uma briga, por exemplo, poderá ser evitada”, exemplificou.
(Fonte: Tereza Rodrigues – Estado de Minas em 18/09/2010)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Fragmentos - "A mulher de Sagitário"

Será que sou eu...

A mulher de Sagitário

"Esta mulher é uma idealista incurável. E aqui reside um segredo que talvez nunca lhe tenha contado: ela se apaixonou por você há muitos anos, quando ainda era uma garotinha e pediu à lua nova alguém com quem partilhasse seu coração sincero. Por várias vezes ela pensou que houvesse encontrado você, mas se decepcionou. Mas quando finalmente você chegou, ela logo o reconheceu, porque você era um cavalheiro gentil, com um ou dois sonhos, que a tomou pela mão e lhe mostrou o caminho para as estrelas..."
(Fonte: Linda Goodman)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

Casamento


Essa mulher que há muito dorme ao meu lado
vai, como eu, morrer um dia.
Estaremos deitados para sempre
conversando
como nas manhãs preguiçosas de domingo,
como nas noites em que voltamos das festas
e nos despimos comentando as pessoas, roupas e comidas,
e depois adormecidos nos pomos
a entrelaçar os sonhos
num diálogo imóvel
que nenhuma morte pode interromper.
(Affonso Romano de Sant’Anna)

Bão dimais - Batatas à alemã

Batatas à alemã

INGREDIENTES: 1 quilo de batatas cortadas em rodelas grossas * 3 xícaras (chá) de leite * 1/2 colher (café) de noz-moscada ralada * 1 colher(sopa) de manteiga ou margarina * 1 cebola grande cortada em rodelas finas * 3 maçãs sem cascas e sementes, picadas grosseiramente * 1 lata de creme de leite sem soro * sal * pimenta
MODO DE FAZER: Coloque as batatas numa panela e junte o leite com os temperos, a manteiga e a cebola. Deixe ferver até ficarem quase cozidas. Acrescente as maçãs e volte ao fogo, misturando delicadamente os ingredientes. Quando ficarem macias e sem leite, adicione o creme de leite e deixe aquecer bem, sem ferver. Sirva rapidamente, como acompanhamento de aves, carnes e peixes, sem molho.

Gostei...- Palavras fatais

Palavras fatais

A língua portuguesa tem características interessantes, como palavras e expressões que significam o oposto do que parecem. "Pois não", por exemplo, quer dizer "sim"; já "pois sim" quer dizer "não". É por isso que se deve tomar cuidado ao ouvir determinadas expressões, especialmente quando ditas por autoridades: "rigoroso inquérito", "doa a quem doer", "não temos compromisso com o erro", "as autoridades estão atentas", "quem agir fora da lei será punido com rigor", "o técnico está prestigiado", "decisão da Justiça é para ser cumprida". Em compensação, há uma frase que significa justinho o que parece: "para os amigos, tudo".
(Fonte: Carlos Brickmann no blog da Maria Helena em 15/09/2010)

Comercial legal - Apple

Fiquei muito triste quando li isso - Perigo à vista

"O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa." (José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Santa Rita é notícia - Maior feira de eletroeletrônico do Brasil deve movimentar R$ 700 milhões em negócios

Maior feira de eletroeletrônico do Brasil deve movimentar R$ 700 milhões em negócios

A cidade de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, receberá, de 15 a 17 de setembro, a maior feira de eletroeletrônico do Brasil: a 11ª Fivel - Feira Industrial do Vale da Eletrônica. O evento, que acontece em um dos maiores redutos nacionais de produção e inovação eletroeletrônica do país, deve movimentar cerca de R$ 700 milhões esse ano. Com isso, o faturamento anual da região deve chegar a R$ 1,4 milhão em 2010, número 30% superior ao do ano anterior.
A programação inclui rodadas de negócios com transações imediatas entre as 141 empresas locais, revendedores e distribuidores nacionais e internacionais, além do lançamento de mais de 50 produtos de base tecnológica. A expectativa do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), que investiu R$ 600 mil no evento, é atrair um público de 10 mil pessoas nos três dias da Feira.
A Fivel contará com empresários de diversas regiões do Brasil e de outros três países – Peru, Chile e Colômbia com cerca de 10 empresários. “A Feira é uma importante oportunidade para empresários ampliarem seus negócios, prospectarem mercados potenciais e fecharem parcerias nacionais e internacionais” afirma o presidente do Sindvel, Roberto de Souza Pinto.
Além da visitação aos estandes, estão programadas visitas às fabricas e convenções internas, criando assim programações de negócios que variam de 6 a 12 meses. “Essas ações vão consolidar cada vez mais a região como um dos principais centros de excelência do setor eletroeletrônico no Brasil, por ampliar a visibilidade das empresas mineiras e impulsionar a criação de uma rede comercial de negócios permanente no exterior”, destaca o presidente do Sindvel.
Os dois primeiros dias da feira estarão direcionados para fornecedores, parceiros e compradores, enquanto o terceiro ficará aberto à comunidade. O evento é bianual e se consolida a cada edição como um dos mais eficazes do setor para intercâmbio de informações, avaliação de mercados potenciais, estabelecimento de parcerias e fechamento de negócios. A última edição, realizada em 2008, apresentou 130 estandes com a participação de cinco países e cerca de 10 mil visitantes, movimentando US$ 1,25 milhão.
A promoção do evento é uma ação conjunta entre o Sindvel e a Associação Industrial de Santa Rita do Sapucaí, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), através do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG), com a parceira do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas Empresas (Sebrae-MG). A Feira conta ainda com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Inatel, Banco do Brasil, Prefeitura Municipal e Banco Bradesco.

Vale da Eletrônica

As empresas do Vale da Eletrônica, integrantes do Arranjo Produtivo Local (APL) Eletroeletrônico, empregam mais de 9,5 mil colaboradores e fabricam cerca de 12 mil produtos nas áreas de eletroeletrônica, eletromedicina, telecomunicações, radiodifusão, informática, automação industrial, predial e comercial, segurança, tecnologia da informação, equipamentos industriais e prestação de serviços. Inovação, formação profissional e tecnologia.
O APL Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí é um dos principais pólos de desenvolvimento tecnológico do Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente pela alta qualidade dos produtos, pela capacitação dos colaboradores e pelo sistema de cooperação entre as empresas. “Somos considerados o APL mais funcional do país, uma vez que as indústrias se desenvolvem em função também do negócio de outras empresas que trabalham de forma cooperada”, explica Roberto.
(Fonte: http://www.jornow.com.br em 14/09/2010)

Santa Rita é notícia - Vale da Eletrônica investe para conquistar mercado externo

Vale da Eletrônica investe para conquistar mercado externo

Empresas de Santa Rita do Sapucaí querem ser grande polo exportador de tecnologia até 2015

O município de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, já está consolidado como o Vale da Eletrônica, um dos principais polos de desenvolvimento tecnológico do Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente pela alta qualidade dos produtos desenvolvidos na região. Ao longo dos últimos anos, as empresas instaladas por lá estão investindo para manter essa posição e crescer ainda mais, a fim de conquistar também uma fatia do mercado externo.
“O Vale da Eletrônica é um grande investidor de novas tecnologias e vem fazendo isso há 30 anos. O potencial de exportação também é grande. Por isso, acredito que, até 2015, vamos nos tornar um grande polo exportador”, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto Souza Pinto. A realização, na cidade, da 11ª edição da Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), dará uma contribuição importante para esse objetivo, ampliando o contato entre as empresas e possíveis clientes internacionais.
De quarta-feira (15) até sexta-feira, no ginásio poliesportivo do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), dezenas de companhias nacionais e internacionais, ligadas a área de eletroeletrônicos, terão a oportunidade de negociar produtos e ainda divulgá-los durante a Fivel. O evento é realizado de dois em dois anos e considerado a maior feira do setor no país. Nesta edição, contará com executivos de diversas regiões e de três países: Peru, Chile e Colômbia, com cerca de 10 empresários. “É uma importante oportunidade para empresários ampliarem seus negócios, prospectarem mercados e fecharem parcerias nacionais e internacionais”, afirma Pinto.
Segundo ele, haverá 100 estantes para que empresários, revendedores e distribuidores possam adquirir ou vender seus produtos. Durante as rodadas de negócios, as transações podem ser feitas diretamente entre as 141 empresas locais. Também estão programadas visitas às fabricas e convenções internas. “Essas ações vão consolidar cada vez mais a região como um dos principais centros de excelência do setor eletroeletrônico no Brasil, por ampliar a visibilidade das empresas mineiras e impulsionar a criação de uma rede comercial de negócios permanente no exterior”, destaca o presidente do Sindvel.
Há 15 anos no mercado, a Enterplak – RW Tecnologia, que atua no ramo industrial com a montagem de produtos para terceiros e fabricação de equipamentos de segurança, espera resultados positivos da Fivel. A empresa tem crescido cerca de 20% ao ano e pretende ampliar em 50% a capacidade de negócios até o final de 2010. “O mercado está crescendo. Com isso, estamos investindo nas nossas duas modalidades de negócios. Mandamos convites para nossas revendas e, durante a feira, prospectamos bons resultados”, afirma o diretor José Carlos Ribeiro. Os organizadores esperam que mais de 10 mil pessoas passem pelo evento, durante os três dias, e movimentem R$ 700 milhões em negócios.

Setor vai gerar novas vagas no município

A economia de Santa Rita do Sapucaí é ligada diretamente as empresas de eletroeletrônicos, que correspondem a 50% do Produto Interno Bruto (PIB) local. Elas empregam mais de 9,5 mil colaboradores - cerca de 25% da população do município. “O número de vagas no mercado de trabalho ainda deve aumentar. Temos recebido diversas consultas de empresas que querem se instalar na nossa região”, afirma o secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, Pedro Sérgio Monti.
As corporações do Vale da Eletrônica devem atingir um faturamento de R$1,4 bilhão em 2010, 30% a mais que o alcançado no ano anterior. Elas integram o Arranjo Produtivo Local (APL) Eletroeletrônico e fabricam cerca de 12 mil produtos em eletroeletrônica; eletromedicina; telecomunicação; radiodifusão; informática; automação industrial, predial e comercial; segurança; tecnologia da informação; equipamento industrial; e prestação de serviços.
(Fonte: Patrícia Rennó - Hoje em dia em 14/09/2010)

Fragmentos - "O amor esquece de começar"

“Quando estamos sozinhos, somos pela metade. Quando somos dois, somos um. Quando deixamos de ser um dos dois, não somos nem a metade que começamos a história.”
(Fabrício Carpinejar em “O amor esquece de começar”)

Dica de diversão - Exposição no museu

Exposição no museu

A exposição é composta de cerca de 500 fotos e 2 vídeos contando a história do município de Santa Rita do Sapucaí.
O material faz parte do acervo particular de Luís Carlos Carneiro e mostra o desenvolvimento da produção cafeeira e do Vale da Eletrônica.

Local: Museu Municipal Dr. Delfim Moreira
Endereço: Praça Dr. Delfim Moreira, 43 (Praça da Estação)
Data: até dia 17/09
Horário: 8:00 às 16:00

Serviço - Fique livre do lixo eletrônico


Dia 25/09, o Inatel estará recolhendo lixo eletrônico, em Santa Rita do Sapucaí.
Nunca sabemos onde jogar o lixo eletrônico. Essa é uma ótima oportunidade para quem tem lixo eletrônico guardado em casa, como pilhas, disquetes, cds, computadores, entre outros, ficar livre desse problema.
Todos devem apoiar a iniciativa do Inatel e participar dessa campanha.

Apóie essa ideia!

Santa Rita é notícia - Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos

Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos

Não é só o Distrito Federal que sofre com o tempo seco. O problema se estende aos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Nesses tempos de recordes de baixa umidade do ar — em agosto, chegou a 7% em cidades do interior paulista —, os umidificadores são cada vez mais usados para aliviar o sufoco da secura. Enquanto muita gente corre para as farmácias e lojas de eletrodoméstico para comprar o aparelho, o engenheiro eletricista de Santa Rita do Sapucaí (MG) Cláudio Lasso preferiu inovar — e economizar: criou um umidificador feito de sucata e que não necessita de energia elétrica. “Um produto baseado na demanda social e ambiental”, define.
Diferentemente dos estudos científicos, que demoram anos para serem concluídos, os inventos surgem da necessidade de resolver rapidamente algum problema. No caso de Lasso, era o sofrimento da sobrinha de 9 meses, que estava sofrendo com o tempo seco. Em casa, ele colocou em prática princípios da engenharia aliados à preocupação com o meio ambiente — além de não gastar energia elétrica, o equipamento é feito apenas de objetos que costumam ir para o lixo. “Optei por materiais que todos temos em casa, para que qualquer pessoa possa fazer seu umidificador em poucos minutos”, diz o inventor.
O material utilizado é composto por uma garrafa, um pote de sorvete, um CD velho e um pano absorvente, do tipo Perfex (veja abaixo). A forma de utilização do pano, segundo Lasso, é o grande diferencial do seu invento, garantindo mais eficiência. Apenas a ponta dele é colocada na água, fazendo com que ela demore mais para evaporar. “Uma toalha molhada na cabeceira da cama leva cerca de 20 minutos para secar. Já o umidificador de ar absorve 1cm de água por dia, dependendo da umidade relativa do ar e do tamanho da vasilha”, compara o inventor.
O professor do departamento de Engenharia da Construção Civil da Escola Politécnica da USP Vanderley Moacyr John explica que qualquer tecido de algodão (quanto mais grosseiro melhor) pendurado com a ponta de baixo colocada dentro d’água obtém o mesmo resultado. “A água sobe pelo tecido por capilaridade, o que aumenta a área de contato com o ar, aumentando a quantidade de água evaporada”, explica. “Eu mesmo já improvisei, em um hotel de Brasília, uma toalha pendurada com a parte de baixo encostando na água da pia”, conta.

Boa solução

A invenção de Lasso é elogiada por outros especialistas. “A fabricação é muito simples e barata, colaborando, inclusive, para a redução de descarte de material usado”, opina Mauro Severino, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Saulo Rodrigues, coordenador de pós-graduação em desenvolvimento sustentável da UnB, acha a ideia muito interessante, principalmente porque elimina o uso da energia elétrica. “Precisamos de soluções como essa para reduzir os problemas ecológicos. Principalmente porque cerca de 70% desses problemas é de responsabilidade do consumo de energia de combustíveis fósseis, que ainda passa pela energia elétrica”, avalia Rodrigues.
Para melhorar sua eficiência, o engenheiro mineiro sugere que o umidificador caseiro seja colocado em frente a um ventilador, que servirá para espalhar a umidade. Além disso, o inventor explica que, por ser pequeno — cerca de 30cm de altura e 15cm de comprimento —, o umidificador não ocupa muito espaço, como bacias de água. “Eu mesmo uso na mesa em que trabalho”, exemplifica Lasso. Com isso, ele pode ser utilizado em diversos cômodos, e a pessoa pode construir vários para distribuí-los pela casa.
(Fonte: Silvia Pacheco – Correio Brasiliense em 14/09/2010)
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