Ia postar ontem, à noite, mas não tive tempo. Coloco hoje, pois para mim todo dia é Dia da Poesia.
Dia Nacional da Poesia
Todos os anos, o dia 14 de março celebra o Dia Nacional da Poesia, homenageando o poeta brasileiro Antonio Frederico de Castro Alves (1847-1871), que nasceu nesta data. Conhecido como “poetas dos escravos”, o autor desempenhou um papel importante na luta pela abolição da escravidão no Brasil. Republicano, ao seu tempo, defendeu os ideais fundamentais de democracia, especialmente, o voto direto e secreto nas eleições.
As suas principais obras foram “Os Escravos”, que traz “Navio Negreiro”, um de seus mais importantes poemas e “Espumas Flutuantes”, marcado pela valorização do amor e pela luta por liberdade e justiça.
Nesse vídeo Maria Bethânia nos presenteia com trechos do poema Navio Negreiro:
Às vezes se perde o sentido real de expressões como esta. Foi do provérbio espanhol "Quando vires as barbas do vizinho ficar sem pêlos (por causa de um incêndio), põe as tuas de molho", isto é, deixe-as molhadas, que herdamos a expressão. Significava que todos devemos aprender com as experiências dos outros.
Na Antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Hoje essa expressão quer dizer: ficar de sobreaviso, precaver-se, acautelar-se, prevenir-se contra um perigo iminente.
“Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.” (Lya Luft)
A Audioteca Sal & Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.
Possui, hoje, mais de 1.700 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 2.700 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.
Nosso objetivo é proporcionar, aos nossos associados, meios para a conquista de uma vida com qualidade.
Mais do que inclusão, desejamos viver numa sociedade que não exclua seus filhos, a despeito de todas as diferenças. Que essas diferenças sejam o estímulo necessário para nosso crescimento individual e para a construção de uma nação mais justa.
Vale da eletrônica de Minas diversifica atuação e começa a fornecer material elétrico para a construção civil
O Vale da Eletrônica mineiro, polo industrial do Sul do estado especializado na produção de artigos de eletrônica, telecomunicações e informática, lança sua primeira investida para diversificar a atividadetradicional que tornou a região conhecida no Brasil e no exterior. O alvo agora é a construção civil, um dos setores que mais tem crescido no país. Criada há 10 anos, a Condupar Minas Condutores Elétricos, sediada em Santa Rita do Sapucaí, começa a produzir este mês kits completos de instalações elétricas padronizadas para casas populares pré-fabricadas.
Tomadas, fios, interruptores, disjuntores e chicotes elétricos vão sair da fábrica em caixas padronizados pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e prontos para ser instalados em moradias com 40 metros quadrados. É a primeira etapa do desenvolvimento de uma linha de produção que deve chegar a residências de até 170 m2 e prédios de apartamentos de quatro andares. Segundo o gerente geral da fábrica, Luiz Carlos Paduan, a empresa já tem contratos com construtoras de Minas e de São Paulo para atender 400 casas e está definindo os detalhes de um grande acordo com o grupo Inepar, que anunciou recentemente joint venture com a americana InnoVida Factories para construir casas pré-fabricadas no Brasil.
Até então, as indústrias do Vale da Eletrônica de Minas vinham trabalhando como fornecedoras de equipamentos para habitação, a exemplo de câmeras e portões eletrônicos. A iniciativa da Condupar significa o ingresso da indústria nos projetos da construção, um avanço, de acordo com Roberto Souza Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel). “Vamos participar de um mercado imensurável”, afirma.
Fabricante de cabos e chicotes elétricos para produtos dos setores elétrico e de eletrônico, a Condupar Minas tem como clientes companhias, como a Bosch, Black & Decker, Arno e Fischer. O projeto de confecção dos kits de instalação elétrica para residências em substituição ao sistema convencional foi desenvolvido no último ano. A instalação completa inteligente fica pronta para uso do consumidor numa casa de 40 metros em uma hora e meia. “O trabalho se limita, basicamente, a parafusar as tomadas. A solução permite redução de custos de 30% a 40% em relação às instalações convencionais”, afirma o gerente da empresa, Carlos Paduan.
Para atender a nova linha de produção, a fábrica alugou um galpão e contratou 40 trabalhadores. O kit é adaptado às condições e pontos de tomadas das residências que a partir dos 70 metros quadrados necessitam de maior números de pontos, incluindo alarme, por exemplo. Para as residências de maior dimensão, a Condupar desenvolveu o protótipo para atender à construtora Inepar em associação com a americana InnoVida Factories.
A tecnologia do novo sistema construtivo que a Inepar Innovida Brasil vai implantar para casas produzidas em série está em fase de homologação a partir de ensaios feitos nos laboratórios da UFMG, informou o diretor comercial da Inepar InnoVida no Brasil, Márcio Duelba. A empresa prevê a construção de quatro fábricas no país. A primeira unidade será instalada em Curitiba, com início de produção em agosto e capacidade para fabricar 20 mil casas por ano.
(Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas em 02/-3/2011)
Meu programa para domingo próximo. Depois eu conto como foi.
Bethânia e as palavras
Maria Bethânia tem uma relação íntima com as palavras. Vem de muito tempo a ligação de Maria Bethânia com as palavras. Desde o colégio em Santo Amaro, quando seu professor Nestor Oliveira a ensinou, assim como a seu irmão Caetano Veloso, a ouvir poesia. Esta paixão pelas palavras ela levou para os palcos, nos textos que sempre recitou em seus espetáculos – desde o famoso show de estréia no Teatro Opinião, em 1965. A escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol afirmava que Bethânia era uma “cantora de leitura”.
O projeto começou em Minas, no ano passado, quando Bethânia foi convidada pela UFMG para participar do ciclo de conferências Sentimentos do Mundo. Logo em seguida realizou outras leituras na Casa do Saber/RJ, PUC/RJ, no Itamaraty/Brasília (para o Encontro Mundial dos Países de Língua Portuguesa) e, mais recentemente, na Casa Fernando Pessoa, em Portugal, como retribuição à Ordem do Desassossego que recebeu com a imortal Cleonice Berardinelli por ser, no Brasil, uma das maiores divulgadoras do legado de Fernando Pessoa.
Acompanhada pelo violonista Jaime Além e pelo percussionista Carlos César, Bethânia vai recitar poemas e fragmentos de textos de autores como Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Sophia de Mello, Fausto Fawcett, entre outros. São cerca de 70 trechos. E como música também é poesia, ela apresenta ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J.Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).
Maria Bethânia reconhece que dizer poesia, hoje em dia, “neste mundo de corre-corre”, é “um desafio”, mas também, “uma idéia que comove e atrai”. E Fernando Pessoa, o poeta da sua vida, não fica de fora. “É a minha tradução mais fiel”, afirma, acrescentando: “Suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. O poeta é lembrado com pungentes poemas, como o Poema do Menino Jesus, de Alberto Caieiro, popularizado pela intérprete a partir do show Rosa dos Ventos; e Ultimatum, de Álvaro de Campos, que soa impressionantemente atual desde sua leitura no show Dentro do Mar tem Rio.
Confira a leitura de Eros e Psique, de Fernando Pessoa, feita por Bethânia para o documentário Palavra Encantada, de Helena Solberg:
Chora-se de repente, e todas as tias mortas fazem chá de novo
Na casa antiga da quinta velha.
Pára, meu coração!
Sossega, minha esperança fictícia!
Quem me dera nunca ter sido senão o menino que fui…
Meu sono bom porque tinha simplesmente sono e não ideias que esquecer!
Meu horizonte de quintal e praia!
Meu fim antes do princípio!
Estou cansado da inteligência.
Se ao menos com ela se apercebesse qualquer coisa!
Mas só percebo um cansaço no fundo, como baixam na taça
Aquelas coisas que o vinho tem e amodorram o vinho.
(Álvaro de Campos)
Álvaro de Campos nasceu em Tavira, Algarve, Portugal, e depois se mudou para Glasgow, Escócia, onde foi estudar engenharia. Primeiro mecânica, depois naval. Álvaro de Campos é um dos mais conhecidos heterônimos de Fernando Pessoa.
“Que coisa estranha: até agora eu parecia estar querendo alcançar com a última ponta de meu dedo a própria última ponta de meu dedo - é verdade que nesse extremo esforço, cresci: mas a ponta de meu dedo continuou inalcançável. Fui até onde pude. Mas como é que não compreendi que aquilo que não alcanço em mim. já são os outros? Os outros, que são o nosso mais profundo mergulho!” (Clarice Lispector em “A maçã no escuro”)
“Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.” (Lya Luft)
Meus antepassados, assim como eu, nascemos em Santa Rita do Sapucaí. Foi onde passei minha infância, estudei, trabalhei durante 10 anos e me casei. Fui levada para outra paragem, mas nunca consegui esquecer minha terra. Agora que me aposentei, as lembranças teimam em passear, toda hora, por meus pensamentos. Assim, resolvi dividir com meus amigos, um pouco da minha história, do amor pela minha cidade natal e das minhas preferências poéticas e musicais. Neste blog, mato um pouco da saudade e realimento o coração com coisas que não ouso esquecer.
"Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!" (Quintana)
Se você ou sua família tem origem no Sul de Minas, entre no site http://www.arvore.net.br. Escolha um casal tronco (minha família aparece em Antônio José Rosa e Maria Joaquina Fortunata e também em Francisco da Costa Pereira Requião e Antônia Maria de Jesus Lima). Depois entre na Lista de sobrenomes e procure o de sua família. Este site é um trabalho de pesquisa genealógica feito por Wilton Xavier Furtado e sua esposa.