segunda-feira, 4 de abril de 2011

Reduza, reuse, recicle - Prendedores forrados com tecido

Prendedores forrados com tecido

Achei uma graça esses prendedores forrados com tecido. Ainda não testei, mas certamente que vou aproveitar uns retalhos que tenho em casa e fazer alguns. Vou ver se acho uns prendedores bem pequenos para fazer marcadores de copo e usá-los nas festas. O passo a passo você encontra aqui no blog Jud Artes. É super simples.
As arteiras do Panos e Linhas Ateliê usaram uma outra técnica com cola branca e também ficaram lindos. Veja aqui.
Agora é só começar e fazer lindos prendedores. Mãos à obra!

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Gilka Machado

Saudade


De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
(Gilka Machado)

Você sabia? - Saudade, privilégio da língua portuguesa, mas como é difícil traduzir...

Saudade, privilégio da língua portuguesa, mas como é difícil traduzir...

Em muitas línguas, além de o termo "saudade" não existir, não há expressões com o mesmo sentido. Existem, sim, termos semelhantes. Os húngaros, por exemplo, têm uma palavra - hongavy - que exprime saudade da pátria ou de casa. Entre os finlandeses, o termo ikävää é utilizado para expressar tristeza por estar longe de um lugar. Já entre os alemães e ingleses, as pessoas quando sentem falta de outra podem dizer, respectivamente, Ich bin sehnsüchtig ou simplesmente I miss you (que equivale a sinto falta de você). Em espanhol, finalmente, o mesmo sentido é atribuído à frase te hecho de menos.
Exclusividade da Língua Portuguesa, a palavra saudade vem do latim solitatem, que quer dizer solidão. Com o passar do tempo solitatem virou solidade, soldade e, finalmente, saudade. Esse sentimento tem muito a ver com a história de Portugal.
Por volta de 1.300 d.C. Portugal já era uma terra de navegantes, que a cada vez que viajavam iam mais longe e demoravam mais tempo para retornar às suas casas.
Os homens produziram a literatura portuguesa desta época com muitas manifestações deste sentimento. E adivinha qual era o tema predileto dessas cantigas e poemas? A saudade que eles alimentavam por suas mulheres e a esperança de revê-las.
Segundo o professor Osvaldo Humberto Leonardi Ceschin, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo, “nas outras línguas existem palavras que se aproximam deste sentimento, mas nenhuma talvez expresse com tanta clareza este estado de espírito, as pessoas de outras culturas sentem falta de algo ou alguma coisa, por isso a palavra saudade é traduzida por meio de palavras que se assemelham”. A diferença é a existência, na nossa língua, de uma só palavra capaz de expressar sentimento tão grandioso.

Inglês: I miss you – sinto sua falta; Homesickness – sentir falta de casa ou do lugar
Espanhol: Recuerdo – lembrança; Te extrano mucho – sinto falta
Italiano: Ricordo affettuoso – lembrança carinhosa
Latim: Desiderum – desejo de ter de volta; Lenirium – matar a saudade; Solitatem – solidão
Francês: Souvenir – lembrança; Tu me manque – sinto sua falta
Grego: mnéia ou mnéme – sentir falta
Alemão: Heimweh – saudade da casa ou do lugar; Sehnsucht - desejo de ter algo de volta

Saudade "é a 7ª palavra mais difícil de traduzir"

Uma lista compilada por uma empresa britânica com as opiniões de mil tradutores profissionais coloca a palavra "saudade", em português, como a sétima mais difícil do mundo para se traduzir.
A relação da empresa Today Translations é encabeçada por uma palavra do idioma africano Tshiluba, falando no sudoeste da República Democrática do Congo: "ilunga".
"Ilunga" significa "uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez".
Em segundo lugar ficou a palavra "shlimazi", em ídiche (língua germânica falada por judeus, especialmente na Europa central e oriental), que significa "uma pessoa cronicamente azarada"; e em terceiro, "radioukacz", em polonês, que significa "uma pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência ao domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro".
Segundo a diretora da Today Translations, Jurga Ziliskiene, embora as definições acima sejam aparentemente precisas, o problema para o tradutor é refletir, com outras palavras, as referências à cultura local que os vocábulos originais carregam.
"Provavelmente você pode olhar no dicionário e [...] encontrar o significado", disse. "Mas, mais importante que isso, são as experiências culturais [...] e a ênfase cultural das palavras."
Veja a lista completa das dez palavras consideradas de mais difícil tradução:
1. "Ilunga" (tshiluba) - uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.
2. "Shlimazl" (ídiche) - uma pessoa cronicamente azarada.
3. "Radioukacz" (polonês) - pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.
4. "Naa" (japonês) - palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.
5. "Altahmam" (árabe) - um tipo de tristeza profunda.
6. "Gezellig" (holandês) - aconchegante.
7. Saudade (português) - sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou alguém (o significado não é consensual).
8. "Selathirupavar" (tâmil, língua falada no sul da Índia) - palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.
9. "Pochemuchka" (russo) - uma pessoa que faz perguntas demais.
10. "Klloshar" (albanês) - perdedor.
(Fontes: http://www.guiadoscuriosos.com.br, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo)

De onde vem? - "Fulano", "beltrano" e "sicrano"

"Fulano", "beltrano" e "sicrano"
Fulano, beltrano e sicrano são pronomes de tratamento e têm diferentes origens. Essas formas designam vagamente alguém que não temos interesse em nomear ou cujo nome desconhecemos. Quando nos referimos a uma só pessoa, empregamos fulano, como em “Aqui mora fulano”. Usamos as demais depois de haver utilizado a primeira, como em “Nomeou fulano e beltrano” ou “Indicou fulano, beltrano e sicrano, os amigos, para os cargos de confiança”. Tais pronomes podem ser substantivados, como em “Não sei quem é aquele fulano” e “Lá vem o fulano de quem lhe falei”.
Há flutuação na seqüência desses pronomes: uns seguem a ordem fulano, beltrano e sicrano, ao passo que outros preferem fulano, sicrano e beltrano.
Não podemos deixar de notar certo traço pejorativo no uso de fulano, o que se comprova nas expressões “um fulano qualquer” e, com diminutivo, "Quem esse fulaninho aí pensa que é?".
Cada um tem uma origem diferente! “Fulano” vem do árabe fulân, que significa "tal". Com o domínio árabe sobre a península Ibérica durante a Idade Média, a língua influenciou os vocabulários espanhol e português.
Por volta do século 13, os espanhóis usavam “fulano” como pronome: fulana casa (tal casa), fulano sujeito (tal sujeito).
No português, “fulano” virou substantivo, e até derivou para a forma "fuão" em Portugal.
"Beltrano" vem do nome próprio Beltrão, ou Beltrand, de origem francesa, que se popularizou graças às novelas de cavalaria da era medieval. O nome acabou levando a terminação "ano" influenciada pelo “fulano”, que a essa época já estava na boca do povo.
A origem de “sicrano” é mais difícil de precisar. O termo surgiu quando fulano e beltrano já estavam consolidados na língua portuguesa. Há três hipóteses para a origem: "sicra" pode tanto se tratar de um derivado da palavra securu, do latim, do desfiguramento de um nome próprio ou ainda de uma mistura de zutano e citano - equivalentes a “fulano” e "beltrano" em espanhol.

Zenzando na rede

Fragmentos - "Perto do coração selvagem"

“... sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento. Eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante; sempre fundido, porque então viverei, só então serei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas. “ (Clarice Lispector em “Perto do Coração Selvagem “)

Na vitrola aqui de casa - Mais feliz

Persona - Luther King

Martin Luther King Jr. (Atlanta, 15 de janeiro de 1929 - Memphis, 4 de abril de 1968)

Em poucas palavras - Provérbio japonês

“Quando o caráter de uma pessoa não estiver muito nítido para você, olhe os amigos dela.” (Provérbio japonês)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Comercial legal - Cotonetes da Johnson&Johnson

Propagandas antigas dos cotonetes da Johnson&Johnson. Todas são fofíssimas.


(1976)


(1978)


(1994)


(1997)

Truques e quebra-galhos - Cuidados especiais devem ser tomados com as plantas no outono

Cuidados especiais devem ser tomados com as plantas no outono
O outono começou às 20h21 do dia 20/03/2011. A estação é marcada por menos chuva, dias mais frios e noites mais longas. O outono faz a transição entre o verão, quente e chuvoso, e o inverno, frio e seco.
Por ser uma estação de transição, o outono mistura características do verão e do inverno. Por isso, é possível ter dias quentes e com chuva durante a estação, assim como períodos sem chuva e de temperaturas mais baixas.
Sempre pensamos no outono como a estação em que os jardins se tornam inativos e as árvores começam gradualmente a perder suas amarelecidas folhas. Uma imagem clássica, muito comum em países europeus, mas difícil de ser presenciada no Brasil. Graças ao nosso clima praticamente tropical, as estações não se apresentam bem definidas.
Este período passou a ser considerado pelos floricultores como ideal para recuperar plantas cansadas dos excessos de verão, fazer podas e enxertias. Além de ser o momento certo de preparar o solo onde serão plantadas as novas sementes e mudas que irão florescer na primavera.
A primeira tarefa, com a chegada do outono, é recuperar os jardins do calor que eles sofreram no verão.
É a época ideal para a realização de uma limpeza geral e para a adubação das plantas.
Comece eliminando ervas daninhas e insetos que possam ter invadido vasos e jardins, além de folhas e galhos secos que podem ser retirados com uma poda de limpeza. Ao realizar a poda, faça apenas uma limpeza, extraindo folhas amareladas e galhos ressecados. E evite as plantas com floração prevista para o inverno ou para o início da primavera. Isto pode prejudicar o nascimento das flores. Prefira sempre tesouras de ponta fina para cercas vivas e arbustos, e outras mais adequadas para plantas de haste lenhosa.
A época é boa também para se afofar o solo dos canteiros, aumentando a oxigenação das raízes. Para isso, evite pás ou enxadas e prefira um escarificador que danifica menos as plantas.
Em seguida, faça uma boa adubação com esterco de curral curtido ou fertilizante NPK (10-10-10).
Por fim, é importante lembrar que a quantidade de água das regas deve ser diminuída durante o outono, já que, com o fim do calor do verão, a evaporação é menor.

Cuidados Gerais no Outono
- Faça podas de limpeza;
- Elimine flores e galhos secos; também os quebrados ou danificados;
- Reforce os tutores das trepadeiras;
- Diminua regas e adubações, mas não daquelas que florescem no inverno;
- Mantenha a terra dos vasos e canteiros, afofadas.

Plantas dentro de casa
- Regue sem encharcar;
- Mantenha a umidade do ar;
- Não descuide das adubações;
- Combata pragas e doenças;
- Ofereça iluminação e ventilação;
- Elimine regularmente folhas, flores e galhos secos;
- Afofe a terra para oxigenar as raízes.

Gostei... - Querido U

Espero que o pingüim de cima da minha geladeira continue tranqüilo. Como conseqüência, eu posso seqüestrar cento e cinqüenta gramas de lingüiça e comê-la sem trauma e sem trema.

Gostei... - Uma brasileira

Do blog do Noblat, escrito por Maria Helena Rubinato, cujo blog eu sigo e persigo diariamente. Ela é de uma grande sensilibilidade feminina. Consegue entender nossa dor sem nunca ter nos conhecido.

Uma brasileira

Rosemary de Moraes deu anteontem e ontem provas de que é uma mulher de classe, elegante, uma pessoa da qual, em tempos idos, diríamos: que categoria!
Aliás, essa é a impressão que tenho dela desde o dia em que soube que ela pleiteava ser reconhecida como filha de José Alencar, na ocasião vice-presidente da República.
Todo seu silêncio desde então só reforçou essa impressão.
Ontem ampliada, pois era um momento em que todos os holofotes da mídia estariam divididos entre ela e o político velado no Palácio da Liberdade, em BH. Não lhe poderiam negar acesso, afinal, antes de ser ou não filha de José Alencar, ela é tão filha de Minas e do Brasil quanto ele.
Era tão fácil arrumar uma roupa negra, entrar na fila junto com os demais mineiros, chorar convulsamente diante do caixão do homem que julga ter sido seu pai – não é nada difícil chorar em velórios, é aliás um ambiente onde é dificílimo conter o choro.
Mas Rosemary de Moraes não fez isso.
Ela preferiu, como disse ao O Estado de S. Paulo, ficar em sua Caratinga: “Nem quis ir ao velório para não dar motivo, para não atrapalhar em nada, dizer que eu fui atrás de mídia. Estou quieta no meu canto."
Eu não sei se ela é filha desse senhor recém falecido. Nem tenho como saber. Mas sei perfeitamente qual é o canto de Rosemary de Moraes.
Seu canto é o das mulheres com aquela elegância de maneiras que nasce com elas. Seu canto é o canto das mulheres com compostura, essa palavra tão fora de moda. É o das pessoas distintas no falar e no agir.
Vivemos no tempo da exibição completa, da alma e do corpo. No cabeleireiro, no restaurante, na condução, com um celular na mão, ou na Internet, as pessoas falam o que antes só falavam no quarto, nos confessionários, nos consultórios de um médico.
Por tudo isso, chamou minha atenção o comportamento de Rosemary de Moraes.
Sabemos que a cremação não impede o mapeamento do DNA pois o senhor José Alencar tinha filhos, netos, irmãos. Se não estou enganada, Thomas Jefferson, um dos Pais da Pátria americana, teve seu DNA todo mapeado com o material genético colhido em membros de sua família, e ele morreu em 1826!
A biociência progrediu de tal modo que possibilitou ao Homem saber sua origem: viemos todos da África. Até o senhor Bolsonaro.
Daqui do meu canto torço para que Rosemary de Moraes não esmoreça em sua luta, especialmente para honrar a mulher que foi sua mãe e de quem, naturalmente, tudo indica, herdou essas qualidades tão raras hoje em dia.
E também para que, seja qual for o resultado da ação que move, ela continue a se assinar Rosemary de Moraes. São meus votos.

Bão dimais - Maminha na mostarda

Maminha na mostarda

Ingredientes: ¼ xícara (chá) de óleo * 1,2 Kg de maminha * 2 cebolas cortadas em rodelas * 1 xícara (chá) de vinho branco seco * 5 colheres (sopa) de Mostarda Dijon * 1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco * 5 ramos de salsa picados * sal * pimenta
Modo de Fazer: Em uma panela de pressão, aqueça bem o óleo e grelhe a peça de carne, virando de vez em quando para dourar bem. Junte as cebolas e doure ligeiramente. Tempere com o sal e a pimenta, junte o vinho e mais 2 xícaras (chá) de água quente. Feche a panela e quando pegar pressão cozinhe por 1 hora ou até que a carne esteja bem macia. Retire a carne e reserve-a. Volte a panela ao fogo, junte a mostarda, o creme de leite e ferva para engrossar e obter um molho cremoso. Polvilhe a salsa e sirva a carne fatiada acompanhada do molho.
Observação: A Mostarda Dijon pode ser substituída por 3 colheres (sopa) de mostarda amarela.

Temperos e cheiros - Mostarda

Mostarda

Histórico e curiosidades

A mostarda é amplamente conhecida como um condimento picante, também chamado mostarda. Planta herbácea, com folhas pecioladas (semelhantes às do agrião) e flores amareladas. As flores são pequenas, amarelas, em inflorescência terminal, seguidas de frutos redondos, a mostarda em grão que conhecemos.
É a menor das sementes (1 a 2 milímetros de diâmetro), embora dê origem a grandes ramos, cujas folhas se transformam em uma excelente verdura, que pode ser consumida crua ou cozida.
O uso de sementes de mostarda data de muito antigamente, tanto para uso culinário como para uso medicinal.
O nome mostarda é um termo derivado do latim “mustum ardens”, mosto ardente. Os romanos utilizavam o mosto do vinho para fazer a pasta da mostarda, embora hoje ela seja preparada com mistura de vinagre e vinho.
A mostarda pode ser picante, adocicada, forte ou agridoce, dependendo dos seus grãos.
Apesar de existirem cerca de quarenta variedades diferentes de plantas de mostarda, há três tipos principais que são utilizados para fazer sementes de mostarda: a mostarda preta ou negra (Brassica nigra), a mostarda branca ou amarela (Brassica alba) e a mostarda castanha ou indiana (Brassica juncea).
A Brassica Alba é nativa da bacia do Mediterrâneo. As sementes, na presença da água, desenvolvem o sabor picante. As sementes de mostarda branca que são, na realidade, amarelas, são as mais suaves e as usadas para fazer mostarda amarela.
A Brassica juncea é possivelmente originária da África e naturalizada na Ásia. É uma das mostardas mais picantes. A mostarda castanha, que é, na realidade, amarela escura, tem um sabor amargo pungente e é o gênero utilizado para fabricar a mostarda Dijon.
A Brassica nigra é nativa da Eurásia. As sementes de mostarda preta têm um sabor mais pungente. Atualmente as sementes são misturadas com a mostarda amarela, que é menos picante.
As sementes de mostarda são vendidas tanto inteiras como em pó moído.
Não se sabe, com precisão, quando o grão de mostarda começou a ser utilizado como tempero.
Com referências de cultivo datadas de 3.000 a.C., acredita-se que as primeiras sementes de mostarda tenham sido cultivadas onde hoje é a região de Portugal. Seu uso como condimento deu-se na Grécia, onde também foi usada como medicamento.
Nos tempos mais antigos os grãos de mostarda eram utilizados como compressas esmagadas com vinagre.
A mostarda mais parecida com a que se conhece hoje era produzida na antiguidade em Roma, quando se moía as sementes da planta e se misturava ao vinho, criando uma pasta que era servida como acompanhamento de outros alimentos como carnes e pães.
Os antigos gregos, egípcios e romanos utilizavam os grãos para temperos de receitas e para realçar o sabor dos alimentos. Os egí¬pcios recomendavam mostarda para terapias respiratórias e na idade média era também usada contra asma, tosse e peito congestionado.
Titus Maccus Plautus (254 – 184 a.C.) mencionava a mostarda em suas comédias, chamando-a de horrível veneno.
Gaio Plinio Secondo (23-79 d.C) falava da mostardeira como uma planta que gera uma semente de gosto muito picante e de efeito queimante.
Ambrosios Aurelius (fim do século IV d.C) perguntava-se como a semente de mostardeira, quando aplicada na pele, era capaz de inflamá-la, enquanto que se ingerida não fazia mal nenhum.
Durante a Dinastia Tang (618-907), na China, a mostarda era usada como tratamento de doenças pulmonares.
Carlos Magno (742 – 814), Imperador do Ocidente, recomendou o cultivo dessa especiaria em todos os estados gerais do Império.
Foi na Idade Média que cozinheiros franceses começaram a preparar a mostarda com grãos esmagados misturados a mel e vinagre.
A mostarda chegou à Inglaterra no século XII, e na Espanha o consumo apareceu com a chegada das legiões romanas. Quando Vasco da Gama embarcou em direção à rota das Índias tinha a bordo um barril de mostarda.
A mostarda de Dijon que por muito tempo foi considerada a melhor mostarda foi mencionada oficialmente nos anais relativos às festas dadas em 1336, em Borgonha.
Em Dijon a mostarda era amplamente consumida, e nunca mais parou de figurar nas mesas dos reis. Com o passar do tempo alguns fabricantes aproveitaram para lançar produtos de menor qualidade, em função disto foram criados estatutos para organizar e reger a fabricação e o comércio de mostarda. Hoje em dia a denominação "mostarda de Dijon" não é limitada aos produtos oriundos da cidade ou região, mas sim, a um processo de fabricação, no qual as mostardas são fabricadas com produtos peneirados e cujo teor de extrato seco total não deve ser inferior a 28%. Ela utiliza os grãos da mostarda marrom e branca.
O sucesso deste condimento na França era tanto, que no século XIII, o Papa João XXII criou o cargo de “Grand Moutardier du Pape” (o responsável pela fabricação da “mostarda papal”). Além disso, do século XVIII até hoje, a cidade francesa de Dijon é considerada a maior produtora da melhor mostarda do mundo, que leva o seu nome.
No século IX, a mostarda começou a ser cultivada nos mosteiros franceses e em pouco tempo tornou-se a principal fonte de renda dos monges.
A mostarda alemã, mais forte é feita com a mostarda escura.

Uso doméstico

O uso mais comum da semente de mostarda na culinária é para tempero. Sua conservação é feita geralmente em vinagre. Há também a pasta de mostarda, em que podem ser incluídos condimentos como alho, páprica, cúrcuma e sal, realçando o gosto e a cor. Seu sabor é geralmente forte e picante. A mostarda-branca e a mostarda-preta são as mais importantes na produção de um creme ou pasta, cuja cor pode ser amarelada ou mais escura em função das sementes de diferentes cores. Essa pasta, a mostarda, é obtida pela trituração das sementes e o seu sabor pode ser: extra-forte, médio picante ou suave. As sementes mais escuras produzem sabor mais picante. Os brasileiros preferem mostarda suave, preparada a partir da mostarda-branca.
Já foram catalogadas mais de 40 espécies de mostarda. Mas três tipos têm maior destaque: a mostarda branca, parta e a preta, pois suas sementes são muito utilizadas para produção de molhos.
A mostarda de folhas (Brassica rapa) é cultivada para o consumo de folhas novas na forma de refogados, saladas, em sanduíches, tortas e conservas. As sementes não são usadas para a produção de mostarda.
As sementes são ótimas para aromatizar saladas e pratos à base de peixe ou carne. A mostarda em grão geralmente é utilizada para o preparo de picles, sendo cozida com as hortaliças.
A mostarda em pó é base para as mostardas em pasta.
Muito usada para aromatizar chutneys e conservas, além de tempero para alimentos em geral. É usada em molhos e no famoso cachorro quente. A mostarda ainda pode ser ingrediente em molhos que acompanham risotos e carnes, dando um sabor incrível às suas receitas.

Tipos de Pasta de Mostarda


Mostarda Alemã: utiliza sementes de mostardas brancas e negras, moídas juntamente com a casca. As sementes são misturadas com água, vinagre e sal;
Mostarda Francesa: toda a casca do grão negro é retirada. Obtida da mistura da semente de mostarda a outros ingredientes, tem um sabor picante.
Mostarda tipo Americana: é feita com mostarda de grãos brancos, tem a cor amarela brilhante pela adição de açafrão-da-terra em pó.
Mostarda Inglesa: preparada com pó de mostarda negra e amarela, adicionando-se farinha de trigo, que absorve parte do óleo e melhora a consistência da pasta.

Dica: Não exagere na mostarda, a não ser que o prato o exija, pois o seu sabor forte pode se sobrepor ao dos outros ingredientes.

Uso medicinal

É energética, digestiva e antibacteriana.
Regula o intestino e ajuda na coagulação do sangue.
Tem propriedades medicinais, como ajudar na digestão e ser diurética.
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