quinta-feira, 9 de junho de 2011

Você sabia?

Às vezes, o “homem lá de cima” nos aponta, através da dor, a nossa pequenez e coloca nossos pensamentos novamente nos eixos. O resto? É resto.

Minas são muitas - Carangola

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Carangola

Igreja Matriz de Santa Luzia (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Santa Luzia
Festa da Padroeira: 13 de Dezembro

Localização


História

A região do Rio Carangola fora palco de esporádicas incursões de aventureiros, extrativistas da poaia e faiscadores à época da mineração. As vertentes do rio eram, então, matas virgens, habitadas por índios puris. Assim, os Lanes, vindos da barra do Muriaé, familiarizaram-se com os puris que os auxiliavam no plantio dos cereais e na extração de poaia, indicando-lhes os lugares onde abundava a planta medicinal que era depois levada para Campos; em troca traziam viveres, roupa, o pouco indispensável a uma vida como a que passavam os primeiros habitantes da margem do Carangola.
A organização dos primeiros roçados aparece a partir de 1830. Três anos depois já havia no local um pequeno agrupamento - Arraial Novo. Nos anos quarenta, o número de roças já era expressivo. Dispunham-se, de modo intermitente, as construções modestas ao longo do rio. Também os tropeiros, antes raros, intensificaram as passagens por aqueles sítios rumo a Campos.
A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas "áreas proibidas" interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas. O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois se constituiu numa obra de grandes fazendeiros que se estabeleceram nos arredores na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostís.
Em homenagem ao episódio da sublevação liberal mineira (combate de Santa Luzia, no Rio das Velhas), os habitantes de Arraial Novo mudaram o seu nome, em 1842, para Santa Luzia do Carangola.
Em 1859, foi decidida a construção de uma capela, tendo por padroeira Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar.
Como não foi encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, introduzida na década de 50, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento.
A elevação de preços internacionais e a geada em cafezais paulistas, entre os anos de 1868 e 1876, favoreceu largamente o desenvolvimento da lavoura, fato que permite o crescimento da cidade e as conseqüentes melhorias urbanas. Assim, em 1882, como afirmação de prosperidade, instalava-se a 1a. Câmara Municipal, desmembrada Santa Luzia do Carangola do município de Muriaé.
A abolição, nos anos seguintes, provocaria uma crise de mão-de-obra em todo o vale. As boas exportações de 1889 e 1890, efetuadas a preços altos, aumentaram a receita de divisas. Tem começo um esforço de promover o trabalho livre na região. Em 1887 uma lei provincial passava a estimular auxílio do Governo aos imigrantes. Vieram primeiro os italianos. No início deste século chegavam à comunidade carangolesa sírios, maronitas e libaneses.
A generalização do cultivo de café na região atraiu a ferrovia, devido ao volume considerável de produção. No auge do período produtivo a cidade chegou a exportar 100 mil sacas anuais. A produção cafeeira local teve sua primeira crise em 1907 devido às especificações previstas no Convênio de Taubaté, pois o tipo produzido na região não se enquadrava no mesmo.
Em 1931, outra crise do café interrompe o processo cultural da comunidade cafeeira de Carangola. Entretanto, a economia se estabilizaria, e nos anos seguintes Carangola afirmaria sua vocação agrícola.

Origem do nome

O topônimo local, "Carangola", provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região. Quanto ao seu significado existem mais de 10 versões imaginárias, conflitantes, não tendo sido encontrada, até hoje, de onde o cartógrafo obteve a denominação para o rio. Todas as referências existentes não conseguiram convencer os pesquisadores que se dedicam ao assunto.
Segundo corre, o nome de Carangola é devido ao fato de haver em abundância “carás” no meio do capim “angola” nas margens do rio. O cará, pelo o fato de estar misturado ao capim, foi chamado “cará-angola”. Depois se fundiram, pelo uso, as duas palavras. E o rio passou a ser chamado Carangola e depois a povoação, a cidade Carangola.

Datas Históricas

1842 - Os habitantes de Arraial Novo mudam seu nome para Santa Luzia do Carangola.
1859 - Os moradores constroêm uma capela.
1866 – Criado o distrito com a denominação de Santa Luzia do Carangola, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé.
1878 - Elevado à categoria de vila, desmembrado de Muriaé (ex-São Paulo do Muriaé).
1881 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Carangola.

O município

Carangola é um município do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo de 2010, sua população é de 32.296 habitantes e área de 353,40 km².
A base econômica de Carangola está assentada na agricultura e na pecuária, na cafeicultura e em prestações de serviços. Na indústria, destacam-se os laticínios para produção de leite e derivados.
Uma curiosidade local era o Jequitibá de Carangola que tinha cerca de 30 metros de altura e aproximadamente 1500 anos de existência, considerada a árvore mais antiga do Brasil.
Após um incêndio criminoso a árvore ardeu em chamas por onze dias. Ocorreu uma mobilização popular para salvar a gigantesca árvore. Bombeiros trabalharam sete dias para conter o fogo, que consumiu o interior do tronco, formando cratera dentro da qual a equipe da Polícia Florestal circulava facilmente e onde caberiam mais de dez pessoas. Apesar dos esforços da população, a gigantesca árvore não resistiu e morreu meses após o incêndio, no início de 2000.
(Fontes: http://www.asminasgerais.com.br, IBGE, ALMG)

Gostei... - 10 homens e 1 mulher

10 homens e 1 mulher

Onze pessoas estavam penduradas numa corda num helicóptero.Eram dez homens e uma mulher.Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos, decidiram que um deles teria que se soltar da corda.Eles não conseguiram decidir quem, até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda, pois as mulheres estão acostumadas a largar tudo pelos seus filhos e marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta e que os homens, como a criação primeira de Deus, mereceriam sobreviver, pois eram também mais fortes, mais sábios e capazes de grandes façanhas...Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas...
(Fonte: Blog da Maria Helena Rubinato)

Serviço - Taxa de inscrição do Enem 2011 deve ser paga até o dia 13

Taxa de inscrição do Enem 2011 deve ser paga até o dia 13

A taxa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011, no valor de R$ 35, deverá ser paga até a próxima segunda-feira, dia 13, para efetivar inscrição. O pagamento poderá ser feito em caixas eletrônicos e caixas de qualquer agência do Banco do Brasil. A inscrição para o Enem 2011 deverá ser feita até o dia 10 de junho somente pela Internet .
Ao finalizar as informações cadastrais, o participante tem a opção de declarar carência ou gerar um boleto de pagamento. Escolhendo a segunda opção, o sistema irá gerar uma Guia de Recolhimento da União (GRU) simples no valor de R$ 35,00. Nesse documento, constarão informações como o nome do participante, a unidade favorecida (Inep/MEC), o CPF do inscrito, a data de validade e o valor da taxa. Os boletos que não forem pagos até a data de vencimento não serão aceitos e o participante será automaticamente excluído do exame.
Após a confirmação do pagamento, o participante poderá imprimir o comprovante de inscrição pelo sistema de acompanhamento na página http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao.
Em caso de eventuais dúvidas, é possível buscar atendimento por meio do telefone 0800616161, ligação gratuita, ou via formulário de atendimento ao cidadão, disponível em: http://portal.inep.gov.br/institucional-faleconosco.
Além de o exame ser obrigatório para a adesão do ProUni e do Fies, é pré-requisito mínimo para a participação do Sisu, com vagas em diversas instituições públicas de ensino superior de todo o país.

As provas

As provas estão previstas para serem aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro, a partir das 13h, conforme antecipado pelo Universia Brasil. Com a mesma estrutura da edição passada, a avaliação será composta por quatro provas objetivas de múltipla escolha nas áreas de Linguagens e Códigos (Língua Portuguesa, Literatura, Língua estrangeira - inglês ou espanhol -, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação), Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia), Matemática e Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia). Cada um dos exames terá 45 questões.
No primeiro dia do exame, serão realizadas as provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas, com duração de 4h30. No domingo, será a vez de Matemática, Linguagens e Códigos e da redação, com tempo de duração mais prolongado (5h30). Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, de acordo com o horário de Brasília-DF. Não será permitida a entrada de candidatos que se apresentarem após o horário estipulado.
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados até 26 de outubro na página do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A data da liberação do resultado final ainda não foi divulgada.
(Fonte: O Globo em 08/06/2011)

Na vitrola aqui de casa - I´ve got you under my skin

Persona - Cole Porter

Cole Albert Porter (9 de Junho de 1891 – 15 de Outubro de 1964)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pátria Minas - Mineiros X Paulistas

Mineiros X Paulistas

Três mineiros e três paulistas estavam viajando de trem para um congresso.
Na estação, os três paulistas compraram um bilhete cada um, mas viram que os três mineiros compraram um só bilhete.
Um dos paulistas perguntou:
_Como é que os três vão viajar só com um bilhete?
_Espere e verá. - respondeu um dos mineiros.
Então, todos embarcaram. Os paulistas foram para suas poltronas, mas os três mineiros se trancaram juntos no banheiro.
Logo que o trem deu a partida, o fiscal veio recolher os bilhetes.
Ele bateu na porta do banheiro e disse:
- O bilhete, por favor.
A porta abriu só uma frestinha e apenas uma mão entregou o bilhete.
O fiscal pegou o bilhete e foi embora. Os paulistas viram e acharam a idéia genial.
Então, depois do congresso, os paulistas resolveram imitar os mineiros na viagem de volta e, assim, economizar um dinheirinho (reconhecendo a inteligência superior dos mineiros).
Quando chegaram na estação, compraram só um bilhete. Para espanto deles, os mineiros não compraram nenhum.
Um paulista perguntou perplexo;
_Mas, como é que vocês vão viajar sem passagem?
- Espere e verá. - respondeu um dos mineiros.
Todos embarcaram e os paulistas se espremeram dentro de um banheiro e os mineiros em outro banheiro ao lado.
O trem partiu. Logo depois, um dos mineiros saiu, foi até a porta do banheiro dos paulistas, bateu e disse:
- O bilhete, por favor...
Adivinhe o resto...

Moral da história: Mais uma vez fica provado que mineiro é quem entende de trem...

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mário Quintana

Ah! Os relógios


Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
(Mário Quintana)

De onde vem? - Mão na cumbuca

Mão na cumbuca

“Mão na cumbuca” deu origem a mais de uma expressão. Temos “Foi pego com a mão na cumbuca” usada quando alguém é pegado em flagrante praticando um roubo. “ Meter a mão em cumbuca” é expor-se a um risco sem nenhum resultado prático e com prejuízo certo. Na expressão “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”, o significado é algo assim: uma pessoa experiente, sabida, vivida, não aceita ofertas muito fáceis, não se envolve em assuntos escusos, não se deixa enganar facilmente pelas aparências.
O folclorista mineiro José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898) garante que a expressão vem do tupi (macáca tuiué inti omundéo i pó cuiambuca opé), por conta de uma história contada por índios.
Quem quiser caçar um macaco, basta construir um tosco mecanismo utilizando corda e uma cumbuca (cuia). Coloca-se uma espiga de milho na cumbuca amarrada pela corda a uma árvore ou em algum lugar que possa ser vista pelo símio. O bicho vê a espiga, enfia a mão na cuia e segura o milho. Só que ele não consegue retirar a espiga por aquela pequena abertura. E acreditem: ele não larga o milho para se soltar, prefere ficar preso, tentando retirar a espiga da cumbuca. Basta vir o caçador e captura o bicho. O macaco velho vê os mais jovens caírem naquela arapuca e opta por ficar sem o milho, mas totalmente livre.
Nem é preciso ser muito inteligente para não cair naquela armadilha. Só alguém muito bobo vai enfiar a mão naquela cumbuca, contrariando todo bom senso.
O escritor e pesquisador baiano Afrânio Peixoto diz que essa história não é brasileira, que em Portugal já se conhece essa expressão faz tempo.
Câmara Cascudo afirma que essa expressão cultural e seu significado são bem mais antigos, que desde a Roma Antiga e até mesmo na China e Índia se comentava macacos e cumbucas.
Há também quem garanta que a expressão é de origem popular fruto da observação da planta Sapucaia mostrada na foto acima. As amêndoas da sapucaia são muito apreciadas pelos animais silvestres, sendo especialmente aproveitadas pelos macacos que são capazes de alcançar as amêndoas ainda dentro das cumbucas quando elas começam a se abrir lá no alto da árvore. Aliás, um fato curioso envolve esses animais e a fruta, que, por isso, é também conhecida como cumbuca-de-macaco ou marmita-de-macaco.
Segundo conta Pio Corrêa, naturalista e botânico, e vários outros estudiosos, o macaquinho novo, inexperiente, quando se depara com uma sapucaia aberta e cheia de saborosas amêndoas, vai com muita sede ao pote, enfiando a mão na cumbuca para pegar um punhado delas, de uma vez só. Assim, quando tenta retirar a mão lá de dentro, não consegue e se machuca, pois sua mão cheia de amêndoas, por menor que seja, não passa pela estreita abertura da sapucaia. O macaco velho não age assim. Com a sabedoria de quem aprendeu se machucando algumas vezes quando ainda era jovem, ele usa as pontas dos dedos para retirar as amêndoas uma a uma, enquanto vai comendo.
Ao que parece, foi a predileção dos macacos pelos frutos da sapucaia que deu origem ao provérbio: “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”.
Se a origem é imprecisa, uma coisa é certa: uma pessoa com um mínimo de astúcia não se mete com gente e pessoas que possam comprometê-lo. A gente tem que ter muito cuidado com cumbucas, pois o macacaco está certo.
(Fonte: Internet)
Blog: Como a Sapucaia é a árvore símbolo da santa terrinha, lá nem os macacos novinhos costumam meter a mão na cumbuca, quanto mais macaca velha como eu. Um santarritense pode até deixar se passar por tolo, mas é esperto como ele só.

Zenzando na rede

Comercial legal - Coca-cola

Pátria Minas - Terra Mágica - História

Gostei... - Para maiores de 40 anos

Para maiores de 40 anos

Ótima notícia: estudos comprovam que o ápice mental se dá a partir dos 40 anos. Raciocina-se melhor na chamada meia idade. Num mundo que envelhece com o aumento da expectativa de vida é animador saber disso. Embora as ardilosas raposas do cenário político vivam a confirmar a tese, ostensivamente, faz tempo. Mas aqui, o assunto é outro.
Sabia-se desde o final do século XX que o cérebro degenera por falta de estímulo, excesso de estresse ou má circulação sanguínea. Então, pesquisas foram feitas para evitar que isso aconteça.
Alimentação adequada, prática de exercícios, meditação e outros remédios preventivos começaram a ser disseminados a fim de evitar o mal mais temido pela geração pós-segunda guerra mundial: Alzheimer. E, infelizmente, a vida moderna não disponibiliza mais, como antigamente, atenção familiar para "velhinhas e velhinhos caducos".
Ressabiados com o envelhecimento à espreita, os mais curiosos (ou preocupados...) aprenderam que pequenos esquecimentos não chegam a ser dramáticos. E ninguém está limitado a um determinado número de neurônios. As células cerebrais têm ramificações, que se ligam umas com as outras, por onde viaja o pensamento. Quanto mais conexões, melhor o funcionamento do cérebro.
O que não é novidade. Desconhecia-se, porém, que o desenvolvimento intelectual atinge seu ponto máximo após os 40 anos e segue assim até bem depois dos 60. No topo.
Em reportagem publicada em O Globo (05 de junho), Roberta Jansen apresenta pesquisas recentes revelando que na meia idade, realmente, a mente está no auge. Jansen se baseia em Bárbara Strauch, jornalista de 56 anos, editora de ciência do "New York Times", que reuniu os novos estudos sobre o tema no seu recém-lançado livro "O melhor cérebro da sua vida" (Ed.Zahar).
Esses estudos reconhecem também que nessa faixa de idade há maior dificuldade de concentração e alguma lentidão para aprender novas tecnologias. Só que o cérebro não é bobo. Ele compensa essas perdas usando as experiências acumuladas em novas conexões; mais talentosas e competentes.
Por exemplo. Pesquisa da Universidade de Stanford num simulador de vôo com 118 pilotos, com idades variando dos 40 aos 69 anos, revelou que os mais velhos foram mais eficientes. Mesmo levando mais tempo para aprender a operar o equipamento, saíram-se melhor no que, de fato, era importante: evitar um acidente e manter o avião no ar. Lá vamos nós...
(Fonte: Ateneia Feijó – O Globo em 07/06/2011)

Serviço - Vacinação contra sarampo começa dia 18 em Minas

Vacinação contra sarampo começa dia 18 em Minas

Surto da doença na Europa apressa imunização em oito estados. Primeira etapa da campanha contra a polio vai ser no mesmo dia

Minas Gerais e outros sete estados saem na frente na campanha nacional de vacinação contra o sarampo. Prevista para começar em todo o país em agosto, a imunização das crianças de 1 a 7 anos será feita de 18 de junho a 22 de julho. Por decisão do Ministério da Saúde, também antecipam a campanha Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nos demais estados e no Distrito Federal, a vacinação contra o sarampo será de 13 de agosto a 16 de setembro. No dia 18, está prevista a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos devem tomar as duas gotinhas para evitar a paralisia infantil. A segunda fase será em 13 de agosto. As duas campanhas foram lançadas nessa terça-feira em Brasília.
A vacinação da tríplice viral, além do sarampo, protege contra caxumba e rubéola. Realizada entre três e cinco anos, a mobilização pretende reforçar manter o país sem o vírus. Planejada para ocorrer com a da poliomielite, a imunização foi adiantada tendo em vista um surto da doença na Europa. Desde o início do ano já são mais de 6,5 mil casos suspeitos, sendo 5 mil na França. Isso fez com o que o Ministério da Saúde, com estados e municípios, antecipasse a ação em áreas prioritárias.
Desde 2000, não há registro da circulação do vírus transmissor do sarampo no Brasil, sendo que em BH o último caso ocorreu em 1999. Mesmo assim, 68 casos da doença foram confirmados no país em 2010, com maior incidência na Paraíba.
(Fonte: Valquíria Lopes – Estado de Minas em 08/06/2011)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Minas são muitas - São Vicente de Minas

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

São Vicente de Minas

Igreja Matriz de São Vicente Ferrer

Região: Sul
Padroeiro: São Vicente Ferrer
Festa do Padroeiro: 2 de Maio

Localização

História

A origem de São Vicente de Minas remonta ao final do século XVIII, por volta de 1797, estando associada aos caminhos ligados à mineração e às trilhas percorridas por bandeirantes oriundos de Taubaté (SP) que passaram pela localidade deixando suas marcas. Como boa parte das reservas auríferas se encontravam nas vertentes do Rio Grande (onde estão Tiradentes e São João Del Rei) ou na região de Vila Rica, regiões que eram alcançadas por três caminhos a partir da Capitania de São Paulo. E um destes caminhos passava justamente nesta área, no vale do Rio Airuoca, ao longo do qual se instalaram grandes fazendas, como as de Espraiado, Bicas, Sesmaria, Pitangueiras e Pinheiros. E foi na proximidade dessas mesmas fazendas que veio a se instalar o povoado que originou a atual cidade de São Vicente de Minas.
O nome São Vicente de Minas deve-se particularmente à devoção a uma imagem encontrada por um empregado do grande fazendeiro e alferes Francisco José de Andrade Mello, dono da fazenda Sesmaria (também denominada de Fazenda Nova ou Carapuça). Esta imagem, mais tarde identificada como de São Vicente Ferrer, foi achada à beira de uma nascente próxima a uma trilha ou pouso de tropeiros. Assim, o grande fazendeiro, por ser muito religioso, mandou construir primeiramente, em 1797, uma ermida e um pouco mais tarde, entre 1797 e 1799, em substituição a ela, uma capela em homenagem ao santo. Esta capela se tornou o centro da localidade e deu origem ao primeiro núcleo que gerou o arraial de São Vicente Ferrer, exatamente onde passava o citado caminho de ligação de São Paulo as Minas.
Em 1799, o povoado recebeu o nome de São Vicente Ferrer. A elevação à freguesia e a distrito do Turvo (Andrelândia), retirando-se da influência de Airuoca, também se deu em 1856. Com isso São Vicente passa a ser distrito do novo município do Turvo. Já em 1938, a denominação foi alterada para Francisco Sales, elevando-o à categoria de município. Ao ser transformado em município Francisco Sales foi, portanto, desmembrado do município do Turvo (Andrelândia).
Em 1953, o município passou a chamar-se São Vicente de Minas.

Datas Históricas

1799 – O povoado recebe o nome de São Vicente Ferrer.
1856 – É elevado à categoria de freguesia e fica subordinado a Turvo, atual Andrelândia
1938 - O distrito de São Vicente Ferrer é elevado à condição de Município, que se desmembra do Município do Turvo (Andrelândia), com a denominação de Francisco Sales.
1953 - O município de Francisco Sales passou a denominar-se São Vicente de Minas.

O município

O município de São Vicente de Minas está localizado na região Sul do estado de Minas Gerais. De acordo com o Censo de 2010, a população era de 7.008 habitantes e sua área é de 392,65 km².
Tendo sua força econômica baseada na criação de gado leiteiro de raça holandesa, o município se destaca como grande produtor de queijos finos.
As cidades de Minduri, São Vicente de Minas e Cruzília formam o triângulo do queijo fino no Brasil. Tudo começou na década 1920, com a chegada de 20 queijeiros dinamarqueses à região. Os mestres dessa arte ensinaram o ofício aos moradores e estes aos seus filhos.
A produção dos queijos é a principal atividade no município. Em São Vicente de Minas é possível encontrar desde o frescal (uma das variedades do tradicional queijo de Minas) até os sofisticados europeus dos tipos brie, gorgonzola, camembert e cheddar. O queijo fino do Sul de Minas é cada vez mais conhecido.
Quando, em 1981, o Papa João Paulo II esteve no Brasil ele experimentou o queijo proveniente do município em seu café da manhã e o aprovou. O Vaticano enviou um comunicado ao município, o que prova a qualidade dos queijos finos e artesanais lá produzidos.
(Fontes: http://camarasvm.hd1.com.br, http://ecoviagem.uol.com.br/, http://www.saovicentedeminas.com, IBGE, ALMG)
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