quarta-feira, 29 de junho de 2011

Minas são muitas - Santana do Deserto

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Santana do Deserto

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Santana (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora de Santana
Festa da Padroeira: 26 de Julho

Localização


História

O início da povoação data de 1853, tendo o capitão Cândido Pereira da Fonseca desmembrado da fazenda Santana, de sua propriedade, cinco alqueires de terra necessários à construção da igreja, que tem como padroeira Nossa Senhora de Santana. A baronesa de Juiz de Fora fez doações à igreja para o seu patrimônio e doou um prédio para a escola pública.
Nessa época, as terras que hoje constituem o Município de Santana do Deserto, já eram ocupadas por fazendeiros, que oriundos de terras vizinhas, dedicavam à cultura de café e criação de gado bovino. A necessidade de novas terras para o cultivo de café e para o pastoreio do gado levaram para a região muitos agricultores e criadores, que antes de meros aventureiros, eram prósperos ruralistas de outras terras.
Duas importantes fazendas situavam na região: a Fazenda de Santana e a Fazenda do Deserto. Formado o Distrito, a princípio, com terras das duas fazendas, dando origem ao topônimo de Santana do Deserto.
O território de Santana do Deserto integrava, com várias outras localidades, o município de Juiz de Fora, até o ano de 1923, quando passa a distrito de Matias Barbosa. Em 12 de dezembro de 1953, emancipa-se deste.

Datas Históricas

1889 – Criado o distrito com a denominação de Santana do Deserto, subordinado ao município de Juiz de Fora.
1923 - O distrito é transferido do município de Juiz de Fora para o novo município de Matias Barbosa.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Santana do Deserto, desmembrado de Matias Barbosa.

O município

Santana do Deserto é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 3.860 habitantes, ocupando uma área de 182,65 km².
Do apogeu com a Cultura Cafeeira, até os dias de hoje, temos um longo processo.
Após ter vivido um período áureo durante o século XIX com a cultura do café, razão das inúmeras e belíssimas sedes de fazendas encontradas no município, atravessou um período de ostracismo econômico. O fim do ciclo do café, em decorrência do desaparecimento da mão de obra escrava e do desgaste do solo, acarretou o abandono das grandes fazendas do Vale do Paraíba. A partir do final da década de 80, com a abertura de rodovias e a facilidade de acesso a partir de centros urbanos importantes como o Rio de Janeiro e Juiz de Fora, o município volta a ser centro de interesse para o desenvolvimento do turismo rural, local de veraneio e o desenvolvimento de atividade pecuária de elite, notadamente gado Brahman.
Com um potencial considerável para o desenvolvimento do eco-turismo contando com fazendas do ciclo do café do século XlX, reservas vegetais que conservam espécies nativas da Mata Atlântica, além de cachoeiras visitáveis que compõem o sistema hídrico podendo portanto, servir como um refúgio do caos das grandes cidades. Além disso, a cidade faz parte da rota do caminho novo da estrada real.
Atividades como malharia, plantio e beneficiamento do maracujá para produção de sucos, farinha, polpa, pecuária, além do comércio e hospedagem contribuem para a economia do Município.
(Fontes: IBGE, ALMG)

Pátria Minas - Jeito Mineirin

terça-feira, 28 de junho de 2011

Serviço - Três cidades do Sul de Minas registram temperaturas negativas na madrugada

Três cidades do Sul de Minas registram temperaturas negativas na madrugada

Minas Gerais enfrenta frio várias regiões por causa de uma massa de ar que veio do Sul do Brasil e atingiu o estado. De acordo com o meteorologista Heriberto dos Anjos, do Centro de Climatologia da PUC Minas, três cidade mineiras registraram temperaturas negativas na madruga desta terça-feira, sendo que no distrito de Monte Verde, no Sul, os termômetros marcaram até 3.1 graus negativos. Na mesma região, Caldas registrou 1.3 negativos e Maria da Fé enfrentou 2.6 negativos.
Ainda segundo o meteorologista, a massa de ar fica no estado até quinta-feira, dia em que as temperaturas devem começar a subir.
De acordo com Heriberto dos Anjos, no Sul de Minas um nevoeiro tomou conta das cidades. Muita geada e neblina incomodaram moradores no início da manhã. A Serra da Mantiqueira registrou baixas temperaturas, seguindo a lógica das serras gaúchas durante o inverno.
(Fonte: Luana Cruz – Estado de Minas em 28/06/2011)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gostei... - Morador de BH resiste à especulação imobiliária e cultiva mudas para doação

Morador de BH resiste à especulação imobiliária e cultiva mudas para doação

Bem que parece ter saído das telas do cinema, mais precisamente de UP – Altas aventuras, a história do advogado aposentado Ernani Façanha di Latella, morador do Bairro Anchieta, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Assim como o simpático protagonista da animação da Disney/Pixar, o paraense de 84 anos resiste bravamente, há tempos, à especulação imobiliária. Tudo para manter de pé a casa, erguida com o próprio suor nos anos 1960. “Daqui, só saio morto. Para o céu ou para o outro lugar. Quem vai saber?”, brinca.
A pressão é grande e a moradia de Ernani já está sufocada por edifícios no quarteirão da Rua Grajaú. “Chegaram a comprar a casa ao lado, mas precisavam da minha para o tamanho do prédio que pretendiam levantar. Não vendi. Não vendo. Então, eles tiveram que passar o imóvel”, conta, com orgulho. Mas não é só pela brava resistência que o descendente de italianos é assunto no bairro. Di Latella não só impede que novo arranha-céu desponte em seu lote como ainda, há seis meses, distribui, de graça, mudas de árvores e flores.
O versinho, em placa improvisada, fica à vista dos passantes: “Mudas, jardim e pomar. É sua. Pode levar.” Desde o fim do ano passado, Ernani cultiva mudas para doação. Um ritual de felicidade: passa as tardes trabalhando em pequeno vasos recortados, feitos de caixas vazias, potes de margarina e garrafas de plástico, para, na manhã seguinte, deixá-los sobre o muro que divide o lote da rua. “O pessoal pega. E quando não tem, eles tocam a campainha e pedem. Vem gente até de outras regiões da cidade. Já estão ficando acostumados”, conta, feliz com resultado da boa ação.
As mudas são, em grande maioria, de árvores frutíferas e de flores. No pequeno quintal, de poucos metros quadrados, há limão-capeta, graviola, pêssego, jabuticaba, acerola, manacá, beijinho, camarão (amarelo e vermelho), orquídea, antúrio e samambaia. Há até quem encomende. “Acabei de terminar aquele vaso de beijinhos. Uma senhora pediu que eu preparasse um buquê. Faço isso pelo prazer de ajudar. Gosto de fazer com que as pessoas tenham plantas em casa.”
Ernani fala com tristeza das árvores que não dão mais frutos por causa das sombras dos prédios. Especialmente, os pés de graviola e de figo. “O figo tive que arrancar. O espaço é pouco, tenho que aproveitá-lo da melhor maneira”. Dono de pedacinho do mundo, o jardineiro discorre com consciência sobre a importância da preservação da natureza. Mostra-se indignado com a devastação das matas: “Estão acabando com o planeta. O desmatamento na Amazônia é uma vergonha. E por que não tomam providências? Porque há muita gente se beneficiando disso. É uma roubalheira sem fim neste país. É corrupção para todos os lados”. Di Latella, advogado, se diz decepcionado com a Justiça, com as brechas e descumprimentos das leis. “É triste dizer isso, mas, neste país, os desonestos sempre levam vantagem.”
(Fonte: Jefferson da Fonseca Coutinho – Estado de Minas em 27/06/2011)
Blog: Ninguém vive sem um pouco de poesia...E cada um escreve poemas a sua maneira.

Persona - Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 - Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - João Cabral de Melo Neto

Os Três Mal-Amados


Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
(João Cabral de Melo Neto – As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados")

João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade de Recife - PE, no dia 09 de janeiro de 1920, segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo. Primo, pelo lado paterno, de Manuel Bandeira e, pelo lado materno, de Gilberto Freyre. Passa a infância em engenhos de açúcar.
Em 1930, muda-se com a família para Recife.
Foi na Associação Comercial de Pernambuco, em 1937, que obteve seu primeiro emprego, tendo depois trabalhado no Departamento de Estatística do Estado.
Em 1940 viaja com a família para o Rio de Janeiro, onde conhece Murilo Mendes. Esse o apresenta a Carlos Drummond de Andrade e ao círculo de intelectuais que se reunia no consultório de Jorge de Lima.
1942 marca a publicação de seu primeiro livro, Pedra do Sono. É aprovado em concurso e nomeado Assistente de Seleção do DASP (Departamento de Administração do Serviço Público), no Rio de Janeiro. Freqüenta, então, os intelectuais que se reuniam no Café Amarelinho e Café Vermelhinho, no Centro do Rio de Janeiro. Publica Os três mal-amados na Revista do Brasil.
O engenheiro é publicado em 1945, em edição custeada por Augusto Frederico Schmidt. Faz concurso para a carreira diplomática, para a qual é nomeado em dezembro. Começa a trabalhar em 1946, no Departamento Cultural do Itamaraty, depois no Departamento Político e, posteriormente, na comissão de Organismos Internacionais.
É removido, em 1947, para o Consulado Geral em Barcelona, como vice-cônsul. Adquire uma pequena tipografia artesanal, com a qual publica livros de poetas brasileiros e espanhóis. Nessa prensa manual imprime Psicologia da composição.
Removido para o Consulado Geral em Londres, em 1950, publica O cão sem plumas. Dois anos depois retorna ao Brasil para responder por inquérito onde é acusado de subversão. Escreve o livro O rio, em 1953, com o qual recebe o Prêmio José de Anchieta do IV Centenário de São Paulo (em 1954). É colocado em disponibilidade pelo Itamaraty, sem rendimentos, enquanto responde ao inquérito, período em que trabalha como secretário de redação do Jornal A Vanguarda, dirigido por Joel Silveira. Arquivado o inquérito policial, a pedido do promotor público, vai para Pernambuco com a família. Lá, é recebido em sessão solene pela Câmara Municipal do Recife.
Em 1954 é convidado a participar do Congresso Internacional de Escritores, em São Paulo. Participa também do Congresso Brasileiro de Poesia, reunido na mesma época. A Editora Orfeu publica seus Poemas Reunidos. Reintegrado à carreira diplomática pelo Supremo Tribunal Federal, passa a trabalhar no Departamento Cultural do Itamaraty.
A Editora José Olympio publica, em 1956, Duas águas, volume que reúne seus livros anteriores e os inéditos: Morte e vida severina, Paisagens com figuras e Uma faca só lâmina.Removido para Barcelona, como cônsul adjunto, vai com a missão de fazer pesquisas históricas no Arquivo das Índias de Sevilha, onde passa a residir.
Em 1958 é removido para o Consulado Geral em Marselha. Publica em Lisboa seu livro Quaderna, em 1960. É removido para Madri, como primeiro secretário da embaixada. Publica, em Madri, Dois parlamentos.
Em 1961 é nomeado chefe de gabinete do ministro da Agricultura, Romero Cabral da Costa, e passa a residir em Brasília. Com o fim do governo Jânio Quadros, poucos meses depois, é removido outra vez para a embaixada em Madri. A Editora do Autor, de Rubem Braga e Fernando Sabino, publica Terceira feira, livro que reúne Quaderna, Dois parlamentos, ainda inéditos no Brasil, e um novo livro: Serial.
Com a mudança do consulado brasileiro de Cádiz para Sevilha, João Cabral muda-se para essa cidade, onde reside pela segunda vez. Continuando seu vai-e-vem pelo mundo, em 1964 é removido como conselheiro para a Delegação do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra.
Como ministro conselheiro, em 1966, muda-se para Berna. O Teatro da Universidade Católica de São Paulo produz o auto Morte e Vida Severina, com música de Chico Buarque de Holanda, primeiro encenado em várias cidades brasileiras e depois na França e Portugal. Publica A educação pela pedra.
1967 marca sua volta a Barcelona, como cônsul geral. No ano seguinte é publicada a primeira edição de Poesias completas. É eleito, em 15 de agosto de 1968, para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Assis Chateaubriand.
Toma posse na Academia em 06 de maio de 1969. A Companhia Paulo Autran encena Morte e vida severina em diversas cidades do Brasil. É removido para a embaixada de Assunção, no Paraguai, como ministro conselheiro.
Após três anos em Assunção, é nomeado embaixador em Dacar, no Senegal, cargo que exerce cumulativamente com o de embaixador da Mauritânia, no Mali e na Giné-Conakry.
Em 1975, publica Museu de Tudo.
Em 1976 é nomeado embaixador em Quito, Equador e publica A escola das facas.
Em 1981, vai para Honduras, como embaixador. Publica a antologia Poesia crítica.
Em 1982, vai para a cidade do Porto, em Portugal, como cônsul geral. Publica Auto do frade, escrito em Tegucigalpa.
Em 1985, publica os poemas de Agrestes. Nesse livro há uma sessão dedicada à morte ("A indesejada das gentes"). Sua esposa, Stella Maria, falece no Rio de Janeiro. João Cabral reassume o Consulado Geral no Porto. Casa-se em segundas núpcias com a poeta Marly de Oliveira.
Em 1987 publica Crime na Calle Relator, poemas narrativos. É removido para o Rio de Janeiro.
Em Recife, no ano de 1988, lança sua antologia Poemas pernambucanos. Publica, também, o segundo volume de poesias completas: Museu de tudo e depois.
Aposenta-se como embaixador em 1990 e publica Sevilha andando. A Faculdade Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro publica Primeiros Poemas.
João Cabral era atormentado por uma dor de cabeça que não o deixava de forma alguma. Ao saber, anos atrás, que sofria de uma doença degenerativa incurável, que faria sua visão desaparecer aos poucos, o poeta anunciou que ia parar de escrever. Já em 1990, com a finalidade de ajudá-lo a vencer os males físicos e a depressão, Marly, sua segunda esposa, passa a escrever alguns textos tidos como de autoria do biografado. Conforme declarações de amigos, escreveu o discurso de agradecimento feito pelo autor ao receber o Prêmio Luis de Camões, considerado o mais importante prêmio concedido a escritores da língua portuguesa, entre outros. Foi a forma encontrada para tentar tirá-lo do estado depressivo em que se encontrava. Como não admirava a música, o autor foi perdendo também a vontade de falar ("Não tenho muito o que dizer", argumentava). Era, sem dúvida, o nosso mais forte concorrente ao prêmio Nobel, com diversas indicações dos mais variados segmentos de nossa sociedade.
(Fonte: http://www.releituras.com)

domingo, 26 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Na vitrola aqui de casa - Baioque

Um Chico diferente...

Dica de leitura - Chico Buarque - Análise poético-musical

Chico Buarque - Análise poético-musical

"Este livro foi escrito tendo como base algumas palestras feitas por mim sobre a obra de Chico Buarque, o compositor. Confesso que reescrevi o livro tantas vezes quantas foram as minhas perplexidades ao tentar investigar a obra e o artista. Cada vez que me detinha a analisar uma letra de música sua, mais riqueza descobria, mais detalhes sutis encontrava. Como a incrível capacidade de colocar em cada sentença, em cada frase, em cada contexto o que Flaubert chamava de le mot juste (a palavra certa)" - do autor Gilberto de Carvalho
Blog: Já li e reli esse livro inúmeras vezes. É um bom começo para “entender” o mestre Chico.

Minas são muitas - Miradouro

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Miradouro

Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Santa Rita de Cássia
Festa da Padroeira: 22 de Maio

Localização


História

Região primitivamente habitada pelos índios Puris, por volta dos séculos XVIII e XIX, a região foi sendo desbravada com vistas à sua demarcação e povoamento.
Através do Brigadeiro Bacelar, enviado do Governo Provincial, que surge a história desse município. O primitivo nome, não só da região como do próprio município, foi Glória. Quanto à escolha do topônimo, registra a tradição que teria ele surgido da exclamação do brigadeiro Barcelar que, em viagem oficial, ao atingir as margens do rio Guarus, extasiado pela amplidão dos horizontes e riquezas da vegetação, só teria manifestado: - “Isto aqui é uma verdadeira glória”. Sem precisar a data em que tal episódio teria ocorrido, pode-se apenas informar que até então o rio chamava-se Guarus, denominação dos índios semicatequizados que habitavam a região.
Já no início do Século XIX, começa a povoação com o surgimento de fazendas de criação de gado e plantação de café, instaladas por famílias vindas da região das minas.
Assim como ocorreu na maioria dos municípios brasileiros, as primeiras povoações ocorreram em torno de capelas. Em Miradouro, a doação de terras para a construção de uma capela em homenagem a Santa Rita de Cássia, fez com que surgisse o povoado com o nome da santa.
Esse povoado pertenceu ao Município do Pomba até 1839, depois passando a integrar o município de São João Batista do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco, até 1855, quando passou a pertencer ao recém-criado Município de São Paulo do Muriaé.
Em 1891, o povoado de Santa Rita do Glória deixou de fazer parte do Distrito de Nossa Senhora da Glória (hoje Itamuri), sendo elevado à condição de Distrito.
Em 1938, o povoado foi elevado à categoria de cidade com o nome de Glória, lembrando o nome do rio Glória. O nome foi mudado para Miradouro em 1943, em razão da existência de uma elevação de onde se tem esplêndida vista.

Datas Históricas

1882 – Criado o distrito com a denominação de Santa Rita do Glória, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé.
1938 - Elevado à categoria de município com a denominação de Glória, desmembrado de Muriaé.
1943 – O município de Glória tomou a denominação de Miradouro.

O município

Miradouro é um município do Estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 10.251 habitantes e uma área de 301,67 km².
O município produz café e milho em destaque, mas também feijão, arroz e cana, além de gado leiteiro, cuja produção é comercializada pela indústria de laticínio local.
(Fontes: IBGE, ALMG)

Serviço - Vai viajar? Verifique o carro.

Persona - Mary Streep

Mary Louise Streep (Summit, 22 de Junho de 1949)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Em poucas palavras - Mahatma Gandhi

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível." (Mahatma Gandhi)

Serviço - ProUni vai oferecer 92 mil bolsas de estudo para o segundo semestre de 2011

ProUni vai oferecer 92 mil bolsas de estudo para o segundo semestre de 2011

Para o segundo semestre de 2011, o Programa Universidade para Todos (ProUni) oferecerá 92 mil bolsas de estudo em instituições privadas a estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas. As inscrições começaram dia 20 de Junho e seguem até sexta-feira, exclusivamente pela internet.
Do total de bolsas oferecidas, 46.970 são integrais e 45.137 parciais, que custeiam 50% da mensalidade. O benefício integral pode ser pleiteado por candidatos que tenham renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo. Já as parciais destinam-se a estudantes com renda familiar per capita de até três salário mínimos.
Para participar do ProUni o estudante também precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, ter atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.
Ao inscrever-se, o candidato pode escolher até três opções de curso e instituições diferentes. A divulgação da lista dos pré-selecionados em primeira chamada está prevista para o dia 27 de junho. Os aprovados deverão comparecer às instituições de ensino para as quais foram selecionados até o dia 6 de julho, a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. Haverá ainda mais duas chamadas, nos dias 12 e 25 de julho, para preencher as vagas remanescentes. O cronograma completo e a lista das vagas disponíveis podem ser consultados no site do programa.
(Fonte: Agencia Brasil)

Você sabia? - Solstício de Inverno

Solstício de Inverno

Hoje, dia 21 de junho, às 03h46m (madrugada) tivemos o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e o Solstício de Verão para o Hemisfério Norte.
Neste dia 21 de junho tivemos a noite mais longa do ano. O Solstício de Inverno é exatamente aquele dia que é mais curto e a noite é mais longa no ano. A partir daí os dias começam novamente a ficar mais longos até se igualarem no Equinócio de Primavera, ou seja, noite e dia iguais.
Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho, no hemisfério sul, quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador.
Há pessoas que pensam que no Inverno o nosso planeta fica mais distante do Sol ou que o nosso hemisfério fica mais afastado. Isto não é verdade. A causa das estações do ano, Primavera, Verão, Outono e Inverno e o fato de serem diferentes em cada hemisfério, está relacionada ao eixo inclinado da Terra em relação ao plano da eclíptica e sua órbita ao redor do Sol.
A Terra translada em torno do Sol em uma órbita plana quase circular, com período definindo o ano. Enquanto isso ela vai girando em torno de si mesma, originando os dias.
O eixo de rotação da Terra possui uma inclinação constante e sempre na mesma direção de 23,5º em relação ao plano de sua órbita expondo hemisférios diferentes a diferentes incidências de raios solares. Não fosse por esta inclinação, não haveria estações do ano. O Equador seria a região que receberia a luz do sol em intensidade máxima durante o ano todo. A inclinação faz com que a cada seis meses um hemisfério esteja voltado para o Sol.
Essas posições da Terra em relação ao Sol são conhecidas como Solstícios: Solstício de Verão para o hemisfério voltado para o Sol; Solstício de Inverno para o hemisfério voltado contra o Sol.
Solstício é o momento em que o Sol, visto da Terra, se encontra o mais distante possível do equador celeste (23,5o para o norte ou para o sul); o que corresponde ao instante em que um hemisfério está o mais voltado possível para o Sol.
Entre os Solstícios, temos posições intermediárias, conhecidas como equinócios, onde os dois hemisférios estão simetricamente dispostos em relação ao Sol: Equinócio de Primavera e Equinócio de Outono. São os pontos onde a noite e o dia têm a mesma duração.
Esta data era de grande importância para diversas culturas antigas que a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento. As celebrações no Solstício de Inverno marcavam o retorno da luz, no sentido real e simbólico, já que os dias ficariam mais longos.

Figura obtida no Physical Geography

A imagem da esquerda se refere à posição de um Equinócio, ou seja, os dois hemisférios recebem a luz solar da mesma maneira, com ângulos iguais para as mesmas latitudes ao norte e ao sul do equador. A imagem da direita mostra como é o Solstício de Verão no hemisfério norte e o Solstício de Inverno no hemisfério sul.
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