sábado, 16 de julho de 2011

Gostei... - Lenda Japonesa

Diretamente do blog da Maria Helena Rubinato de Sousa

Lenda Japonesa

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio. Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...
Que nossas atitudes sejam sábias o bastante para que tornemos o mundo cada vez melhor!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A arte do Origami - Laço

Laço

Achei esse lacinho de Origami no blog da Jud. Como não sou muito boa em fazer Origami seguindo vídeo, procurei a Internet e encontrei o esquema aqui. E não é que o bendito estava em coreano! Fui fazendo através das figuras e montei as instruções para você.
Não é difícil, basta ter paciência. Pode ser usado para enfeitar presentes e até árvores de Natal.
Se você tem facilidade pelo vídeo, acesse este link e aprenda como fazer!
1 – Em um papel quadrado faça dobras unindo primeiro as laterais e depois as pontas. Assim você terá uma + e um X vincados no papel.
2 – Com o papel colocado em forma de losango à sua frente, traga a ponta superior até à inferior. Empurre as laterais para dentro, obtendo novamente um losango duplo.
3 – Dobre a ponta superior como mostrado no círculo da figura 3. Vinque bem e desdobre.
4 – Abra o trabalho e leve o quadrado pequeno formado para dentro.
5- Você terá agora um losango sem a ponta superior.
6 – Traga as duas partes superiores retas até o centro do trabalho. Vire o trabalho e repita a operação.
7- Leve a ponta inferior do losango para cima, abrindo o trabalho. Ajeite o quadradinho formado no centro e pressione bem.
8 – Você deverá ter obtido um trabalho como o da figura 8.
9 – Vire o papel e coloque-o como na figura 9. Comum estilete ou tesoura, corte as partes do X formado até o centro.
10 – Traga a ponta superior até à inferior.
11 – Agora você tem um trabalho como o da figura 11.
12 – Dobre as pontas do losango à esquerda até o centro do mesmo. Repita a operação para o losango à direita. Pressione bem.
13 – Com uma tesoura, corte os losangos inferiores até em cima.
14 – Dobre as laterais dos triângulos formados depois do corte como na figura 14.
15 – Vire o trabalho. Com uma tesoura, corte as pontas do laço em triângulo. Traga a ponta superior esquerda até o centro e encaixe dentro do quadradinho central. Se desejar, pode colocar um pingo de cola para fixar melhor. Repita a operação com a ponta direita.
16- Ajeite cuidadosamente a laçada e pronto.

Minas são muitas - Urucânia

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Urucânia
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Bom Sucesso
Festa da Padroeira: 11 de Outubro

Localização


História

Os primeiros habitantes dessa cidade chegaram em meados do século XIX, instalando-se no local onde hoje é a sede do município.
Por volta de 1869, Francisca Inácia da Encarnação, senhora fervorosamente católica, amiga dos escravos e protetora dos colonos, mandou erguer uma capela e uma casa para abrigar o sacerdote em terreno por ela doado.
Na mesma época surgiu o cemitério, construído onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.
Como era grande a quantidade de urucum nestas terras, o povoado denominou-se Urucu e a capela foi dedicada à Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu.
Posteriormente com a chegada de usinas açucareiras em 1924 e o cultivo extensivo da cana-de-açúcar nas proximidades do povoado, este passou a chamar-se Urucânia.
A cidade ficou conhecida a partir de Padre Antônio Ribeiro Pinto, tido como milagroso, que se estabeleceu na Paróquia municipal em 1946. A data de sua morte, 22 de Julho, tornou-se feriado municipal.

Datas Históricas

1887 – Criado o Distrito criado com a denominação de Urucu, subordinado ao município de Ponte Nova.
1923 – O distrito de Urucu tomou o nome de Urucânia.
1962 - Elevado à categoria de município a denominação de Urucânia e desmembrado de Ponte Nova.

O município

Urucânia é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 10.291 habitantes e sua área é de 138,79 Km². Conhecida historicamente pelos milagres do Padre Antônio Ribeiro Pinto, responsável por trazer a Devoção à Nossa Senhora das Graças para o município.
Na agricultura, Urucânia sempre esteve ligada ao cultivo e beneficiamento da cana-de-açúcar. Já em 1925, a Usina Jatiboca, instalada no município um ano antes, chegava a produzir cerca de 2.852 sacas de açúcar por dia. O transporte da cana era feito em carros de boi e a produção de açúcar escoada pela ferrovia federal. A produção da usina crescia em linha rápida, dando início em 1981 a produção de álcool combustível.
Ao tempo em que as atividades no campo expandiam os canaviais, Urucânia recebia uma legião de famílias vindas de outras cidades, em busca de trabalho.
O declínio da atividade não tardou a chegar, incitando uma verdadeira debandada de agricultores para a sede e para os distritos, ocasionando verdadeiros bolsões de pobreza. As grandes fazendas de outrora, na sua maioria, perderam a capacidade de investimento e muitas simplesmente desapareceram no contexto produtivo. A cana, por ser uma cultura que exige pouca ou nenhuma tecnologia, condicionou a classe produtora, furtando desta, a capacidade de instalar e exercer atividades mais rentáveis e exigentes em termos tecnológicos e produtivos. Alguns poucos produtores conseguiram sobreviver ao declínio da cultura e às turbulências do mercado globalizado, investindo na suinocultura comercial.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.urucania.mg.gov.br)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Zenzando na rede

Bão dimais - Bauru de assadeira

Bauru de assadeira

Ingredientes: 2 tabletes (30g) de fermento biológico fresco * ¾ de xícara (chá) de leite morno * 2 ovos * 1 gema * 1 colher (sobremesa) nivelada de sal * 1 colher (sopa) de açúcar * 3 e ½ colheres (sopa) de margarina * ½ kg de batata cozida e amassada * cerca de 3 a 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
Recheio: 250 gramas de muçarela fatiada * 250 gramas de presunto fatiado * 4 tomates sem pele e sementes em cubinhos * orégano
Modo de fazer: Bata o fermento, o leite, 2 ovos, a margarina, o açúcar e o sal no liquidificador. Passe para uma tigela grande e junte a batata amassada. Misture bem.
Acrescente farinha aos poucos, amassando até desprender das mãos (evite manipular a massa em excesso para não necessitar de muita farinha).
Divida a massa em 2 partes. Abra uma delas com um rolo até formar uma camada de 0,5cm de espessura e forre uma forma retangular grande untada e polvilhada com farinha de trigo.
Cubra a massa com presunto, muçarela, tomate e polvilhe orégano a gosto. Estenda a massa restante e cubra o recheio.
Pincele com 1 gema batida com 2 colheres (sopa) de leite e leve ao forno médio-alto (220°C) preaquecido por aproximadamente 35 minutos ou até dourar a superfície.
(Fonte: Receitas Econômicas & Saborosas – Folha de São Paulo)

Na vitrola aqui de casa - Wave

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Minas são muitas - Matias Barbosa

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Matias Barbosa

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora da Conceição
Festa do Padroeira: 8 de Dezembro

Localização


História

A cidade de Matias Barbosa tem origem na Fazenda do ilustre militar que lhe empresta o nome que a edificou em 1710 em terras da Sesmaria que lhe formam concedidas ao longo do caminho Novo, no ano anterior. Ainda sendo a sua propriedade, foi ali erguido o Registro do Caminho Novo, barreiras alfandegárias onde se pagavam altos tributos à Coroa Portuguesa. Em 1766, já falecido o Cel. Mathias Barbosa, seus herdeiros venderam a propriedade para o Tem. Cel. Manoel do Valle Amado, um potentado cuja descendência povoou toda a zona da mata, que então ergueu a Fazenda de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo, onde pernoitaram os inconfidentes em sua viagem rumo ao Rio de Janeiro onde seriam julgados.
Desde a instalação do Registro estabeleceu-se ao longo do caminho Novo, à frente do portão do mesmo, um pequeno, mas sempre crescente, comércio destinado a abastecer os viajantes. Pode-se afirmar que são estes, junto com os moradores de Nossa Senhora da Conceição, os primeiros habitantes do centro populacional que daria origem à cidade. Com a construção, em 1855 da Estrada União Industria, de Mariano Procópio , cuja companhia aqui instalou um estação de mudas das diligências, este comércio floresceu ainda mais e alguns grandes proprietários começaram a instalar depósitos e casas de moradia nas proximidades, o que se acentuaria de forma agressiva com a chegada dos trilhos da Central do Brasil, em 1875, já que o povoado tornou-se grande exportador de café, como toda Zona da Mata, impulsionando o progresso local, culminando com a criação do distrito de Matias Barbosa, pertencente a Juiz de Fora, em 1886.
Nos anos seguintes, beneméritos e empreendedores seriam responsáveis pelo verdadeiro povoamento do que viria a ser a cidade, os primeiros, doando terrenos no centro da cidade para seu florescimento e os segundos dividindo as grandes propriedades rurais próximas ao centro em pequenos lotes vendidos a preços acessíveis a modestos agricultores. Este último fato, concomitante com a chegada das famílias italianas em 1888, foi diretamente responsável pelo impressionante crescimento populacional que se verifica em fins do século XX, já que em 1890, com seus 1.583 habitantes, Matias Barbosa era o penúltimo distrito de Juiz de Fora, maior apenas do que Porto das Flores e apenas do que Porto das Flores, em 1907, já se tornara o maior distrito de Juiz de Fora, com 6.190 habitantes.
Nos primeiros anos do século passado, o povoado começa a se desenvolver, com á construção da matriz (1913), a criação do primeiro jornal (1907), a inauguração da luz elétrica (1914), a criação do grupo escolar (1909) e a construção de um prédio próprio para abriga-lo (1913). Desde modo, tornou-se imperativo aos habitantes do lugar a independência administrativa, o que ocorreu em 07 de setembro de 1923.

Datas Históricas

1885 – Criado o Distrito com a denominação de Matias Barbosa, subordinado ao município de Juiz de Fora.
1923 - Elevado à categoria de município com a denominação de Matias Barbosa e desmembrado de Juiz de Fora.

O município

Matias Barbosa é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 13.435 habitantes e sua área é de 157,10 Km².
Na área urbana, encontra-se a antiga sede da Fazenda do Monte Alegre, construída entre 1838 e 1840. Hoje em dia, existe apenas parte do que foi a sede da fazenda.
Em 1892, foi construído o cemitério municipal (Tombamento Municipal como Conjunto paisagístico), onde podemos observar a arte tumular nas lápides centenárias.
Na sede do município, as atrações culturais e histórias se multiplicam. O núcleo histórico urbano composto pela Estação Ferroviária de Matias Barbosa, inaugurada por D. Pedro II, onde hoje funcionam o Centro Cultural, a Biblioteca Municipal, o Departamento de Cultura e Turismo e a Banda de Música da cidade.
Ao lado da Estação podemos visitar o Artesanato Caminho Novo. De fronte a Estação pode-se apreciar a fachada quase centenária da Escola Estadual, ao lado o antigo Laboratório de Biologia Veterinária, sendo o Primeiro da América do Sul, hoje se encontra desativado, além da secção gráfica que por muito tempo produziu o maior jornal de circulação da cidade, o Correio de Mathias.
Logo após avistamos a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, construção centenária, com seu teto pintado por Ângelo Biggi.
Ainda no centro da cidade, está aquele que talvez seja o atrativo mais importante de Matias Barbosa: a Capela do Rosário, a antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo. Construída no século XVIII, a capela aparece retratada na tela “A Jornada dos Mártires”, de Antônio Parreiras, Museu Mariano Procópio, que ilustra a passagem dos inconfidentes pela região, rumo ao Rio de Janeiro, onde seriam julgados e condenados. O que se revela curioso, no caso desta construção, é um alçapão no interior da edificação que dá acesso ao um túnel.
Sendo assim, essa pequena cidade do interior de Minas Gerais mostra seus encantos que são traduzidos na beleza da paisagem montanhosa associada ao vale do Rio Paraibuna, na originalidade de um povo singular, nas suas manifestações culturais, nas pessoas que nela vivem, as quais tornam esta cidade hospitaleira e apaixonante a todos aqueles que por aqui passam levando lembranças que ficarão registradas na memória.
(Fontes: http://www.matiasonline.com.br, http://matiasbarbosa.mg.gov.br, IBGE, ALMG)

Gostei... - Percurso de 600 quilômetros vai ligar santuários das padroeiras do Brasil e de MG

Percurso de 600 quilômetros vai ligar santuários das padroeiras do Brasil e de MG

A fé não apenas remove montanhas, mas abre caminhos. Pelo menos é o que sugere a implantação do Caminho Religioso da Estrada Real de Aparecida (SP) à Serra da Piedade, em Caeté, na Grande BH, projeto que foi apresentado pelo secretário estadual de Turismo, Agostinho Patrus Filho, com a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. A boa notícia foi dada ontem à noite, em evento que reuniu prefeitos de cidades ao longo do percurso e representantes dos setores de turismo, empresarial e religioso no auditório da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), no Funcionários, Centro-Sul da capital.
O modelo foi inspirado no consagrado Caminho de Santiago de Compostela, do século 9, um percurso de 750 quilômetros entre Espanha e França. O secretário Agostinho Patrus chama atenção para o fato de que o Brasil é o terceiro país a enviar turistas ao Caminho de Santiago, ficando atrás somente de espanhóis e franceses. Ele destacou ainda que o turismo religioso é o que mais cresce no mundo. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que 8,1 milhões de viagens domésticas no Brasil são motivadas pela fé, o que representa 3,6% de todas as realizadas no país. Já o patrimônio histórico das igrejas mineiras representa 60% do acervo nacional, um atrativo para turistas.
Dom Walmor comemorou a iniciativa que, além da Arquiodiocese Metropolitana de Belo Horizonte, vai envolver as unidades religiosas de Mariana, São João del-Rei, Campanha e Coronel Fabriciano/Itabira, em Minas, além de Lorena e Aparecida, em São Paulo. “Dos 10,3 milhões de peregrinos que anualmente passam pelo Santuário de Aparecida, quase metade são fiéis de Minas Gerais. Vamos disponibilizar o melhor que temos, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira dos mineiros, para atrair esses fiéis que visitam a padroeira do Brasil. Afinal, a força da cultura religiosa é uma ajuda preciosa na vida da sociedade contemporânea”, constata o arcebispo.
A trilha de fé que vai ligar as duas padroeiras – Brasil/Minas – terá cerca de 600 quilômetros, com apropriação do patrimônio da Estrada Real, num roteiro de peregrinação que será percorrido a pé, a cavalo ou de bicicleta. A iniciativa do governo estadual, por meio da Secretaria de Turismo, conta também com a participação das pastas de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Cultura e Planejamento e Gestão, além da parceria com o governo de São Paulo, prefeituras municipais dos dois estados e o Instituto Estrada Real (Fiemg).
Este ano, a proposta estará em fase de estruturação, com seminários e reuniões com representantes dos municípios envolvidos e de entidades do setor turístico e cultural, além dos levantamentos geográficos, que serão desenvolvidos por uma empresa de consultoria. A partir de 2012, terá início a implementação do Caminho Religioso Estrada Real, num prazo de seis meses. O projeto prevê que 38 cidades estarão na rota principal (Caminho Velho, Sabarabuçu e Caminho dos Diamantes da Estrada Real) e 48 municípios na área de abrangência. O prefeito Marcos Tridon, de Itamonte, no Sul do estado, a 407 quilômetros da capital, aprovou o projeto: “Será um reforço no conceito da Estrada Real. O potencial religioso vai valorizar ainda mais as iniciativas cultural e turística. É um projeto que tem tudo para dar certo”.
(Fonte: Landercy Hemerson – Estado de Minas em 13/07/2011)

Na vitrola aqui de casa - Have you ever seen the rain?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pátria Minas - A coisa

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa".
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz:
_Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!

Minas são muitas - Alto Rio Doce

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Alto Rio Doce

Igreja Matriz de São José (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São José
Festa do Padroeiro: 19 de Março

Localização



História

Índios croatás e puris, de origem tupi, espalhavam-se por toda a região antes da colonização e habitavam o local onde hoje existe o município de Alto Rio Doce.
Os primeiros exploradores vieram de Guarapiranga, atual município de Piranga. Desceram pelo Rio Espera e daí subiram pelo Rio Xopotó, objetivando a exploração de minérios. Em 1711, o Alferes Francisco Soares Maciel, líder de uma bandeira, chega à região do Xopotó e funda um dos primeiros arraiais da região, denominado São Caetano do Xopotó. Este arraial trouxe ainda mais exploradores que se espalharam e se fixaram às margens do Rio Xopotó, criando novos povoados
Em 1759, José Alves Maciel chegou à região para tomar posse de uma sesmaria, denominando sua residência Xopotó Acima, mais tarde, Contrato. Casou-se com D. Vicência Maria de Oliveira, mulher que muito influenciou para a construção da primeira Capela e a doação de terras para a atual cidade de Alto Rio Doce. A sesmaria de terras transformou-se em fazenda e passou a denominar-se Fundão, e posteriormente com a construção da capela, passou a chamar-se Sítio São José. Com a fixação de mais moradores, fundou-se o povoado de São José do Xopotó, em 1764, onde foi construída a primeira Capela de São José, no alto do morro seco, desenvolvendo ali o povoado núcleo da cidade. Posteriormente passou a denominar-se “Contrato”, nome que ainda hoje conserva, e assim ficou conhecida pelo fato de ter a fazenda, em 5 de março de 1792, passado à propriedade do Tenente-coronel José Ferreira Marques, contratador das estradas no caminho novo das Minas Gerais. É, pois, a fazenda do Contrato o berço da atual cidade de Alto do Rio Doce.
Em 1820 foi construída pelos moradores uma Capela maior no lugar onde hoje está a Igreja Matriz. Em 1832 foi elevado à Freguesia. Em 1882 a Capela foi demolida e foi construída em seu lugar uma Igreja de duas torres. Entre 1917 e 1919 essa Igreja foi demolida e construída a atual Igreja Matriz de São José. O nome de São José do Xopotó permaneceu até a emancipação política do município. Quando foi elevado à categoria de Vila, a Sede Municipal passou a denominar-se Alto Rio Doce, por ser naquela época a mais alta cidade localizada na zona das cabeceiras (nascentes) do Rio Doce. Em 1892, foi elevada a categoria de Cidade.

Datas Históricas

1832 – Criada a freguesia com a denominação de São José do Xopotó.
1890 - Elevado à categoria de Vila com a denominação de Alto Rio Doce, desmembrado do Município de Piranga.
1892 - Elevado à condição de Cidade com a denominação de Ato Rio Doce.

O município

Alto Rio Doce é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 12.159 habitantes e uma área de 518,05 Km².
Sua economia é principalmente agropecuária. É comarca e tem os distritos de Abreus, Missionário e Vitorinos, além da sede.
Situada em região montanhosa, possui riquezas naturais como as cachoeiras formadas pelo rio Xopotó que, mais adiante, se transforma no Rio Doce.
Atualmente a cidade é famosa pelo seu carnaval de rua que atrai milhares de turistas todos os anos.
(Fontes: http://cidadebrasileira.brasilescola.com, http://minastour.com.br, IBGE, ALMG)

Em poucas palavras - Leonardo da Vinci

“A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente." (Leonardo da Vinci)

Zenzando na rede

De onde vem? - Ao deus-dará

Ao deus-dará

A expressão “ao deus-dará” significa estar ou ficar abandonado, largado ao acaso, entregue à própria sorte, estar em estado de penúria.
A origem da expressão tem duas explicações, conforme o lado de cá ou de lá do Atlântico.
Para Guilherme Augusto Simões (in Dicionário de Expressões Populares Portuguesas, Lisboa) a frase serviu originalmente como resposta de quem não queria dar esmolas. Quando mendigos abordavam as pessoas: – "Uma esmolinha, por amor de Deus", recebiam como resposta: _ “Deus dará”. Assim, quem dependia da caridade pública, ficava em má situação, ou seja, “ao deus-dará”, alimentando a ideia de que a mão divina é sempre capaz de dar ao necessitado aquilo que ele precisa.
Para Reinaldo Pimenta (in A Casa da Maria Joana, Rio de Janeiro), “ao deus-dará” tem origem no Brasil, no século XVII, ainda sob o domínio da coroa portuguesa:
Vivia no Recife, Pernambuco, um comerciante chamado Manuel Álvares, que ajudava os soldados que a Fazenda Real deixava abastecer. Quando ele não dispunha das mercadorias necessárias, dizia sempre "Deus dará!". De tanto repetir a frase, ficou conhecido como Manuel Álvares Deus Dará. E os soldados, quando precisavam recorrer a ele, diziam: "Vamos ao Deus Dará".
O "sobrenome" acabou até passando para os descendentes do comerciante. Um dos seus filhos, Simão Álvares Deus Dará, foi provedor-mor da Fazenda.
(Fonte: Textos da Internet)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

Palavras e paisagens


Há certas palavras pelas quais passo frequentemente
sem lhes conhecer o sentido verdadeiro.

Nunca fui ao dicionário
conhecer as formas polifacéticas de seu ser.

São como pessoas que por mim passam
ou que frequentam nossa paisagem.
Não nos aprofundamos em conhecê-las.
Basta o colorido de suas vestes
e a sonoridade de seus nomes.

Não se pode esgotar o dicionário
ou amar completamente
- tudo o que encontramos.
(Affonso Romano de Sant´Anna)
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