segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gostei... - Doméstica lê para a patroa que já não consegue enxergar

Doméstica lê para a patroa que já não consegue enxergar

(Marcos Michelin - D.A. Press)

Assim como ocorreu com o escritor argentino Jorge Luís Borges, também a poeta mineira Yêda Prates Bernis, com o passar dos anos, para sua tristeza, começou a ter a visão comprometida, no seu caso em decorrência de uma degeneração macular. A doença a impedia de continuar fazendo uma das coisas mais adoradas por ela, que era ler os seus livros, centenas deles, dos mais diversos autores e gêneros literários. Mineira de Belo Horizonte, imortal da Academia Mineira de Letras, Yêda, desde a adolescência, teve um contato íntimo com a poesia, que fez dela uma das autoras mais celebradas da sua geração.
Como se deu com Borges, que teve na pessoa da sua poderosa secretária, a também argentina Maria Kodama, uma fiel leitora – além de companheira nos últimos anos da vida –, Yêda Prates Bernis, algum tempo depois do início do problema, que causa a perda da visão central, foi apresentada ao jovem Paulo Furtado. Mas o rapaz, que por três anos foi seu leitor, acabou passando em um concurso, e se foi, deixando a poeta privada de um dos seus maiores prazeres, que era ouvir histórias. Já que não podia mais lê-las.
Alguns dias depois, num desses raros momentos que têm o poder de mudar para sempre o caminho de uma pessoa, a empregada da casa, Maria do Carmo Ferreira Leite, se aproximou timidamente da patroa, criou coragem e disse resoluta, pois estava acompanhando de perto toda aquela situação: “Dona Yêda, se a senhora quiser, eu posso ser a sua leitora”. Começava ali uma parceria que, na maior harmonia, já dura três anos, com a vantagem de, a cada dia, solidificar ainda mais a amizade entre aquelas duas mulheres.
Como ela não era Maria Kodama, nem tinha nascido em berço de ouro, mas numa casa humilde na zona rural de Nacip Raydan, no Vale do Rio Doce, a 361 quilômetros de Belo Horizonte, na qual dividia dois cômodos com nove irmãos, a princípio Maria do Carmo, que nunca tinha lido um livro, pois aos 7 anos já trabalhava na roça e andava a pé mais de uma hora para chegar à escola – às vezes mais interessada na merenda do que em aprender a ler ou escrever –, confessa que teve dificuldades naquela nova tarefa. Tudo diferente para ela. Mas hoje, tira o ofício de letra.
A ponto de falar com a maior intimidade – como se os conhecesse de verdade – de autores como Carlos Drummond de Andrade, André Gide, Manoel de Barros, Aníbal Machado, cujo romance, João ternura, é um dos seus preferidos. “Emocionada mesmo, a ponto de chorar, fiquei quando li para dona Yêda as cartas trocadas entre Mário de Andrade e Henriqueta Lisboa. O amor entre os dois era muito puro, bonito”, diz Maria do Carmo. Outro momento que a levou às lágrimas ocorreu dia desses, quando leu, muitas vezes, uma crônica publicada por Frei Betto no Estado de Minas e na qual ele falava da sua mãe, dona Stella Libânio, falecida recentemente. “Também o livro Desatinos da rapaziada, de Humberto Werneck, é bom demais. Diverti-me muito com as trapalhadas feitas por Carlos Drummond e seus amigos”, diz.
A rotina de Maria do Carmo, que chegou a Belo Horizonte aos 18 anos, para trabalhar como escrava de uma família no Bairro Cachoeirinha, de onde acabou fugindo por não suportar os maus-tratos, começa cedo na casa de dona Yêda – um confortável apartamento no Bairro Funcionários . Às 6h, faça sol ou chuva, está de pé. Coa um café caprichado para a patroa, joga água nas plantas, tira a poeira dos móveis, arranja uma e outra coisa e, às 9h em ponto começa a sessão de leitura, que vai até as 11h, quando começa a fazer o almoço, cujo cardápio foi pensado na noite anterior. À tarde, das 16h às 18h, mais livros.
“Normalmente, ela lê para mim uma média de quatro horas por dia. Durante esse tempo, como uma só pessoa, nós duas nos emocionamos, às vezes choramos, e também damos boas gargalhadas quando a história é divertida. Maria do Carmo, muito mais do que minha leitora, é uma amiga que tenho, uma pessoa com a qual posso contar”, diz Yêda, enquanto mostra os livros escolhidos para as próximas leituras. Entre eles, numa edição antiga, Sinfonia pastoral, de André Gide, As cabeças trocadas, de Thomas Mann, O livro de San Michele, de Axel Munthe, e um outro de contos, da mineira Maria Lúcia Simões.

Outra pessoa

Tropeços mesmo, pois também seria exigir muito, só ocorrem de vez em quando, quando a Maria, que não é Kodama, sem esperar, às vezes esbarra em algum nome estrangeiro, difícil de pronunciar. Mas nada demais. “O que mudou na minha vida, depois que passei a ser a leitora de dona Yêda?” Aí então, essa mulher de 47 anos, casada e mãe de quatro filhos, se ajeita na cadeira, apruma o corpo e diz orgulhosa que, sem querer se gabar, se tornou uma pessoa mais culta. Mais esclarecida, de melhor convivência com o próximo. “Os livros me levam a outros mundos, me transformam em uma nova pessoa, que é diferente e mais feliz do que aquela outra, antes de ter tomado conhecimento com eles “, afirma.
(Fonte: Carlos Herculano Lopes – Estado de Minas em 18/07/2011)

sábado, 16 de julho de 2011

Minas são muitas - Piranguinho

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Piranguinho

Igreja Matriz de Santa Isabel

Região: Sul
Padroeira: Santa Isabel
Festa da padroeira: 4 de Julho

Localização


História

Piranguinho iniciou sua história no final do século XIX, quando o Brasil ainda era um Império governado por D. Pedro II. Nesta época, o país vivenciava a hegemonia da produção cafeeira que deslocava para a região sudeste os investimentos na modernização econômica. Ainda que muitos estudiosos focalizem o papel do café como único responsável pelo surto desenvolvimentista, sabe-se atualmente que a economia brasileira mostrava uma significativa diversificação.
Apesar de estarem voltados para o suprimento do mercado interno, esses outros produtos também foram responsáveis pelo desenvolvimento desse processo de modernização do Brasil. No intuito de facilitar o escoamento de produtos (principalmente agrícolas), estradas de ferro foram instaladas em diversas regiões do país, melhorando, inclusive, o sistema de comunicações e transportes. É, nesta conjuntura, diversas regiões de Minas Gerais assumiram novos contornos políticos, sociais e econômicos.
A região onde atualmente se localiza o município de Piranguinho, até meados do século XIX, era propriedade da Baronesa Leocádia de Lourenço e estava subordinada a São Caetano da Vargem Grande - atual Brazópolis. Com os anos, a localidade acabou se tornando alvo de interesse por parte das autoridades responsáveis em desenvolver o projeto "Rede Mineira de Viação". Tal empreendimento visava à construção de uma estrada de ferro que ligasse Itajubá à Santa Rita do Sapucaí, estendendo a malha ferroviária a outras regiões do Estado.
Na referida época, a região era provida de ricas matas que continham madeiras de lei - tais como jacarandá, jequitibá, taiúva, pereira e outras - que poderiam ser úteis como dormentes na construção da ferrovia. Dessa forma, uma comissão constituída por encarregados - chefes do projeto - dirigiu-se à Baronesa no intuito de estabelecer uma espécie de parceria: Leocádia ofereceria a madeira necessária às obras, bem como sua retirada, seu preparo e a mão-de-obra necessária; por fim, a proprietária construiria um engenho de serra movido à água para beneficiamento da madeira; a comissão construtora, por sua vez, se comprometeria a fornecer o projeto das instalações, a gerir a construção do engenho, retificar o curso do Ribeirão dos Porcos e represar suas águas permitindo o funcionamento do projeto. Foi dessa forma que a região acabou se tornando conhecida como "Engenho de Serra".
Apesar das divergências documentais a respeito da data em que são iniciadas as obras, sabe-se que a ferrovia começou a ser construída nos primeiros anos da década de 1880. A necessidade de trabalhadores para a empreitada naturalmente atraiu um número significativo de pessoas. Dessa forma, inúmeros barracos de madeira e casas de pau-a-pique foram surgindo em torno do engenho para abrigar os trabalhadores do "Engenho
de Serra" e também os da estrada-de-ferro, dando origem, assim, a uma pequena povoação.
Até 1911, o arraial conseguiu adquirir uma notável infraestrutura: inaugurou-se sua primeira escola, construiu um cemitério e adquiriu água encanada e luz elétrica. Neste ano, Piranguinho transformou-se em Distrito, inaugurando seu primeiro Cartório de Paz. Em 1954, iniciou o processo de construção da rodovia que ligaria Itajubá a Poços de Caldas.
Já nos anos de 1960, iniciava um movimento de emancipação de Piranguinho: no mês de dezembro de 1962 criou-se então o município cuja sede foi elevada à cidade.

Datas Históricas

1911 – Criado o Distrito com a denominação de Piranguinho, subordinado ao município de Vila Braz.
1923 – O município de Vila Braz tomou a denominação de Brazópolis.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Piranguinho e desmembrado de Brazópolis.

O município

Piranguinho é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 8.016 habitantes e ocupa uma área de 124,80 Km².
Seu nome significa "Peixe Pequeno" em tupi, mas nos últimos anos, estudiosos da língua indígena afirmam que a origem do nome é "Pequeno Rio Vermelho".
Piranguinho, gradualmente, vem conseguindo expandir sua economia. Economicamente, o município destaca-se na agropecuária, extração vegetal e pesca.
Conhecida nacionalmente como Capital do Pé-de-moleque, Piranguinho produz uma grande quantidade dessa iguaria consumida em todo o território nacional.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.piranguinho.mg.gov.br)

Gostei... - Lenda Japonesa

Diretamente do blog da Maria Helena Rubinato de Sousa

Lenda Japonesa

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio. Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...
Que nossas atitudes sejam sábias o bastante para que tornemos o mundo cada vez melhor!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A arte do Origami - Laço

Laço

Achei esse lacinho de Origami no blog da Jud. Como não sou muito boa em fazer Origami seguindo vídeo, procurei a Internet e encontrei o esquema aqui. E não é que o bendito estava em coreano! Fui fazendo através das figuras e montei as instruções para você.
Não é difícil, basta ter paciência. Pode ser usado para enfeitar presentes e até árvores de Natal.
Se você tem facilidade pelo vídeo, acesse este link e aprenda como fazer!
1 – Em um papel quadrado faça dobras unindo primeiro as laterais e depois as pontas. Assim você terá uma + e um X vincados no papel.
2 – Com o papel colocado em forma de losango à sua frente, traga a ponta superior até à inferior. Empurre as laterais para dentro, obtendo novamente um losango duplo.
3 – Dobre a ponta superior como mostrado no círculo da figura 3. Vinque bem e desdobre.
4 – Abra o trabalho e leve o quadrado pequeno formado para dentro.
5- Você terá agora um losango sem a ponta superior.
6 – Traga as duas partes superiores retas até o centro do trabalho. Vire o trabalho e repita a operação.
7- Leve a ponta inferior do losango para cima, abrindo o trabalho. Ajeite o quadradinho formado no centro e pressione bem.
8 – Você deverá ter obtido um trabalho como o da figura 8.
9 – Vire o papel e coloque-o como na figura 9. Comum estilete ou tesoura, corte as partes do X formado até o centro.
10 – Traga a ponta superior até à inferior.
11 – Agora você tem um trabalho como o da figura 11.
12 – Dobre as pontas do losango à esquerda até o centro do mesmo. Repita a operação para o losango à direita. Pressione bem.
13 – Com uma tesoura, corte os losangos inferiores até em cima.
14 – Dobre as laterais dos triângulos formados depois do corte como na figura 14.
15 – Vire o trabalho. Com uma tesoura, corte as pontas do laço em triângulo. Traga a ponta superior esquerda até o centro e encaixe dentro do quadradinho central. Se desejar, pode colocar um pingo de cola para fixar melhor. Repita a operação com a ponta direita.
16- Ajeite cuidadosamente a laçada e pronto.

Minas são muitas - Urucânia

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Urucânia
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Bom Sucesso
Festa da Padroeira: 11 de Outubro

Localização


História

Os primeiros habitantes dessa cidade chegaram em meados do século XIX, instalando-se no local onde hoje é a sede do município.
Por volta de 1869, Francisca Inácia da Encarnação, senhora fervorosamente católica, amiga dos escravos e protetora dos colonos, mandou erguer uma capela e uma casa para abrigar o sacerdote em terreno por ela doado.
Na mesma época surgiu o cemitério, construído onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.
Como era grande a quantidade de urucum nestas terras, o povoado denominou-se Urucu e a capela foi dedicada à Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu.
Posteriormente com a chegada de usinas açucareiras em 1924 e o cultivo extensivo da cana-de-açúcar nas proximidades do povoado, este passou a chamar-se Urucânia.
A cidade ficou conhecida a partir de Padre Antônio Ribeiro Pinto, tido como milagroso, que se estabeleceu na Paróquia municipal em 1946. A data de sua morte, 22 de Julho, tornou-se feriado municipal.

Datas Históricas

1887 – Criado o Distrito criado com a denominação de Urucu, subordinado ao município de Ponte Nova.
1923 – O distrito de Urucu tomou o nome de Urucânia.
1962 - Elevado à categoria de município a denominação de Urucânia e desmembrado de Ponte Nova.

O município

Urucânia é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 10.291 habitantes e sua área é de 138,79 Km². Conhecida historicamente pelos milagres do Padre Antônio Ribeiro Pinto, responsável por trazer a Devoção à Nossa Senhora das Graças para o município.
Na agricultura, Urucânia sempre esteve ligada ao cultivo e beneficiamento da cana-de-açúcar. Já em 1925, a Usina Jatiboca, instalada no município um ano antes, chegava a produzir cerca de 2.852 sacas de açúcar por dia. O transporte da cana era feito em carros de boi e a produção de açúcar escoada pela ferrovia federal. A produção da usina crescia em linha rápida, dando início em 1981 a produção de álcool combustível.
Ao tempo em que as atividades no campo expandiam os canaviais, Urucânia recebia uma legião de famílias vindas de outras cidades, em busca de trabalho.
O declínio da atividade não tardou a chegar, incitando uma verdadeira debandada de agricultores para a sede e para os distritos, ocasionando verdadeiros bolsões de pobreza. As grandes fazendas de outrora, na sua maioria, perderam a capacidade de investimento e muitas simplesmente desapareceram no contexto produtivo. A cana, por ser uma cultura que exige pouca ou nenhuma tecnologia, condicionou a classe produtora, furtando desta, a capacidade de instalar e exercer atividades mais rentáveis e exigentes em termos tecnológicos e produtivos. Alguns poucos produtores conseguiram sobreviver ao declínio da cultura e às turbulências do mercado globalizado, investindo na suinocultura comercial.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.urucania.mg.gov.br)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Zenzando na rede

Bão dimais - Bauru de assadeira

Bauru de assadeira

Ingredientes: 2 tabletes (30g) de fermento biológico fresco * ¾ de xícara (chá) de leite morno * 2 ovos * 1 gema * 1 colher (sobremesa) nivelada de sal * 1 colher (sopa) de açúcar * 3 e ½ colheres (sopa) de margarina * ½ kg de batata cozida e amassada * cerca de 3 a 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
Recheio: 250 gramas de muçarela fatiada * 250 gramas de presunto fatiado * 4 tomates sem pele e sementes em cubinhos * orégano
Modo de fazer: Bata o fermento, o leite, 2 ovos, a margarina, o açúcar e o sal no liquidificador. Passe para uma tigela grande e junte a batata amassada. Misture bem.
Acrescente farinha aos poucos, amassando até desprender das mãos (evite manipular a massa em excesso para não necessitar de muita farinha).
Divida a massa em 2 partes. Abra uma delas com um rolo até formar uma camada de 0,5cm de espessura e forre uma forma retangular grande untada e polvilhada com farinha de trigo.
Cubra a massa com presunto, muçarela, tomate e polvilhe orégano a gosto. Estenda a massa restante e cubra o recheio.
Pincele com 1 gema batida com 2 colheres (sopa) de leite e leve ao forno médio-alto (220°C) preaquecido por aproximadamente 35 minutos ou até dourar a superfície.
(Fonte: Receitas Econômicas & Saborosas – Folha de São Paulo)

Na vitrola aqui de casa - Wave

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Minas são muitas - Matias Barbosa

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Matias Barbosa

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora da Conceição
Festa do Padroeira: 8 de Dezembro

Localização


História

A cidade de Matias Barbosa tem origem na Fazenda do ilustre militar que lhe empresta o nome que a edificou em 1710 em terras da Sesmaria que lhe formam concedidas ao longo do caminho Novo, no ano anterior. Ainda sendo a sua propriedade, foi ali erguido o Registro do Caminho Novo, barreiras alfandegárias onde se pagavam altos tributos à Coroa Portuguesa. Em 1766, já falecido o Cel. Mathias Barbosa, seus herdeiros venderam a propriedade para o Tem. Cel. Manoel do Valle Amado, um potentado cuja descendência povoou toda a zona da mata, que então ergueu a Fazenda de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo, onde pernoitaram os inconfidentes em sua viagem rumo ao Rio de Janeiro onde seriam julgados.
Desde a instalação do Registro estabeleceu-se ao longo do caminho Novo, à frente do portão do mesmo, um pequeno, mas sempre crescente, comércio destinado a abastecer os viajantes. Pode-se afirmar que são estes, junto com os moradores de Nossa Senhora da Conceição, os primeiros habitantes do centro populacional que daria origem à cidade. Com a construção, em 1855 da Estrada União Industria, de Mariano Procópio , cuja companhia aqui instalou um estação de mudas das diligências, este comércio floresceu ainda mais e alguns grandes proprietários começaram a instalar depósitos e casas de moradia nas proximidades, o que se acentuaria de forma agressiva com a chegada dos trilhos da Central do Brasil, em 1875, já que o povoado tornou-se grande exportador de café, como toda Zona da Mata, impulsionando o progresso local, culminando com a criação do distrito de Matias Barbosa, pertencente a Juiz de Fora, em 1886.
Nos anos seguintes, beneméritos e empreendedores seriam responsáveis pelo verdadeiro povoamento do que viria a ser a cidade, os primeiros, doando terrenos no centro da cidade para seu florescimento e os segundos dividindo as grandes propriedades rurais próximas ao centro em pequenos lotes vendidos a preços acessíveis a modestos agricultores. Este último fato, concomitante com a chegada das famílias italianas em 1888, foi diretamente responsável pelo impressionante crescimento populacional que se verifica em fins do século XX, já que em 1890, com seus 1.583 habitantes, Matias Barbosa era o penúltimo distrito de Juiz de Fora, maior apenas do que Porto das Flores e apenas do que Porto das Flores, em 1907, já se tornara o maior distrito de Juiz de Fora, com 6.190 habitantes.
Nos primeiros anos do século passado, o povoado começa a se desenvolver, com á construção da matriz (1913), a criação do primeiro jornal (1907), a inauguração da luz elétrica (1914), a criação do grupo escolar (1909) e a construção de um prédio próprio para abriga-lo (1913). Desde modo, tornou-se imperativo aos habitantes do lugar a independência administrativa, o que ocorreu em 07 de setembro de 1923.

Datas Históricas

1885 – Criado o Distrito com a denominação de Matias Barbosa, subordinado ao município de Juiz de Fora.
1923 - Elevado à categoria de município com a denominação de Matias Barbosa e desmembrado de Juiz de Fora.

O município

Matias Barbosa é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 13.435 habitantes e sua área é de 157,10 Km².
Na área urbana, encontra-se a antiga sede da Fazenda do Monte Alegre, construída entre 1838 e 1840. Hoje em dia, existe apenas parte do que foi a sede da fazenda.
Em 1892, foi construído o cemitério municipal (Tombamento Municipal como Conjunto paisagístico), onde podemos observar a arte tumular nas lápides centenárias.
Na sede do município, as atrações culturais e histórias se multiplicam. O núcleo histórico urbano composto pela Estação Ferroviária de Matias Barbosa, inaugurada por D. Pedro II, onde hoje funcionam o Centro Cultural, a Biblioteca Municipal, o Departamento de Cultura e Turismo e a Banda de Música da cidade.
Ao lado da Estação podemos visitar o Artesanato Caminho Novo. De fronte a Estação pode-se apreciar a fachada quase centenária da Escola Estadual, ao lado o antigo Laboratório de Biologia Veterinária, sendo o Primeiro da América do Sul, hoje se encontra desativado, além da secção gráfica que por muito tempo produziu o maior jornal de circulação da cidade, o Correio de Mathias.
Logo após avistamos a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, construção centenária, com seu teto pintado por Ângelo Biggi.
Ainda no centro da cidade, está aquele que talvez seja o atrativo mais importante de Matias Barbosa: a Capela do Rosário, a antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo. Construída no século XVIII, a capela aparece retratada na tela “A Jornada dos Mártires”, de Antônio Parreiras, Museu Mariano Procópio, que ilustra a passagem dos inconfidentes pela região, rumo ao Rio de Janeiro, onde seriam julgados e condenados. O que se revela curioso, no caso desta construção, é um alçapão no interior da edificação que dá acesso ao um túnel.
Sendo assim, essa pequena cidade do interior de Minas Gerais mostra seus encantos que são traduzidos na beleza da paisagem montanhosa associada ao vale do Rio Paraibuna, na originalidade de um povo singular, nas suas manifestações culturais, nas pessoas que nela vivem, as quais tornam esta cidade hospitaleira e apaixonante a todos aqueles que por aqui passam levando lembranças que ficarão registradas na memória.
(Fontes: http://www.matiasonline.com.br, http://matiasbarbosa.mg.gov.br, IBGE, ALMG)

Gostei... - Percurso de 600 quilômetros vai ligar santuários das padroeiras do Brasil e de MG

Percurso de 600 quilômetros vai ligar santuários das padroeiras do Brasil e de MG

A fé não apenas remove montanhas, mas abre caminhos. Pelo menos é o que sugere a implantação do Caminho Religioso da Estrada Real de Aparecida (SP) à Serra da Piedade, em Caeté, na Grande BH, projeto que foi apresentado pelo secretário estadual de Turismo, Agostinho Patrus Filho, com a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. A boa notícia foi dada ontem à noite, em evento que reuniu prefeitos de cidades ao longo do percurso e representantes dos setores de turismo, empresarial e religioso no auditório da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), no Funcionários, Centro-Sul da capital.
O modelo foi inspirado no consagrado Caminho de Santiago de Compostela, do século 9, um percurso de 750 quilômetros entre Espanha e França. O secretário Agostinho Patrus chama atenção para o fato de que o Brasil é o terceiro país a enviar turistas ao Caminho de Santiago, ficando atrás somente de espanhóis e franceses. Ele destacou ainda que o turismo religioso é o que mais cresce no mundo. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que 8,1 milhões de viagens domésticas no Brasil são motivadas pela fé, o que representa 3,6% de todas as realizadas no país. Já o patrimônio histórico das igrejas mineiras representa 60% do acervo nacional, um atrativo para turistas.
Dom Walmor comemorou a iniciativa que, além da Arquiodiocese Metropolitana de Belo Horizonte, vai envolver as unidades religiosas de Mariana, São João del-Rei, Campanha e Coronel Fabriciano/Itabira, em Minas, além de Lorena e Aparecida, em São Paulo. “Dos 10,3 milhões de peregrinos que anualmente passam pelo Santuário de Aparecida, quase metade são fiéis de Minas Gerais. Vamos disponibilizar o melhor que temos, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira dos mineiros, para atrair esses fiéis que visitam a padroeira do Brasil. Afinal, a força da cultura religiosa é uma ajuda preciosa na vida da sociedade contemporânea”, constata o arcebispo.
A trilha de fé que vai ligar as duas padroeiras – Brasil/Minas – terá cerca de 600 quilômetros, com apropriação do patrimônio da Estrada Real, num roteiro de peregrinação que será percorrido a pé, a cavalo ou de bicicleta. A iniciativa do governo estadual, por meio da Secretaria de Turismo, conta também com a participação das pastas de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Cultura e Planejamento e Gestão, além da parceria com o governo de São Paulo, prefeituras municipais dos dois estados e o Instituto Estrada Real (Fiemg).
Este ano, a proposta estará em fase de estruturação, com seminários e reuniões com representantes dos municípios envolvidos e de entidades do setor turístico e cultural, além dos levantamentos geográficos, que serão desenvolvidos por uma empresa de consultoria. A partir de 2012, terá início a implementação do Caminho Religioso Estrada Real, num prazo de seis meses. O projeto prevê que 38 cidades estarão na rota principal (Caminho Velho, Sabarabuçu e Caminho dos Diamantes da Estrada Real) e 48 municípios na área de abrangência. O prefeito Marcos Tridon, de Itamonte, no Sul do estado, a 407 quilômetros da capital, aprovou o projeto: “Será um reforço no conceito da Estrada Real. O potencial religioso vai valorizar ainda mais as iniciativas cultural e turística. É um projeto que tem tudo para dar certo”.
(Fonte: Landercy Hemerson – Estado de Minas em 13/07/2011)

Na vitrola aqui de casa - Have you ever seen the rain?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pátria Minas - A coisa

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa".
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz:
_Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!
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