quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Minas são muitas - Dona Euzébia

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Dona Euzébia

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora das Dores
Festa da Padroeira: 15 de Setembro

Localização


História

A história da cidade de Dona Euzébia teve início com a chegada da fazendeira Euzébia de Souza Lima no território onde hoje é o município, mais precisamente, onde atualmente fica a Fazenda Dona Euzébia. Após ficar viúva, a fazendeira vendeu suas terras em Conselheiro Lafaiete para acompanhar seu filho Dr. Leopoldo de Souza Lima, engenheiro da Estrada de Ferro Leopoldina responsável pela construção da Ferrovia Leopoldina Cataguases. Até sua chegada o arraial possuía poucas residências e uma única pousada construída de pau-a-pique e sapê. A fazendeira doou então terras para que fosse construída a estação ferroviária que recebeu o nome de “Estação Ferroviária Dona Euzébia”, uma homenagem a benemérita. Além de doar as terras para a estação a fazendeira doou também terras para a construção da Igreja Matriz do município, que posteriormente foi consagrada a Nossa Senhora das Dores.
A principal atividade econômica da região era a agricultura, principalmente a lavoura de café. Após a chegada da estrada de ferro o povoado começou a se fortalecer apoiado pela facilidade no transporte do produto que no século XIX estava em seu apogeu em todo o país.

Datas Históricas

1923 – Elevado à condição de Distrito com a denominação de Astolfo Dutra.
1938 - Volta a sua denominação original, Dona Euzébia, passando a pertencer ao então criado Município de Astolfo Dutra, que anteriormente chamava-se “Porto de Santo Antônio”.
1962- Elevado à categoria de município e desmembrado de Astolfo Dutra.

O município

Dona Euzébia é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 6.0016 habitantes e ocupa uma área de 70,23 Km².
Atualmente a principal atividade econômica do município é a produção de mudas cítricas, frutíferas, ornamentais e florestais. Os produtores rurais de Dona Euzébia conseguiram se colocar em 1º lugar no estado de Minas Gerais e em 2º no País nessa atividade que teve início na década de 1970 e forma hoje o principal cartão postal de Dona Euzébia.
O município tem também como riqueza a Água Mineral Fonte Hélios, que exporta para outras regiões, além do consumo interno.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.donaeuzebia.mg.gov.br/)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Na vitrola aqui de casa - O mestre-sala dos mares

Pátria Minas - Mineiro não gosta de discussão?

Mineiro não gosta de discussão?

Lá pros lados de Santa Rita do Sapucaí, tem uma rocinha que fica na beira da estrada do Balaio. Todo dia, três mineirinhos amigos se acocoram no capim pra pitar um cigarrinho de fumo de rolo.
Uma tarde, passou um carrão em disparada, deixando um rastro de poeira e óleo diesel. Uma hora depois, um dos mineirinhos falou:
- Cumpadis, era um Ford...
Continuaram em silêncio, fumando o cigarrinho de palha, até que duas horas mais tarde, o outro mineirinho respondeu:
- Era não, cumpadi... era um Chevrolet.
Pitaram mais um pouco e três horas depois, o terceiro mineirinho levantou-se devagar, bateu a poeira da roupa e disse para os outros dois:
- Bão, eu vô imbora, purque detesto discussão.

A arte do Origami - Caixa para organizar miudezas

Caixa para organizar miudezas



Essas caixinhas são bem fáceis de fazer e muito úteis para organizar gavetas e caixas de miudezas, bijuterias, fitas, materiais de costura, etc. Faça várias delas e começa a por as coisas em ordem. Você também pode utilizar como caixa para presente, usando uma como base e a outra como tampa. Achei aqui, num blog coreano muito legal.
Com um papel de 21X21 centímetros, você obterá uma caixinha medindo 7,5X7,5 centímetros.
1 – Junte as pontas opostas do papel e vinque bem. Você deverá ter um X marcando o centro do trabalho. Posicione o papel, à sua frente, na posição de losango.
2 – Leve as 4 pontas do papel até o centro.
3 – Desdobre 2 pontas opostas do papel.
4 – Leve as laterais do papel até o centro, como na figura acima.
5 – Desdobre, gire o trabalho e repita a operação para as outras duas pontas.
6 – Desdobre. Eleve a lateral do trabalho na dobra mais central para formar a base da caixinha.
7 – Eleve as outras laterais e marque bem a base.
8 – Vire a ponta do trabalho para dentro da caixa e pronto. Se desejar, coloque um pingo de cola nas pontas que ficaram dentro da caixa.

Bão dimais - Bolo Verde

Receita da tia Fatinha. Já tive a sorte de comê-lo.É muito bom!!!

Bolo Verde

Ingredientes: Bolo: 1 xícara (chá) de óleo * 4 ovos * 1 pacote de gelatina de limão * 1 pacote de bolo sabor limão * 1 colher (sopa) de fermento em pó * 1 copinho de iogurte natural
Cobertura: 1 lata de leite condensado * suco de 2 limões
Modo de Fazer: Bolo: Bater tudo no liquidificador. Despejar em forma untada e enfarinhada. Levar ao forno para assar. Desenformar depois de frio.
Cobertura: Misturar os ingredientes e levar à geladeira. Colocar sobre o bolo desenformado.

De onde vem? - Enfiar o pé na jaca

Enfiar o pé na jaca

A expressão “enfiar o pé na jaca” é uma gíria carioca que ‘‘pegou’’ em todo o País significando embriagar-se, cometer excessos, cometer um erro ou fazer algo atrapalhado.
Na verdade a jaca da expressão não tem nada a ver com a fruta amarela nativa da Ásia, mas só apareceu por conta de mais um corriqueiro processo de mutação dos termos idiomáticos. O certo seria ‘‘enfiar o pé no jacá”, com acento. Jacá, do tupi “aya’ka”, era um cesto feito de bambu ou cipó.
Nos idos do século XVII e XVIII, os tropeiros realizavam o serviço de transporte de carga no lombo de mulas geralmente munidas de um grande par de jacás.
Em suas viagens, os tropeiros paravam em alguma venda que tinham na parte da frente, cestos com frutas e legumes e se entregavam ao prazer da bebida. Depois de tantos goles, era comum que esses tropeiros passassem por grandes constrangimentos. Na hora de ir embora ou enfiavam o pé no jacá da venda ou no seu próprio ao subir no lombo das mulas. Não raro, o pobre tropeiro embriagado acabava enfiando o “pé no jacá” na hora de seguir o seu destino.
De lá para cá, o desuso desse tipo de cesto acabou gerando a transformação do termo. Como já não se usam mais os tais jacás, acabou sobrando para a jaca!
(Fonte: Textos da Internet)

Minas são muitas - Goianá

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Goianá

Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

A história começa em 1815 quando as lavouras de café no Vale Fluminense exigiam a ocupação de novos territórios para ampliação da atividade, o que foi feito desbravando-se as inóspitas terras da Zona da Mata de Minas Gerais. Surgiam neste contexto as primeiras propriedades precursoras do Povoado de Santo Antônio do Limoeiro.
Em meio às inovações tecnológicas e o aumento da produção, em breve, a região estava fornecendo a outras regiões seus principais produtos: o fumo e o café.
Com a instalação da Rodovia Macadamizada União Indústria, idealizada pelo Comendador Mariano Procópio Ferreira Laje, que cortava o pequeno núcleo urbano, as características do povoado se transformavam. Com a construção da Estrada de Ferro Juiz de Fora - Piau, este crescimento ampliou-se.
Como nas demais localidades a Estação Ferroviária representava muito mais do que um simples local de embarque e desembarque de cargas e passageiros, ela representava o dia a dia e toda a dinâmica de funcionamento da comunidade. Embora a Estação fosse construída mais afastada do centro urbano, aos poucos ela se tornava o centro. Este fator revela como sendo, a Estação Ferroviária, um dos referenciais de desenvolvimento do núcleo urbano da comunidade de Goianá.
Com a criação da Rede Ferroviária Federal, o Ramal que cortava a comunidade foi desativado e a Estação foi demolida por oferecer risco de desabamento restando, porém alguns imóveis residenciais e comerciais que mantêm suas características arquitetônicas registrando esta época de tamanha riqueza para a história do município.

Datas Históricas

1911 – Criado o Distrito com a denominação de Goianá (ex-povoado de Santo Antônio do Limoeiro), subordinado ao município de Rio Novo.
1995 - Elevado à categoria de município coma denominação de Goianá e desmembrado de Rio Novo.

O município

Goianá é um município do estado de Minas Gerais possuindo uma área de 152,03 Km² e uma população, em 2010, de 3.659 habitantes. O município é sede do Aeroporto Regional da Zona da Mata, com pista de asfalto de 2.515 metros, bem maior do que as duas do aeroporto de Congonhas, onde poderão pousar aviões a jato, de grande porte.
Na zona rural, o município divide-se em comunidades e núcleos familiares que abrigam a base de sustentação econômica do município: a pecuária leiteira.
Dentre as atividades econômicas do município, a de maior destaque é a agropecuária, responsável pela geração de emprego e renda à grande maioria das famílias envolvendo as áreas de bovinocultura de leite, cultivo de milho, feijão e olerícolas, bovinocultura de corte, fruticultura, psicultura, produção de doces e quitandas além de incentivo ao artesanato e trabalhos manuais.
Em Goianá, na Serra da Babilônia, foram encontradas múmias indígenas que estão expostas no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
(Fontes: http://www.goiana.mg.gov.br/, http://ecoviagem.uol.com.br, IBGE, ALMG)

Persona - Luíz Gonzaga

Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de Dezembro de 1912 – Recife, 2 de Agosto de1989)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Santa Rita é notícia - Lifetec do Brasil, incubada do Inatel, é finalista do Prêmio Nacional de Inovação

Lifetec do Brasil, incubada do Inatel, é finalista do Prêmio Nacional de Inovação

A empresa Lifetec do Brasil, incubada do Inatel, é uma das finalistas do Prêmio Nacional de Inovação, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC). A instituição concorre na categoria Design.
Ao todo concorreram 427 projetos, de 254 empresas, divididos em quatro categorias. As vencedoras serão premiadas em duas modalidades, "micro e pequena empresa" - em que a Lifetec concorre - e "média e grande empresa". Os nomes das instituições vencedoras serão divulgados nesta terça-feira, dia 2 de agosto.
A Lifetec atua no mercado de soluções de diagnóstico médico e odontológico. Ainda em fase de incubação, a organização produz visualizadores de radiografias em led. Outros produtos também estão em fase de desenvolvimento e devem ser lançados no mercado em breve.
De acordo com a diretora administrativa da empresa, Andreia Malaquais dos Santos, "estar entre os finalistas do Prêmio Inovação é uma grande vitória para Lifetec, pois é o reconhecimento às empresas que trazem competitividade e inovação para o mercado, instituições que colocam em prática boas ideias, inovam e superam obstáculos".
(Fonte: Inatel em 01/08/2011)

Zenzando na rede

Em poucas palavras - Guimarães Rosa

Quem sabe direito o que uma pessoa é? Antes sendo: julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado. (Guimarães Rosa)

Na vitrola aqui de casa - Still loving you

Fragmentos - "Crônicas para Jovens de Amor e Amizade”

Tanta coisa que eu não sabia. Nunca tinham me falado, por exemplo, deste sol duro das três horas. Também não me tinham avisado sobre este ritmo tão seco de viver, desta martelada de poeira. Que doeria, tinham-me avisado. Mas o que vem para a minha esperança do horizonte, ao chegar perto se revela abrindo asas de águia sobre mim, isso eu não sabia. Não sabia o que é ser sombreada por grandes asas abertas e ameaçadoras, um agudo bico de águia inclinado sobre mim e rindo. E quando nos álbuns de adolescente eu respondia com orgulho que não acreditava no amor, era então que eu mais amava; isso eu tive que aprender sozinha. (Clarice Lispector em “Crônicas para Jovens de Amor e Amizade”)

Minas são muitas - Piau

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Piau

Igreja Matriz do Divino espírito Santo (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Divino Espírito Santo
Festa do Padroeiro: 4 de Junho

Localização



História

No final do século XVIII, a famosa Conjuração Mineira fez com que alguns homens envolvidos fossem arduamente perseguidos pela Coroa Portuguesa. Esses homens foragidos (dentre eles estava Francisco José da Silva, tio de Tiradentes) buscavam novos lugares para uma nova vida.
O lugar encontrado era caracterizado por uma vasta floresta, banhada por um rio que nasce na Serra da Mantiqueira. Posteriormente os novos moradores deram o nome de Rio Piau, devido a grande quantidade dessa espécie de peixe.
Uma vez fixado nas terras, começam também as atividades agrícolas, constituindo-se então o arraial. Logo mais, construíram a primeira capela em homenagem a Divino Espírito Santo. Dessa forma o povoado passou a se chamar Divino Espírito Santo de Piau. No local da antiga capela, existe hoje a Matriz do Divino Espírito Santo, considerada uma das igrejas mais belas da Zona da Mata.
O período áureo de sua história se deu devido á fertilidade de suas terras, tornou-se uma região essencialmente agrícola, tanto assim é que a maior parte das escrituras lavradas em cartório, referem-se à compra e venda de terras de cultura e compra de escravos. A base da economia era o café, através da mão de obra escrava, depois substituída pelos emigrantes italianos, sendo o Piau um dos primeiros lugares a recebê-los.
Devido a este estado áureo, Piau já era considerado “distrito,” no sentido amplo da palavra e que por sua monstruosa colheita de café era cobiçado pelas cidades metrópoles e, por conseguinte, pertenceu sucessivamente a diversas cidades, como Mariana, Ouro Preto, Barbacena, Mar de Espanha, Juiz de Fora, Rio Pomba, São João Nepomuceno e finalmente a Rio Novo.
No período de 1.881 a 1.888 alguns fatos seriam decisivos na história e no desenvolvimento do distrito de Piau. Com o intuito de escoar a produção cafeeira da região rumo a Juiz de Fora e ao Rio de Janeiro, um grupo de fazendeiros liderados pelo Cel. José Manuel Pacheco, constituíram a Companhia Estrada de Ferro Juiz de Fora-Piau,com o apoio do Imperador Dom Pedro II.
Apesar das obras terem sido levadas em diante, um dos grandes fazendeiros do Distrito de Piau, Comendador Pedro Procópio Rodrigues Valle, impediu que a ferrovia passasse em sua propriedade.
Com a oposição do Comendador e como o governo imperial não tomou providências a ferrovia sofreu então um grande desvio indo atingir o município de Rio Novo. A estrada de ferro Juiz de Fora-Piau foi inaugurada em 04 de março de 1888, em Rio Novo, sem nunca ter passado por Piau.

Datas Históricas

1868 - O Distrito foi criado no dia 22 de julho de 1868. Pertencendo aos municípios de: Ouro Preto, Barbacena, Mar de Espanha, Rio Pomba, Juiz de Fora, São João Nepomuceno e Rio Novo.
1870 - Passou a pertencer a Rio Novo.
1953 - Emancipação de Piau com o território desmembrado do Município de Rio Novo.

O município

Piau é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.841 habitantes. Ocupa uma área de 192,19 Km².
O Município é pequeno, mas rico em belezas naturais. O principal atrativo da cidade são as belas paisagens, a Igreja, casas e fazendas antigas.
O principal produto é a banana, cuja produção é na maior parte vendida para Juiz de Fora e região e a tradicional festa da Banana (criada em 1984) que ocorre anualmente na segunda semana de julho.
(Fontes: http://caminhosverdesdeminas.com.br, http://www.ferias.tur.br, IBGE, ALMG)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

A primeira vez que entendi


A primeira vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na infância
cortei o rabo de uma lagartixa
e ele continuou se mexendo.

De lá pra cá
fui percebendo que as coisas permanecem
vivas e tortas
que o amor não acaba assim
que é difícil extirpar o mal pela raiz.

A segunda vez que entendi do mundo
alguma coisa
foi quando na adolescência me arrancaram
do lado esquerdo três certezas
e eu tive que seguir em frente.

De lá pra cá
aprendi a achar no escuro o rumo
e sou capaz de decifrar mensagens
seja nas nuvens
ou no grafite de qualquer muro.
(Affonso Romano de Sant´Anna)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...