sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Persona - Henry Fonda

Henry Jaynes Fonda (Grand Island, 16 de Maio de 1905 – Los Angeles, 12 de Agosto de 1982)

Fragmentos - “Felicidade Clandestina” - "Perdoando Deus")

"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda." (Clarice Lispector em “Felicidade Clandestina” - "Perdoando Deus")

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Na vitrola aqui de casa - Paulista

Você sabia? - Hino Nacional Brasileiro

O Hino Nacional Brasileiro tem uma curiosidade: a música foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1822, para comemorar a Independência do país, mas a letra foi composta somente em 1909, pelo poeta Joaquim Osório Duque Estrada. Portanto, o compositor e autor da letra jamais se conheceram.

As várias Canções do Exílio - 3 - Hino Nacional Brasileiro

A Canção do Exílio foi amplamente recriada e parodiada. As palmeiras, o sabiá, as nossas estrelas, os nossos bosques, cantados pelo poema, ganharam um valor simbólico que, sem nenhuma dúvida, caiu no gosto popular brasileiro.
Dois versos da Canção do Exílio estão citados no Hino Nacional Brasileiro.

No poema:

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(Gonçalves Dias)

Observe que no Hino, os versos:

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores:
"Nossos bosques têm mais vida"
"Nossa vida", no teu seio, "mais amores."
(Letra do Hino Nacional Brasileiro, de Joaquim Osório Duque Estrada)

remetem, de modo flagrante, ao poema de Gonçalves Dias.
Os versos (Nossos bosques têm mais vida,/Nossa vida mais amores) pertencem à “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias e os encontramos, entre aspas, no Hino Nacional. O primeiro verso aparece na íntegra no Hino e o segundo, com adaptação: “nossa vida” no teu seio “mais amores”.
A inclusão do poema Canção do Exílio no nosso Hino vem comprovar o quanto foi receptiva e popular a obra do poeta Gonçalves Dias.
Vale lembrar que a letra do Hino Nacional (1909) foi escrita muito depois que Gonçalves Dias criou seu poema (1843).

Minas são muitas - Piraúba

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Piraúba

Igreja Matriz de São Sebastião (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

Os primitivos habitantes da região foram os Coropós e Coroatos, cujos aldeamentos eram às margens dos rios que cortam a região. Sendo índios já meio catequizados, não hostilizaram os primeiros desbravadores que por lá apareceram. Cuidavam eles da lavoura e não há vestígios, na região, de sua colonização. Os desbravadores da região, aventureiros que se internavam pelos sertões à cata de terras para cultivar e povoar, que aqui chegaram entre 1830 e 1850, e entre eles contam Mota Vicente Pires, João Antônio Lemos, Domiciano José Vital Pedro Coelho, Inácio Pereira Pontes e outros, dedicaram-se à agricultura, empregando meios rudimentares.
Na região doada pelo português João Antônio de Lemos, proprietário da Fazenda Bom Jardim, em 1854, ergue-se hoje a cidade de Piraúba, inicialmente chamada Bom Jardim. No ano de 1886, inaugurava-se a Estrada de Ferro Leopoldina que por aqui passava. O impulso foi grande.
Surgiram as primeiras casas construídas de acordo com o traçado do engenheiro Dr. Nominato de Souza Lima. A abundância de caça atraiu outras pessoas que aqui fixaram residências. O arraial tomou o nome de Piraúba.
No mesmo lugar onde em 1887 se rezou a primeira missa, ergue-se hoje a Igreja Matriz.
Piraúba, na língua indígena, significa "peixe dourado.

Datas Históricas

1890 – Criado o Distrito com a denominação de Piraúba, subordinado ao município de Pomba (depois Rio Pomba)
1953- Elevado à categoria de município com a denominação de Piraúba e desmembrado de Rio Pomba.

O município

Piraúba é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 10.862 habitantes e o município ocupa uma área de 144,28 Km².
As atividades econômicas situam-se na indústria de madeira, mobiliário, metalúrgica, além da agricultura, destacando-se a produção de milho, arroz, feijão, tomate e fumo, conforme tradição dos imigrantes italianos.
A partir dos anos 70, houve uma grande emigração da população para outros países. Por esse motivo, grande parte do capital que circula na cidade deriva do envio de dinheiro dessa massa de imigrantes que vivem no exterior, afetando diretamente a economia do município.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Vinícius de Moraes

Poética I


De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
(Vinícius de Moraes)

Serviço - Inatel oferece curso a distância de TV Digital

Inatel oferece curso a distância de TV Digital

Com o objetivo de atender a grande demanda existente de profissionais para trabalhar com TV Digital, o Inatel promove um curso on-line a distância com essa temática, a partir do dia 12 de setembro. A atividade é voltada para profissionais que trabalham no ramo de telecomunicações, como engenheiros, técnicos, operadores, profissionais ligados a emissoras, além de todos aqueles que têm interesse na área de sistemas de TV Digital.
No curso, o aluno entenderá todo o processo de TV Digital, desde a transmissão até a recepção do sistema, passando pelas técnicas de digitalização e compressão de áudio e vídeo. A ementa está dividida em sete módulos, cada um com duração de 14 dias, e exige dedicação de pelo menos 4 horas semanais do aluno.
A especialista em design instrucional do Inatel, professora Rosimara Beatriz Arci Salgado, explica que a avaliação será processual, ou seja, o aluno deve atingir o desempenho global de 70% sobre as atividades avaliativas disponibilizadas durante o curso. A professora destaca que os principais diferenciais do curso são a interatividade e a ementa estrategicamente conciliada com o público alvo e com a carga horária, o que facilita e estimula o bom desempenho do aluno. “Nosso objetivo é contribuir ainda mais expressivamente com a formação intelectual das pessoas do ramo”, comenta.

As inscrições podem ser feitas através do site www.inatel.br/ead.
Outras informações pelo telefone (35) 3471-9292.

Minas são muitas - Viçosa

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Viçosa

Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Santa Rita de Cássia
Festa da Padroeira: 22 de Maio

Localização


História

A história de Viçosa se inicia, propriamente, no século XIX. Foi em 1800, segundo apontamentos eclesiásticos que o Padre Francisco José da Silva obteve do bispado de Mariana permissão para erigir uma ermida em homenagem a Santa Rita de Cássia, na região que hoje abrange o Município. A construção da capela é o marco inicial do processo de ocupação do que se tornaria o povoado de Santa Rita do Turvo, topônimo da ermida que marcou o início do povoado acrescido do nome do principal rio que atravessa a localidade – Turvo, já em 1832.
A construção da ermida e a fertilidade das terras atraíram habitantes de municípios vizinhos, principalmente de Mariana, Ouro Preto e Piranga, levando o povoado a crescer e desenvolver-se. Em 1814, ainda existiam na região remanescentes de tribos indígenas; mais tarde, chegou o elemento africano, trazido pelos portugueses, preferido por sua robustez e docilidade para o trabalho do campo.
Na oportunidade da elevação da vila à categoria de cidade, em 1876, trocou-se o topônimo para o de Viçosa de Santa Rita, em homenagem ao Bispo D. Viçoso, da Arquidiocese de Mariana.
Em 1911 o município passaria a ser chamado somente de Viçosa.

Datas Históricas

1832 – Criado o Distrito de Santa Rita do Turvo, subordinado ao município de Ubá.
1871 - Elevado á categoria de vila com a denominação de Santa Rita do Turvo, com território desmembrado dos municípios de Ubá, Ponte Nova e Mariana.
1876 - Elevada à categoria de cidade, com o nome de Viçosa de Santa Rita.
1911 – Alterado o nome de Viçosa de Santa Rita para simplesmente Viçosa.

O município

Viçosa é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 72.220 habitantes, além de uma população flutuante de aproximadamente 20.000 pessoas, composta principalmente de estudantes universitários da Universidade Federal de Viçosa e outras instituições. Ocupa uma área de 299,41 Km².
Viçosa é uma cidade essencialmente universitária, com destaque para a Universidade Federal de Viçosa, que é responsável pelo rápido crescimento e desenvolvimento da cidade. Ainda em Viçosa encontramos outras instituições de ensino superior privadas, acentuando ainda mais o caráter educacional da cidade.
A produção do artesanato local é bem diversificada. Destacam-se principalmente os trabalhos manuais como bordados, tapetes de tiras, crochê e tricô. Viçosa conta também com alguns artistas locais e grupos artísticos onde seus integrantes são, na maioria das vezes, artistas natos e o fazem como forma de preservação da cultura local.
A economia local, baseada no setor de serviços, é dependente da população flutuante, que reside, em sua maioria, durante o período escolar na cidade.
A Universidade Federal de Viçosa é atualmente, um dos mais importantes centros de estudos agronômicos da América Latina e as pesquisas realizadas pelas instituições de ensino superior levam o nome da cidade a se tornar referência científica.
(Fontes: IBGE, ALMG)

As várias Canções do Exílio - 2 - Casimiro de Abreu

O sucesso alcançado pelo poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias tornou-se o grande paradigma do nacionalismo literário no Brasil. Vários poetas, posteriores a Gonçalves Dias, seguiram a mesma linha explicitando um olhar otimista e, ao mesmo tempo, saudoso sobre o país.
Casimiro de Abreu, contemporâneo de Gonçalves Dias, usa a mesma temática em alguns de seus poemas.
Em 1855, Casimiro de Abreu também escreveu uma canção do exílio:

Eu nasci além dos mares

Eu nasci além dos mares:
Os meus lares,
Meus amores ficam lá!
― Onde canta nos retiros
Seus suspiros,
Suspiros o sabiá!

Oh! Que céu, que terra aquela,
Rica e bela
Como o céu de claro anil!
Que seiva, que luz, que galas,
Não exalas,
Não exalas, meu Brasil!

Oh! Que saudades tamanhas
Das montanhas,
Daqueles campos natais!
Que se mira,
Que se mira nos cristais!

Não amo a terra do exílio
Sou bom filho,
Quero a pátria, o meu país,
Quero a terra das mangueiras
E as palmeiras
E as palmeiras tão gentis!

Como a ave dos palmares
Pelos ares
Fugindo do caçador;
Eu vivo longe do ninho;
Sem carinho
Sem carinho e sem amor!

Debalde eu olho e procuro...
Tudo escuro
Só vejo em roda de mim!
Falta a luz do lar paterno
Doce e terno,
Doce e terno para mim.

Distante do solo amado
― Desterrado ―
a vida não é feliz.
Nessa eterna primavera
Quem me dera,
Quem me dera o meu país!
(Casimiro de Abreu)

Em outro poema, datado de 1856, Casimiro de Abreu usa como epígrafe os dois primeiros versos do poema de Gonçalves Dias, mostrando as qualidades que existem amplamente no Brasil por ser a “minha terra” e que não existem em qualquer outro lugar.

Minha Terra

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá.
(Gonçalves Dias)

Todos cantam sua terra,
Também vou cantar a minha,
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la minha rainha;

— Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha.

Correi pras bandas do sul:
Debaixo dum céu de anil
Encontrareis o gigante
Santa Cruz, hoje Brasil;
— É uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Nas belas tardes de Abril.

Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal.
Que nem as sonha um poeta
E nem as canta um mortal!
— É uma terra encantada
— Mimoso jardim de fada —
Do mundo todo invejada,
Que o mundo não tem igual.

Não, não tem, que Deus fadou-a
Dentre todas — a primeira:
Deu-lhe esses campos bordados,
Deu-lhe os leques das palmeiras.
E a borboleta que adeja.
Sobre as flores que ela beija.
Quando o vento rumoreja
Nas folhagens da mangueira.

É um país majestoso
Essa terra de Tupã,
Desd’o Amazonas ao Prata,
Do Rio Grande ao Pará!
— Tem serranias gigantes
E tem bosques verdejantes
Que repetem incessantes
Os cantos do sabiá.
(...)
(Casimiro de Abreu)

Em sua “Canção do Exílio” continua seguindo a mesma temática, apenas acrescentando ao poema uma referência à sua infância, à figura materna e substituindo “palmeiras” por “laranjeiras”.
Essa “Canção do Exílio” foi escrita em Lisboa, no ano de 1857. O poema soa como uma premonição de um desejo que na verdade se realizou, já que morreu aos 21 anos de idade, em terras brasileiras.

Canção do Exílio

Se eu tenho que morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já:
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando êste ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não val um só de beijos
Tão doces de uma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já:
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
(Casimiro de Abreu)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Minas são muitas - Maripá de Minas

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Maripá de Minas

Igreja Matriz de São Sebastião (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

A origem do município de Maripá de Minas é a mais generalizada dos povoados mineiros: a construção de uma capela que dá início ao arraial em terras doadas por um fazendeiro. Um padre, periodicamente, vem rezar a missa. Com o tempo, aumentado o número de moradores, a capela se torna pública, vindo com ela o cura. A partir disto, com o surgimento das casas ao redor da capela, o lugar ganha a condição de freguesia, e com o passar dos anos vila, distrito e município.
Não há registro sobre os primitivos habitantes da localidade. Afirma-se, contudo que escravos foragidos tiveram papel preponderante na organização do povoado, que se formou em torno de uma capela construída por Avelino Ferreira em 1850, em terreno da Fazenda "Córrego do Meio", doado por seu proprietário, Domingos Antônio de Oliveira, tornando-se distrito de Guarará, em 1890.
Seu nome quer dizer, na língua indígena, "o pouso das coisas", o aparador. Em 1890, começam a chegar à região imigrantes sírios, franceses e italianos e ex-escravos. A leva de novos habitantes se voltou, decididamente, para a criação de gado e para a lavoura, de modo especial à cana-de-açúcar, o que determinou a ocupação definitiva do território atualmente, a pecuária leiteira e a cultura variada e de subsistência representam as principais atividades e fontes de economia do Município. Em 1962, dá-se a emancipação, com o nome de Maripá de Minas.

Datas Históricas

1890 – Criado o Distrito com a denominação de Maripá (ex-povoado de Córrego do Meio), subordinado ao município de Guarará.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Maripá de Minas e desmembrado de Guarará.

O município

Maripá de Minas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.788 habitantes. O seu território é de 77,38 Km².
A agropecuária é sua principal atividade econômica, além da lapidação de diamantes e indústria extrativa de cristal de rocha para exportação.
Maripá de Minas destaca-se pela beleza de suas paisagens e pela qualidade de vida. Dentre os pontos turísticos destacam-se a igreja de São Sebastião e a Casa de Cultura com sua bela arquitetura.
A cultura local está ligada a festas populares e religiosas, como, por exemplo, o marco cultural do carnaval maripaense: o Boi Laranja, e a "Mulinha". É também vasto o patrimônio material do município, com fazendas históricas e prédios tombados pelo IPHAN.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.jfminas.com.br, http://www.maripademinas.mg.gov.br, http://www.recantodosbaroes.com.br, http://www.asminasgerais.com.br, http://revistademinas.com.br)

Persona - Betinho

Herbert José de Sousa (Betinho), (Bocaiúva, 3 de Novembro de 1935 – Rio de Janeiro), 9 de Agosto de 1997)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

As várias Canções do Exílio - 1 - Gonçalves Dias

Gonçalves Dias

A “Canção do Exílio” do poeta Gonçalves Dias inspirou vários poetas e até mesmo aspirantes a poetas em diversas épocas. Provavelmente seja o poema brasileiro que mais tenha sido reescrito, parodiado e, usando linguagem moderna, recebido releituras.
O poema “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias foi escrito na época do Romantismo Brasileiro, quando se vivia uma forte onda de nacionalismo, devido ao rompimento do Brasil-colônia com Portugal. Nele, o poeta ressalta os valores naturais do Brasil.
Foi escrito em 1843, quando Gonçalves Dias cursava Faculdade de Direito em Coimbra e vivia um exílio físico e geográfico. O poema teria sido inspirado na da balada Mignon, do poeta alemão Goethe.

Conheces a região onde florescem os limoeiros?
laranjas de ouro ardem no verde escuro da folhagem;
conheces bem? Nesse lugar
eu desejava estar.
(Tradução de Manuel Bandeira)

É interessante notar que nos 24 versos que compõem o poema Canção do Exílio não há um só adjetivo.

Canção de Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(Gonçalves Dias)

Você sabia? Muçarela ou mussarela?

“Só sei que nada sei.” E, provavelmente, vou continuar não sabendo até meu fim. Mas também sei que a máxima “Vivendo e aprendendo” é uma grande verdade.
Outro dia, vi na “Folha de São Paulo” uma receita que levava 250 gramas de muçarela como ingrediente, grafado com ç. Muçarela? Achei muito estranho, mas cometi o erro de não recorrer ao dicionário e sanar a dúvida: Muçarela ou Mussarela? “Consertei” a grafia da palavra e postei a receita no blog.
Ontem, vi a mesma polêmica no Fantástico que afirmava ser muçarela a forma correta.
Fui pesquisar e vi que sempre estive errada.
O Aurélio apresenta o verbete “mozarela”, enquanto o Michaelis registra as duas formas: mozarela/muçarela. Nenhum registra “mussarela”. Portanto, por incrível que pareça, a forma errada, segundo as fontes, é justamente a que quase todo mundo usa: “mussarela”.
Aprendi que som de dois “s” de palavra estrangeira, quando aportuguesada, passa para a letra “ç”. Muçarela ou mozarela provém do italiano mozzarella com duas letras “z” e som de dois “s”, portanto, em Português, deve-se grafar muçarela.
Aprendi e já corrigi nas minhas receitas. Quando saborear uma pizza, vou ficar sabendo se o delicioso sabor continua inalterado. Agora só falta avisar os fabricantes do referido queijo, os supermercados e o povo brasileiro.
O correto é escrever MUÇARELA ou MOZARELA.

Minas são muitas - Guidoval

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Guidoval

Igreja Matriz de Santana (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Santana
Festa da Padroeira: 26 de Julho

Localização


História

Os primitivos habitantes da região foram os índios Coroados, da orla marítima fluminense, que temendo o ataque dos Tamoios partiram do vale inferior do Rio Paraíba, atingindo Pomba, Miragaia, Serra da Onça e Piranga, nas suas migrações para o sertão. Posteriormente, perseguidos pelos Goitacazes subiram os afluentes do Rio Pomba, aldeando-se nas proximidades dos Rios Bagre e Chopotó.
Os primeiros contatos com esses indígenas foram realizados pelo Coronel Guido Thomaz Marlière, comandante das Divisões Militares do Rio Doce e Encarregado da Civilização e Catequese dos Índios. O oficial francês instalou seu quartel general no lugar denominado Serra da Onça.
Em conseqüência, intensificou-se o tráfego entre Serra da Onça e os primitivos aldeamentos do Presídio São João Batista ( hoje Visconde de Rio Branco ). A distância entre os dois aldeamentos era grande e penosa, jornada que se fazia por uma estreita picada aberta na mata virgem peles índios da Serra da Onça. Marlière fez então construir, nas margens do Rio Chopotó, uma rancho de Sapé para abrigar aqueles que se serviam dessa única via de comunicação.
Como correr dos anos e à medida que os índios iam se civilizando, formou-se um núcleo de povoamento que deu origem ao arraial, então conhecido por Arraial do Rancho de Sapé e mais tarde Arraial do Sapé, simplesmente.
Com o crescimento da população, constituiu-se um patrimônio público para ereção da Igreja, em terrenos doados pelos primitivos habitantes.
Em 1.928, as Câmaras Municipais de Ubá, Rio Pomba, Visconde do Rio Branco e Cataguases, fizeram erigir, na Serra da Onça, no local onde foi sepultado Guido Thomaz Marlière, um monumento que guarda a urna com os restos mortais do grande pioneiro da catequese dos índios.
O nome do município é uma homenagem ao seu fundador, o francês Guido Thomaz Marlière, uma junção de Guido com Wald, formando-se assim o nome Guidoval, ou seja Vale do Guido.

Datas Históricas

1856 – Criado o Distrito com a denominação de Santana do Sapé, subordinado a Ubá.
1923 – O distrito de Santana do Sapé tomou o nome de Sapé.
1943 – O distrito de Sapé passou a denominar-se Guidoval.
1948 - Elevado à categoria de município com a denominação de Guidoval e desmembrado de Ubá.

O município

Guidoval é um município do estado de Minas Gerais. Os guidovalenses, em 2010, eram 7.206. O município ocupa uma área de 158,37 Km².
Tem sua economia diversificada em indústria de transformação, agropecuária, destacando-se a avicultura.
A indústria mais desenvolvida é a do beneficiamento do fumo, que é exportado para os principais centros beneficiadores de Minas e de outros estados.
Dentre as festas principais está o festival da batida, quando visitantes vindos de diversas localidades consomem, em grande quantidade, variados tipos dessa bebida, preparada com cachaça da terra.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.guidoval.mg.gov.br, http://www.devieira.com.br, http://www.asminasgerais.com.br)
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