quarta-feira, 17 de agosto de 2011

De onde vem? - O diabo a quatro

Quando queremos dizer que uma pessoa fez algo inacreditável ou uma bagunça exagerada, usamos a expressão “fazer o diabo a quatro”. Na minha terra, Santa Rita do Sapucaí, “o diabo a quatro” tem o mesmo significado que etc.. Por exemplo, lá se costuma dizer que alguém comprou sapatos, vestidos, blusas e o diabo a quatro, com a expressão significando vários outros artigos.
De acordo com Reinaldo Pimenta, autor do livro A Casa da Mãe Joana, que explica a origem de palavras e expressões, esta nasceu na França (o original é fàire le diable à quatre) durante a Idade Média.
Nas peças de teatro daquela época, um dos personagens que sempre aparecia era o diabo. Quando o autor das representações queria fazer algum barulho, criava papéis para um ou dois diabos. Quando a ideia era causar espanto realmente, fazer uma verdadeira bagunça na peça, escalava quatro diabos. "Daí o 'diabo a quatro' significar coisas espantosas, grande confusão", escreve Pimenta.

Persona - Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de Outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 1987)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Na vitrola aqui de casa - Moonlight Serenade

As várias Canções do Exílio - 4 - Oswald de Andrade

O modernista Oswald de Andrade também produziu uma paródia do poema de Gonçalves Dias em seu "Canto de Regresso à Pátria".

Canto de Regresso à Pátria

Minha terra tem Palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra.

Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo.
(Oswald de Andrade)

Como precursor do antropofagismo, que significa “comer o que vem de fora, desfazendo-se do que é de fora e incorporando elementos nacionais”, Oswald critica a forma ufanista de Gonçalves Dias ao valorizar os elementos nacionais. No “Canto de regresso à pátria”, Oswald, por trás do humor e da sátira, ainda mantém o caráter nacionalista na poesia, mas sob um olhar crítico.
O poema foi publicado em 1925 e faz uma revisão crítica, tanto da produção literária anterior como da história do Brasil, ao usar Palmares no lugar de palmeiras. Não há a pátria idealizada, perfeita, mas uma pátria com problemas sociais e raciais.
Oswald, urbano e cosmopolita, não fala nem mesmo no sabiá. Mas mesmo com o teor crítico existente no poema, o autor declara o seu amor a São Paulo ao regressar do “exílio de férias” à Europa.
Os passarinhos que aparecem no terceiro verso da primeira estrofe somos nós, o povo brasileiro, com o seu canto próprio, o seu jeito de ser, de sentir e de falar.
É a independência política e cultural pregada pelo movimento modernista.
O maior valor das "Canções do Exílio" está no fato de que nelas há sempre uma essência brasileira expressa na saudade e no amor incondicional ao país.

Persona - Dorival Caymmi

Dorival Caymmi (Salvador, 30 de Abril de 1914 – Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2008)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Em poucas palavras - Charles Wadsworth

Até chegar o momento em que um homem admite que talvez seu pai estivesse certo, ele com certeza tem um filho que pensa que ele está errado. (Charles Wadsworth)

Minas são muitas - Muriaé

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Muriaé

Igreja Matriz de São Paulo (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Paulo
Festa do Padroeiro: 29 de Junho

Localização


História

Inicialmente habitada pelos índios Puris, a região que compreende o município de Muriaé teve sua colonização iniciada pelo comércio de brancos com os indígenas.
Em 1817, Constantino José Pinto, com outros 40 homens, comercializando ervas e produtos medicinais, desceu pelo Rio Pomba e atingiu o Rio Muriaé, onde aportou construindo seu abarracamento junto a uma cachoeira, local onde hoje é conhecido como Largo do Rosário. Ali foi fundado o aldeamento dos índios, com demarcação das terras destinadas ao plantio para o sustento dos silvícolas. Nascia “São Paulo do Manoel Burgo”.
Em 1819, o francês Guido Tomás Marlière chega e ergue a Capela do Rosário. Começaram a aportar extratores de madeiras-de-lei e, principalmente, de plantas medicinais, em busca de raízes de ipecacoanha, chamada vulgarmente de poaia. Era o início da atividade econômica do futuro município.
O povoado cresceu rapidamente, dando origem ao “Porto”, à “Barra” e à “Armação”, em razão do rio que margeavam - e, depois, disseminando o seu casario em todas as direções. Em 1841 foi criado o distrito com o nome de São Paulo do Muriahé, pertencendo a São João Batista do Presídio (atual município de Visconde do Rio Branco).
A denominação Muriaé só viria em 1923.
Nas últimas décadas do século XIX, Muriaé já era grande produtor de café, condição que manteve até meados do século XX. A monocultura cafeeira foi a primeira grande responsável pelo desenvolvimento econômico do município. O progresso da nova localidade foi constante, principalmente a partir de 1886, data da inauguração da Estação da Estrada de Ferro Leopoldina que ligaria, diariamente, Muriaé à Capital da República (Rio de Janeiro). Os coronéis, proprietários das grandes fazendas produtoras, representavam não só a elite econômica da região, como também sua expressão política, com forte influência em Minas Gerais e no país.
A cidade é por esse tempo o segundo produtor de café em Minas Gerais.
A euforia permanece até o crash de 1929, quando se instaura grave crise econômica que afetou profundamente o município, mas a economia voltaria a crescer durante a fase getulista, principalmente após a abertura da estrada Rio-Bahia. O grande fluxo de veículos trazido pela nova rodovia inseriu Muriaé entre as cidades de maior progresso da região. A monocultura cafeeira passou a ceder espaço para outras atividades econômicas. Na década de 1960, a mecânica automotiva começou a atingir grande expressão, graças ao asfaltamento da rodovia Rio-Bahia, e o município passou a ser referência no ramo da retífica de motores.

Origem do nome

O nome da cidade é provavelmente de origem indígena. Embora não exista consenso sobre o significado da palavra “Muriaé”, a maioria das hipóteses aponta para a relação com a existência de mosquitos. Por esta ótica, a evolução etimológica pode ter acontecido a partir de “Meru-aé” (mosquito diferente e mau) ou “Meruim-hu” (rio dos mosquitos). A informação do Almanaque das Casas Americanas, de 1914, de que 15% das crianças nascidas no município no ano de 1876 morreram em razão da febre amarela - doença provocada pela picada de mosquitos - faz essas versões ganharem força.

Datas Históricas

1852- Criado o Distrito criado com a denominação de São Paulo do Muriaé, subordinado ao município de Rio Branco.
1855 - Elevado à categoria de vila com a denominação de São Paulo do Muriaé e desmembrado de Rio Branco.
1859 - Transfere a sede do município da povoação de São Paulo do Muriaé para a de Patrocínio do Muriaé.
1860 – A sede do município volta denominar-se São Paulo do Muriaé.
1865 - Elevado à condição de cidade com a denominação de São Paulo do Muriaé.
1911 – O município de São Paulo do Muriaé passou a denominar-se simplesmente Muriaé.

O município

Muriaé é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 100.765 habitantes. Ocupa uma área de 841,69 Km².
A indústria do município tem papel de destaque, principalmente a indústria da moda- confecção de artigos do vestuário e acessórios. O polo de moda de Muriaé é composto por 550 empresas formais. Nos últimos anos, o polo vem se consolidando como importante referência do setor confeccionista brasileiro, investindo em máquinas e equipamentos modernos, no desenvolvimento de produtos, em pesquisa, utilização de tecidos inovadores e, principalmente, em design.
Outras indústrias, como as de produção de alimentos e bebidas e montagem de veículos, completam o parque industrial muriaeense.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.muriae.mg.gov.br, http://www.muriae-mg.com.br, http://www.asminasgerais.com.br)

Amor também é...

Saber que pode contar com o outro nas horas difíceis...

sábado, 13 de agosto de 2011

Comercial legal - Gelol

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Vinícius de Moraes

Hoje, o poema é especial para o Dia dos Pais.




Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta e cidadão
A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
De repente não tinha pai.
No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor tua lembrança
Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
Rangia nos trilhos a muitas praias de distância
Dizíamos: "E-vem meu pai!" Quando a curva
Se acendia de luzes semoventes, ah, corríamos
Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
Mas ser marraio em teus braços, sentir por último
Os doces espinhos da tua barba.
Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e paciência
Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
Se curvavam como ao peso da enorme poesia
Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
Mirando o mar). Dize-me, meu pai
Que viste tantos anos através do teu óculo-de-alcance
Que nunca revelaste a ninguém?
Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta exausto no último lance da maratona.
Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa humilde
A um gesto do mar. A noite se fechava
Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.

Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando o mar
Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
Buscavam ilhas, outras ilhas... - as imaculadas, inacessíveis
Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
E trazer - depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
Dos mais provectos. Muitas vezes te vi, comandante
Comandar, batido de ventos, perdido na fosforescência
De vastos e noturnos oceanos
Sem jamais.

Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
Para um Brasil além, garimpeiro, sem medo e sem mácula.
Doze luas voltaste. Tua primogênita - diz-se -
Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas águas-marinhas.
Não eram, meu pai. A mim me deste
Águas-marinhas grandes, povoadas de estrelas, ouriços
E guaiamus gigantes. A mim me deste águas-marinhas
Onde cada concha carregava uma pérola. As águas-marinhas que me deste
Foram meu primeiro leito nupcial.

Eras, meu pai morto
Um grande Clodoaldo
Capaz de sonhar
Melhor e mais alto
Precursor do binômio
Que reverteria
Ao nome original
Semente do sêmen
Revolucionário
Gentil-homem insigne
Poeta e funcionário
Sempre preterido
Nunca titular
Neto de Alexandre
Filho de Maria
Cônjuge de Lydia
Pai da Poesia.

Diante de ti homem não sou, não quero ser. És pai do menino que eu fui.
Entre minha barba viva e a tua morta, todavia crescendo
Há um toque irrealizado. No entanto, meu pai
Quantas vezes ao ver-te dormir na cadeira de balanço de muitas salas
De muitas casas de muitas ruas
Não te beijei em meu pensamento! Já então teu sono
Prenunciava o morto que és, e minha angústia
Buscava ressuscitar-te. Ressuscitavas. Teu olhar
Vinha de longe, das cavernas imensas do teu amor, aflito
Como a querer defender. Vias-me e sossegavas.
Pouco nos dizíamos: "Como vai?". Como vais, meu pobre pai
No teu túmulo? Dormes, ou te deixas
A contemplar acima - eu bem me lembro! - perdido
Na decifração de como ser?
Ah, dor! Como quisera
Ser de novo criança em teus braços e ficar admirando tuas mãos!
Como quisera escutar-te de novo cantar criando em mim
A atonia do passado! Quantas baladas, meu pai
E que lindas! Quem te ensinou as doces cantigas
Com que embalavas meu dormir? Voga sempre o leve batel
A resvalar macio pelas correntezas do rio da paixão?
Prosseguem as donzelas em êxtase na noite à espera da barquinha
Que busca o seu adeus? E continua a rosa a dizer à brisa
Que já não mais precisa os beijos seus?
Calaste-te, meu pai. No teu ergástulo
A voz não é - a voz com que me apresentavas aos teus amigos:
"Esse é meu filho FULANO DE TAL". E na maneira
De dizê-lo - o voo, o beijo, a bênção, a barba
Dura rocejando a pele, ai!

Tua morte, como todas, foi simples.
É coisa simples a morte. Dói, depois sossega. Quando sossegou -
Lembro-me que a manhã raiava em minha casa - já te havia eu
Recuperado totalmente: tal como te encontras agora, vestido de mim.
Não és, como não serás nunca para mim
Um cadáver sob um lençol.
És para mim aquele de quem muitos diziam: "É um poeta…"
Poeta foste, e és, meu pai. A mim me deste
O primeiro verso à namorada. Furtei-o
De entre teus papéis: quem sabe onde andará… Fui também
Verso teu: lembro ainda hoje o soneto que escreveste celebrando-me
No ventre materno. E depois, muitas vezes
Vi-te na rua, sem que me notasses, transeunte
Com um ar sempre mais ansioso do que a vida. Levava-te a ambição
De descobrir algo precioso que nos dar.
Por tudo o que não nos deste
Obrigado, meu pai.
Não te direi adeus, de vez que acordaste em mim
Com uma exatidão nunca sonhada. Em mim geraste
O Tempo: aí tens meu filho, e a certeza
De que, ainda obscura, a minha morte dá-lhe vida
Em prosseguimento à tua; aí tens meu filho
E a certeza de que lutarei por ele. Quando o viste a última vez
Era um menininho de três anos. Hoje cresceu
Em membros, palavras e dentes. Diz de ti, bilíngue:
"Vovô was always teasing me…"
É meu filho, teu neto. Deste-lhe, em tua digna humildade
Um caminho: o meu caminho. Marcha ela na vanguarda do futuro
Para um mundo em paz: o teu mundo - o único em que soubeste viver;
aquele que, entre lágrimas, cantos e martírios, realizaste à tua volta.
(Vinícius de Moraes)

Em poucas palavras - Clarice Lispector




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Minas são muitas - Itumirim

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Itumirim

Igreja Matriz de São José (Foto do Miguel)

Região: Sul
Padroeiro: São José
Festa do Padroeiro: 19 de Março

Localização


História

A atual cidade de Itumirim deve a sua existência ao antigo povoado do Coruja, que fazia parte do então distrito de Rosário de Lavras, que por sua vez, teve os seus fundamentos na antiga capela de “Nossa Senhora da Cachoeira do Rio Grande”, construída em 1730 e cujo administrador foi o capitão Francisco Bueno da Fonseca, paulista de Taubaté, tendo como colaboradores os sitiantes Antônio Nunes Cardoso, Diogo Bueno da Fonseca, Ângelo Pinto e Pascoal Leite.
A origem da história de Itumirim é conhecida somente após o drama amoroso de uma das filhas do bandeirante Amador Bueno da Fonseca com um comerciante de nome Goulart Brum.
Na atual fazenda do Sr. Augusto Pinto residiu um dos filhos do intrépido bandeirante. Como naqueles dias o socorro e a agressão se faziam mutuamente, tinha este povoador de Minas a missão de garantir a passagem do Rio Capivari, vedando-a, a quem que fosse quando ouvisse um estampido de arma de fogo em determinado lugar, conforme a combinação que tinha com seus parentes residentes nas margens do Rio Grande.
Tronco de numerosa família mineira, Goulart Brum que negociava com gêneros da Campanha para o norte se enamorou de uma das filhas do bandeirante Bueno. Este amor nas selvas teve contra si a vontade do velho pai de sua enamorada. Os jovens enamorados não se desiludiram e dominaram dificuldades incríveis criadas pelas asseclas da fazenda.
Fugiu a mimosa mineira descendo despida por uma das janelas, por sua família lhe ter apreendido a roupa como meio de evitar a fuga. Brum que a esperava com roupas, cavalo para a viagem e homens corajosos para a luta talvez inevitável, partiu com a noiva ao trotar acelerado dos cavalos para se casarem em Campanha. Descobertos e perseguidos quando soou o estampido, avisando a guarda da ponte, já os fugitivos estavam a grande distância.
Pode-se acentuar de passagem que passado poucos dias, apesar dos avisos, das ordens e ameaças do seu sogro, Brum penetrava com sua esposa nos currais da fazenda demonstrando tal bravura que a oposição da família se transformou em aliança indissolúvel.
Desse incidente em diante foi o lugar se desenvolvendo, aperfeiçoada a guarda da ponte, por ser uma passagem forçada do Sul de Minas para as minas de ouro de São João Del Rei e construídas as primeiras casas que serviam de alojamento a policiadores e que hoje já não mais existem.
Somente mais tarde foi construída pelos Srs. Antônio Coelho, João Pereira, capitão Geraldo Teodoro de Resende e Antônio Teodoro de Resende uma capela na qual se rezou a primeira missa em 1891, pelo Monsenhor Aureliano Deodato Brasileiro.
Foi este o marco inicial para o progresso, pois logo após a construção da capela, se foram agrupando outras construções e em pouco tempo estava constituída a povoação com o nome de Coruja. Com o avançamento dos trilhos da então Estrada de Ferro Oeste de Minas, de Lavras para Barra Mansa, foi construída no Coruja a primeira estação, além de Lavras, que recebeu o nome de Francisco Sales.
Com o surto de progresso do povoado, foi transferida a sede distrital de Rosário para Coruja. Em janeiro de 1924 foi então o arraial iluminado à luz elétrica, tendo, neste mesmo ano, o seu nome mudado para Itumirim. Foi o distrito elevado à categoria de município em 1943.

Datas Históricas

1870 – Criado o Distrito com a denominação de Rosário, subordinado ao município de Lavras.
1923 – O distrito de Rosário tomou a denominação de Coruja.
1924 – O distrito de Coruja (ex-Rosário) tomou o nome de Itumirim.
1943 - Elevado à categoria de município com a denominação de Itumirim e desmembrado de Lavras.

O município

Itumirim é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 6.139 habitantes. Sua área é de 234,80 km².
Itumirim possui grande potencial para se tornar referência em turismo de aventura no estado. Seu território é montanhoso, a cidade é entrecortada pelas serras do Campestre e da Estância sendo a última a mais alta e extensa do município e entre elas está situado o Canyon da Pirambeira, no Rio Capivari, considerado o segundo melhor rio em Minas, para a prática de esportes radicais. Este canyon possui mais de 1 km de extensão e é um dos mais belos espetáculos na natureza na região, com paredões de mais de 100 metros de altura e inúmeras corredeiras.
Dentre outras atrações, pode-se destacar a Cachoeira do Engenho, que possui uma grande queda d'água, propícia para tomar um delicioso banho de cachoeira e relaxar vendo a paisagem montanhosa do local.
Outra cachoeira que merece destaque é a Cachoeira das Aranhas. Localizada à aproximadamente 16 km do centro da cidade, esta cachoeira reserva várias particularidades para os turistas. Primeiramente, vale destacar que esta cachoeira se localiza no meio de um complexo de serras, portanto, a paisagem já compensa a viagem. Possui, basicamente, três locais onde se pode tomar um bom banho de cachoeira, são eles: o poço de cima, o poço do meio, e o poço de baixo. No poço de baixo, há uma pedra onde os turistas podem saltar a uma altura de aproximadamente 5 metros até a água.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.bussolanet.com.br)

Persona - Henry Fonda

Henry Jaynes Fonda (Grand Island, 16 de Maio de 1905 – Los Angeles, 12 de Agosto de 1982)

Fragmentos - “Felicidade Clandestina” - "Perdoando Deus")

"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda." (Clarice Lispector em “Felicidade Clandestina” - "Perdoando Deus")
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