segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Minas são muitas - Oliveira Fortes

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Oliveira Fortes

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Livramento
Festa da Padroeira: 8 de Setembro

Localização


História

As origens da cidade de Oliveira Fortes remontam aos tempos do Império, quando as famílias Afonso Costa Viana, Antônio Carvalho Campos e Francisco José de Oliveira Fortes se fixaram na região. Possuídos de ideias lúcidas e progressistas, deles partiu a doação que foi feita de 45 alqueires para o patrimônio de uma capela a Santana do Livramento. Os primeiros povoados cuidaram exclusivamente da agricultura e pecuária, contando com mão-de-obra escrava vinda da África e outros nativos, o que fez com o povoado experimentasse rápida prosperidade.
Em 1911, inaugurou-se a estação ferroviária da localidade, com o nome de Oliveira Fortes, em homenagem a um dos primeiros povoadores - Coronel Francisco José de Oliveira Fortes- e pai de Crispim Jacques Bias Fortes, que foi presidente (governador) do Estado de Minas Gerais de 1894 e 1898.
Houve uma nova divisão administrativa do Estado, que criou mais 97 municípios entre os quais se incluiu o de Oliveira Fortes.
O então distrito do Livramento passou a denominar-se também Oliveira Fortes e, dez anos mais tarde, foi elevado à categoria de cidade município.

Datas Históricas

1880 – Criado o Distrito criado com a denominação de Santana do Livramento, subordinado ao município de Barbacena.
1933 – O distrito passa a ser denominado Livramento, permanecendo no município de Barbacena.
1938 – O distrito passa a ser denominado novamente Santana do Livramento.
1938 – Em dezembro, o distrito volta a denominar-se Livramento.
1943 – O distrito de Livramento (ex-Santana do Livramento) passou a denominar-se Oliveira Fortes.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Oliveira Fortes e desmembrado de Barbacena.

O município

Oliveira Fortes é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.123 habitantes. Ocupa uma área de 111,13 Km².
Agricultura, pecuária e indústria de lacticínio são suas principais atividades econômicas.
O município também apresenta potencial turístico, pois possui belos atrativos naturais, como as cachoeiras e piscinas naturais formadas ao longo do Rio Cambuta, que corta a cidade. Os rios Formoso e do Belo formam lagos e cachoeiras muito apreciadas pelos visitantes.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.acispes.com.br)

Pátria Minas - No ônibus

Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de Santa Rita do Sapucaí para BH. Seu colega de poltrona, um negão de 1,80 m de altura, com cara de poucos amigos.
Negão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada.
A certa altura mineirim não aguenta e vomita todo o jantar no peito do negão.
Mineirim no maior desespero e negão ainda roncando.
Chegando em Betim, negão acorda, passa a mão no peito todo melecado.
Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:
- Cê miorô?!?!

Comercial legal - Editoras on line



Blog: Não fique possuído(a) por não saber. Em tempo, o correto é possesso.

Em poucas palavras - Abigail Van Buren

Diretamente do blog da Maria Helena Rubinato.

A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem - a não ser rugas. É verdade que alguns vinhos melhoram com a idade, mas só quando as uvas são de boa cepa. (Abigail Van Buren)

domingo, 21 de agosto de 2011

De onde vem? - Rodar a baiana

Rodar a baiana

Rodar a baiana é uma gíria brasileira e significa tomar satisfação com alguém, tirar a limpo uma situação ou armar um barraco. É uma expressão usada para aquela pessoa que, de repente, solta tudo o que está sentindo, que acumulou, fala o que pensa de uma maneira impulsiva, explosiva.
A expressão não tem sua origem na Bahia, mas no Rio de Janeiro. No início do século, os primeiros blocos de carnaval saíam às ruas e cruzavam a cidade cantando e dançando com suas fantasias.
No meio desses blocos, alguns espertinhos tascavam beliscões nas nádegas das moças que desfilavam. Para acabar com o problema, alguns capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas, com direito a saia rodada e turbante na cabeça. Assim, ao primeiro sinal de desrespeito, aplicavam um golpe de capoeira. As pessoas que assistiam aos desfiles não entendiam nada: só viam a baiana rodar – e começar toda a confusão.
Todo mundo conhece alguém que faz isso de vez em quando, que exagera nas reações, que não costuma levar desaforo para casa.

Minas são muitas - Ewbank da Câmara

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Ewbank da Câmara

Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

Desde meados do século passado já se podia observar a existência de algumas atividades socioeconômicas no povoado então conhecido como Tabuões. Algumas pessoas praticavam o comercio que se baseava principalmente na troca de mercadorias de origem agropecuária, produzidas nas fazendas da região – cereais, verduras e legumes, carnes, couro, cestos e esteiras confeccionadas com tabuas, além da extensiva oferta de leite e produtos derivados e bem assim de produtos manufaturadas advindas das maiores cidades circunvizinhas.
O nome de Tabuões fora dado ao povoado devido à forma pela qual os homens do lugar superavam as condições geológicas que se apresentavam naquele solo montanhoso. Um planalto com 77 metros de altitude. A fim de possibilitar o tráfego de pessoas, tropas, animais, etc., eram colocadas enormes tábuas por sobre aquele terreno úmido e lamacento entremeado de taboas.
Já quase por volta do fim do século XIX, por ocasião da construção da ferrovia que buscava interligar o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foi construída, no povoado de Tabuões, uma estação cujo nome era Ewbank da Câmara. Este foi escolhido em homenagem ao Engenheiro José Ewbank da Câmara, então diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, no período em que a mesma passou por esta localidade – 1884 a 1889.
Com a estrada, o povoado desenvolveu-se e cresceu rapidamente, sendo elevado a distrito de Santos Dumont em 1923. Durante o Estado Novo, o nome foi aportuguesado para Eubanque. Em 1962, elevado a município, voltou a se chamar Ewbank da Câmara.

Datas Históricas

1923 – Criado o Distrito com a denominação de Eubanque, subordinado ao município de Palmira. .
1932 – O município Palmira passou a denominar-se Santos Dumont.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Ewbank da Câmara e desmembrado de Santos Dumont.

O município

Ewbank da Câmara é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3.753 habitantes. O município de Ewbank da Câmara ocupa uma área de 103,83 km².
Sua economia baseada em atividades agropecuárias. As lavouras produzem principalmente milho, arroz, café, feijão, mandioca e cana.
O município tem como pontos turísticos a Barragem de Chapéu D´Uvas, a Cachoeira Boa Ventura e a Estação Ferroviária.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br/, http://ewbankdacamara.cam.mg.gov.br, http://www.ferias.tur.br, http://www.jfminas.com.br)

As várias Canções do Exílio - 5 - Murilo Mendes

O modernista Murilo Mendes, em 1930, também revisitou a Canção do Exílio de Gonçalves Dias. Se o poema de Gonçalves Dias e o Hino Nacional são uma exaltação ufanista da natureza brasileira, os versos de Murilo Mendes tem intenção oposta, pois pretendem ridicularizar esse nacionalismo exaltado.
Murilo escreve sua "Canção do Exílio", empregando o mesmo tom paródico-piadista de Oswald de Andrade. Em sua “Canção do Exílio”, utiliza o mesmo humor e sátira de Oswald, porém de forma mais ousada denuncia a invasão cultural estrangeira no Brasil. Seu poema critica a realidade cultural brasileira. Ele não aceita tudo o que vêm de fora já que também temos coisas boas que devem ser valorizadas. As nossas frutas, como são exportadas, tem o preço elevado e o poeta é um exilado em sua própria terra.
Sua terra se torna verdadeiramente seu Brasil, quando manifesta a vontade de “chupar uma carambola de verdade” e de ouvir um sabiá (pássaro ou povo), que tenha certidão de nascimento brasileira, cantar.

Canção do Exílio

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas.
Os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossa flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil-réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de identidade!
(Murilo Mendes)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles

Cântico XXV


Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre a tua alma nas tuas mãos
E abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
(Cecília Meireles)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minas são muitas - Rio Preto

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Rio Preto

Igreja Matriz de Nosso Senhor dos Passos (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Nosso Senhor dos Passos
Festa do Padroeiro: 14 de Maio

Localização


História

Os primeiros habitantes de todo o vale do Rio Preto foram os índios Coroados. A região circunscrita à bacia do rio Preto e proximidades de Paraíba do Sul deveria possuir, em meados do século XVIII cerca de 1400 índios, sendo, então, atual cidade de Marquês de Valença, estado do Rio, o principal aldeamento. Por ordens do Vice-rei Luiz de Vasconcelos e Souza, deu-se início, por volta de 1769, a catequese e civilização dos silvícolas do território, sendo o capitão Inácio de Souza Werneck e padre Manoel Gomes Leal encarregados dessas missões. . Poucos anos depois, com a chegada de novos exploradores, isto é, por volta de 1780, já estava formado o arraial denominado Ouvidor.
Com a colonização branca, por volta de 1780, os índios foram perdendo suas terras e sendo escravizados. Nesta época, o vale do rio Preto fazia parte de uma extensa região entre Rio de Janeiro e Minas, denominada "Áreas proibidas", que deveria permanecer inculta, a fim de se evitar o extravio do ouro.
Dessa forma é que surge Rio Preto, no único ponto onde era possível a passagem do ouro. Nesta tarefa de ocupação do solo tiveram papel preponderante os colonizadores portugueses, coadjuvados pelo elemento negro. A exploração das terras só era permitida a quem obtivesse concessão para tal atividade, fato que servia ainda mais para atrair novos moradores e posseiros. Passou o lugar a chamar-se Passagem do Rio Preto até 1800 e depois Registro do Rio Preto.
Em 1824 o nome era Presídio do Rio Preto face ao cárcere ali existente. O povoado se formou em volta deste presídio. Não se sabe a data da ereção da primeira capela. Joaquim Rodrigues Franco teria doado terras para o patrimônio de Senhor dos Passos, em 1814 sendo que a nova igreja teria sido erguida por volta de 1831.
Francisco Dionísio Fortes realiza, em 1844, uma das suas maiores aspirações - a elevação de Rio Preto à Vila - o levantamento do Pelourinho, símbolo da emancipação político-administrativa do arraial.
Em 1871, Rio Preto passa definitivamente à categoria de cidade.
O café foi responsável pela chegada da estrada de ferro Central do Brasil em 1892. Com a decadência do café o crescimento econômico e urbano da região se estagnou. Mas, no início do século XX a pecuária começa a ganhar espaço, essa prática ainda se destaca os dias de hoje. O turismo também é relevante para a cidade, graças aos aspectos naturais e históricos do município.

Datas Históricas

1833 – Criada a freguesia com a denominação de Presídio do Rio Preto.
1844 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora Passos do Rio Preto.
1854 – É extinta a vila.
1864 - Transfere a Sede da Vila de Rio Preto para o município de Porto do Turvo.
1870 - Elevado novamente à categoria de Vila com a denominação de Rio Preto, desmembrada do município de Turvo.
1871 - Elevada à condição de Cidade.

O município

Rio Preto é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 5.292 habitantes. O município possui uma área de 348,14 Km².
O município ainda guarda referências importantes da memória da sua ocupação inicial e o casario revela os vários tempos da edificação da cidade.
A economia de Rio Preto tem como base a pecuária, a agricultura e o comércio, com grandes possibilidades de investimentos no turismo rural com bases sustentáveis. O setor agropecuário se destaca pela presença de pequenos produtores, que se dedicam a criação de gado leiteiro, responsável pela grande produção de leite do município.
A atividade turística, listada com uma das potencialidades do município, apresenta diversos pontos turísticos e históricos, o norte da cidade localizado na Serra Negra possui áreas de mata virgem, uma abundancia de recursos hídricos com inúmeras cachoeiras.
O município possui diversas cachoeiras, rios e montanhas, e as famosas fazendas da época do Império permanecem até hoje. Existem, ainda, lugares pouco explorados, dentre eles a Gruta do Funil, numa área toda coberta por areia branca e fina.
(Fontes: http://www.ufjf.br, IBGE, ALMG)

Amor também é...

Ter a alegria de saber que alguém pede a Deus bênçãos para você, todo dia.

Persona - Coco Chanel

Gabrielle (Coco) Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de Agosto de 1883 – Paris, 10 de Janeiro de1971)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Você sabia? - Quem inventou o mito da loira burra?

Morena rejeitada, Anita Loos criou mito da loura burra

The Kobal Collection

Bonita, inteligente, bem-humorada e rica, a escritora americana Anita Loos (1888-1981) foi, certamente, uma das mulheres mais interessantes de sua época.
A despeito de tudo isso, na hora de atrair a atenção masculina, Loos, que era morena, sempre ficava em segundo plano diante de fios de cabelos louros.
A autora, morta há exatos 30 anos, usou esta dor de cotovelo, digamos assim, para difundir um dos principais mitos culturais (e sexuais) do século 20: a loura burra.
Em 1925, ela publicou "Os Homens Preferem as Louras". O romance é narrado em forma de diário por Lorelei Lee, loira estúpida, de pouca cultura, mas incrivelmente esperta quando o assunto é dinheiro.
Em busca de algum homem rico que possa financiar sua "educação", Lorelei conta as divertidíssimas peripécias em que se vê envolvida ao redor do mundo.
No fim das contas, traça uma hilariante sátira do provincianismo americano e do esnobismo europeu.
Fenômeno de vendas nos Estados Unidos, o livro foi traduzido para inúmeras línguas e ganhou uma continuação em 1928: "Mas os Homens se Casam com as Morenas". Foi filmado em 1928 e inspirou espetáculo da Broadway em 1949.
Em 1953, seria novamente levado às telas pelo cineasta Howard Hawks. No papel de Lorelei, Marilyn Monroe tornou-se o principal símbolo da loura desmiolada.
"O legado de Anita foi apresentar uma visão mais irônica sobre o sexo e, também, sobre nós mesmos", diz Cari Beauchamp, autora do livro "Anita Loos Rediscovered" (2003), misto de biografia e coletânea de textos.
A origem de todo esse sucesso remonta ao início dos anos 1920, durante uma viagem de trem.
Loos seguia ao lado do marido, John Emerson, e de alguns dos mais famosos nomes do cinema mudo, como o ator Douglas Fairbanks.
Nenhum deles, contudo, era mais bajulado que uma loura abilolada aspirante à atriz.
Enquanto Loos carregava, sozinha, as pesadas malas, os homens disputavam para saber quem pegaria o livro que a loura deixava frequentemente cair.
A partir daí, Loos começou a relembrar todas as situações nas quais as louras costumavam levar vantagem.
"Parece que eu tinha me dado conta de um importante fato científico que jamais havia notado", relembrou em 1963.
Embora estivesse sempre apaixonada, quase nunca era correspondida --sempre havia um loura no caminho.
Ela viveu um longo e complicado casamento com Emerson, que, segundo contam, explorou o talento dela o quanto pôde.
Do poder das louras não escapava nem mesmo H.L. Mencken (1880-1956), mito do jornalismo americano e ídolo maior de Loos.
O jornalista acabou servindo de modelo para alguns dos homens feitos de gato e sapato por Lorelei no romance. "Menck gostava muito de mim, mas, em matéria de afeto, preferia uma loura desmiolada", disse certa vez.
Loos podia não ser o tipo de Mencken, mas ele logo reconheceu o talento da autora. Outros autores de peso, como James Joyce e William Faulkner, também eram fãs de "Os Homens Preferem as Louras".
Antes mesmo de publicar o livro, Loos era um nome conhecido na cultura americana. Aos 19 anos, já era roteirista do diretor D.W. Griffith.
Também escreveu filmes para o cineasta George Cukor e para o produtor Irving Thalberg, entre outros nomes lendários. Foi amiga de Orson Welles e Cole Porter.
Enfim, não fosse morena, Anita Loos poderia ter sido a mulher mais feliz do mundo.
(Fonte: Marco Rodrigo Almeida – Folha de São Paulo em 18/08/2011)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Alice Ruizl

Inexorável

Sim.
Todos os poemas
são de amor.
Pela rima,
pelo ritmo,
pelo brilho
ou por alguém,
por alguma coisa
que passava
na hora
em que a vida
virava palavra.
(Alice Ruiz)

Minas são muitas - Santos Dumont

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Santos Dumont

Igreja Matriz de São Miguel (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Miguel
Festa do Padroeiro: 29 de Setembro

Localização


História

O Caminho Velho que partia da cidade de Parati (RJ), passava por São Paulo e seguia até a região das minas, era o trajeto que a Coroa Portuguesa utilizava para explorar e extrair metais preciosos da região das Minas Gerais. Com o aumento da exploração realizada na região e a intensificação do fluxo das tropas que transportavam os carregamentos de ouro e a longa distância percorrida por este trajeto, surgiu, então, através destes fatores, a necessidade de encurtar a distância percorrida entre as Minas Gerais até o litoral.
Para resolver tal infortúnio a Coroa portuguesa elaborou um projeto para criação do Caminho Novo. Em torno de 1700/1701, a abertura do Caminho Novo foi iniciada por Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão Dias Pais Leme, o famoso “Caçador de Esmeraldas’’, partindo da região da Borda do Campo (atual cidade de Barbacena), atravessando a Serra da Mantiqueira na garganta de João Aires, passando em João Gomes (Palmyra), Chapéu D´Uvas, indo até o litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, esta nova rota passaria a ser usada para escoar a produção aurífera com maior facilidade, rapidez e segurança.
Como forma de incentivar o povoamento em torno do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias para nobres e súditos que prestavam serviços a ela. Assim, Domingos Gonçalves Ramos requereu em 26 de fevereiro de 1709 uma sesmaria na região. Como primeiro dono da terra, Domingos Gonçalves Ramos não tardou em ocupá-la, trazendo consigo sua família, escravos e seus dois genros, Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves.
Na divisão desta sesmaria Pedro Alves adquiriu a parte sul e João Gonçalves Chaves em 1715 empossa-se da sesmaria da parte norte, permanecendo na mesma até 1728 e vendendo-a para João Gomes Martins e sua esposa Clara Maria de Melo, que vieram a se tornar personagens de suma importância para a história do município.
Desta forma, o nome de João Gomes marcou a história do município, tendo sua sesmaria um papel fundamental na formação e ocupação da cidade, conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho, Palmyra e atualmente Santos Dumont.
João Gomes e sua esposa trouxeram de sua freguesia originária de Portugal uma imagem de São Miguel e Almas para sua fazenda. Em data que não se pode precisar, foi erigida a primeira capela, à margem do "Caminho Novo", dedicada a São Miguel e Almas, invocados, segundo a tradição como protetores dos bandeirantes na perigosa travessia da Mantiqueira. Em 1788, a capela foi transferida para o interior da Roça de João Gomes, onde permaneceu durante 49 anos. Em 1827 voltou a ser erguida no primitivo lugar. A doadora do patrimônio da capela teria sido uma filha de João Gomes, de nome Palmyra, dai se originando a denominação do povoado, quando elevado à categoria de vila.
Além da importância verificada pelo traçado do Caminho Novo, outro meio de acesso ao interior mineiro que contribuiu com o desenvolvimento da cidade – entorno de 1870 – foi à construção do ramal da estrada de Ferro D. Pedro II, que passava na região. Foi nessa época que o engenheiro Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont veio para a região com sua família para realizar a empreitada de construir este ramal, que iria ligar o trecho Mantiqueira a João Aires. Neste local, Henrique Dumont escolheu uma casa de propriedade da própria Ferrovia, de estilo palafita, e nela acomodou sua família, bem próximo do canteiro de obras da Ferrovia.
Nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX, o município emancipado em 1890 passou por algumas transformações que modificaram suas feições de Arraial. A população local cresce. E em seu meio se fazia um expressivo número de imigrantes, em especial portugueses, italianos e libaneses.
Em 1932, a cidade de Palmyra passa a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao seu filho mais ilustre, o inventor Alberto Santos Dumont.

Datas Históricas

1867 – Criado o Distrito criado com a denominação de Palmira (ex-povoado de João Gomes), subordinado ao município de Barbacena.
1889 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmira e desmembrado de Barbacena.
1890 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Palmira.
1932 – O município de Palmira tomou a denominação de Santos Dumont.

O município

O município de Santos Dumont está situado no estado de Minas Gerais e sua população, em 2010, era de 46.284 habitantes. Ocupa uma área de 637,37 km².
Na década de 1880, quando ainda se chamava Palmira, a cidade tornou-se a primeira da América Latina a produzir queijo do tipo reino. Os holandeses Alberto Boecke e Gaspar de Yong desenvolveram na cidade uma indústria de laticínios e o queijo Palmyra, tornou-se o mais antigo do país, além do famoso queijo São Luiz. A partir desta época, iniciou-se o desenvolvimento da produção de laticínios em Minas Gerais e no Brasil.
Na agricultura, a cidade produz milho, morango, goiaba, nectarina, mandioca, feijão, havendo cultivo permanente da laranja, café, pêssego e banana.
Na indústria, Santos Dumont produz ferro, silício e silício metálico, exportando para vários países.
Na cidade, pode-se conhecer a casa natal de Alberto Santos Dumont, Museu de Cabangu, transformada em museu e aberta a visitação, em 1951. A “Fazenda de Cabangu”, local onde nasceu Alberto Santos Dumont, guarda a historia do Pai da Aviação.
O nascimento de Alberto Santos Dumont foi marcado pelo espírito de aventura, que caracterizou toda sua vida. Seu pai, corajoso engenheiro, empreitou em 1872 a construção do trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II entre as localidades de João Gomes (posteriormente Palmyra e hoje Santos Dumont) e João Aires. Foi para melhor realizar seu trabalho que levou a família para uma casa no canteiro de obras, local de nome “Cabangu” onde nasceu o sexto filho que se chamou Alberto, em 1873.
A permanência da família no Cabangu foi relativamente curta; em 1875, terminado o contrato de Dr. Henrique com a ferrovia, a residência foi transferida para Valença - RJ e posteriormente para a fazenda Arindeúva em Ribeirão Preto – SP - onde se dedicou à plantação de café.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br)

Persona - Robert Redford

Charles Robert Redford, Jr. (Santa Mônica, 18 de Agosto de 1936)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...