terça-feira, 23 de agosto de 2011

Minas são muitas - Paiva

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Paiva

Igreja Matriz de São Sebastião (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

O povoamento do local onde se encontra o município de Paiva tem origem no início do século XX, na antiga fazenda Santa Rosa. No ano de 1906, o lugarejo é atacado por uma forte epidemia. Um abastado fazendeiro da região, Sr. João Ferreira de Paiva, apelidado João Menino, fez promessa a São Sebastião de providenciar a fundação de um arraial, caso a epidemia se debelasse. Cessado o surto, o fazendeiro fez erigir no local um grande cruzeiro que, mais tarde, foi transladado, em procissão, para o local denominado Santa Rosa, onde o dito João Ferreira de Paiva adquirira cinco alqueires de terreno, doados ao patrimônio comum, para início do arraial. No dia 8 de julho de 1907, foi rezada missa campal no sítio, onde hoje se ergue a igreja de São Sebastião, a qual foi construída mais tarde, pelo filho do fundador do arraial e pelos moradores.
Com o avanço da via férrea que ligaria Santos Dumont a Mercês, movimentou-se João Ferreira de Paiva no sentido de conseguir a modificação do traçado inicial, fazendo com que a via passasse pelo arraial então em franco desenvolvimento. Ao inaugurar-se a nova estação, Paulo de Frontin, que viera para as solenidades, sugeriu que o nome fosse trocado de Santa Rosa para o de Paiva, em homenagem ao fundador do povoado. Assim, explica-se a fundação do núcleo inicial e a origem do topônimo.
Em 1948 os principais filhos do lugar se movimentaram numa campanha pela emancipação administrativa, o que só aconteceu em 1953 com a criação do município.

Datas Históricas

1948 – Criado o Distrito com a denominação de Paiva (ex-povoado de Estação de Paiva), com território desmembrado do distrito de Oliveira Fortes e subordinado ao município de Barbacena.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Paiva e desmembrado de Barbacena.

O município

Paiva é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 1.558 habitantes. Paiva é um dos menores municípios em área de Minas Gerais, com apenas 58,41 km².
Ocupa-se economicamente de agricultura e pecuária.
O município de Paiva apresenta baixo índice de homicídios. De acordo com o cartório e a Polícia Militar (PM), há 54 anos não há registros de homicídios. A cidade conta com oito policiais.
Ainda segundo a polícia, o último assassinato teria ocorrido em 1957, quando dois amigos voltavam de uma festa. Após discutirem, um deles feriu o outro com uma navalha. Segundo moradores do município, a vítima morreu por falta de atendimento médico. “Ele levou uma navalhada na perna, perdeu sangue à noite e não houve assistência médica; ele poderia ter sido salvo”, diz o ex-prefeito, Jair Toledo de Paiva. Na época do crime, o suspeito foi preso e cumpriu pena.
A patrulha da polícia passa de casa em casa e faz visitas à zona rural da cidade. O Conselho de Segurança Pública e a Rede de Vizinhos Protegidos se reúnem periodicamente para discutir a segurança da cidade.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://g1.globo.com/, www.estacoesferroviarias.com.br, http://www.asminasgerais.com.br)

Você sabia? - Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.
De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.
O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.
Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.
Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.
Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.
Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.
Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000.
(Fonte: Folha de São Paulo em 23/08/2011)

Amor também é...

Compartilhar a dor das perdas e a alegria dos ganhos.

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Lya Luft

Canção romântica


Quando eu morrer (antes de ti) não sei se ainda
vou sentir a tua mão na minha, o fogo
da tua vida fundido com o meu.
Mas mesmo assim, estejas tu distante numa rota alheia,
sei que estarás comigo neste instante,
mão na mão, boca na boca, colhendo
não um último suspiro, mas um beijo
inaugural, a selar esse destino nosso:
livres das coisas banais e das humanas tramas,
seremos, por isso mesmo, imortais.
(Lya Luft)

Fragmentos - "Secreta mirada e outros poemas"


“Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território protegido por muros de receio.
Quem quiser vir agora terá de ter paciência. Terá de ter sabedoria.
Mas ainda que não tenha nada disso, virá, e vai nos invadir, e vai nos desarrumar, e vamos renascer com este desconserto.
Pois estávamos fora da realidade, fora do mundo, fora de nós.
A aventura do amor nos devolve a nós mesmos.” (Lya Luft em “Secreta Mirada e outros poemas”)

Zenzando na rede


As várias Canções do Exílio - 6 - Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade também escreve a sua Nova canção do exílio, em 1945, que é dedicada a Josué Montello. Das diferentes leituras do poema Canção do Exílio que possibilitam o conhecimento da nossa pátria ao mesmo tempo em que nos reconhecemos como parte dela, é meu preferido.
Drummond, mais filosófico, reflete, em seu poema, sobre a distância da felicidade existente na sua terra natal e não tem o tom crítico de Oswald de Andrade e Murilo Mendes.
O poeta, em sua releitura, retoma a imagem do sabiá e da palmeira para idealizar um lugar indeterminado. Na construção “um sabiá, na palmeira, longe” percebe-se a indeterminação – de qual sabiá? Em que palmeira? Longe onde? Como sabiá e palmeira já estão plantados na imaginação do leitor, ele apenas os enuncia.
No final do poema, o poeta inverte a posição do sabiá/palmeira e, além de determinar “a palmeira, o sabiá”, através do uso do artigo definido, substantiva o advérbio “longe”, reforçando a ideia de exílio: o “longe”, lugar de onde veio. Esse afastamento constitui o seu exílio.
Drummond vai além do nacionalismo, discute sobre os lugares míticos que criamos na imaginação, em geral associados à terra natal: "onde tudo é belo / e fantástico: / a palmeira, o sabiá, / o longe".

Nova Canção do Exílio

Um sabiá
na palmeira, longe.

Estas aves cantam
um outro canto.

O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.

Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.

Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Carlos Drummond de Andrade)

Na vitrola aqui de casa - Cotidiano

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Zenzando na rede


Minas são muitas - Oliveira Fortes

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Oliveira Fortes

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Livramento
Festa da Padroeira: 8 de Setembro

Localização


História

As origens da cidade de Oliveira Fortes remontam aos tempos do Império, quando as famílias Afonso Costa Viana, Antônio Carvalho Campos e Francisco José de Oliveira Fortes se fixaram na região. Possuídos de ideias lúcidas e progressistas, deles partiu a doação que foi feita de 45 alqueires para o patrimônio de uma capela a Santana do Livramento. Os primeiros povoados cuidaram exclusivamente da agricultura e pecuária, contando com mão-de-obra escrava vinda da África e outros nativos, o que fez com o povoado experimentasse rápida prosperidade.
Em 1911, inaugurou-se a estação ferroviária da localidade, com o nome de Oliveira Fortes, em homenagem a um dos primeiros povoadores - Coronel Francisco José de Oliveira Fortes- e pai de Crispim Jacques Bias Fortes, que foi presidente (governador) do Estado de Minas Gerais de 1894 e 1898.
Houve uma nova divisão administrativa do Estado, que criou mais 97 municípios entre os quais se incluiu o de Oliveira Fortes.
O então distrito do Livramento passou a denominar-se também Oliveira Fortes e, dez anos mais tarde, foi elevado à categoria de cidade município.

Datas Históricas

1880 – Criado o Distrito criado com a denominação de Santana do Livramento, subordinado ao município de Barbacena.
1933 – O distrito passa a ser denominado Livramento, permanecendo no município de Barbacena.
1938 – O distrito passa a ser denominado novamente Santana do Livramento.
1938 – Em dezembro, o distrito volta a denominar-se Livramento.
1943 – O distrito de Livramento (ex-Santana do Livramento) passou a denominar-se Oliveira Fortes.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Oliveira Fortes e desmembrado de Barbacena.

O município

Oliveira Fortes é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.123 habitantes. Ocupa uma área de 111,13 Km².
Agricultura, pecuária e indústria de lacticínio são suas principais atividades econômicas.
O município também apresenta potencial turístico, pois possui belos atrativos naturais, como as cachoeiras e piscinas naturais formadas ao longo do Rio Cambuta, que corta a cidade. Os rios Formoso e do Belo formam lagos e cachoeiras muito apreciadas pelos visitantes.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.acispes.com.br)

Pátria Minas - No ônibus

Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de Santa Rita do Sapucaí para BH. Seu colega de poltrona, um negão de 1,80 m de altura, com cara de poucos amigos.
Negão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada.
A certa altura mineirim não aguenta e vomita todo o jantar no peito do negão.
Mineirim no maior desespero e negão ainda roncando.
Chegando em Betim, negão acorda, passa a mão no peito todo melecado.
Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:
- Cê miorô?!?!

Comercial legal - Editoras on line



Blog: Não fique possuído(a) por não saber. Em tempo, o correto é possesso.

Em poucas palavras - Abigail Van Buren

Diretamente do blog da Maria Helena Rubinato.

A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem - a não ser rugas. É verdade que alguns vinhos melhoram com a idade, mas só quando as uvas são de boa cepa. (Abigail Van Buren)

domingo, 21 de agosto de 2011

De onde vem? - Rodar a baiana

Rodar a baiana

Rodar a baiana é uma gíria brasileira e significa tomar satisfação com alguém, tirar a limpo uma situação ou armar um barraco. É uma expressão usada para aquela pessoa que, de repente, solta tudo o que está sentindo, que acumulou, fala o que pensa de uma maneira impulsiva, explosiva.
A expressão não tem sua origem na Bahia, mas no Rio de Janeiro. No início do século, os primeiros blocos de carnaval saíam às ruas e cruzavam a cidade cantando e dançando com suas fantasias.
No meio desses blocos, alguns espertinhos tascavam beliscões nas nádegas das moças que desfilavam. Para acabar com o problema, alguns capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas, com direito a saia rodada e turbante na cabeça. Assim, ao primeiro sinal de desrespeito, aplicavam um golpe de capoeira. As pessoas que assistiam aos desfiles não entendiam nada: só viam a baiana rodar – e começar toda a confusão.
Todo mundo conhece alguém que faz isso de vez em quando, que exagera nas reações, que não costuma levar desaforo para casa.

Minas são muitas - Ewbank da Câmara

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Ewbank da Câmara

Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

Desde meados do século passado já se podia observar a existência de algumas atividades socioeconômicas no povoado então conhecido como Tabuões. Algumas pessoas praticavam o comercio que se baseava principalmente na troca de mercadorias de origem agropecuária, produzidas nas fazendas da região – cereais, verduras e legumes, carnes, couro, cestos e esteiras confeccionadas com tabuas, além da extensiva oferta de leite e produtos derivados e bem assim de produtos manufaturadas advindas das maiores cidades circunvizinhas.
O nome de Tabuões fora dado ao povoado devido à forma pela qual os homens do lugar superavam as condições geológicas que se apresentavam naquele solo montanhoso. Um planalto com 77 metros de altitude. A fim de possibilitar o tráfego de pessoas, tropas, animais, etc., eram colocadas enormes tábuas por sobre aquele terreno úmido e lamacento entremeado de taboas.
Já quase por volta do fim do século XIX, por ocasião da construção da ferrovia que buscava interligar o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foi construída, no povoado de Tabuões, uma estação cujo nome era Ewbank da Câmara. Este foi escolhido em homenagem ao Engenheiro José Ewbank da Câmara, então diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, no período em que a mesma passou por esta localidade – 1884 a 1889.
Com a estrada, o povoado desenvolveu-se e cresceu rapidamente, sendo elevado a distrito de Santos Dumont em 1923. Durante o Estado Novo, o nome foi aportuguesado para Eubanque. Em 1962, elevado a município, voltou a se chamar Ewbank da Câmara.

Datas Históricas

1923 – Criado o Distrito com a denominação de Eubanque, subordinado ao município de Palmira. .
1932 – O município Palmira passou a denominar-se Santos Dumont.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Ewbank da Câmara e desmembrado de Santos Dumont.

O município

Ewbank da Câmara é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3.753 habitantes. O município de Ewbank da Câmara ocupa uma área de 103,83 km².
Sua economia baseada em atividades agropecuárias. As lavouras produzem principalmente milho, arroz, café, feijão, mandioca e cana.
O município tem como pontos turísticos a Barragem de Chapéu D´Uvas, a Cachoeira Boa Ventura e a Estação Ferroviária.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br/, http://ewbankdacamara.cam.mg.gov.br, http://www.ferias.tur.br, http://www.jfminas.com.br)
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