quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Minas são muitas - Desterro do Melo

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Desterro do Melo

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro (Foto do Miguel)

Região: Campo das Vertentes
Padroeira: Nossa Senhora do Desterro
Festa da Padroeira: 17 de Fevereiro

Localização


História

Região habitada no passado por tribos indígenas ainda hoje não bem identificadas, provavelmente Carijós. O território onde está atualmente o município de Desterro do Melo foi descoberto pelo bandeirante paulista João Siqueira Afonso.
É mais conhecida esta Freguesia pelo nome de Melo do Desterro. Razão é que, em 1761, para aqui veio um português de nome José de Melo, que fixou residência nesta região. Trazia consigo um número elevado de familiares e empregados, e a construção de casas para abrigar este pessoal teria sido o embrião da sede municipal. Em 1761, o padre José Dias de Siqueira obteve a autorização para construir a capela do Desterro, na fazenda do Melo, na freguesia de Guarapiranga. Em 1830, foi criada a freguesia com a denominação de Melo do Desterro.
Ao correr do tempo, foi-se desenvolvendo o lugar, com a entrada dos bandeirantes, que vinham em busca do ouro, e posteriormente, famílias de italianos e portugueses vieram fixar residências neste município, ocupando-se do comércio ou da lavoura.

Datas Históricas

1771 – Povoado pertencente à Piranga.
1832- O povoado passa a pertencer a de São José do Xopotó - hoje Alto Rio Doce.
1836 – Passa a pertencer a Barbacena.
1842 – Criado o Distrito com a denominação de Desterro de Melo, subordinado ao município Barbacena.
1851 – O Distrito passa a pertencer a Mercês.
1854 – Passa a pertencer a Barbacena.
1871 - A Capela foi elevada a Freguesia sob a denominação invertida de Melo do Desterro.
1879 - Confirmou-se o Distrito, e voltando a inversão da denominação novamente para Desterro do Melo.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Desterro de Melo e desmembrado de Barbacena.

O município

Desterro do Melo é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3.015 habitantes. O município ocupa uma área de 142,27 Km².
Os principais produtos do município são gado bovino (para corte e para leite), queijo, banana, milho, feijão, carvão vegetal e cachaça.
A cidade faz parte do Roteiro da Estrada Real e tem grande potencial turístico.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.desterrodomelo.mg.gov.br)

Você sabia? - Como são escolhidos os nomes de furacões

Como são escolhidos os nomes de furacões

Os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 km/h e ao contrário do muita gente pensa, seus nomes não são somente femininos.
Os nomes dos furacões são escolhidos por um comitê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra. Para tempestades do Atlântico, o comitê mantém seis listas prontas com nomes que abrangem todas as letras do alfabeto, metade masculinos e metade femininos. As seis listas são mantidas em constante rotação. Por exemplo, a lista de nomes de 2010 será usada novamente em 2016.
Antigamente, os furacões não recebiam nomes próprios. Originalmente, os nomes eram dados de acordo com o nome do santo do dia em que tocavam a terra. Se dois furacões se formassem na mesma data, a mais recente tempestade tinha um sufixo incluso em seu nome. Por exemplo, o furacão San Felipe atingiu Porto Rico em 13 de setembro de 1876, e outra tempestade atingiu a área em 13 de setembro de 1928. A tempestade última foi nomeada de San Felipe II.
Depois, os estudiosos os classificavam por números ou pelo alfabeto fonético dos militares (uma palavra representa a letra que a inicia, por exemplo: Able equivale a A, Baker, a B e Charlie, a C). Deu certo apenas até 1953, quando o alfabeto fonético internacional foi remodelado, gerando confusões.
A partir daí, foram usados nomes femininos. Uma das versões para isso diz que, informalmente, os meteorologistas já batizavam os furacões em homenagem a suas namoradas e esposas. O primeiro furacão foi chamado Maria. Com o fortalecimento dos movimentos feministas na década de 1970, nomes masculinos também passaram a ser dados em 1978. Nomes femininos são usados em tempestades de número ímpar durante anos ímpares, enquanto os masculinos ficam para as tempestades de número ímpar em anos pares.
Todo ano, é usada uma das seis listas com 21 opções, cada uma começando com uma letra do alfabeto. As letras Q, U, X, Y e Z não são usadas, já que iniciam poucos nomes. A primeira tempestade tropical do ano recebe o nome que tem a letra A, enquanto a segunda recebe a letra B e assim por diante.
Quando um furacão causa muitos problemas, como destruição e mortes, seu nome é retirado da lista. O Katrina, por exemplo, de 2005, não aparecerá novamente por ter devastado a cidade de Nova Orleans.
Clique na imagem para ver em tamanho maior.


(Fontes: http://noticias.universia.com.br, http://www.apolo11.com, http://guiadoscuriosos.com.br/, http://noticias.terra.com.br)

Persona - Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de Setembro de 1886 – São Paulo, 17 de Janeiro de 1973)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Persona - Diana

Diana Frances Spencer; Princesa de Gales (Sandringham, 1 de Julho de 1961 - Paris, 31 de Agosto de 1997)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aviso aos navegantes - Museus Virtuais

Museus Virtuais


Visando a ampla divulgação e promoção dos museus brasileiros e de seus acervos, a Empório de Relacionamentos Artísticos vêm desenvolvendo projetos de visitação virtual de diversas instituições culturais. Os projetos são viabilizados pelos incentivos fiscais da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais.

Vale a pena conferir aqui!!!

Persona - Ingrid Bergman

Ingrid Bergman (Estocolmo, 29 de Agosto de 1915 - Londres, 29 de Agosto de 1982)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cinema em casa - Hanami - Cerejeiras em flor

Hanami - Cerejeiras em flor

Título Original: Kirschbluten - Hanami.
Gênero: Drama
País / Ano: Alemanha/ França / 2008
Duração: 127 minutos
Direção: Doris Dörrie
Elenco: Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Aya Irizuki

É um filme marcante, capaz de encher os olhos com as imagens e tocar a alma e o coração.
Rudi (Elmar Wepper) e Trudi (Hanellore Elsner) são um casal de terceira idade. A vida dos dois é tranquila até que Trudi recebe a notícia de que o marido está com uma doença terminal. Sem contar nada ao marido, Trudi o convence a irem à Berlin para visitar os filhos. Não são bem recebidos e acabam sendo um incômodo na rotina familiar dos folhos. A situação se agrava quando Trudi morre subitamente, deixando seu marido doente e sozinho em meio ao desprezo dos filhos.
Rudi volta para sua cidade e, remexendo nos pertences de sua mulher, descobre que a vida toda ela alimentou o sonho de conhecer o Monte Fuji, no Japão. Por coincidência, outro filho do casal vive em Tóquio, mas também não recebi Rudi de forma afetuosa. Em seus passeios solitários, Rudi tenta entender a essência do butô, uma dança típica oriental que sua mulher praticava e encontra uma jovem dançarina de butô Yu (Ayra Irizuki) que conversa através da dança com sua mãe falecida.
Hanami significa “observar as flores” e, as da cerejeira, simbolizam a beleza, as mudanças e um novo começo.
Você, certamente, vai ficar com essa bela lição de vida te acompanhando por algum tempo.

Persona - Madre Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu – Madre Teresa de Calcutá (Skopje, 26 de Agosto de 1910 - Calcutá, 5 de Setembro de 1997)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia.. - Adélia PradoPau

A Meio Pau


Queria mais um amor. Escrevi cartas,
remeti pelo correio a copa de uma árvore,
pardais comendo no pé um mamão maduro
- coisas que não dou a qualquer pessoa -
e mais que tudo, taquicardias,
um jeito de pensar com a boca fechada,
os olhos tramando um gosto.
Em vão.
Meu bem não leu, não escreveu,
não disse essa boca é minha.
Outro dia perguntei a meu coração:
o que há durão, mal de chagas te comeu?
Não, ele disse: é desprezo de amor.
(Adélia Prado)

Minas são muitas - São Brás do Suaçuí

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

São Brás do Suaçuí

Igreja Matriz de São Brás

Região: Campo das Vertentes
Padroeiro: São Brás
Festa do Padroeiro: 3 de Fevereiro

Localização


História

Durante o século XVII, teve início a conquista do planalto mineiro. A região foi desbravada pelas primeiras bandeiras que demandaram o interior das Minas Gerais, logo depois da célebre expedição de Fernão Dias. Por volta de 1713, no mesmo local onde hoje se encontra a sede do município, foi doada uma sesmaria de uma légua quadrada a José Machado Castanho, assinando a doação D. Braz Baltassar da Silveira, no dia 22 de dezembro.
Em época não precisa, mas possivelmente pelas proximidades de 1713, alguns portugueses que demandavam São João del Rei e se detiveram em São Brás edificaram uma igreja em torno da qual surgiram as primeiras moradias com alicerces de pedras e paredes de pau-a-pique, cobertas de telhas curvas. Até 1832, o povoado subordinou-se à freguesia de Congonhas do Campo, quando então passou para a jurisdição de Brumado (hoje Entre Rios de Minas) que naquela data era também elevado à freguesia, continuando subordinado a Entre Rios de Minas (que também se chamou João Ribeiro), até a data de sua emancipação administrativa em 1953.

Datas Históricas

1832 - Até essa data, o povoado era subordinado à freguesia de Congonhas, quando então passou para a jurisdição de Brumado (hoje Entre Rios de Minas) que naquela data era também elevado à freguesia.
1856 – Criado o Distrito criado com a denominação de São Brás do Suassuí, subordinado ao município de Entre Rios.
1938 – O município de Entre Rios passou a denominar-se João Ribeiro. (ex-Entre Rios).
1948 – O distrito de São Brás do Suassuí passou a grafar São Brás do Suaçuí.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de São Brás do Suaçuí e desmembrado de João Ribeiro.

O município

São Brás do Suaçuí é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3 513 habitantes. O município ocupa uma área de 110,01 Km².
O amor à música é um traço marcante da pequena população desse município, onde grande número de pessoas dedica-se ao estudo e à execução de instrumentos musicais, bem como ao canto.
São Brás do Suaçuí é herdeira de fortes tradições culturais da época colonial. A igreja matriz de São Brás, construída em 1827-1859, e a capela Senhor dos Passos, reconstruída em 1913, são exemplares do estilo barroco que o município conserva.
Ainda hoje, a cidade é conhecida em toda a região pelo grande talento e vocação do seu povo para a música. A tradição musical do município pode ser mostrada pela banda União Musical Santa Cecília e pela Escola de Música de São Brás do Suaçuí que desenvolve um consistente e contínuo trabalho de formação de músicos.
(Fontes: IBGE, ALMG)

Você sabia? - Carta Renúncia de Jânio Quadros

Carta Renúncia de Jânio Quadros

Há 50 anos, Jânio Quadros renunciava ao cargo de presidente do Brasil. Jânio esteve no poder por exatos 206 dias.
O livro ‘’Jânio Quadros: Memorial à Historia do Brasil’, organizado por Jânio Quadros Neto e Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, traz um capítulo com a confissão que Jânio, já doente, fez ao neto, num quarto do Hospital Israelita Albert Einstein, no dia 25 de agosto de 1991, no trigésimo aniversário da renúncia. É a sincera confissão feita por Jânio Quadros sobre os reais motivos que o levaram a renunciar à Presidência da Republica. As palavras de Jânio não deixam margem de dúvidas sobre a renúncia:

-‘’Quando assumi a presidência, eu não sabia da verdadeira situação político-econômica do País. A minha renúncia era para ter sido uma articulação: nunca imaginei que ela seria de fato aceita e executada. Renunciei à minha candidatura à presidência, em 1960. A renúncia não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 25 de agosto de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana do país, o maior erro que cometi (...) Tudo foi muito bem planejado e organizado. Eu mandei João Goulart em missão oficial à China, no lugar mais longe possível. Assim, ele não estaria no Brasil para assumir ou fazer articulações políticas. Escrevi a carta da renúncia no dia 19 de agosto e entreguei ao ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, no dia 22. Eu acreditava que não haveria ninguém para assumir a presidência. Pensei que os militares, os governadores e, principalmente, o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder. Jango era, na época, semelhante a Lula: completamente inaceitável para a elite. Achei que era impossível que ele assumisse, porque todos iriam implorar para que eu ficasse (...) Renunciei no dia do soldado porque quis sensibilizar os militares e conseguir o apoio das Forças Armadas. Era para ter criado um certo clima político. Imaginei que, em primeiro lugar, o povo iria às ruas, seguido pelos militares. Os dois me chamariam de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Achei que voltaria de Santos para Brasília na glória. Ao renunciar, pedi um voto de confiança à minha permanência no poder. Isso é feito frequentemente pelos primeiros-ministros na Inglaterra. Fui reprovado. O País pagou um preço muito alto. Deu tudo errado’’.

Eis a carta renúncia de Jânio Quadros que foi divulgada no dia 25 de Agosto de 1961:

"Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.
Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.
Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.
Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim não falta a coragem da renúncia.
Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.
Somente assim seremos dignos deste país e do mundo. Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor. Trabalharemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria."

Brasília, 25 de agosto de 1961.

Jânio Quadros

Persona - Sean Connery

Thomas Sean Connery (Edimburgo, 25 de Agosto de 1930)

Zenzando na rede


Cinema em casa - Entre Dois Amores

Não entendo nada de cinema, não sei quais filmes são de determinado diretor e nem costumo ler os letreiros no final da exibição. Isso significa dizer: sou totalmente diferente do meu sobrinho Renato Telles. Apenas gosto ou não dos filmes a que assisto. Mas diante da impossibilidade da colaboração do entendedor Renato, resolvi também dar meus pitacos. São filmes que vi e gostei. SIMPLES ASSIM.

Entre Dois Amores


Título original: (Out of Africa)
País/Ano: EUA/1985
Direção: Sydney Pollack
Elenco: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen.
Duração: 162 min
Gênero: Drama

"I had a farm in Africa at the foot of the Ngong Hills..." ("Eu tinha uma fazenda na África, no sopé dos montes Ngong..."). É com essa frase que começa o filme Entre Dois Amores, um dos meus prediletos.
O roteiro, de Kurt Luedtke, é baseado no livro autobiográfico de Isak Dinesen (pseudônimo de Karen Blixen) chamado A Fazenda Africana. Entre Dois Amores é uma história real, escrita com base nas memórias deixadas por Karen Blixen.
A magnífica paisagem africana e os conflitos da colonização do continente nos anos 20 são o pano de fundo deste drama romântico vencedor de sete prêmios Oscar (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor trilha sonora original, direção de arte e melhor som). Karen Blixen (Meryl Streep) é uma rica aristocrata que vai, em companhia do marido (Klaus Maria Brandauer), viver numa fazenda de café no Quênia. Lá, apaixona-se pela terra e pela cultura africana. Como haviam se casado por conveniência, acabam se separando. Então conhece o sedutor aventureiro inglês Denys Hatton (Robert Redford). Nasce entre Karen e Denys um grande amor.
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