quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Minas são muitas - Aiuruoca

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Aiuruoca

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Região: Sul
Padroeira: Nossa Senhora da Conceição
Festa da Padroeira: 8 de Dezembro

Localização


História

A primeira vez que se teve noticia das terras de Aiuruoca, Aiuruoca de origem tupi, na sua melhor divisão histórica A – Juru – oka que se traduz Ajuru = Papagaio + Oka = Casa de Papagaio, foi em 1692, tendo como seu descobridor o Padre João de Faria Fialho, Capelão dos Bandeirantes.
Porém sua fundação oficial ocorreu quando João Siqueira Afonso, de Taubaté, transpôs a Serra da Mantiqueira e entrou no território mineiro. Descobriu, em 1702, as minas do Sumidouro, em 1704 as de Guarapiranga (atual Piranga); impulsionado pela sua ambição, seguiu pelo Rio Grande até a serra dos Papagaios, pouco adiante, fundando arraial de Aiuruoca, junto às minas do mesmo nome, por volta do ano de 1706.
Como não podia deixar de acontecer, as notícias de ouro atraíram para a região inúmeros exploradores, paulistas e portugueses. Por volta de 1744 por ali passou também o paulista Simão da Cunha Gago que fez erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora. Simão da Cunha Gago juntamente com vários aiuruocanos fazendo-se acompanhar, em sua comitiva, do Padre Felipe Teixeira Pinto levando consigo a Imagem da Conceição, desceram a serra desbravando matas, atravessando campos e rios chegaram a um promontório, na margem esquerda do rio Paraíba, onde fincaram bandeira e fundaram a cidade de Rezende.
A agricultura da região já interessara, desde 1717, à coroa portuguesa, que, para incentiva-la, passara a Dom Brás Baltazar da Silveira uma carta de sesmaria, sobre terras da região. A progressiva escassez do ouro veio torna-la uma necessidade à vida econômica da região. Alguns dos garimpeiros e faiscadores abandonaram a região, ao passo que outros ali se fixaram, então definitivamente, dedicados quer à agricultura, quer à criação do gado.

Datas Históricas

1724 – Criado o Distrito com a denominação de Aiuruoca.
18434 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Aiuruoca, desmembrado do município de Baependi.
1868 - Elevada à condição de cidade com a denominação de Aiuruoca.

O município

Aiuruoca é um município do estado de Minas Gerais. Sua população era de 6.162 habitantes, em 2010. Ocupa uma área de 649,68 km².
Tendo como pano de fundo a serra dos Papagaios, onde se encontra a Estação Ecológica Serra dos Papagaios, é um município privilegiado pela beleza natural e sua história.
Aiuruoca integra o circuito turístico das Montanhas Mágicas da Mantiqueira. O Pico do Papagaio é uma formação rochosa que se eleva aos 2.100 metros de altitude e de formas delicadas, é o cartão postal da cidade, assim como a cachoeira dos Garcias. Um dos atrativos mais procurados e visitados do município, essa queda d’água de beleza peculiar possui 25 metros de altura e termina em uma grande piscina natural de águas cristalinas.
Aiuruoca é a porta de entrada para o Vale do Matutu, reserva natural de 30 km² que concentra boa parte das belezas naturais da região.
Na cultura aiuruocana, destaca-se a Semana Santa. Celebrada desde 1717, sendo reconhecida como uma das mais tradicionais do Estado de Minas Gerais. Na Semana Santa de Aiuroca, pode-se observar os antigos ritos da Igreja Católica, as procissões, os cortejos, a missas em latim e ouvir Música Barroca Mineira através da centenária Orquestra e Coral de Aiuruoca.
Desde a década de 30 que o Carnaval de Aiuruoca é comemorado na semana anterior àquela na qual se comemora o carnaval em todo o resto do país.
Na época, o Monsenhor Nagel (padre responsável pela comunidade cristã local) que era o pároco de Aiuruoca, condenou a comemoração do carnaval na cidade devido aos "retiros espirituais" (reuniões de cristãos na igreja para orações e preces) que eram realizados nesses dias. Diante de tal proibição e tendo em vista que os padres daquela época, em especial o Monsenhor Nagel, eram muito respeitados, além de ter seus pedidos acatados como ordens, os cidadãos aiuruocanos não tiveram outra alternativa senão parar com as comemorações do carnaval. Por outro lado, algumas pessoas cogitaram a hipótese de se comemorar o carnaval na semana anterior. A idéia foi aceita pela maioria e, a partir daí, iniciou-se a comemoração do Carnaval Antecipado de Aiuruoca, que hoje, é conhecido internacionalmente.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://viajeaqui.abril.com.br, http://www.aiuruocaminas.com.br/, http://www.aiuruoca.mg.gov.br)

Historinhas - Marcha soldado, cabeça de papel

Marcha soldado, cabeça de papel

Sete de Setembro chegando e com ele um pedido do Carlos, a quem chamo de meu redator-chefe, para que eu mexesse no baú da memória e desenterrasse algumas lembranças.
Começo a desengavetar imagens, recordar palavras e músicas, sangrar as feridas e revolver o passado em buscar do meu tempo de infância e juventude. Vou tirando as coisas que habitam o lado esquerdo do peito e colocando-as para fora. Existem aquelas me fazem sorrir, outras pensar e por algumas passo bem depressa. Não vale a pena transformar esse quase começo de primavera em um dia sombrio.
Encontro uma saia azul-marinho, uma blusa branca... Depois duas baquetas de bumbo enfeitadas com fitas azuis. Olho bem e não entendo o que elas estavam fazendo nos meus guardados. Não eram minhas, mas da Lúcia, minha irmã. Baú da memória é assim... Tudo junto e misturado. Alegrias e tristezas, sonhos, decepções, realizações, família, amores antigos, coisas suas e dos outros. Tudo embaraçado... Você puxa a ponta do fio e não sabe o que vai sair dependurado nele.
Segundo semestre. Já começávamos a ensaiar para o desfile. Todo dia eram formadas as filas, esquentados os tambores e lá íamos nós pela Avenida Sinhá Moreira até a ponte velha. Ida e volta. Enquanto marchávamos, o pé esquerdo devia ser batido com bastante força no chão enquanto o direito era de forma suave. Nunca entendi bem o porquê, mas obedecia. Para não errar o passo, me lembrava da história de uma menina que amarrava uma palha no tornozelo esquerdo para marcá-lo. E dentro da minha cabeça ecoava: Pé com palha, pé sem palha, pé com palha, pé sem palha. Era necessário não perder o ritmo.
No final vinha a fanfarra e, na fila da frente, minha irmã fazendo mil malabarismos. Ela vinha batendo as baquetas uma de cada lado do instrumento que era quase seu tamanho. Quando o maestro dava um sinal, ela girava as baquetas cruzando-as no alto e as fitas balançavam ao vento formando uns arabescos de encher os olhos daqueles que estavam esperando a banda passar. Fazia outras tantas coreografias de enorme sucesso que lhe deixavam os antebraços inchados, roxos e doloridos. Mas valia a pena e eu tinha o maior orgulho quando diziam que ela era quem melhor tocava.
Agora me vejo preparando o bendito uniforme de gala. Ele só era usado em duas datas especiais: desfile de Sete de Setembro e formatura. A blusa branca cheia de babados de renda ficava guardada no armário o ano todo e costumava estar amarelada. Tinha que deixar de molho, esfregar, colocar anil e engomar. Depois umedecer e passar, passar e passar com o ferro elétrico saindo fumaça de tão quente. Agora era a hora da saia de casimira azul-marinho. Esticava sobre a mesa, arrumava as inúmeras pregas, cobria com uma folha de jornal para não dar brilho e novamente o ferro pelando de quente. Chegava até a sentir pena das pessoas que estavam estampadas nas páginas. Saía muita fumaça e o jornal ficava amarelo, envelhecido em um só minuto. Os sapatos pretos eram engraxados e polidos, ficavam um espelho e até pareciam novos. As meias, que no uniforme diário eram pretas, nesta data deveriam ser brancas. Era um Deus nos acuda! Onde foi que guardei essa preciosidade usada uma vez no ano? E a gravata laçarote azul-marinho presa com alfinete? Gavetas eram reviradas em busca dos tesouros perdidos.
Acabo de dar uma risada por causa da gravata. Ela era, na verdade, uma fita de um tecido que formava umas sombras onduladas, amarrada em forma de laço. O nome do tecido era Chamalote.
Minha amiga não tinha tido a mesma sorte que eu. Havia perdido sua gravata. Fomos à Loja Sampaio para que ela comprasse uma fita nova. Chegando lá, ela pediu:
_ Eu quero um metro de fita de lote azul-marinho.
_ Fita de lote? Perguntou o vendedor com a cara de quem não estava entendendo.
_ É, um metro de fita de lote azul-marinho. Com dois dedos de largura.
_ Não conheço essa fita.
_É para fazer a gravata do uniforme de gala do colégio. A costureira falou que a fita chama lote.
O vendedor deu boas risadas com a confusão dela...
Voltemos para os preparativos da festa. Eu arrumava todo o uniforme, achava bonito, mas queria mesmo era ser baliza. Quando pequena queria ser trapezista. De trapezista para baliza era apenas um pulo. Sabia fazer todas as evoluções, acrobacias e trejeitos, mas meu pai foi categórico:
_Não! Filha minha não será baliza nunca. Nunca!!!
_Por quê?
_Não quero filha minha mostrando as pernas na rua.
Eu é que nunca entendia tamanho radicalismo. Por acaso todo mundo não tinha pernas? E alguém deixava as suas guardadas em casa quando saía às ruas? E não adiantou argumentar que fulana, mocinha muito direita e religiosa, seria a baliza amarela, que o pai de beltrana (homem muito bem conceituado na cidade) havia deixado a sua filha ser a baliza verde e que a sicrana seria a branca. Quem seria a azul? Não fui eu. Nem naquele ano e nem em nenhum outro. NUN-CA!!!
Hoje fiquei pensando se a verdadeira razão não era porque a roupa de baliza custava muito acima dos padrões permitidos em nossa casa. Ou talvez fosse porque ele era contra o regime militar da época. Ele sempre dizia que era falta de ter o que fazer aquela “inventação” toda, mas todo ano, eu achava tudo muito lindo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Serviço - Incubadora do Inatel abre três vagas para novos empreendimentos

Incubadora do Inatel abre três vagas para novos empreendimentos

Está aberto o edital para preencher três vagas na Incubadora de Empresas e Projetos do Inatel. Podem se inscrever empreendimentos que tenham pelo menos um aluno ou ex-aluno do Instituto. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.inatel.br/incubadora, até o dia 29 de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 105,00.
O processo seletivo acontece por meio de entrevistas com os candidatos, que participarão em um curso exclusivo de capacitação empresarial e terão de entregar o plano de negócio completo (resumo das atividades que serão desenvolvidas pela empresa). A última etapa deste processo é a apresentação do empreendimento à banca examinadora. A divulgação do resultado será nos dias 1, 2 e 3 de novembro.
Durante o processo de incubação, os empresários participam de cursos nas áreas de mercadologia, consultorias em gestão, além de palestras e capacitações de administração financeira, marketing, produção, RH e inovação. O tempo médio de incubação é de dois anos e meio e pode chegar a três anos.
A Incubadora do Inatel já graduou 47 empresas. Atualmente, oito empreendimentos são residentes do programa e juntos tem um faturamento anual de R$ 850 mil.
(Fonte: Inatel em 06/09/2011)

Cinema em casa - Balzac e a Costureirinha Chinesa

Balzac e a Costureirinha Chinesa

Título original: (Balzac et la Petite Tailleuse Chinoise)
País/ano: (China, França)/2002
Direção: Dai Sijie
Elenco: Zhou Xun, Chen Kun, Liu Ye, Wang Shuangbao.
Duração: 116 min
Gênero: Drama

O filme "Balzac e a Costureirinha Chinesa" retrata a época da Revolução Cultural na China empreendida pelo presidente Mao Tsé-Tung, no fim do ano de 1968.
Diante da fome desencadeada pelo fracasso da campanha O Grande Salto para Frente, a equipe de governo maoísta decide culpar o capitalismo pelo caos chinês. As artes, a cultura, os intelectuais e, principalmente, suas influências são taxados como inimigos do povo chinês. Lançam então a Revolução Cultural para promover a reeducação socialista. Fecham todas as universidades do país e enviam os jovens estudantes para o campo onde estes deveriam aprender com os camponeses, através de muito trabalho forçado, qual deveria ser o caminho para a construção de uma nação forte.
É o que acontece com os jovens Luo (Chen Kun) e Ma (Liu Ye) que são enviados para uma vila no Tibet. Além de estudantes, eles são filhos de médicos e dentistas, burgueses inimigos do regime.
Os dois trabalham na lavoura e lutam contra a falta de preparo físico. O único alívio são as músicas tocadas por Ma em seu violino, mantido por causa da alegação de que Mozart compunha para o Presidente Mao.
A chegada de um alfaiate do vilarejo próximo, acompanhado de sua linda neta (Zhou Xun), altera definitivamente a rotina dos jovens. É através dela que descobrem que outro prisioneiro (Wang Hongwei), em reeducação na aldeia vizinha, esconde em seu quarto um baú cheio de livros proibidos. Eles conseguem roubá-lo e a amizade dos três se fortalece com as secretas sessões de leitura. Fascinada pelas histórias de Balzac, Alexandre Dumas, Dostoievski, Zola, Flaubert e outros clássicos, a jovem Costureirinha vive sua libertação pessoal e de pensamento.
"Balzac e a Costureirinha Chinesa" é uma crítica e uma advertência contra regimes totalitários que restringem a liberdade de expressão e mostra como a literatura pode ser fonte de libertação e promotora de mudanças.

Aviso aos navegantes - Biblioteca em nuvem para leitura sem limites

Biblioteca em nuvem para leitura sem limites

Se para alguns leitores ler é como estar nas nuvens, a analogia vai ganhar sentido literal a partir do dia 1 de outubro com o projeto Nuvem de Livros, da editora Gol. Nesta segunda-feira, na Bienal do Livro, os diretores do empreendimento apresentaram a biblioteca em cloud, um acervo que reunirá mais de 3 mil obras literárias disponibilizadas para milhões de leitores brasileiros.
A ideia consiste em oferecer a clientes de empresas parceiras do projeto a possibilidade de assinar por um determinado período não apenas um, mas todos os livros da biblioteca virtual. As obras armazenadas na nuvem poderão ser visualizadas em várias plataformas, mas o download não estará disponível. Empresas de telefonia, tecnologia, comunicação e outros setores fazem parte da parceria, entre elas o O GLOBO, cujo acervo também poderá ser acessado.
O escritor Antônio Torres, curador da Nuvem de Livros, explica que os leitores terão à disposição desde títulos clássicos até lançamentos.
— Todos poderão compartilhar patrimônios da Humanidade e literatura contemporânea. Da literatura brasileira, a nuvem terá autores como Machado de Assis, Euclides da Cunha e Guimarães Rosa. Além dos livros em português, teremos também títulos em espanhol e em inglês. Todo tipo de leitura que você possa imaginar estará disponível. Nós dizemos que para este projeto nem o céu é o limite — disse Torres.
O presidente do grupo Gol, Jonas Suassuna, afirma que o projeto surgiu depois de três anos de estudo e tem como objetivo principal a democratização da leitura. O acesso à biblioteca poderá ser semanal, ao custo de R$ 0,99 ou mensal, a R$ 4.
— Trata-se de uma plataforma extremamente democrática. As pessoas querem isso: informação, conteúdo. Assim que ela for lançada, 82 milhões de brasileiros terão contato com milhares de livros no mundo digital. A Nuvem de Livros também terá espaços exclusivos para professores e alunos, que poderão consultar aulas, cartilhas, vídeos, diversos materiais multimídia para usar em sala de aula.
Os estudantes também terão acesso a aulas de reforço, cursos de idiomas, excursões virtuais a museus e bibliotecas temáticas. O projeto chega para suprir a falta de bibliotecas no país, que, de acordo com o grupo Gol, atinge mais de 65% das escolas brasileiras e cerca de 15 milhões de alunos.
Até o momento a Nuvem de Livros já conta com 26 editoras brasileiras e três de língua espanhola, mas, de acordo com Suassuna, durante a Bienal outras casas editoriais já demonstraram interesse em disponibilizar suas obras. Na apresentação, Jorge Carneiro, presidente do grupo Ediouro, um dos parceiros do negócio, salientou as proporções que o projeto pode atingir:
— Esse tipo de iniciativa pode fazer uma Bienal como essa ser muito maior daqui a 10 anos, porque nós teremos muito mais editores envolvidos.
(Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/)

Persona - Luciano Pavarotti

Luciano Pavarotti, (Módena, 12 de Outubro de 1935 - Módena, 6 de Setembro de 2007)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Modos e modas - Como guardar botas

Como guardar botas

Frio acabando... Hora de guardar as roupas e sapatos de inverno. Veja só que boa ideia eu achei no blog Casa com decoração para manter os canos de suas botas sem marcas de dobras. É só higienizar garrafas PET e utilizá-las para que o cano das botas fique sempre esticadinho.

Na vitrola aqui de casa - Love of my life

Persona - Freddie Mercury

Farrokh Bulsara (Freddie Mercury) (Stone Town, 5 de Setembro de1946 - Londres, 24 de Novembro de 1991)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mário Quintana

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
(Mário Quintana)

Cinema em casa - Filhos do Paraíso

Filhos do Paraíso


Título original: (Bacheha-Ye aseman)
País/Ano: Irã/1997
Direção: Majid Majidi
Elenco: Mohammad Amir Naji, Amir Farrokh Hashemian, Bahare Seddiqi, Nafise Jafar-Mohammadi.
Duração: 88 min
Gênero: Drama

Uma ideia simples pode ser responsável por um filme belo e sensível é o que nos mostra o diretor Majid Majidi com o filme Filhos do Paraíso.
Ali (Amir Hashemian) é uma criança pobre que trabalha para ajudar à família e também estuda e é um dos melhores alunos. Um dia Ali perde o único par de sapatos da irmã, Zahra (Bahare Seddiqi), que estavam sendo restaurados e pede a ela para não contar aos pais. Ambos passam a dividir o tênis de Ali para irem à escola. Ali espera todo dia sua irmã chegar da escola para pegar o tênis e ir estudar. Ele descobre que a sua escola vai promover uma competição de atletismo cujo prêmio para o terceiro lugar é um par de tênis, e ele garante para Zahra que chegará somente em terceiro. O final não esperado nos faz pensar sobre a vida e o companheirismo.
Quem vence é a vida e o ser humano. Imperdível!!! Certamente você será mais humano depois de vê-lo.

Blog: Rê, tô com saudades de você.

Minas são muitas - Desterro do Melo

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Desterro do Melo

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro (Foto do Miguel)

Região: Campo das Vertentes
Padroeira: Nossa Senhora do Desterro
Festa da Padroeira: 17 de Fevereiro

Localização


História

Região habitada no passado por tribos indígenas ainda hoje não bem identificadas, provavelmente Carijós. O território onde está atualmente o município de Desterro do Melo foi descoberto pelo bandeirante paulista João Siqueira Afonso.
É mais conhecida esta Freguesia pelo nome de Melo do Desterro. Razão é que, em 1761, para aqui veio um português de nome José de Melo, que fixou residência nesta região. Trazia consigo um número elevado de familiares e empregados, e a construção de casas para abrigar este pessoal teria sido o embrião da sede municipal. Em 1761, o padre José Dias de Siqueira obteve a autorização para construir a capela do Desterro, na fazenda do Melo, na freguesia de Guarapiranga. Em 1830, foi criada a freguesia com a denominação de Melo do Desterro.
Ao correr do tempo, foi-se desenvolvendo o lugar, com a entrada dos bandeirantes, que vinham em busca do ouro, e posteriormente, famílias de italianos e portugueses vieram fixar residências neste município, ocupando-se do comércio ou da lavoura.

Datas Históricas

1771 – Povoado pertencente à Piranga.
1832- O povoado passa a pertencer a de São José do Xopotó - hoje Alto Rio Doce.
1836 – Passa a pertencer a Barbacena.
1842 – Criado o Distrito com a denominação de Desterro de Melo, subordinado ao município Barbacena.
1851 – O Distrito passa a pertencer a Mercês.
1854 – Passa a pertencer a Barbacena.
1871 - A Capela foi elevada a Freguesia sob a denominação invertida de Melo do Desterro.
1879 - Confirmou-se o Distrito, e voltando a inversão da denominação novamente para Desterro do Melo.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Desterro de Melo e desmembrado de Barbacena.

O município

Desterro do Melo é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3.015 habitantes. O município ocupa uma área de 142,27 Km².
Os principais produtos do município são gado bovino (para corte e para leite), queijo, banana, milho, feijão, carvão vegetal e cachaça.
A cidade faz parte do Roteiro da Estrada Real e tem grande potencial turístico.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.desterrodomelo.mg.gov.br)

Você sabia? - Como são escolhidos os nomes de furacões

Como são escolhidos os nomes de furacões

Os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 km/h e ao contrário do muita gente pensa, seus nomes não são somente femininos.
Os nomes dos furacões são escolhidos por um comitê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra. Para tempestades do Atlântico, o comitê mantém seis listas prontas com nomes que abrangem todas as letras do alfabeto, metade masculinos e metade femininos. As seis listas são mantidas em constante rotação. Por exemplo, a lista de nomes de 2010 será usada novamente em 2016.
Antigamente, os furacões não recebiam nomes próprios. Originalmente, os nomes eram dados de acordo com o nome do santo do dia em que tocavam a terra. Se dois furacões se formassem na mesma data, a mais recente tempestade tinha um sufixo incluso em seu nome. Por exemplo, o furacão San Felipe atingiu Porto Rico em 13 de setembro de 1876, e outra tempestade atingiu a área em 13 de setembro de 1928. A tempestade última foi nomeada de San Felipe II.
Depois, os estudiosos os classificavam por números ou pelo alfabeto fonético dos militares (uma palavra representa a letra que a inicia, por exemplo: Able equivale a A, Baker, a B e Charlie, a C). Deu certo apenas até 1953, quando o alfabeto fonético internacional foi remodelado, gerando confusões.
A partir daí, foram usados nomes femininos. Uma das versões para isso diz que, informalmente, os meteorologistas já batizavam os furacões em homenagem a suas namoradas e esposas. O primeiro furacão foi chamado Maria. Com o fortalecimento dos movimentos feministas na década de 1970, nomes masculinos também passaram a ser dados em 1978. Nomes femininos são usados em tempestades de número ímpar durante anos ímpares, enquanto os masculinos ficam para as tempestades de número ímpar em anos pares.
Todo ano, é usada uma das seis listas com 21 opções, cada uma começando com uma letra do alfabeto. As letras Q, U, X, Y e Z não são usadas, já que iniciam poucos nomes. A primeira tempestade tropical do ano recebe o nome que tem a letra A, enquanto a segunda recebe a letra B e assim por diante.
Quando um furacão causa muitos problemas, como destruição e mortes, seu nome é retirado da lista. O Katrina, por exemplo, de 2005, não aparecerá novamente por ter devastado a cidade de Nova Orleans.
Clique na imagem para ver em tamanho maior.


(Fontes: http://noticias.universia.com.br, http://www.apolo11.com, http://guiadoscuriosos.com.br/, http://noticias.terra.com.br)

Persona - Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de Setembro de 1886 – São Paulo, 17 de Janeiro de 1973)
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