quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mario Benedetti

Bem-vinda


Penso que vais chegar diferente
não exatamente mais linda
nem mais forte
nem mais dócil
nem mais prudente
só que vais chegar diferente
como se essa temporada sem me ver
tivesse te surpreendido também
talvez porque sabes
como te penso e te levo em conta

no fim das contas a melancolia existe
mesmo que não choremos nos embarques fantasmais
nem sobre as almofadas da ternura
nem sob o céu opaco

eu melancolio
tu melancolias
e como me aporrinha que ele melancolie

teu rosto é a vanguarda
talvez chega primeiro
porque eu o pinto nas paredes
com traços invisíveis e seguros

não esqueças que teu rosto
me olha como povo
sorri e enraivece e canta
como povo
e isso te dá uma luz
inapagável
agora não tenho dúvidas
vais chegar diferente e com marcas
com novas
com profundas
com franqueza

sei que vou te querer sem perguntas
sei que vais me querer sem respostas.
(Mario Benedetti)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Serviço - Inatel Cas@Viva realiza 5ª Passeata Ecológica

Inatel Cas@Viva realiza 5ª Passeata Ecológica

Com o objetivo de conscientizar a população santarritense sobre a importância do descarte correto de lixo eletrônico, a Cas@Viva, projeto do Inatel de alfabetização tecnológica para inclusão digital, realiza no dia 24 de setembro uma campanha com o tema "Lixo Eletrônico: Não Descarte essa Ideia".
O evento contará com a passeata ecológica de colaboradores, familiares e alunos do Inatel, da Cas@Viva e do projeto Educação Através do Esporte, a partir das 9h, do Inatel até a Praça Santa Rita. No local, será realizada coleta de todo tipo de lixo eletrônico como mouses, teclados, celulares e outros aparelhos eletrônicos de pequeno porte. Os materiais serão recolhidos das 10h às 17h.
Ao entregar o lixo eletrônico no posto de coleta, a pessoa ganha uma sacola ecológica personalizada. Este ato além de incentivar a entrega de materiais, tem como objetivo fazer com que a população reflita sobre novos hábitos de consumo consciente. Como por exemplo, a substituição de sacolas plásticas por sacolas de tecido, que podem ser utilizadas várias vezes.
De acordo com a coordenadora do Projeto Lixo Eletrônico, professora Débora Costanti Justino Ribeiro, esse tipo de atividade é importante para incentivar novos projetos de coleta de lixo eletrônico. "Em nossa região existem projetos de coleta de dejetos eletrônicos que começou a partir do dia da passeata do Inatel", disse.

Em 2011, a intenção é superar a quantidade de lixo eletrônico recolhida no ano passado

Na coleta do ano passado quase quatro toneladas de lixo eletrônico foram recolhidas e enviadas para uma empresa licenciada pelo Ibama, Fean e Conama, pois a maioria dos eletroeletrônicos possui substâncias tóxicas que não devem ser inaladas ou ingeridas e em contato com o solo, contaminam a terra e os lençóis freáticos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (35) 3471-9391 .

Persona - Sophia Loren

Sofia Villani Scicolone (Sophia Loren), (Roma, 20 de Setembro de 1934)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Em poucas palavras - Provérbio popular

Só se atira pedra em árvores que dão frutos. (Provérbio popular)

Dica de diversão - Sobre sonhos e esperança

Peça teatral retrata os dissabores da vida de um professor em texto baseado na obra de Paulo Freire

“Sobre sonhos e esperança” mostra como a pedagogia pode estimular a transformação social

O Instituto Nacional de Telecomunicações – Inatel, por intermédio do seu Programa Inatel Cultural, apresenta na noite desta sexta-feira, 16 de setembro, a peça teatral “Sobre sonhos e esperança”, do grupo teatral paulistano Cia. Arte Tangível. Com texto baseado nas reflexões de Paulo Freire, renomado educador brasileiro, o espetáculo aponta a pedagogia com importante instrumento de transformação social.
.
A peça
Tudo se passa numa sala de aula, onde o cenário simples, composto por carteiras escolares e uma lousa, vai se transformando e explodindo em camadas de significado simbólico. Uma professora de escola pública, atormentada pelo cotidiano da escola que assim se expressa: “Os alunos são uns ignorantes, são indisciplinados, falta-lhes concentração, motivação, por isso não aprendem nada!” Pressionada pela coordenação e pais de alunos, a professora sonha até em tirar uma licença médica permanente e não pisar mais na escola. Pensa até em fugir para um transatlântico e encontrar com o Roberto Carlos! É neste instante que surge a figura de Paulo Freire. O educador passa a acompanhar a professora no seu dia a dia escolar. A princípio a professora sente-se incomodada com sua presença e sonhos de uma educação transformadora. Aos poucos a professora deixa-se contagiar por novos valores e, extremamente entusiasmada com a infinidade de possibilidades que surgem a sua frente, passa a sonhar com soluções mágicas.
“Sobre sonhos e esperança” é escrita por Thomas Holesgrovre e Luciana Saul que conheceu Paulo Freire e seus pensamentos através de sua mãe, a educadora Ana Maria Saul, que trabalhou com ele durante 17 anos na PUC-SP.

Inatel Cultural
Teatro “Sobre sonhos e esperança”
Dia 16 de setembro, 20h, Teatro Inatel - Santa Rita do Sapucaí, MG
Entrada gratuita, por ordem de chegada, 30 minutos antes do início do espetáculo
Classificação etária: Não recomendada para menores de 8 anos
O Teatro Inatel possui capacidade para 820 pessoas, sendo 14 posições para cadeirantes.
Informações: inatelcultural@inatel.br - (35) 3471.9397


Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Hilda Hilstr

Para poder morrer


Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
(Hilda Hilst)

Persona - Grace Kelly

Grace Patricia Kelly (Filadélfia, 12 de Novembro de 1929 – Mônaco, 14 de Setembro de 1982)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As várias Canções do Exílio - 7 - Carlos Drummond de Andrade

Novamente Carlos Drummond de Andrade “viaja” pela Canção do Exílio no texto e no contexto. Ele não descreve o Brasil, mas o mundo que faz o olhar brasileiro enxergá-lo como algo que deixou de ser fascinante. O poeta cria um modo irônico de ver a decadência da europeia. É a criatura devorando o criador. Não apenas Portugal, mas todo o continente antes dominador.
A Europa, o doce exílio da intelectualidade brasileira, é caricaturada e aparece sem a grandiosidade colonial. Drummond faz caricaturas da França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Suíça, Rússia... Há quase que uma zombaria diante da destruição do poder da civilização. Não é necessário mais ser escravo das supercivilizações agora decadentes.
A ideia é a mesma da Canção do Exílio de Gonçalves Dias: a saudade da terra natal, independentemente da citação no final do poema. No poema Europa, França e Bahia do livro Alguma Poesia (1930), Drummond, através da palavra constrói o mundo ideal que lhe é mostrado por um novo olhar. Os mesmos olhos que lhe clareiam a memória são fechados para lhe fazer lembrar da “minha terra... / Ai terra que tem palmeira / onde canta o sabiá!”.

Europa, França e Bahia

Meus olhos brasileiros sonhando exotismos.
Paris. A torre Eiffel alastrada de antenas como um caranguejo.
Os cais bolorentos de livros judeus
e a água suja do Sena escorrendo sabedoria.

O pulo da Mancha num segundo.
Meus olhos espiam olhos ingleses vigilantes nas docas.

Tarifas bancos fábricas trustes craques.
Milhões de dorsos agachados em colônias longínquas formam um tapete
para sua Graciosa Majestade Britânica pisar.
E a lua de Londres como um remorso.

Submarinos inúteis retalham mares vencidos.
O navio alemão cauteloso exporta dolicocéfalos arruinados.
Hamburgo, umbigo do mundo.
Homens de cabeça rachada cismam em rachar a cabeça dos outros
dentro de alguns anos.

A Itália explora conscienciosamente vulcões apagados,
vulcões que nunca estiveram acesos
a não ser na cabeça de Mussolini.
E a Suíça cândida se oferece
numa coleção de postais de altitudes altíssimas.

Meus olhos brasileiros se enjoam da Europa.

Não há mais Turquia
O impossível dos serralhos esfacela erotismos prestes a deslanchar.
Mas a Rússia tem as cores da vida.
A Rússia é vermelha e branca.
Sujeitos com um brilho esquisito nos olhos criam o filme bolchevista
e no túmulo de Lenin em Moscou parece que um coração enorme
está batendo, batendo
mas não bate igual ao da gente...

Chega!
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos.
Minha boca procura a "Canção do Exílio".
Como era mesmo a "Canção do Exílio"?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade)

Minas são muitas - Cruzília

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Cruzília

Igreja Matriz de São Sebastião

Região: Sul
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

Cruzília teve os nomes de Encruzilhada, Cruz da Estrada e Cruziléia (estes dois últimos de curta duração).
Quando se tratou da revisão dos municípios brasileiros, verificou-se que a Encruzilhada do Sul (RS) era mais antiga que a Encruzilhada mineira, que teve que perder o nome para Cruz da Estrada. Tal, no entanto, não é verdade, pois o topônimo Encruzilhada, na região de Baependi, data da segunda metade do século XVIII, sendo, por isso mesmo, anterior à Encruzilhada gaúcha. O topônimo lembra duas estradas que ali se cruzavam, uma que ia ter Aiuruoca e Alagoa, outra a Carrancas e interior da Capitania. O nome Encruzilhada aparece desde os remotos anos de 1718/20, quando Francisco Martins, Diogo Pires, Tomé de Souza e Silva, Pedro da Silva Góis e Diogo Moreira, todos eles moradores em Encruzilhada, procuraram pagar os impostos devidos à Coroa, no antigo Distrito de Baependi.
Em 1726, aos 20 de dezembro, D. Lourenço de Almeida, governador mineiro, concede uma sesmaria a Manoel de Sá “que há dois anos, sem contradição alguma, está cultivando umas terras que até esse tempo nunca tiveram dono nem cultura no sertão que vai da Encruzilhada para Jeruoca” (Revista do Arquivo Público Mineiro de 1899, pág. 180). Recebeu légua e meia de testada para a parte de Aiuruoca e duas léguas de sertão, obrigando-se a cultivá-las no prazo de dois anos. Esse Manoel de Sá foi o primeiro dono do sítio da Encruzilhada, em cujas terras foi fundado o lugar. Isso consta dos registros paroquiais de Baependi, na especificação “assistentes no sítio da Encruzilhada”, desde o ano de 1732. Outros registros, posteriores, são mais claros na designação do lugar, que então ia crescendo.
Em 1800 já aparece o nome “bairro da Encruzilhada”, nos registros de Baependi.
Os primeiros habitantes da região foram os faiscadores de ouro vindos provavelmente da província de São Paulo, e que exploraram o ouro de aluvião encontrado nas encostas de morros nas margens de córregos da zona. Ainda hoje, constituem testemunhas da presença daqueles desbravadores várias escavações existentes nas margens de córregos do território municipal. Só após a fase de mineração de ouro, chegaram os primeiros agricultores e senhores de escravos.
Segundo a tradição, em 1858 estabeleceu-se no sopé de uma colina denominada “serrinha” aquele que iniciou o povoado. Trata-se do Capitão Manoel Domingues Maciel.
Em 15 de agosto de 1862, foi consagrada a primeira capela a São Sebastião.

Datas Históricas

1873 – Criado o Distrito com a denominação de Encruzilhada, subordinado ao município de Baependi.
1920 - Figura no município de Baependi o distrito com a denominação de São Sebastião da Encruzilhada.
1938 – O distrito de São Sebastião da Encruzilhada voltou a denominar-se Encruzilhada.
1943- Alterado o nome para Cruzilha.
1948 - Elevado à categoria de município com a denominação de Cruzília e desmembrado de Baependi.

O município

Cruzília é um município do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo de 2010, sua população era de 14.591 habitantes. Ocupa uma área de 522,41 Km².
Cruzília pertence ao Caminho Velho da Estrada Real e integra o chamado Circuito Turístico das Montanhas Mágicas da Mantiqueira. É conhecida por suas fazendas centenárias e por ser o berço dos cavalos da raça Mangalarga Marchador. Na Fazenda Campo Alegre, por volta de 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o "Barão de Alfenas", ganhou de D. João VI um garanhão da raça Alter Real e iniciou sua criação de cavalos, cruzando este garanhão com as éguas comuns de sua fazenda. Surgia aí a raça de cavalos mais cultuada do Brasil, cuja associação de criadores é atualmente a maior da América Latina. Cruzília conta com um dos melhores plantéis de cavalos da raça no Brasil, muitos deles vencedores de vários prêmios nacionais. Dezenas de haras estão espalhados pelo município, alguns em fazendas centenárias, carregadas de histórias e cultura.
Além disso, a qualidade dos móveis e dos queijos finos produzidos tornou o município uma referência nacional.
A indústria moveleira de Cruzília é uma das maiores de Minas Gerais, sendo uma importante geradora de empregos no município. Destaca-se pela alta qualidade dos móveis produzidos sob medida para todo o Brasil, abastecendo principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Os artesãos produzem verdadeiras obras-primas, como é o caso da cadeira e altar, em madeira, usados por sua santidade o Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil, em maio de 2007.
A fabricação de queijos finos de alta qualidade levou Cruzília à liderança do Ranking Nacional dos Melhores Queijos do Brasil em 2009 e novamente em 2010. A região de Cruzília é singular, pois é considerada como a que possui o melhor solo do Brasil para a produção de leite destinado a fabricação de queijos especiais. No município são produzidos diversos tipos de queijo, que se dividem em sete grupos: queijos de massa filada, queijos de massa cozida, queijos de massa semi-cozida, queijos de massa crua, queijos de mofo branco, queijos de mofo azul e queijos condimentados.
A pecuária está presente em Cruzília desde sua fundação, sendo a produção leiteira uma das práticas mais tradicionais no município. O comércio de insumos agrícolas também se destaca, bem como o cultivo de milho, feijão e batata, dentre outros.
Já a silvicultura é a atividade que mais se intensificou a partir da década de 2000, principalmente quanto ao plantio de eucalipto, fomentada por uma grande empresa de papel e celulose instalada na região.
Destaca-se também o beneficiamento de quartzito - "pedra São Thomé", como uma importante atividade no município.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.cruzilia.com, http://paroquiadecruzilia.com.br/, http://www.cruzilia.mg.gov.br)

Zenzando na rede

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