terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pátria Minas - CAMG – Cidade Administrativa de Minas Gerais

“Roubado” do blog da Maria Helena Rubinato.

CAMG - Cidade Administrativa de Minas Gerais

Sou mineiro um tanto ou quanto devagar. Ainda não conhecia a “Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves”, que o nosso ex-governador, Aécio – aliás, tão (ou mais) acariocado quanto eu – inaugurou em 2010. Estive em Beagá neste fim de semana e fui lá ver.
É um baita conjunto arquitetônico, projetado por Oscar Niemeyer para sediar o Governo de Minas. A bem dizer, a décima quarta obra do famoso arquiteto a enfeitar Belo Horizonte, desde o conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado nos anos 40 e principal cartão postal da cidade.
Não é que agora, setenta anos depois e com 102 anos de idade, Niemeyer resolve despachar para o primeiro mundo das maravilhas também a área norte de Belo Horizonte, cometendo ali a prodigiosa Cidade Administrativa mineira, com o Palácio Tiradentes ao centro, o maior prédio suspenso do mundo!
Do conjunto faz parte, ainda, dois edifícios, o “Minas” e o “Gerais” – confesso que achei esses nomes meio brincalhões, meio “dupla sertaneja”, mas deixa pra lá – sede de dezoito secretarias e vinte e cinco órgãos públicos, antes distribuídos em dezenas de endereços espalhados pela capital, centralizando a gestão, segundo dizem com grande economia de dinheiro público.
Nota dez até na ecologia do projeto: as águas da chuva escorrem para os dois lagos artificiais da parte externa do conjunto e servem para irrigar os jardins do entorno. Não se desperdiça água tratada.
Confesso que gostei muito de “conhecer pessoalmente” a portentosa sede do governo do meu Estado. Só uma particularidadezinha me fez filosofar de boteco. Caminhando pela sinuosidade dos jardins externos, e mesmo sem a certeza de que também eles sejam traços do grande Oscar, lembrei-me da conhecida declaração de amor de Niemeyer à linha curva: “Amo a linha curva, livre e sensual. A linha que encontro nos rios e montes de meu país, nas nuvens do céu, nas ondas do mar, no corpo da mulher amada (...) Das curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.
São, de fato, curvas todas as alamedas que circundam a “CAMG” - Cidade Administrativa de Minas Gerais. Do estacionamento ao Palácio, curvas. Do Palácio aos edifícios administrativos, curvas. Do estacionamento a esses, curvas. Para contornar o lago, curvas... Claro, uma beleza diante da qual também temos que nos curvar.
O problema é que na hora de caminhar sob a canícula do verão, os funcionários públicos mineiros acabam rendendo tributo indevido ao arquiteto franco-suíço, Le Corbusier que, ao contrário nosso Niemeyer, amava a linha reta. Constroem atalhos sobre a grama com a sola dos sapatos...
Achei um pouquinho irônico isto, mas nada demais. É só colocar umas lajotinhas ali, na rota dos apressados, que a grama cresce de novo. Interessa é que o conjunto ficou bonito que só vendo. Né por sê mineiro, não.
(José do Carmo Rodrigues)

Minas são muitas - Entre Folhas

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Entre Folhas

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário ( Foto do Márcio)

Região: Vale do Rio Doce
Padroeira: Nossa Senhora do Rosário.
Festa da Padroeira: 7 de Outubro

Localização


História

A despeito do desmembramento recente do município, o distrito de Entre Folhas é bastante antigo, datando a sua criação do século passado.
Por volta do período Imperial, ficava na rota do caminho para a Barra do Cuieté, para onde eram levados os criminosos condenados, e servia de pouso para os viajantes, mormente para a milícia imperial, que construíra uma de suas bases (quartel) na região. Esta base deu origem a uma localidade hoje denominada de Quartel do Sacramento, no município de Bom Jesus do Galho.
Conta-se que a denominação Entre Folhas se deveu ao fato de ser o ribeirão que banhava o local de pouso dos viajantes coberto de folhas, fato somente percebido no instante em que sentiam necessidade de encontrar água para suas montarias e para suas necessidades básicas.
Atribui-se a Porfírio Teixeira Maciel, o título de fundador do povoado, talvez por ter sido um dos primeiros a fixar residência naquelas paragens.
A partir de então o povoado de Entre Folhas começou a se desenvolver, obtendo sua plenitude em fins do século XIX e início do século XX, com a transferência para a região de famílias importantes vindos da Zona da Mata, especialmente do Tocantins e das proximidades de Juiz de Fora.
O povoado foi durante muito tempo polo de importância para a região, vindo a perder sua influência pela escolha de Caratinga como estação terminal da Estrada de Ferro Leopoldina, que tinha por objetivo dar vazão à produção agrícola da região. Com o declínio, o povoado veio a se transformar em Distrito do município de Caratinga, criado no final do século.

Datas Históricas

1890 – Criado o Distrito criado com a denominação de Entre Folhas, subordinado ao município de Manhuaçu.
1911 - Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Entre Folhas, figura no município de Caratinga.
1948 – O distrito passou a grafar Entre-Folhas e é reconduzido a categoria de sub-distrito de Caratinga.
1953 - É recriado o distrito com a grafia de Entre Folhas e anexado ao município de Caratinga.
1992 - Elevado á categoria de município com a denominação de Entre Folhas e desmembrado de Caratinga.

O município

Entre Folhas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 5.175 habitantes. Ocupa uma área de 85,20 Km².
A principal atividade econômica desenvolvida no município é a agropecuária, sobretudo o cultivo do café e hortifrutigranjeiras.
As marcas históricas de Entre Folhas permanecem estampadas nos casarões centenários espalhados por toda a cidade. O sino de bronze doado por Dom Pedro II, trazendo o selo da casa de Bragança, é ostentado com orgulho pela Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário e admirado pelos visitantes.
(Fonte: IBGE)

Blog: Faltam 791 municípios.

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Carlos Drummond de Andrade

Acordar, viver


Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.
(Carlos Drummond de Andrade)

Persona - Pablo Picasso

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso (Málaga, 25 de Outubro de 1881 - Mougins, 8 de Abril de 1973)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Minas são muitas - Caratinga

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Caratinga

Igreja Matriz de São João Batista (Foto do Márcio)

Região: Vale do Rio Doce
Padroeiro: São João Batista
Festa do Padroeiro: 24 de Junho

Localização


História

Os elementos sobre as origens do povoamento da região em que está situado o município de Caratinga, mencionam o nome de Domingos Fernandes Lana, natural de Araponga, município de Viçosa, como o primeiro a penetrar na mata imensa que então se estendia, desconhecida e misteriosa, por aquelas paragens. Viera ele provavelmente acompanhado de amigos, serviçais ou escravos e até mesmo de silvícolas catequizados, à procura de poaia - ipecacuanha, planta cuja raiz é utilizada para fazer chás e remédios. A planta era abundante na região e possuía grande valor comercial e que por ali abundava. Tendo vindo em princípios de 1841, permaneceu com seus companheiros na faina lucrativa da extração da preciosa raiz até meados de 1847, tomando depois destino ignorado.
Com a retirada dos “poaieiros”, assim chamados aqueles desbravadores, espalhou-se a notícia das grandes riquezas da região e das facilidades de suas conquistas, apontando-se para isto, entre outras vantagens, a de serem habitadas por bugres de índole mansa, que não ofereciam dificuldades à catequese.
Entre os sabedores desses fatos, João Caetano do Nascimento, João Antônio e Oliveira e José da Silva foram os primeiros a se deixarem atrair pelas notícias das grandes riquezas existentes e para lá se dirigiram entre os anos de 1847 e 1848, supondo-se tenham vindo de Mariana, Ponte Nova, Viçosa ou talvez de lugares mais longínquos. Trouxeram bagagem, animais de custeio, família e serviçais, com o intuito de se estabelecerem no meio. Não o fizeram, porém, desde logo, deixando mulheres e filhos menores abrigados em habitações provisórias, com o fim de percorrerem extensões mais vastas do território, à procura de local que melhores condições oferecessem a uma fixação definitiva.
Continuaram assim pela mata dentro, ao longo do rio Caratinga. Ganharam os cursos dos rios Manhuaçu, João Pinto e Cuieté, até chegar ao Rio Doce. Estranharam o clima do rio Cuieté, cujas condições desfavoráveis não puderam suportar e eis que lhes chegam notícias de que as melhores regiões da mata encontravam-se às margens dos rios Preto e Jacutinga. Somente João Caetano tratou de voltar logo à região indicada, enquanto os dois outros tomavam direções diversas. João Antônio de Oliveira seguiu para os lados do Gavião ou Santana do Tabuleiro, encaminhando-se depois para Santa Helena do Manhuaçu, hoje Caputira, São Pedro da Cabeluda, Sacramento, Matipó e Abre Campo. De João José da Silva, a respeito do qual nada de positivo adiantaram os informes obtidos, tenha se orientando para as bandas da Sapucaia, São Silvestre, Ribeirão do Boi (Entre Folhas) e Quartel do Sacramento, para ganhar novamente a povoação do Cuieté.
Em sua viagem de regresso tratou João Caetano do Nascimento de atingir as nascentes dos rios Laje e Preto, fixando-se de vez em um dos contrafortes da serra que mais tarde ficou chamada Serra da Jacutinga. Deu início então à derrubada das matas e preparou terras para a cultura de cereais, legitimou, destarte, como posseiro o seu direito sobre imensas sesmarias, não esquecendo parentes e amigos que mandou chamar a virem participar com ele na exploração das novas terras.
Surgiu assim a povoação, cujo rápido desenvolvimento valeu-lhe a criação do Conselho Distrital em junho de 1848.

Origem do nome

A denominação do município Caratinga, de origem indígena, (cará=cará / tinga = branco) é uma referência à abundância desse tubérculo comestível na região desde a época em que ela era ocupada pelos índios aimorés.

Datas Históricas

1873 – Criado o Distrito criado com a denominação de São João do Caratinga, subordinado ao município de Manhuaçu.
1890 - Elevado á categoria de vila com a denominação de Caratinga e desmembrado de Manhuaçu.
1892 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Caratinga.

O município

Caratinga é um município do estado de Minas Gerais. Ocupa uma área de 1 258,77 km². Em 2010, sua população era de 85.239 habitantes.
Em 1930, a cidade começou a sentir o progresso com a instalação da estrada de ferro Leopoldina e nos anos 50 foi implantado o escritório do Instituto Brasileiro do Café, que consistiu em um ponto de partida para que a cidade se tornasse polo da cafeicultura. Em Caratinga, o café tem forte sabor e consistência, cultivado em áreas montanhosas, portanto é classificado como "café das montanhas".
Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como a Pedra Itaúna, importante para a prática de esportes radicais, e a Praça Cesário Alvim e seu coreto, feito em 1980, planejado por Oscar Niemeyer.
A cidade tem vários atrativos naturais, como cachoeiras e partes da Mata Atlântica ainda em seu estado natural, onde é encontrado o muriqui também é conhecido por mono-carvoeiro.
(Fontes: IBGE, http://www.caratinga.mg.gov.br/, http://www.caratinga.com.br/)

Blog: Estou tentando postar as 853 cidades mineiras. Faltam 792. Se você tiver foto de alguma igreja matriz de cidades ainda não postadas, ficarei grata se enviá-la para o e-mail do blog ninitelles@gmail.com.

sábado, 22 de outubro de 2011

Em poucas palavras - Albert Schweitzer

Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma. (Albert Schweitzer)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aviso aos navegantes - Vinícius Virtual

Vinícius Virtual

Organizada pela neta de Vinícius, Mariana de Moraes, a nova página traz detalhes da obra do artista. O leitor pode contribuir indicando imagens, textos e opiniões. Vale a pena conferir aqui.

Persona - Vinícius de Moraes

Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes (Rio de Janeiro, 19 de Outubro de 1913 - Rio de Janeiro, 9 de Julho de 1980)

Santa Rita é notícia - Comitiva de Cornélio Procópio conhece modelo de parque tecnológico mineiro

Comitiva de Cornélio Procópio conhece modelo de parque tecnológico mineiro

A cidade de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, é conhecida como Vale da Eletrônica por abrigar centros educacionais e empresas do segmento, além de um parque tecnológico que serve como referência para outras cidades. No último domingo, dia 16 de outubro, 18 representantes de um comitê que discute empreendedorismo e inovação em Cornélio Procópio participaram de uma visita técnica à cidade mineira, com a intenção de conhecer o projeto inovador e utilizá-lo como modelo no Paraná.
O Parque Tecnológico de Cornélio Procópio foi lançado em agosto, para promover o desenvolvimento regional por meio da união de empresas, universidades, governo e sociedade civil. Segundo a consultora do Sebrae/PR, Simone Milan Shavarski, uma das integrantes do comitê, os parques tecnológicos são um instrumento bastante utilizado em países desenvolvidos para dinamizar a economia regional e nacional e que está começando a ser implantado em maior escala nos países em desenvolvimento.
“O papel principal de um parque tecnológico é criar um ambiente favorável à inovação tecnológica, fator indispensável para o crescimento de micro e pequenas empresas”, diz. Para Simone Shavarski, a realização da visita técnica é uma das ações promovidas pelo comitê em Cornélio Procópio, para estreitar o relacionamento com os profissionais que estão à frente do Parque Tecnológico em Santa Rita do Sapucaí. “Isso possibilita a formação de uma ‘indústria do conhecimento’ forte e competitiva no norte do Paraná.”
“Acreditamos que agregar tecnologia e inovação ao setor industrial, agrícola e de serviços é uma forma de fomentar o empreendedorismo, gerador de empregos e renda para os municípios da região”, acrescenta Simone Shavarski.

História

O Sebrae/PR é um dos integrantes do Comitê de Empreendedorismo e Inovação de Cornélio Procópio, que tem como objetivo disseminar a cultura do empreendedorismo e da inovação. A ação visa integrar as universidades, a comunidade e as empresas.
Nesse contexto, o Sebrae/PR, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio/PR) e Associação Comercial e Empresarial de Cornélio Procópio (ACECP) conceberam a criação do Parque Tecnológico de Cornélio Procópio.
Parques tecnológicos são instituições híbridas que abrigam simultaneamente empresas inovadoras, direcionadas pela lógica de mercado; e instituições de ciência e tecnologia que possuem missões relacionadas à educação e produção de conhecimento científico.
“Os parques tecnológicos contribuem com o desenvolvimento regional à medida que apresentam para a comunidade novas tecnologias e realizam um intercâmbio de conhecimento entre o ambiente empresarial e acadêmico”, reforça Simone Shavarski, do Sebrae/PR.
José Geraldo de Souza, presidente da Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), comenta que o Parque Tecnológico de Santa Rita de Sapucaí tirou a cidade do anonimato em razão da promoção do desenvolvimento econômico, social, tecnológico e ambiental no Vale da Eletrônica. “Nosso Parque Tecnológico contaminou toda uma comunidade com o espírito do empreendedorismo e da inovação”, ressalta.
Ele destaca que a Santa Rita do Sapucaí possui referências históricas comuns a Cornélio Procópio e que por essa razão os municípios podem ser considerados “cidades-irmãs”. O objetivo é criar relações e mecanismos protocolares, essencialmente em nível econômico e cultural, por meio dos quais municípios ou vilas de áreas geográficas ou políticas distintas estabelecem laços de cooperação.
“Nesse momento, aplaudimos a criação do Parque Tecnológico de Cornélio Procópio e apoiamos a criação e o desenvolvimento desse empreendimento”, afirma o presidente da Inatel.
(Fonte: http://www.pautas.incorporativa.com.br/a-mostra-release.php?id=4843)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aviso aos navegantes - Memória Viva

Memória Viva

Bibliografias legais de escritores, artistas, políticos, etc. Memória da imprensa. Um ótimo passeio pelo cultura brasileira. Reavive a memória aqui.

Na vitrola aqui de casa - Meu bem, meu mal

Fragmentos - “A descoberta do mundo”

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo." (Clarice Lispector em “A descoberta do mundo”)
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