Outro dia vi, no Facebook, uma dica de como receber livros infantis grátis através do site do Itaú. Há alguns anos já tinha participado de outra promoção da instituição e sabia que realmente funcionava. Fiz meu cadastro e, em aproximadamente uma semana, minha filhota ganhou mais três livros: Chapeuzinho Amarelo (vamos doar para uma creche, porque esse ela já tinha), A Festa no Céu e Adivinha Quanto Eu Te Amo. Basta entrar no link www.itau.com.br/itaucrianca, fazer o cadastro e esperar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dica de leitura - Itaú
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Dica de Leitura
Zenzando na rede
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As várias Canções do Exílio - 9 - Mário Quintana
O poeta gaúcho Mário Quintana também fez uma releitura da Canção do Exílio de Gonçalves Dias. No poema “Uma Canção”, de 1962, não há o exílio físico, mas um olhar crítico em relação a sua terra. É o se sentir exilado na sua própria terra, no lugar “onde?” e no tempo “agora?”. Por não se adaptar nem ao lugar e nem à realidade acaba por negar as palmeiras e os sabiás e, assim, “As aves invisíveis cantam em palmeiras que não há”.
Finalmente constata que se a terra é ingrata também é ingrato o filho, e passa a cantar a Canção do Exílio mesmo estando em seu torrão natal.
Uma Canção
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Cada qual com sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra "onde"?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!
(Mário Quintana)
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As várias Canções do Exílio
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Gostei... - De Steve.Jobs@com para Dilma@gov
De Steve.Jobs@com para Dilma@gov
Elio Gaspari, O Globo
Senhora presidente,
Elio Gaspari, O Globo
Senhora presidente,
Eu pensei em escrever para a senhora em duas ocasiões. Na primeira, quando a sua burocracia tributária disse que o iPad não era um computador, porque não tinha teclado. Nunca ouvi tamanha besteira. Na segunda, quando soube que a senhora usava um iPad (achou o teclado?).
Desisti porque algum Bozo diria que estava defendendo meus interesses. Resolvi fazê-lo agora porque vim para cá e acaba de ser publicada por aí a minha biografia, escrita pelo Walter Isaacson. Eu acho que ele foi bonzinho. Diz 34 vezes que eu tenho um "campo de distorção da realidade". Maneira elegante para mostrar que fui um refinado mentiroso.
A senhora já se deu conta de que, no Brasil, eu e os meus produtos somos tratados como estorvos? Por causa dos impostos os iPods, os iPhones e os iPads vendidos na sua terra são os mais caros do mundo.
Quem traz um MacAir na volta de uma viagem paga R$ 650 de impostos. Se trouxer máquina fotográfica, paga nada. Mais: pode comprar, no desembarque, US$ 500 de bebidas alcoólicas. Vocês importam mais lixo e roupas usadas do que computadores Apple.
Agora mesmo, a Foxconn negocia com seu governo a montagem de iPads no Brasil. Não acompanho essa conversa, mas o Alan Turing (aquele gênio gay que se matou comendo uma maçã com cianeto) me contou uma história de "transferência de tecnologia" e percentagem de componentes nacionais.
Isso é bullshit. Transferimos o que nos convém transferir, desde que a produção brasileira tenha preços competitivos. Fora disso, nem pensar.
A senhora tem no Brasil uma artilharia de interesses que atrasaram o progresso do país em vinte anos na área dos computadores (hoje o atraso está nuns dez). Lembra da "reserva de mercado"? Até meados dos anos 80, seria mais fácil para mim entrar no Brasil com um pacote de pastilhas de LSD do que com um Mac.
Enquanto isso, alguns bobalhões montaram em São Paulo um galpão para clonar minhas máquinas. Garantiram-me que a senhora defendia essa maluquice. Não acredito.
Eu soube que há prefeituras comprando lotes de iPads. Falam até num projeto de um tablet (seja lá de quem for) para cada um dos 7 milhões de estudantes brasileiros. Não permita isso, dona Dilma, eles não querem melhorar a educação, querem rapinar os contribuintes. Seu programa de Um Computador por Aluno é um engano administrativo a serviço da marquetagem política e do bem-estar dos fornecedores.
Outro dia pararam de pagar a capacitação de professores, mas continuaram a pagar as máquinas. Seu governo quer levar computadores para as escolas? Treine os mestres, dê um bônus a cada família e ela compra a máquina que quiser.
A senhora já notou como o mercado de e-books brasileiros está atrasado? Pois pense no tamanho do negócio dos livros didáticos. Seu programa de distribuição gratuita desses livros é o maior do mundo, depois do chinês. Imagine esse mercado dentro de dez anos, quando os tablets escolares custarem menos de US$ 50.
Façamos de conta que estamos na Apple. Esse cenário pedirá novos produtos, novas editoras e novos modelos de livros. Eu faria assim: ponha dois sujeitos para pensar só nisso. Um para projetar boas ideias. Outro para enxotar más ideias trazidas por bons amigos.
Atenciosamente
Steve Jobs.
Persona - Milton Nascimento
Na vitrola aqui de casa - Escrito nas estrelas
Blog: Em 1985, no dia 26 de Outubro, essa música ganhava o Festival dos Festivais da TV Globo.Teve minha torcida.
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Na vitrola aqui de casa
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Santa Rita é notícia - No Sul de Minas, exportar é o negócio
No Sul de Minas, exportar é o negócio
340 empresas que exportam de café a produtos eletroeletrônicos e mobilizam a economia na segunda região mais rica do Estado.
A exportação é um grande negócio do Sul de Minas. A região é a segunda maior exportadora do estado e tem aumentado sua participação nas vendas ao exterior graças à uma indústria diversificada e à boa qualidade do café que produz. Em 2010, os embarques somaram US$ 3,8 bilhões, um crescimento de 37,4% em comparação com 2009. Um escrete de 340 empresas mobiliza esse mercado, exportando café e derivados, produtos metalúrgicos, material de transporte e componentes, minérios, eletroeletrônicos e uma variedade de outros produtos. Entre as estrelas desse time está a Cooxupé, cooperativa regional dos cafeicultores de Guaxupé que, sozinha, embarcou US$ 348 milhões no ano passado. "A demanda por café no mercado internacional cresceu muito no último ano", diz Lúcio de Araújo Dias, superintendente comercial da cooperativa.
Toda vez que o mercado do café entra em alta, o Sul de Minas festeja. Afinal, a região concentra 50% da produção mineira de café, ou 25% da produção nacional. Além disso, o solo e o clima de montanha da serra da Mantiqueira contribuem para a produção de cafés especiais, que concorrem com os melhores do mundo e são muito apreciados pelos consumidores da Itália, do Japão e dos Estados Unidos. Em Carmo de Minas, Ralph de Castro, produtor e presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), conta que praticamente todo o grão que sai de lá vai para fora do país. “Só para a italiana Illy, vendemos 10 mil dos 50 mil sacos de café especial que produzimos em 2011."
A produção de cafés especiais tem atraído cada vez mais produtores, pois os preços são recompensadores. Um saco de 60 kg de café comum é vendido a R$ 480 enquanto o especial alcança R$ 600 ou mais -- em Carmo de Minas, um saco de café premiado num concurso da Emater chegou a ser vendido por R$ 8.100.
Alguns produtores miraram o consumidor final e apostam nos cafés gourmets, como fez o Café Unique, que acaba de inaugurar uma cafeteria em São Lourenço, onde serve os cafés cítricos, frutados e blends. Com a industrialização, 50 quilos do produto saem a R$ 9 mil, calculados a partir do número de xícaras. A idéia é estimular o consumo de cafés gourmets pelos turistas. “Desde 2009 oferecemos a eles a rota do café", diz Hélcio Júnior, diretor comercial da Unique Cafés. Só em 2010, São Lourenço recebeu 600 mil turistas. É o segundo maior pólo hoteleiro de Minas.
Na agricultura, ao lado das atividades econômicas tradicionais, o Sul de Minas também trabalha para abrir novas frentes. É o que vem ocorrendo em Maria da Fé, Delfim Moreira e outros 38 municípios, onde produtores investem no cultivo das oliveiras, de olho do promissor mercado do azeite. Nilton Caetano de Oliveira, gerente da Empresa de Pesquisa e Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e presidente da Associação dos Olivivultores dos contrafortes da Mantiqueira, conta que em 2005 só existiam 500 plantas na região. Hoje, são 300 mil, plantadas em 600 hectares. “Em 2010 produzimos 2 toneladas de azeite. A expectativa é que em 2015 essa produção seja de 600 mil toneladas.
Segunda região mais rica do estado, dona de um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,86 bilhões, correspondente a 14,3% do PIB estadual, o Sul se beneficia de sua localização privilegiada, próxima da região Central do estado e também de São Paulo, o que explica a presença de grandes empresas, como Helibrás, em Itajubá, única fabricante de helicópteros da América do Sul, Philips, Walita e Alstom, e a multiplicidade de pequenas e médias empresas.
O Polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí (Itajubá, Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Varginha), é o principal do estado. São mais de 230 empresas, a maioria de pequeno e médio porte, com faturamento anual de R$ 3 bilhões. Elas produzem equipamentos de telecomunicações, informática, automação industrial e comercial, equipamentos industriais, e prestação de serviços. Empresas como a Qualitronix (fabricante de reatores, relés fotoelétricos e dimmers) são uma amostra de como a proximidade dos grandes mercados consumidores estimula a economia local. “Este ano, nosso faturamento vai crescer 20%”, diz Anicheler Ribeiro Simões Santos, gerente comercial da Qualitronix, que vendeu R$ 6 milhões no ano passado e atribui esse crescimento ao aquecimento da construção civil.
Além de favorecer a indústria, a proximidade com São Paulo representa uma vantagem para o setor do turismo. Localizado no Vale Verde, o município mudou de cara nos últimos cinco anos, período no qual viu sua principal atividade econômica, a agricultura, ser substituída pelo turismo. São 725 leitos, distribuídos por 94 hotéis e pousadas. A cidade tem 30 restaurantes e recebe uma média de 2.500 turistas a cada fim de semana de alta temporada. O crescimento em comparação com 2005 é de 50%. Fernanda Kurebyashi deixou o mercado financeiro paulista e há nove anos mudou-se de mala e cuia para Gonçalves, onde aposta no negócio das geléias com especiarias. "Quando começamos aqui comprávamos um saco de açúcar no supermercado. Hoje, compramos 50 sacos de açúcar orgânico a cada 15 dias. O turismo mudou a realidade aqui."
(Fonte: Zulmira Furbino – Estado de Minas em 19/10/2011)
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Pátria Minas - CAMG – Cidade Administrativa de Minas Gerais
“Roubado” do blog da Maria Helena Rubinato.
CAMG - Cidade Administrativa de Minas Gerais

Sou mineiro um tanto ou quanto devagar. Ainda não conhecia a “Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves”, que o nosso ex-governador, Aécio – aliás, tão (ou mais) acariocado quanto eu – inaugurou em 2010. Estive em Beagá neste fim de semana e fui lá ver.
É um baita conjunto arquitetônico, projetado por Oscar Niemeyer para sediar o Governo de Minas. A bem dizer, a décima quarta obra do famoso arquiteto a enfeitar Belo Horizonte, desde o conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado nos anos 40 e principal cartão postal da cidade.
Não é que agora, setenta anos depois e com 102 anos de idade, Niemeyer resolve despachar para o primeiro mundo das maravilhas também a área norte de Belo Horizonte, cometendo ali a prodigiosa Cidade Administrativa mineira, com o Palácio Tiradentes ao centro, o maior prédio suspenso do mundo!
Do conjunto faz parte, ainda, dois edifícios, o “Minas” e o “Gerais” – confesso que achei esses nomes meio brincalhões, meio “dupla sertaneja”, mas deixa pra lá – sede de dezoito secretarias e vinte e cinco órgãos públicos, antes distribuídos em dezenas de endereços espalhados pela capital, centralizando a gestão, segundo dizem com grande economia de dinheiro público.
Nota dez até na ecologia do projeto: as águas da chuva escorrem para os dois lagos artificiais da parte externa do conjunto e servem para irrigar os jardins do entorno. Não se desperdiça água tratada.
Confesso que gostei muito de “conhecer pessoalmente” a portentosa sede do governo do meu Estado. Só uma particularidadezinha me fez filosofar de boteco. Caminhando pela sinuosidade dos jardins externos, e mesmo sem a certeza de que também eles sejam traços do grande Oscar, lembrei-me da conhecida declaração de amor de Niemeyer à linha curva: “Amo a linha curva, livre e sensual. A linha que encontro nos rios e montes de meu país, nas nuvens do céu, nas ondas do mar, no corpo da mulher amada (...) Das curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.
São, de fato, curvas todas as alamedas que circundam a “CAMG” - Cidade Administrativa de Minas Gerais. Do estacionamento ao Palácio, curvas. Do Palácio aos edifícios administrativos, curvas. Do estacionamento a esses, curvas. Para contornar o lago, curvas... Claro, uma beleza diante da qual também temos que nos curvar.
O problema é que na hora de caminhar sob a canícula do verão, os funcionários públicos mineiros acabam rendendo tributo indevido ao arquiteto franco-suíço, Le Corbusier que, ao contrário nosso Niemeyer, amava a linha reta. Constroem atalhos sobre a grama com a sola dos sapatos...
Achei um pouquinho irônico isto, mas nada demais. É só colocar umas lajotinhas ali, na rota dos apressados, que a grama cresce de novo. Interessa é que o conjunto ficou bonito que só vendo. Né por sê mineiro, não.
(José do Carmo Rodrigues)
Minas são muitas - Entre Folhas
“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)
Entre Folhas

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário ( Foto do Márcio)
Padroeira: Nossa Senhora do Rosário.
Festa da Padroeira: 7 de Outubro
Localização

História
A despeito do desmembramento recente do município, o distrito de Entre Folhas é bastante antigo, datando a sua criação do século passado.
Por volta do período Imperial, ficava na rota do caminho para a Barra do Cuieté, para onde eram levados os criminosos condenados, e servia de pouso para os viajantes, mormente para a milícia imperial, que construíra uma de suas bases (quartel) na região. Esta base deu origem a uma localidade hoje denominada de Quartel do Sacramento, no município de Bom Jesus do Galho.
Conta-se que a denominação Entre Folhas se deveu ao fato de ser o ribeirão que banhava o local de pouso dos viajantes coberto de folhas, fato somente percebido no instante em que sentiam necessidade de encontrar água para suas montarias e para suas necessidades básicas.
Atribui-se a Porfírio Teixeira Maciel, o título de fundador do povoado, talvez por ter sido um dos primeiros a fixar residência naquelas paragens.
A partir de então o povoado de Entre Folhas começou a se desenvolver, obtendo sua plenitude em fins do século XIX e início do século XX, com a transferência para a região de famílias importantes vindos da Zona da Mata, especialmente do Tocantins e das proximidades de Juiz de Fora.
O povoado foi durante muito tempo polo de importância para a região, vindo a perder sua influência pela escolha de Caratinga como estação terminal da Estrada de Ferro Leopoldina, que tinha por objetivo dar vazão à produção agrícola da região. Com o declínio, o povoado veio a se transformar em Distrito do município de Caratinga, criado no final do século.
Datas Históricas
1890 – Criado o Distrito criado com a denominação de Entre Folhas, subordinado ao município de Manhuaçu.
1911 - Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Entre Folhas, figura no município de Caratinga.
1948 – O distrito passou a grafar Entre-Folhas e é reconduzido a categoria de sub-distrito de Caratinga.
1953 - É recriado o distrito com a grafia de Entre Folhas e anexado ao município de Caratinga.
1992 - Elevado á categoria de município com a denominação de Entre Folhas e desmembrado de Caratinga.
O município
Entre Folhas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 5.175 habitantes. Ocupa uma área de 85,20 Km².
A principal atividade econômica desenvolvida no município é a agropecuária, sobretudo o cultivo do café e hortifrutigranjeiras.
As marcas históricas de Entre Folhas permanecem estampadas nos casarões centenários espalhados por toda a cidade. O sino de bronze doado por Dom Pedro II, trazendo o selo da casa de Bragança, é ostentado com orgulho pela Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário e admirado pelos visitantes.
(Fonte: IBGE)
Blog: Faltam 791 municípios.
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Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Carlos Drummond de Andrade
Acordar, viver

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
(Carlos Drummond de Andrade)
Persona - Pablo Picasso

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso (Málaga, 25 de Outubro de 1881 - Mougins, 8 de Abril de 1973)
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Minas são muitas - Caratinga
“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)
Caratinga

Igreja Matriz de São João Batista (Foto do Márcio)
Padroeiro: São João Batista
Festa do Padroeiro: 24 de Junho
Localização

História
Os elementos sobre as origens do povoamento da região em que está situado o município de Caratinga, mencionam o nome de Domingos Fernandes Lana, natural de Araponga, município de Viçosa, como o primeiro a penetrar na mata imensa que então se estendia, desconhecida e misteriosa, por aquelas paragens. Viera ele provavelmente acompanhado de amigos, serviçais ou escravos e até mesmo de silvícolas catequizados, à procura de poaia - ipecacuanha, planta cuja raiz é utilizada para fazer chás e remédios. A planta era abundante na região e possuía grande valor comercial e que por ali abundava. Tendo vindo em princípios de 1841, permaneceu com seus companheiros na faina lucrativa da extração da preciosa raiz até meados de 1847, tomando depois destino ignorado.
Com a retirada dos “poaieiros”, assim chamados aqueles desbravadores, espalhou-se a notícia das grandes riquezas da região e das facilidades de suas conquistas, apontando-se para isto, entre outras vantagens, a de serem habitadas por bugres de índole mansa, que não ofereciam dificuldades à catequese.
Entre os sabedores desses fatos, João Caetano do Nascimento, João Antônio e Oliveira e José da Silva foram os primeiros a se deixarem atrair pelas notícias das grandes riquezas existentes e para lá se dirigiram entre os anos de 1847 e 1848, supondo-se tenham vindo de Mariana, Ponte Nova, Viçosa ou talvez de lugares mais longínquos. Trouxeram bagagem, animais de custeio, família e serviçais, com o intuito de se estabelecerem no meio. Não o fizeram, porém, desde logo, deixando mulheres e filhos menores abrigados em habitações provisórias, com o fim de percorrerem extensões mais vastas do território, à procura de local que melhores condições oferecessem a uma fixação definitiva.
Continuaram assim pela mata dentro, ao longo do rio Caratinga. Ganharam os cursos dos rios Manhuaçu, João Pinto e Cuieté, até chegar ao Rio Doce. Estranharam o clima do rio Cuieté, cujas condições desfavoráveis não puderam suportar e eis que lhes chegam notícias de que as melhores regiões da mata encontravam-se às margens dos rios Preto e Jacutinga. Somente João Caetano tratou de voltar logo à região indicada, enquanto os dois outros tomavam direções diversas. João Antônio de Oliveira seguiu para os lados do Gavião ou Santana do Tabuleiro, encaminhando-se depois para Santa Helena do Manhuaçu, hoje Caputira, São Pedro da Cabeluda, Sacramento, Matipó e Abre Campo. De João José da Silva, a respeito do qual nada de positivo adiantaram os informes obtidos, tenha se orientando para as bandas da Sapucaia, São Silvestre, Ribeirão do Boi (Entre Folhas) e Quartel do Sacramento, para ganhar novamente a povoação do Cuieté.
Em sua viagem de regresso tratou João Caetano do Nascimento de atingir as nascentes dos rios Laje e Preto, fixando-se de vez em um dos contrafortes da serra que mais tarde ficou chamada Serra da Jacutinga. Deu início então à derrubada das matas e preparou terras para a cultura de cereais, legitimou, destarte, como posseiro o seu direito sobre imensas sesmarias, não esquecendo parentes e amigos que mandou chamar a virem participar com ele na exploração das novas terras.
Surgiu assim a povoação, cujo rápido desenvolvimento valeu-lhe a criação do Conselho Distrital em junho de 1848.
Origem do nome
A denominação do município Caratinga, de origem indígena, (cará=cará / tinga = branco) é uma referência à abundância desse tubérculo comestível na região desde a época em que ela era ocupada pelos índios aimorés.
Datas Históricas
1873 – Criado o Distrito criado com a denominação de São João do Caratinga, subordinado ao município de Manhuaçu.
1890 - Elevado á categoria de vila com a denominação de Caratinga e desmembrado de Manhuaçu.
1892 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Caratinga.
O município
Caratinga é um município do estado de Minas Gerais. Ocupa uma área de 1 258,77 km². Em 2010, sua população era de 85.239 habitantes.
Em 1930, a cidade começou a sentir o progresso com a instalação da estrada de ferro Leopoldina e nos anos 50 foi implantado o escritório do Instituto Brasileiro do Café, que consistiu em um ponto de partida para que a cidade se tornasse polo da cafeicultura. Em Caratinga, o café tem forte sabor e consistência, cultivado em áreas montanhosas, portanto é classificado como "café das montanhas".
Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como a Pedra Itaúna, importante para a prática de esportes radicais, e a Praça Cesário Alvim e seu coreto, feito em 1980, planejado por Oscar Niemeyer.
A cidade tem vários atrativos naturais, como cachoeiras e partes da Mata Atlântica ainda em seu estado natural, onde é encontrado o muriqui também é conhecido por mono-carvoeiro.
(Fontes: IBGE, http://www.caratinga.mg.gov.br/, http://www.caratinga.com.br/)Blog: Estou tentando postar as 853 cidades mineiras. Faltam 792. Se você tiver foto de alguma igreja matriz de cidades ainda não postadas, ficarei grata se enviá-la para o e-mail do blog ninitelles@gmail.com.
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sábado, 22 de outubro de 2011
Em poucas palavras - Albert Schweitzer
Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma. (Albert Schweitzer)
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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