quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A arte do Origami - Estrela de Natal I

Estrela de Natal I

Que tal fazer estrelas de Origami para enfeitar sua árvore de Natal ou mesmo para decorar as embalagens de seus presentes? Essa eu encontrei no blog da Carla Onishi que tem o nome das dobras do Origami: Entre Vales e Montanhas. São trabalhos muito interessantes (difíceis para mim que sou principiante), mas essa estrela você também será capaz de fazer. Vamos lá!
1 – Utilize um papel quadrado. Coloque-o a sua frente e dobre ao meio trazendo o lado superior até o inferior.
2 –Desdobre e leve o lado inferior até a linha do meio. Desdobre e repita a operação com o lado superior.
3 – Corte o papel em 4 tiras nas linhas marcadas.
4 – Coloque uma tira a sua frente e dobre ao meio levando o lado inferior até o superior.
5 – Desdobre. Agora deslize a ponta inferior esquerda pela linha do meio formando um triângulo.
6 – Você deverá ter um trabalho como a figura acima. Observe que a dobra vai até a ponta superior esquerda.
7 – Traga a lateral esquerda inclinada até a base inferior obtendo um triângulo.
8- Seu trabalho deverá estar assim. Agora leve a lateral esquerda inclinada até a base superior e obterá um triângulo invertido. Vá dobrando em triângulos levando a lateral inclinada para a base inferior, depois para a superior até o final do papel.
9 – Sua tira de papel deverá ficar como a da figura acima.
10 – Trace linhas verticais na sua tire de modo a obter papéis com um triângulo invertido em cada pedaço como na figura acima.
11 – Recorte a tira nas linhas verticais. Você deverá desprezar a sobra da lateral direita.
12 - Você precisará de 6 pedaços iguais desse papel. Faça isso repetindo as operações anteriores até conseguir a quantidade necessária.
13 – Agora você está preparada para fazer os módulos de sua estrela. Coloque um dos papéis a sua frente como na figura acima e leve o lado inferior até o superior.
14 – Você terá um trabalho como o acima. A ponta do seu triângulo estará voltada para o alto.
15 – Segure a ponta direita do trabalho (apenas a folha de cima) e leve até a ponta esquerda do triângulo. Segure com um dedo e faça uma dobra indo da base até a ponta direita do papel de baixo que ficou sobre a mesa. Observe bem a figura acima.
16 – Repita a operação com a ponta direita do papel.
17 – Introduza essa última dobra feita sob a anterior. Seu trabalho deverá ficar parecendo um barquinho. Note que na base ele tem um bolso que será usado para prender um módulo ao outro. Faça os outros 5 barquinhos.
18 – Coloque um módulo a sua frente (na posição de um barquinho) e introduza a lateral esquerda no bolso de outro módulo até encontrar o triângulo central do módulo 1. Gire o trabalho e coloque o módulo 2 na posição de barquinho. Repita a operação ligando o módulo 3. Repita a operação até ligar os 6 módulos. Feche o módulo 6 com o módulo 1.
Está pronta sua estrela!

Dica de diversão - XXIV Encontro de Corais

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gostei...- Um sonho

Um sonho
Eu tive um sonho esta noite que não quero esquecer
por isso o escrevo tal qual se deu:
era que me arrumava para a festa onde eu ia falar.
O meu cabelo limpo refletia vermelhos,
o meu vestido era num tom de azul, cheio de panos, lindo,
o meu corpo era jovem, as minhas pernas gostavam
do contato da seda. Falava-se, ria-se, preparava-se.
Todo movimento era de espera e aguardos, sendo
que depois de vestida, vesti por cima um casaco
E colhi do próprio sonho, pois de parte alguma
eu a vira brotar, uma sempre-viva amarela,
que me encantou por seu miolo azul, um azul
de céu limpo sem as reverberações, de um azul
sem o z, que o z nesta palavra nunca tisna.
Não digo azul, digo bleu, a idéia exata
da sua seca maciez. Pus a flor no casaco
que só para isto existiu, assim como o sonho inteiro.
Eu sonhei uma cor.
Agora sei.
(Adélia Prado)

Na vitrola aqui de casa - So nice

Pátria Minas - Tudo juntim

Bão dimais - Bolinho de Arroz

Veja como fazer os bolinhos de arroz, um dos pratos mais emblemáticos do restaurante Ritz de São Paulo. Há tempos estava procurando uma receita de bolinho de arroz para aproveitar as sobras.

Bolinho de arroz

Ingredientes: 4 xícaras (chá) de arroz bem cozido * 4 ovos * ¼ de xícara (chá) de farinha de rosca * 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado * ½ colher (chá) de fermento em pó * ½ xícara (chá) de salsinha picada * ½ xícara (chá) de cebolinha picada * ½ colher (chá) de sal * ¼ de colher (chá) de pimenta-do-reino * 1 litro de óleo (ou mais, se necessário, para fritar)
Modo de fazer: Coloque numa tigela o arroz, os ovos, a farinha de rosca, o queijo, o fermento, a salsinha e a cebolinha. Tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Misture bem. Numa frigideira funda, aqueça o óleo e doure os bolinhos, que devem ser moldados na mão, um a um. Retire com uma espumadeira, escorra bem e sirva em seguida.
(Fonte: Folha de São Paulo em 23/11/2011)

Persona - Adoniran Barbosa

João Rubinato (Adoniran Barbosa) - (Valinhos, 6 de Julho de 1912 – São Paulo, 23 de Novembro de 1982)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Zenzando na rede

Ninguém vive sem um pouco de poesia...- Mário Quintana

Meu bonde passa pelo Mercado

Meu bonde passa pelo Mercado
Mas o que há de bom mesmo não está à venda
O que há de bom não custa nada.
Este momento de euforia é a flor da eternidade.
E essa minha alegria inclui também minha tristeza
- a nossa tristeza...
Tu não sabias, meu companheiro de viagem?
Todos os bondes vão para o infinito!
(Mário Quintana)

Modos e modas - 10 maneiras de usar lenços

10 Maneiras de usar lenços

Maneira 1

Maneira 2

Maneira 3

Maneira 4

Maneira 5

Maneira 6

Maneira 7

Maneira 8

Maneira 9

Maneira 10

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dica de diversão - A vida é sonho

Cia. Arte & Cena apresenta "A Vida é Sonho" em Sta. Rita do Sapucaí

A Cia Arte & Cena, de Santa Rita de Sapucaí apresenta neste sábado (19), às 20h30, no Teatro Inatel a montagem “A Vida é Sonho”, com livre inspiração no texto do espanhol Pedro Calderón de la Barca. A obra original narra as aventuras de Segismundo, filho renegado de Basílio, rei da Polônia que ao nascer é trancado em uma torre. Seu único contato com o mundo externo é Clotaldo, seu guardião e fiel servo de seu pai.
Com duas horas de duração, o espetáculo tem classificação 12 anos. A entrada é franca.

“A Vida é Sonho” – Cia. Arte & Cena
Quando: Sábado (19), às 20h30
Onde: Teatro Inatel - Av. João de Camargo, 510, Centro
Entrada franca – a organização pede ao público que chegue com meia hora de antecedência. Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.
Informações: (35) 3471-9397.
Fonte: EPTV em 17/11/2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Hilda Hislt

Hoje tem 2 em 1. Para ler e ouvir Hilda Hislt.




Canção III

A minha Casa é guardiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão e veemência

E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.

A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta

Por que recusas amor e permanência?
(Hilda Hilst)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As várias Canções do Exílio - 10 - Cacaso

O poema Jogos Florais I e II de Antônio Carlos Ferreira de Brito (Cacaso) foi escrito nos anos 70, mas ficou conhecido em 1985. É mais uma paródia da Canção do Exílio, dessa vez usada ironicamente para criticar a ditadura militar que vigorava no Brasil. A época não possibilitava qualquer ufanismo e todos eram exilados em seu próprio país, já que não havia liberdade de expressão.
No verso inicial aparece a natureza da Canção do Exílio para imediatamente transformar o sabiá, em tico-tico, pássaro muito comum que representa o povo. É o sabiá, dono do poder, que explora o povo e come o seu fubá numa alusão ao choro Tico-tico no fubá de Zequinha de Abreu.
Na segunda estrofe, continua a criticar o governo brasileiro reprovando o “milagre econômico” utilizado como triunfo pelos militares. Para isso, parodia um texto bíblico, “a água já não vira vinho/ vira direto vinagre”. Se Jesus, que transformou água em vinho, veio para salvar os homens, os militares vieram para escravizá-los ao consumismo desenfreado que torna tudo azedo, ácido, avinagrado.
Assim como Oswald de Andrade, também substitui as palmeiras por Palmares. A referência ao Quilombo de Palmares funciona como uma forma de resistência ao regime vigente que imediatamente sofre censura: memória cala-te já. Era melhor calar, palavras e memória, e fazer de conta que não fez alusão ao movimento libertário.
Para mostrar a falta de liberdade de expressão, Cacaso procura atenuar sua ousadia apelando para uma simples rima: Belém capital Pará. A quem o poeta pede licença poética? A Drummond que no Poema de sete faces diz: “Mundo mundo vasto mundo,/ se eu me chamasse Raimundo/ seria uma rima, não seria uma solução". Para Cacaso além de rima é também a solução para suavizar uma “possível” subversão.
A culpa de todos esses arroubos é do álcool que liberta a palavra. Se a água não virou vinho, o vinho interfere na memória e torna a palavra mais ousada para denunciar o momento.
A ironia maior fica para o final, numa crítica aberta a Jarbas Passarinho, ex-ministro da educação. "(será mesmo com 2 esses/que se escreve paçarinho?)" é uma crítica ao ensino público e ao governo militar e seus membros.

Jogos Florais

I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.

II

Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.

Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com 2 esses
que se escreve paçarinho?)
(Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Prado

A pintora


Hoje de tarde
pus uma cadeira no sol pra chupar tangerinas
e comecei a chorar,
até me lembrar de que podia
falar sem mediação com o próprio Deus
daquela coisa vermelho-sangue, roxo-frio, cinza.
Me agarrei aos seus pés:
Vós sabeis, Vós sabeis,
só Vós sabeis, só Vós.
O bagaço da laranja, suas sementes
me olhavam da casca em concha
na mão seca.
Não queria palavras pra rezar,
bastava-me ser um quadro
bem na frente de Deus
pra Ele olhar.
(Adélia Prado)
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