sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ninguém vive sem um pouco de poesia - Mário Quintana

Remissão


Naquele dia fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia
perdoado para sempre não sei de que...
(Mário Quintana)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Zenzando na rede

Gostei... - Meryl Streep vai viver Clarice Lispector no cinema

Meryl Streep vai viver Clarice Lispector no cinema, diz jornal

A atriz foi convidada pelo diretor americano Benjamin Moser e já teria aceitado o papel.
Meryl Streep vai interpretar a poeta brasileira Clarice Lispector no cinema, segundo a coluna Gente Boa, do jornal "O Globo".
A atriz teria sido convidada pelo diretor americano Benjamin Moser, autor de "Clarice", uma das biografias da escritora, e já teria aceitado a proposta. Meryl também teria se declarado fã de Lispector.
(Fonte: http://ego.globo.com)

Na vitrola aqui de casa - Diamonds and rust


Blog: Mas nós sabemos o que as memórias podem trazer:
Elas trazem diamantes e ferrugem.

Persona - Joan Baez

Joan Chandos Baez (Staten Island,9 de Janeiro de 1941)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Zenzando na rede

Fragmentos - "Mar de dentro"

"O meu é o reino das palavras: aqui tudo pode ser dito — a cada um cabe inventar os significados, interpretar as charadas, preencher os silêncios.
Este é o lugar do impalpável que a muitos incomoda: são os que fecham meus livros sem ler, sacodem a cabeça — e não entenderão.
Porque eu falo para os da minha raça: os que além de racionais são também ilógicos, os bem estabelecidos que amam o imprevisível, os que na margem concreta enxergam mais do que isso e não têm com quem o partilhar.
Por isso atuam nos palcos ou nos computadores ou nos ateliês, ou simplesmente vagam alertas por sua casa quando os outros ancoraram no sono.
Sentindo-se guerreira ou mendiga, insuficiente ou esplêndida, esta que escreve não sou eu, mas algo que transborda dos meus contornos como o mar transbordava de uma concha naquela mão, na infância dourada.
E minha alma, esse cavalo alado, inocente menina ou feiticeira perversa, fará deste novelo de caos e luz o seu porto de partida, num sopro desenrolando infinitamente o nome que é todos os nomes e é minha alegria: Vidaminhavidaminhavidaminha..."
(Lya Luft em “Mar de dentro”)

Bão dimais - Lombo de porco ao leite com maçãs

Lombo de porco ao leite com maçãs

Ingredientes: 1 lombo médio * 2 litros de leite * 100 gramas de manteiga * 300 gramas de queijo parmesão em cubinhos * 8 maçãs sem casca * gelatina em pó (morango, cereja ou framboesa) * alho * sal * limão
Modo de fazer: Tempere o lombo com alho, sal e limão. Numa panela doure-o bem na manteiga. Despeje o leite até cobri-lo. Tampe a panela, abrindo para virar o lombo de vez em quando. Cozinhe até que fique macio e não seque o leite. Se necessário, junte mais leite. Despeje o queijo sobre o lombo ainda no fogo. Deixe derreter o queijo sobre o lombo e no leite que restou, formando um caldo. Retire do fogo e coloque numa travessa, regando com o caldo. Em outra panela, esquente água suficiente para cobrir as maçãs e dissolva 2 ou mais pacotes de gelatina. Coloque as maçãs com os cabinhos para cima. Tampe a panela e deixe cozinhar até que fiquem macias. Coloque-as em volta do lombo e sirva.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Zenzando na rede

Na vitrola aqui de casa - Esse cara

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Prado

Orfandade


Meu Deus,
me dá cinco anos.
Me dá um pé de fedegoso com formiga preta,
me dá um Natal e sua véspera
o ressonar das pessoas no quartinho.
Me dá a negrinha Fia pra eu brincar,
me dá uma noite pra eu dormir com minha mãe.
Me dá minha mãe, alegria sã e medo remediável,
me dá a mão, me cura de ser grande,
ó meu Deus, meu pai,
meu pai.
(Adélia Prado)

Gostei... - Embriaga-te

Embriaga-te
Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar.
Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te!
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto."
(Charles Baudelaire - Tradução Antônio Pinheiro Guimarães)

Zenzando na rede

Persona - Henfil

Henrique de Sousa Filho (Henfil) (Ribeirão das Neves, 5 de Fevereiro de 1944 – Rio de Janeiro, 4 de Janeiro de 1988)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Gostei... - Mapa

"Roubei" do blog do Noblat.

Mapa

A vida parece acontecer em câmera lenta. Tão lenta que a gente não sente o tempo passar. É estrada sem sinalização que demarque as fronteiras, indique o destino ou preveja onde e quando vamos chegar. Na vida, a primavera e o verão da existência somente são notados quando já pertencem ao passado. O outono chega sem avisar. O Inverno vem sem ser convidado.
A vida resiste à matemática. O ser humano tenta medi-la, mas somente consegue calcular o tempo. Talvez por isso, escolhemos datas aleatórias para comemorar, lembrar, refletir. Para isso servem os aniversários, passagens de ano, feriados e datas comemorativas. É como se tentássemos criar um mapa imaginário que nos permita calcular nossa posição e velocidade.
É curioso que nosso mapa imaginário consiga determinar a velocidade com muita clareza, mas tenha dificuldade em saber a direção para a qual estamos indo.
O mapa da vida diz onde estivemos e com que rapidez se chegou ali, mas não vem com instruções sobre o futuro nem indica os próximos passos.
De fato, medir a velocidade da jornada é mais fácil do que discutir, conhecer e definir seu destino. Conhecer a velocidade requer cálculos baseados em dados já conhecidos: um ponto passado, uma distancia já percorrida e um ponto presente.
Talvez por comodidade, a gente sempre foque mais na velocidade da vida, mas raramente discute seu destino.
O ser humano mede periódica e meticulosamente a velocidade da jornada, mas raramente discute ou mesmo percebe onde ela nos leva. Conhecer e definir a direção para onde vamos requer esforço.
De fato, definir o destino na vida é coisa complicada. O mapa da vida não indica onde podemos ou devemos ir. Isto cabe a cada um de nós. É trabalho duro. Requer discutir valores, posições, objetivos, consequências e sacrifícios.
Não é uma função da matemática. É uma decisão e, como toda decisão, baseada em subjetividade.
Definir o destino é lidar com a incerteza e com os objetivos. Requer conhecer o que somos para definir o que queremos e, a partir dai, para onde vamos.
Curiosamente, é justamente o destino para o qual caminhamos que parece dar sentido à vida. É ele que parece ser o ponto de referencia. É a escolha do destino que determina a direção da jornada. Sem ele, a velocidade é apenas um dado sobre o passado. É inútil ir mais rápido na direção errada.
Escolher sabiamente o destino é fundamental. Afinal, a física nos ensina que a velocidade não mata. O que mata, é a parada súbita.

Elton Simoes mora no Canada há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria).
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