quinta-feira, 26 de abril de 2012

Serviço - Senai oferece mais de 1,3 mil vagas para cursos gratuitos no Sul de MG

Senai oferece mais de 1,3 mil vagas para cursos gratuitos no Sul de MG


Candidato deve ter entre 16 e 23 anos.
Vagas são para cursos de aprendizagem industrial e técnicos

O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) abriu inscrições para mais de 1,3 mil vagas de cursos de aprendizagem industrial e técnicos. São 11 cidades da região Sul de Minas que oferecem vagas gratuitas para os interessados. O prazo final para as inscrições é até o dia 4 de maio. 

O candidato tem que ter entre 16 anos e 23 anos e já ter concluído ou estar matriculado no ensino médio. A taxa de inscrição para os em cursos de aprendizagem industrial é de R$ 10 e a taxa para os cursos técnicos é de R$ 20. 

Entre os cursos oferecidos estão os de instalação elétrica, manutenção mecânica de automóveis, processos administrativos, soldador, eletricista de automóveis, usinagem mecânica, controle de qualidade, etc. A disponibilidade varia de acordo com as unidades do Senai. 

Confira a quantidade de vagas e as cidades que possuem unidades disponíveis: 
Poços de Caldas - 270 vagas 
Varginha – 230 vagas 
Pouso Alegre – 225 vagas
Itajubá – 140 vagas
Santa Rita do Sapucaí – 140 vagas
Extrema - 120 vagas 
São Sebastião do Paraíso – 80 vagas 
São Gonçalo do Sapucaí – 75 vagas 
Lavras – 50 vagas 
Três Corações – 25 vagas 
(Fonte: G1 Sul de Minas)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dica de diversão - Baile de gala


Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

Você sabia? - Maldição dos Bragança

Maldição dos Bragança
Você já ouviu falar na Maldição dos Bragança?
Segundo a tradição monárquica o primeiro filho homem do rei deveria herdar o trono de seu pai. Era a regra da hereditariedade da coroa, um direito divino conferido às famílias de sangue azul que compunham a Europa. Uma tradição seguida à risca durante séculos que despertou muitas desavenças entre irmãos, tragédias familiares e a fome de poder fazendo vítimas. 
A Dinastia de Bragança foi a Quarta Dinastia de reis portugueses, que reinou em Portugal entre 1640 e 1910. Foi também a dinastia imperante no Império do Brasil (1822 - 1889). 
Conta a lenda que a "maldição" teria se iniciado no reinado de Dom João IV de Portugal, fundador da Dinastia dos Bragança, quando o monarca teria agredido um frade franciscano aos pontapés após este ter-lhe implorado por esmola. O frade, em resposta, rogou uma praga ao rei, dizendo que jamais um primogênito varão dos Bragança viveria o bastante para chegar ao trono.
De fato, a partir de então, quase todos os primogênitos varões daquela dinastia morreram antes de reinar. Um século após a maldição, Dom João VI e Dona Carlota Joaquina tentaram revertê-la, fazendo visitas anuais aos mosteiros franciscanos de Lisboa e Rio de Janeiro, sem resultados. Com raras exceções (apenas dois casos), os primogênitos do ramo real dos Bragança nunca assumiram o trono.
A “maldição” só acabou quando a família perdeu a soberania tanto em Portugal quanto no Brasil. 

Em Portugal 
  • Dom Teodósio (1634–1653) – primogênito do próprio Dom João IV, morto aos dezenove anos de idade, deixou a sucessão da coroa a seu irmão Dom Afonso VI, quem, morrendo sem descendentes diretos, transmitiu a coroa a seu irmão Dom Pedro II de Portugal; 
  • Dom João (1688 - 1688) – primeiro príncipe deste nome, primogênito de Dom Pedro II de Portugal, faleceu com apenas um mês de vida. Abriu caminho ao trono para o segundo João, que reinou como Dom João V; 
  • Dom Pedro (1712–1714) – primeiro varão de Dom João V, viveu somente dois anos. Seu irmão Dom José I de Portugal assume o trono. Não tendo nenhum filho varão, quem o substitui é sua filha Maria Francisca como Maria I de Portugal;
  • Dom José (1761–1788) – primogênito de Dona Maria I e do rei Dom Pedro III, morto aos 26 anos, dando lugar ao futuro rei Dom João VI; 
  • Dom Francisco António (1795–1801) – primogênito de Dom João VI, morreu aos seis anos de idade, abrindo caminho para o futuro Dom Pedro I do Brasil (Dom Pedro IV de Portugal); 
  • Dom Miguel (1820 - 1820) – primogênito de Dom Pedro I, morreu no mesmo ano em que nasceu. Abriu caminho para a ascensão de D. Maria II ao trono português e de Dom Pedro II ao trono brasileiro; 
  • Dom Pedro (1837 – 1861) – primogênito de D. Maria II, foi uma das exceções à maldição, reinou por apenas seis anos como D. Pedro V de Portugal. Morreu com apenas 24 anos, devido uma febre tifoide. Não tendo filhos, foi sucedido pelo irmão, Dom Luís I de Portugal. 
  • Dom Carlos I (1863 – 1908) - primogênito de Luís I, foi também outra exceção à maldição durante a monarquia em Portugal. Foi assassinado juntamente com seu filho primogênito Dom Luís Filipe, em um de fevereiro de 1908, aos 45 anos de idade. O crime precipitou a queda da monarquia portuguesa, em 5 de outubro de 1910. 
No Brasil 

A “praga” continuou a atuar até mesmo após a separação dos tronos do Brasil e de Portugal (1822):
  • Dom Afonso Pedro (1845–1847) – primogênito de Dom Pedro II, morreu em 1845 com menos de dois anos de idade. No ano seguinte, o casal imperial receberia outro golpe com a morte de seu segundo filho, Pedro Afonso, com apenas alguns meses de vida. Acabou sendo herdeira do trono Dona Isabel. Muitos apontam a falta de um herdeiro masculino como uma das causas pela queda da monarquia no Brasil. A possibilidade da ascensão de um aristocrata estrangeiro, ainda que consorte da futura imperatriz, incitava os ânimos nacionalistas.
Curiosidades
  • Graças à origem da maldição, todos os primogênitos que morreram ao longo do período da monarquia brasileira foram enterrados no Convento de Santo Antônio, de frades franciscanos, como se estivessem sendo dados como penhor de arrependimento pela agressão de seu antepassado. 
  • Os frutos de alguns relacionamentos extraconjugais de D. Pedro I acompanharam a coincidência. Foi o caso de seu primeiro filho com a marquesa de Santos, natimorto, e de Pedro, seu primogênito com Noémi Thierry, morto antes de completar um ano. Ainda, com a uruguaia María del Carmen García teve uma criança natimorta. 
Todos esses casos podem até ser somente uma coincidência, mas é estranho, não é?

domingo, 22 de abril de 2012

Santa Rita é notícia - Cidade do Sul de Minas produz mais de 13 mil equipamentos eletrônicos

Cidade do Sul de Minas produz mais de 13 mil equipamentos eletrônicos

Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, tem 142 empresas. 
Cidade é única do país a produzir e exportar tokens e transmissores digitais. 

Quase um quarto de todos os moradores de Santa Rita do Sapucaí, a 400 km de Belo Horizonte, têm envolvimento na produção de artigos eletrônicos, o principal destaque da economia da região. Com menos de 40 mil habitantes, a pequena cidade do sul de Minas Gerais soma 142 empresas e exporta produtos para países como Estados Unidos, Alemanha e Japão. São apenas 265 habitantes para cada empresa localizada ali.

Trabalhador em linha de produção de uma fábrica no
Vale da Eletrônica (Foto: Tiago Campos/G1)

Fundado há 25 anos, o complexo de indústrias conhecido como Vale da Eletrônica gera 10 mil empregos diretos, resultando em 13,7 mil produtos eletroeletrônicos fabricados e um faturamento anual de R$ 1,7 bilhão, segundo números do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel). Santa Rita do Sapucaí se destaca nacionalmente por ser o único centro de indústrias de tecnologia a produzir transmissores e componentes eletrônicos para a transmissão de sinal de TV digital. É ali também que está a única empresa que fabrica as urnas eletrônicas usadas durante as eleições em todo o país, e a produção exclusiva de tokens, um dispositivo de segurança que fornece senhas para sistemas restritos, como contas de bancos.

Números 

O crescimento da produção da região atraiu o interesse de investidores estrangeiros. A Hitachi, multinacional japonesa, fechou um acordo para comprar parte da Linear, a mais antiga empresa do Vale da Eletrônica. A empresa fabrica transmissores e componentes eletrônicos para a transmissão de sinal de TV digital. A Hitachi Kokusai terá uma participação majoritária no negócio.
Um ano de eleição costuma acelerar a produção de urnas na cidade. Somente em 2010, 250 mil urnas foram fabricadas no município. Para o pleito deste ano, outros 35 mil equipamentos foram produzidos. 
Em Santa Rita do Sapucaí são produzidos cerca de 10 mil tokens por dia e já foram vendidos mais de 2,5 milhões destes aparelhos no Brasil e para outras 4 países. A indústria já possui mais de 1 milhão de encomendas feitas pelos principais bancos nacionais, espanhóis e norte-americanos.
Segundo o presidente da Sindvel, Roberto de Souza Pinto, o Vale da Eletrônica passou a a ter forte representação nacional e manteve crescimento contínuo. “Nós plantamos uma semente que brotou uma nova vertical em Santa Rita do Sapucaí. Até o final do ano, teremos pelo menos mais 20 empresas fazendo parte do nosso pólo”, diz. 

O início

O complexo de tecnologia do Sul de Minas surgiu de uma escola fundada em 1959, a primeira voltada para a formação de técnicos em eletrônica da América Latina e a 7ª no mundo. A fundadora, Luzia Rennó Moreira, conhecida como "Sinhá Moreira", se inspirou em uma palestra que assistiu no exterior, com ninguém menos que Albert Einstein, para investir em educação para jovens que não tinham condições de pagar um ensino particular. “O mais interessante a se dizer sobre a idealizadora Sinhá Moreira foi a atitude dela de investir na pequena Santa Rita do Sapucaí com recursos próprios”, conta Pinto.
Atualmente são 142 empresas que oferecem 10 mil postos de trabalho (Foto: Tiago Campos/G1)

Atualmente, 73% dos alunos estudam na escola como bolsistas. Já são mais de cinco mil profissionais formados em 52 anos de história. Quem sai da escola, já tem caminho certo: o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), referência nacional e internacional em pesquisa e formação de profissionais da área de tecnologia. Esse é o caminho direto para quem passa pelo primeiro estágio. O Inatel tem 1,4 mil alunos em cinco cursos superiores. Com uma política de incentivos e profissionais preparados para o desenvolvimento de produtos eletrônicos, em 1986 o município criou a marca do Vale da Eletrônica para atrair investidores de outros cantos do país. A marca é uma analogia ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, o principal polo de tecnologia do mundo. 

Transformando concorrentes em aliados

Para evitar a concorrência entre empresas do mesmo ramo, o Vale da Eletrônica adotou um sistema conhecido como Arranjos Produtivos Locais (APL's). Organizadas neste formato, as pequenas e médias empresas ganham em escala, reduzem custos e conseguem ser mais competitivas, conquistando resultados que dificilmente seriam possíveis com uma atuação isolada.
Entre os benefícios estão compras conjuntas de matéria-prima, melhor negociação com fornecedores, visibilidade, aprendizado coletivo e compartilhamento de processos tecnológicos. Por outro lado, através da articulação com o governo e parcerias com instituições financeiras, é possível obter acordos, tratamento diferenciado nos financiamentos e linhas de créditos especiais, já que empresas participantes oferecem menos risco. 
“É um exemplo bem sucedido de que esse modelo de negócio é certeiro para o alcance de uma economia sustentável. No Vale da Eletrônica, uma indústria se desenvolve em decorrência do negócio da outra, o que estimula o surgimento de novas empresas e a formação de uma cadeia produtiva cooperada”, explica Pinto.
Presidente da Sindvel se reuniu com militares e
representantes da Fiemg (Foto: Tiago Campos/G1)


Na mira das Forças Armadas O desenvolvimento do Vale da Eletrônica chamou a atenção das Forças Armadas Brasileiras. Na segunda quinzena de março deste ano, uma reunião foi proposta pelo Conselho da Indústria de Defesa e Compras Governamentais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Condefesa-Fiemg) para estreitar laços entre a indústria mineira com o setor militar.
Durante a reunião, os militares conheceram 10 empresas de Santa Rita do Sapucaí que foram selecionadas para oferecer tecnologia para o Exército, como por exemplo, na área das telecomunicações e equipamentos cibernéticos. 
Segundo o vice-presidente da Fiemg, Marco Antonio Castello Branco, o Vale da Eletrônica será uma importante aliada para tender à nova demanda do Exército brasileiro. “Esse encontro serviu para que os empresários de Santa Rita do Sapucaí saibam do que as Forças Armadas estão precisando. Entre os projetos estão a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro e o primeiro satélite espacial a ser lançado”, informa. 
O vice-presidente da Fiemg disse que os militares tiveram uma boa impressão da cidade e que agora um processo de catalogação será o primeiro passo para se fazer a parceria.
“O 1º contato já foi feito, os oficiais gostaram muito do que viram e agora iremos capacitar os profissionais. Para isso, teremos que entrar no projeto de catalogação das empresas de Santa Rita do Sapucaí junto às Forças Armadas, que está previsto para o segundo semestre deste ano”, diz Branco.
(Fonte: Tiago Campos e Lucas Soares – G1 Sul de Minas em 22/04/2012)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O santa-ritense que morava com as nuvens

O santa-ritense que morava com as nuvens

“Mantiqueira: lugar onde as nuvens se escondem”. (origem tupi-guarani)

Adoro nomes de lugares bem compridos e que contenham descrições do local. Mineiro é mestre em colocar estes nomes em suas cidades como São Sebastião da Bela Vista, Catas Altas da Noruega, Santa Bárbara do Monte Verde, Santo Antônio do Rio Abaixo, São Sebastião da Vargem Alegre, São Sebastião das Águas Claras (não é cidade, mas um distrito de Brumadinho, conhecido como Macacos, aqui pertinho de BH).
Em São Paulo também há lugares com este tipo de nomenclatura. São João da Boa Vista é um deles. O município está situado na divisa de São Paulo e Minas Gerais, grudadinho com Andradas e é emoldurado pela nossa conhecida Serra da Mantiqueira. No lado paulista, a Mantiqueira é subdividida em Serras das mais variadas: Serra da Paulista, Serra do Deus me Livre, Serra da Fartura, Serra da Cachoeira, Serra do Padre. Pois a nossa história começa aqui, justamente na Serra do Padre e é contada por Josué Grespan, um sanjoanense que não conheço pessoalmente, mas encontrei aqui. Se você nunca foi a São João da Boa Vista e nem conhece o Sr. Josué, provavelmente já deve ter lixado suas unhas com uma lixa Marajó, fabricada por ele. Ele é proprietário da Fazenda Serra da Boa Vista, no alto da Serra do Padre, voltada ao turismo rural e que faz parte do Caminho da Fé. Pois aí é que aparece um santa-ritense na história (sempre fico na dúvida se é santa-ritense ou santarritense. Olhei no IBGE que disse que o gentílico é santa-ritense. Enfim, é o povo "bão" nascido em Santa Rita do Sapucaí).
Josué é parente do padre que dá nome à Serra. O padre José Valeriano de Souza nasceu em Santa Rita do Sapucaí, MG onde estudou e noivou com Ana Norberto. Descobriu-se com vocação sacerdotal, ordenou-se padre e veio para São João como vigário onde ficou por 40 anos. Sua ex-noiva soube que ele morava aqui e veio atrás de seu amor. Reataram sua ligação. Para camuflar o que era tido como ilícito, comprou a Fazenda Serra da Boa Vista, em 1863, instalou-a ali, vivendo maritalmente com ela. Tiveram 7 filhos.
Passava ali de segunda à quarta. Na quinta-feira pegava o escravo Venâncio e ia para a cidade cumprir suas obrigações sacerdotais para com seus paroquianos até domingo. E tudo recomeçava outra vez no alto da Serra. Foi um grande realizador. À sua época foi construído o alicerce da catedral de São João. Benedito Miranda, que dá nome ao bosque na entrada da fazenda, era neto do padre. A fazenda ficou para ele e sua irmã Maria que a deixaram para Josué. O padre José faleceu em 29/01/1898. Êta mineirinho esperto este!!! Soube como ninguém unir o útil ao agradável.
O lugar também teve importante desempenho na Revolução Constitucionalista de 32. Andradas recebeu tropas para atacar o estado paulista. Na ocasião, foram cavadas trincheiras na divisa com São João da Boa Vista antevendo um ataque, que nunca aconteceu. Ainda bem... Assim continuamos tendo ciúmes dos paulistas, mas convivendo em perfeita harmonia com eles. 
(Fonte: utilização de partes do texto Marajó fornece lixas para todo o Brasil publicado em http://www.guiasaojoao.com.br)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pátria Minas - Resultado do Concurso Paisagens Mineiras

Resultado do Concurso Paisagens Mineiras

Depois de mais de meio milhão de votos recebidos, a imagem vencedora da segunda edição do Paisagens Mineiras foi de Gabriel Oliveira que recebeu 83.734 votos. Ele retratou com sensibilidade o cenário bucólico da Serra dos Alves, distrito de Itabira, na Região Central de Minas, a 145 quilômetros da capital. Em segundo lugar a foto de Antônio Carvalho, que registrou o reflexo da Igreja do Carmo de São João del-Rei e em terceiro lugar, a foto de autoria de Sidney de Almeida, com a imagem da cidade de Oliveira.

Primeiro lugar

Segundo lugar

Terceiro lugar

Gostei... - O lobo e o cordeiro: versões

O lobo e o cordeiro: versões

Dizem que a primeira versão desta fábula é de Demétrios de Phalerum e que Esopo (Grécia), Fedro (Roma), La Fontaine (França) e até Monteiro Lobato (Brasil) apenas a reescreveram. Se abrirmos os jornais essa fábula continua atual. Narro a versão divulgada por La Fontaine e dou minha feroz e mansa contribuição a esse fabulário.

Versão clássica

Dizem que um cordeiro pôs-se a beber num regato de águas limpas. Apareceu por ali um lobo, que parecia estar faminto e, em vez de beber água, foi logo dizendo ao cordeiro:
– Como ousas te meter nessa água que é minha? Vou te castigar por isso.
O cordeiro, respeitosamente chamando o outro de vossa majestade, pediu que o lobo não se irritasse, pois, afinal, o lobo é que estava na parte de cima do riacho, o cordeiro, mais abaixo, e não poderia turvar a água.
O lobo ficou ainda mais furioso e alegou que, além do mais, o cordeiro andava falando mal dele há um ano.
– Como? disse o cordeiro surpreso, se há um ano eu nem havia nascido.
– Ah, então foi seu irmão.
– Mas eu não tenho irmão…
– Então foi algum dos seus, o pastor, os cães e, de qualquer forma, eu vou me vingar.
E assim dizendo, deu um bote no cordeiro, carregou-o para o fundo da floresta e o devorou.

Segunda versão

Um cordeiro estava bebendo água, porém na parte alta de num riacho, quando, de repente , mais abaixo, apareceu um lobo, que começou também a beber da mesma água.
O lobo virou-se para o cordeiro e disse:
– Você está emporcalhando a água que estou bebendo.
– Mas eu cheguei aqui primeiro, disse o cordeiro, você é que se meteu aí embaixo.
– Vocês cordeiros não aprendem nunca. Já tive que comer seu pai e sua mãe por causa disso, no ano passado.
– Por que você não bebe a sua água e me deixa beber a minha em paz?, disse o cordeiro.
– É, vocês cordeiros não leem as fábulas antigas, não estudam história.
E assim dizendo, deu um bote, arrastou o cordeiro para o fundo da floresta e o devorou. (Affonso Romano de Sant´Anna)

Terceira versão

Um lobo chegou à beira de um riacho, instalou-se na parte de cima e começou a beber água, pois estava meio cansado.
Mal começou a beber, notou que outro lobo se aproximava, instalando-se na parte de baixo do riacho, onde começou a beber água.
Iam bebendo, cada um do seu jeito. A água corria, matava-lhes a sede e era abundante.
Mas o lobo que estava abaixo começou a achar que o lobo que estava acima estava sujando sua água.
Incomodado, o lobo olhou o outro:
– Você bem que podia ir beber longe daqui, meu velho, porque esse riacho é meu.
– Sem essa, “ brother,” vê como fala, porque não sou nenhum cordeiro.
E a conversa foi ficando tensa, cada vez mais agressiva, até que os dois se atacaram e se estraçalharam mortalmente. (Affonso Romano de Sant´Anna)

Quarta versão

Um cordeiro chegou à beira de um riacho, instalou-se na parte de baixo começou a beber água.
Estava ali tranquilo quando, na parte de cima do mesmo riacho, surgiu um outro cordeiro que começou a beber da mesma água.
Não se sabe quem começou a implicar com quem. Ambos se achavam com direito à água. Não teve jeito, atracaram-se e se feriram mortalmente.
E ambos eram cordeiros. (Affonso Romano de Sant´Anna)

Dica de diversão - Stand up com Patrick Maia


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Dica de diversão - Na Cartola do Chico


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