Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Santa Rita é notícia - Conheça 10 cidades brasileiras para abrir empresas de tecnologia
Conheça 10 cidades brasileiras para abrir empresas de
tecnologia
Abrir uma
empresa de tecnologia é o sonho de muitos jovens. Mas nem todo lugar oferece o
ambiente ideal para começar esse tipo de negócio negócio. O UOL consultou
especialistas que listaram dez cidades brasileiras para investir em empresas de
tecnologia.
Para a
escolha, o analista Athos Vinícius Valladares Ribeiro, do Sebrae Nacional, e os
consultores de negócios Cláudio Marinho e Sidney Severini Júnior levaram em
conta cidades que unem oportunidades, incentivo e infraestrutura por
abrigarem universidades, institutos de pesquisa, incubadoras de negócios e
grandes empresas. Foram destacados novos polos, como Campina Grande
(PB), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Itajubá (MG), que tem um parque
tecnológico em implantação, e polos tradicionais como o de São José dos Campos
(SP) e Florianópolis (SC).
Belo Horizonte (MG)
A capital mineira, que tem um escritório do Google, está investindo em
tecnologia. No campus da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), funciona
o parque tecnológico, cujo foco de atuação são softwares e biotecnologia.
Campina Grande (PB)
A cidade tem um parque tecnológico, três universidades públicas e uma
incubadora de empresas. Lá, está o TecOut Center, centro criado em parceria com
a China para internacionalização de tecnologia. As áreas de atuação são
software, hardware e comunicação digital.
Florianópolis (SC)
A cidade abriga mais de 600 empresas de tecnologia, quatro fundos de venture
capital (capital de risco), duas incubadoras de negócios e um parque
tecnológico. As principais áreas são: software, hardware e serviços de
tecnologia.
Itajubá (MG)
A prefeitura concede benefícios fiscais para empresas se instalarem. Conta com
a Unifei (Universidade Federal de Itajubá) e uma incubadora de empresa. Um
parque tecnológico está em fase de implantação. Destacam-se as áreas
eletroeletrônica, mecânica e informática.
Recife (PE)
A capital pernambucana tem o maior parque tecnológico do país, o Porto Digital,
com uma incubadora de negócios e mais de 200 empresas instaladas. Atua nas
áreas de softwares, games, multimídia e tecnologia ligada à comunicação.
Rio de Janeiro (RJ)
A “Cidade Maravilhosa” tem um parque tecnológico e duas grandes universidades
com incubadoras: a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e PUC-Rio
(Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Energia e combustíveis
são as principais atividades.
São Carlos (SP)
Possui um parque tecnológico – o Science Park – com duas incubadoras de
empresas, duas universidades: USP e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
e dois centros de pesquisa ligados à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária). Os setores de destaques são: óptica, química fina e tecnologia
para a agropecuária.
São José dos Campos (SP)
A cidade conta com um parque tecnológico, um campus da Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e a
Embraer. Destaca-se nas áreas de aeronáutica, energia e tecnologia para saúde e
meio ambiente.
São Paulo (SP)
Maior cidade brasileira e principal destino dos escritórios empresariais. Conta
com universidades e incubadoras de negócios, com destaque para USP
(Universidade de São Paulo). Tem potencial de atuação em todas as áreas.
Santa Rita
do Sapucaí
Conhecida
como “Vale da Eletrônica”, o município de apenas 37,7 mil habitantes conta com
duas incubadoras de empresas, o Inatel (Instituto Nacional de
Telecomunicações). As áreas mais promissoras são de eletroeletrônicos e
informática.
(Fonte: Afonso Ferreira – UOL em 04/10/2012)
Marcadores:
Santa Rita é notícia
Minas são muitas - Simão Pereira
“Minas são muitas.
Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães
Rosa)
Simão Pereira
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória - Foto do Miguel
Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora da Glória
Festa da Padroeira: 15 de Agosto
Localização
História
A
origem da formação do Município nos remete ao ano de 1699, com o início da
abertura do Caminho Novo ou Caminho Novo de Garcia Rodrigues Paes que é uma das
Estradas Reais surgidas no século XVIII.
Este
caminho só foi concretizado por volta de 1707, por Garcia Rodrigues Paes, filho
do bandeirante Fernão Dias Paes, estendendo-se da cidade do Rio de Janeiro até
à região mineradora, passando por Vila Rica, e de lá até ao Arraial do Tijuco,
atual Diamantina.
Dessa
forma, a Coroa tentava combater o contrabando e o tráfico deste produto por
outros caminhos e encurtar o caminho até a Corte.
O
nome da cidade é uma homenagem ao apontador de campo de Garcia Paes, Simão
Pereira de Sá, a quem foi dada a posse da primeira sesmaria concedida por Carta
Régia.
A
antiga Freguesia de Nossa Senhora da Glória foi criada e o primeiro arraial
estava situado em terras da atual Fazenda Boa Sorte, à margem do então Caminho
Novo.
Este
nome permaneceu até 1858 quando foi substituído por São Pedro de Alcântara,
numa homenagem ao desembargador Pedro de Alcântara de Cerqueira Leite, o Barão
de São João Nepomuceno.
Integrou
o município de Juiz de Fora e, posteriormente, o de Matias Barbosa.
Emancipou-se em dezembro de 1962.
Datas Históricas
1852
– Criado o Distrito com a denominação de São Pedro de Alcântara, subordinado ao
município de Juiz de Fora.
1923
- O distrito de São Pedro de Alcântara foi transferido do município de Juiz de
Fora para constituir o novo município Matias Barbosa.
1943
- O distrito de São Pedro de Alcântara tomou a denominação de Simão
Pereira.
1962
- Elevado á categoria de município com a denominação de Simão Pereira e desmembrado
de Matias Barbosa.
O município
Simão
Pereira é um município do estado de Minas Gerais. O município tem uma
área de 135,68 km2 e uma população, em 2010, de 2.537 habitantes.
A
sua atividade econômica baseia-se na agropecuária.
(Fontes: IBGE, http://simaopereira.mg.gov.br)
Blog: Faltam 778 municípios.
Marcadores:
Minas são muitas
domingo, 14 de outubro de 2012
Pátria Minas - Uai, sô
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Dica de diversão - Café com Jazz
Marcadores:
Dica de diversão
Dica de diversão - Almir Sater
Marcadores:
Dica de diversão
Persona - Edith Piaf
Édith Giovanna Gassion - Edith Piaf (Paris,19 de Dezembro de 1915 -
Plascassier, 10 de Outubro de 1963)
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Dica de diversão - III Encontro de ex-alunos da ETE
Marcadores:
Dica de diversão
Minas são muitas - Santa Rita de Jacutinga
“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as
mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)
Santa Rita de Jacutinga
Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia - Foto do Miguel
Região:
Zona da Mata
Padroeira:
Santa Rita de Cássia
Festa
da Padroeira: 22 de Maio
Localização
História
O
local onde está situada a cidade de Santa Rita de Jacutinga pertencia às
antigas Áreas Proibidas do Sertão da Mantiqueira. Seus primitivos
habitantes foram os índios tupinambás, localizados na cachoeira das Areias, no
Pico do Papagaio, no Alto Monte Calvário, etc.
A
presença dos silvícolas na região foi diminuindo gradativamente até 1800, com o
aparecimento do homem civilizado. Hoje existem alguns lugares com nomes
indígenas: Itaboca e Pirapetinga.
Francisco
Rodrigues Gomes é considerado o fundador do povoado que deu origem à atual
cidade, tendo construído sua casa por volta de 1832, num dos
claros da floresta que cobria os morros ali existentes. De sua residência
se descortinava largo panorama e daí o nome Boa Vista dos Gomes, que ainda
hoje designa as terras que a circundam.
Procedente
de Santa Rita de Ibitipoca, sua terra natal, Francisco Rodrigues Gomes trouxera
consigo, para a nova região em que se instalara, uma imagem de Santa Rita e sua
presença na localidade fez com que seus moradores passassem a chama-la de
Santa Rita.
Devido à existência de grande quantidade da ave denominada “Jacutinga”, os habitantes, mais tarde, ampliaram o nome do novo povoado, que passou a ser conhecido, então, como Santa Rita de Jacutinga.
Devido à existência de grande quantidade da ave denominada “Jacutinga”, os habitantes, mais tarde, ampliaram o nome do novo povoado, que passou a ser conhecido, então, como Santa Rita de Jacutinga.
Atraídos
pelas notícias a respeito da riqueza da zona e pelos laços de amizade que as
ligaram ao seu fundador, numerosas famílias como os Osórios, os Caetanos,
os Ferreira, os Brandão e outras se dirigiram para o novo povoado e aí
fixaram residência, tendo contribuído largamente, para o desbravamento do
município. Dedicaram-se, inicialmente, à extração de ouro e, mais tarde, à
agricultura, com o emprego de processos rudimentares de trabalho.
Francisco
Tereziano Fortes, instalando a fazenda Santa Clara, abria novos rumos à região,
melhorando os processos de exploração agrícola e pecuária. A cidade foi então,
crescendo rapidamente, foram fundadas várias fazendas e Francisco Rodrigues
Gomes obteve diversas terras por intermédio de Francisco Dionísio Fortes,
guardamor do Rio Preto. Com o passar do tempo a agropecuária foi ganhando força
no município, porém a população da zona rural passou a concentrar-se no
perímetro urbano em busca de melhores condições de vida e renda.
Datas
Históricas
1859
– Criado o Distrito com a denominação de Jacutinga, subordinado ao município de
Rio Preto.
1923
– O distrito de Jacutinga tomou o nome de Santa Rita de Jacutinga.
1943
- Elevado à categoria de município com a denominação de Santa Rita de Jacutinga
e desmembrado de Rio Preto.
O
município
Santa
Rita de Jacutinga é um município do estado de Minas Gerais. Ocupa
uma área de 420,94 km² e tinha, em 2010, uma
população de 4.993 habitantes.
Na
divisa de Minas com o Rio de Janeiro, Santa Rita de Jacutinga começa a ser
descoberta pelos fãs do turismo rural e da aventura. Emoldurada por montanhas,
construções históricas e quedas d'água, briga com razão pelo título de Cidade
das Cachoeiras. São 72 cadastradas.
A
profusão está diretamente ligada ao Rio Preto, o principal a banhar Santa Rita
e responsável pela beleza do cartão-postal da região: o cânion do Boqueirão. Uma
fenda de mais de 40 metros de altura esculpida ao longo de milhões de anos
pelas águas do Rio Pirapetinga. É a Cachoeira do Boqueirão, uma das mais
bonitas de todo o estado.
Nas
estradas da região é possível ver as fazendas centenárias da época do café. A
Fazenda Santa Clara é uma das mais tradicionais que melhor retratam a época dos
barões do café. São seis mil metros de área construída. Tudo lá tem relação com
os números do calendário: 365 janelas (um terço delas é apenas pintura), 52
quartos, 12 salões que são a quantidade de dias, semanas e meses do calendário.
A fazenda chegou a ter 2.400 escravos. Os rebeldes eram castigados na masmorra, embaixo da casa. Durante boa parte do século XIX toda essa região cercada por fazendas centenárias era chamada pela coroa portuguesa de sertão proibido. Isso porque era proibido caçar, extrair ouro ou madeira.
A fazenda chegou a ter 2.400 escravos. Os rebeldes eram castigados na masmorra, embaixo da casa. Durante boa parte do século XIX toda essa região cercada por fazendas centenárias era chamada pela coroa portuguesa de sertão proibido. Isso porque era proibido caçar, extrair ouro ou madeira.
Várias
lendas cercam a fazenda. Uma delas dizia que embaixo de uma construção havia
uma imensa jazida de ouro. A fazenda, que foi construída há em 1750, hoje é aberta
somente à visitação.
"É
a única fazenda da América Latina que tem um terceiro andar de obra, porque os
angolanos quando vieram pro Brasil trazendo uma cultura francesa muito boa de
obra. Então essa parte desligada do chão foi feita pelos angolanos. Feita não,
orientada pelos angolanos. É a única fazenda que tem um terceiro andar, ar
condicionado natural e uma usina hidrelétrica", conta Adélia Nogueira,
dona da fazenda.
A
culinária segue a tradição mineira com algumas adaptações como o frango com
palmito. Quem visita a cidade não pode deixar de experimentar a torta de queijo
minas.
(Fontes: IBGE, http://g1.globo.comhttp://g1.globo.com, http://www.feriasbrasil.com.br)
Blog: Faltam 779 municípios.
Marcadores:
Minas são muitas
Santa Rita é notícia - Crescimento surpreende no Vale da Eletrônica
Crescimento
surpreende no Vale da Eletrônica
Faturamento
deve subir 23% em 2012.
A
substituição de componentes eletrônicos importados por similares nacionais
deverá garantir um crescimento acima das expectativas para as empresas do Vale
da Eletrônica em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. As projeções são de
incremento de 23% no faturamento na comparação com o ano passado, de acordo com
o presidente Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e
Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto.
No início deste ano, as projeções da entidade apontavam para a manutenção no
ritmo de crescimento verificado em 2011, quando as empresas instaladas na
região registraram aumento de 13% no faturamento em relação ao ano anterior.
Entre os fatores que estão impulsionando os negócios das empresas do Vale da
Eletrônica está a valorização do dólar frente ao real. O presidente da entidade
explica que a alta cambial inibe as compras externas dos produtos eletrônicos,
além de gerar receio por parte de importadores em formar estoques para atender
à demanda interna. Isto se dá em função do risco de prejuízo com o produto
estocado diante de uma provável queda na cotação da moeda norte-americana.
Dessa forma, com baixo volume de componentes importados no estoque, alguns
importadores não estão atendendo aos pedidos das indústrias que acabam por
optar pelos produtos fabricados no Vale da Eletrônica. De acordo com Souza
Pinto, a tendência é a continuidade desta substituição, pois há também a
conscientização que os produtos nacionais são seguros e a produção interna pode
atender à demanda.
Segundo o dirigente, é verificado um aumento na qualidade dos produtos
fabricados no Sul de Minas. Com a maior demanda, as empresas estão buscando a
homologação de seus componentes nos órgãos competentes.
Empregos - Sem revelar números, Souza Pinto afirma que também há um crescimento significativo na contratação de trabalhadores por parte das empresas do Vale da Eletrônica. Ele lembra que o aumento é registrado mesmo em meio ao cenário adverso na economia internacional.
O Vale da Eletrônica deverá se tornar nos próximos anos também em um fornecedor
da indústria bélica nacional. De acordo com o presidente do Sindivel, as
empresas estão se preparando para atuar no segmento. "Entre 15 meses e 24
meses vamos nos tornar potenciais fornecedores das Forças Armadas", prevê.
Em março deste ano, representantes do Ministério da Defesa, a convite da
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), estiveram no
município para prospectar novos fornecedores. Em função do processo de
reestruturação, fortalecimento e expansão do sistema de defesa nacional, que
envolve uma série de medidas governamentais, como, por exemplo, o plano Brasil
Maior, lançado no ano passado, que concede benefícios à indústria de defesa,
oportunidades devem ser criadas.
Entre os componentes produzidos no Vale da Eletrônica e que podem ser
utilizadas pela Forças Armadas estão sensores e sistemas de segurança. Um
exemplo, é um sistema de guiamento a laser que é desenvolvido por um
empresa de Santa Rita do Sapucaí.
Conforme já publicado, no ano passado, o faturamento do Vale da Eletrônica
chegou a R$ 1,7 bilhão. O resultado superou em 13% o do ano anterior, que havia
sido de R$ 1,5 bilhão.
(Rafael
Tomaz – Diário do Comércio em 05/10/2012)
Marcadores:
Santa Rita é notícia
Persona - John Lennon
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Historinhas - Mestras Queridas
Mestras Queridas
“Ensinar
é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles
cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor,
assim, não morre jamais...”
(Rubem
Alves Em “A alegria de ensinar”)
Existem
pessoas que passam pela nossa vida e ficam para sempre. Se na nossa caminhada dermos
uma olhadinha para trás, certamente veremos seus passos marcados na nossa
estrada. Na minha estrada, com partes em linha reta e sem emoções e outras
cheias de curvas e sobressaltos, estão lá, sempre ao meu lado, as pegadas firmes
e as mãos amigas de minhas professoras. Elas me ajudaram a descobrir o mundo, a
me encantar diante dele e a não ter a pretensão de querer entendê-lo completamente.
Antes de mais nada, ensinaram-me a viver e a conviver.
Ainda
menina, se me perguntavam o que queria ser quando crescesse, eu sempre
respondia:
_Quero
me casar e depois ser professora.
Todo
mundo achava graça, mas minha resposta era fruto de muito pensar e deduzir. Até
o final do antigo curso primário, todas as minhas professoras eram solteiras. Então,
para mim esta era a lei: professora não se casava. Passado algum tempo, minha lógica
infantil caiu por terra - todas elas se tornaram esposas e mães dedicadas.
Acabei não levando a teoria em conta e fui professora durante alguns dos
melhores anos de minha vida e só depois me casei.
Esta
não foi a primeira vez que criei lógicas ilógicas. Um dia, brincando na casa de
uma colega, olhei para o relógio e disse:
_
São quinze para as três. Tenho que ir. Minha mãe marcou que devo chegar às três
horas.
_
Mas nós estamos no horário de verão. Três horas, na verdade são duas horas. –
explicou minha colega.
Como
tinha ouvido falar no tal horário de verão, logo deduzi: se três horas são
duas, duas é uma hora, uma são meio-dia e assim por diante. Fiquei maravilhada!
Fui dando ré no meu pensamento e achando a ideia fantástica. Por que não tinham
pensado nisto antes? Tinham inventado o “não-tempo”, o fundo sem fundo do mundo.
Agora todo mundo era livre, sem as amarras do tempo. Eu já
nem precisava mais sonhar em ter um relógio. Pra que? Se sempre que eu olhasse
para ele, não era o que eu pensava. Fiquei lá brincando até a hora que me deu
vontade. Quando voltei para casa, levei umas boas palmadas pelo atraso. Tentei
explicar minha teoria, mas mãe com raiva não aceita explicação.
Aos
poucos, fui percebendo que minha lógica nem sempre tinha lógica e até hoje
tenho o pé atrás com a dita cuja.
Voltemos
à caminhada.
Na
minha estrada, os passinhos e a companhia de Dona Darlene Vono aparecem
repetidos várias vezes. Foi minha primeira e inesquecível mestra. Era uma jovem
baixinha com óculos de gatinho, iniciante no magistério. Cheia de sonhos e de
um amor infindável pela educação.
No
meu primeiro dia de aula, detestei tudo. Como já sabia ler e escrever, fruto
das brincadeiras de escolinha com as irmãs mais velhas, pensava que, no grupo
escolar, iria ter contato com mil coisas ainda não vistas. Que decepção! Os
exercícios de controle motor eram monótonos e sem atrativo algum. Foi ela quem
conseguiu transformar tudo aquilo em prazer. Além de ensinar as primeiras
letras, tinha um grande trunfo que tirava da cartola e a tornava a mais
apaixonante das mestras: sabia tocar acordeão (em Santa Rita sempre falávamos
acordeom). E as músicas infantis eram acompanhadas pelo som dos seus dedos
correndo pelo teclado de um lado e por aquelas bolinhas do outro. Que mágica! Quem
neste mundo tinha professora mais interessante que eu? Claro que ninguém!
Ensaiou
quatro alunas (Lelé, Maria Rita, Maria Vitória e eu) para uma coreografia com a
música Bigorrilho. Lembro-me até hoje: saia vermelha, blusa branca e lenço
também vermelho nos cabelos. Até hoje sei a coreografia. Foi um sucesso
santa-ritense. Viramos arroz-doce de festa. Apresentávamos em todas as
solenidades, de homenagem a padres até formaturas. Havia festa? Lá estava o
quarteto Bigorrilho ao som de Darlene e seu acordeom.
Aparecem
agora, por dois anos seguidos, os passos de Dona Vilma Pivoto com seus óculos
de lentes verde e uma paciência de fazer inveja a Jó. Tinha uma tática sábia
para manter-nos calados: colocava sempre um menino sentado junto com uma menina
na carteira para dois lugares. Foi com ela que tomei gosto pela Matemática.
Conseguia tornar tudo simples e claro utilizando o nosso cotidiano. Nos
problemas, hoje chamados de situações matemáticas, encenávamos compras de cinco
doces de banana na venda do Sr. Elias, de dois quilos de arroz na mercearia do
Sr. Urbano. Pagávamos com dinheiro de
papel recortado, recebíamos o troco e aprendíamos a “matéria terrível”
brincando. Só depois fiquei sabendo que
isto se chamava didática.
No
último ano do curso primário, fui aluna da Dona Neide Constanti. Calma,
tranquila. Até hoje, lembro-me de seus olhos e suas olheiras. Acho que é porque
foi minha primeira professora que não usava óculos.
Agora
era estudar, estudar e estudar para o Exame de Admissão. Era como se fosse um
vestibular para ingressar no ginásio. As matérias vinham num livro muito grosso
e aterrorizante. Era difícil, tínhamos que saber de cor e salteado as capitais
de todos os países do mundo, História do Brasil de cabo a rabo, Português,
Matemática e Ciências. Tia Marita salvou
os sobrinhos reunindo todos em sua casa para seus ensinamentos preciosos. Foi
uma mestra extra classe, mas mesmo assim inesquecível e por quem tenho grande
admiração e respeito.
Cheguei
ao ginásio! Mudei de escola. Deixei, com saudades, o Grupo Escolar Sanico
Telles, que minhas irmãs mais velhas chamavam pejorativamente de “grupinho de
lata” e entrei na Escola Normal Oficial Sinhá Moreira. Tudo novo, tudo em
dimensões imensas (até no nome pomposo) para meus olhos ainda muito pequenos.
Vejo
passos de duas pessoas que caminham juntas. São Dona Didi Gaudino e Dona Maria
José Souza. Duas “feras”. Eram pintadas pelas alunas mais velhas do colégio
como duas personagens terríveis. E não eram. Sabiam TUDO que ensinavam e
cobravam TUDO que haviam ensinado. Apenas isto.
Passei
por elas sem grandes traumas, mas com muitas lembranças.
Recordo
como minhas pernas tremiam quando Dona Didi balançava uma sacolinha com números
de víspora para sortear as quatro “vítimas” para a temida arguição oral. Não
importava qual fosse meu número de chamada, parecia que havia um imã – o disco
com meu número “pulava” para a mão dela, enquanto as outras meninas respiravam
aliviadas.
Sua
primeira prova foi-nos entregue, depois de corrigida, com a seguinte
recomendação:
_
Confiram as notas. Não aceito reclamações posteriores.
Somei,
“resomei”, “milisomei” os pontos e não consegui chegar aos 8,5. E agora?
_
Professora, minha nota não é 8,5.
_
Como não?
_
É 7,5.
Gargalhadas
e mais gargalhadas. Deve ser por isso que outro dia, depois de mais de trinta
anos sem vê-la, me chamou pelo nome. Como poderia esquecer esta maluca?
De
Dona Maria José Souza, também, as lembranças são muitas. Na nossa juventude não
existiam as famosas chapinhas de hoje, mas a moda eram os cabelos lisos, esticados
sem nenhuma ameaça de onda. Quem não se lembra da mão de obra que era para quem
não teve a graça divina de ter nascido com eles assim? Costumávamos fazer um
penteado que era chamado “touca” para deixá-los esticados. Depois de enrolá-los
ao redor da cabeça, colocávamos um pedaço de meia de seda, herdada da mãe, ou
um saquinho de rede rosa que servia de invólucro para maçãs. Para ir ao colégio
tínhamos que colocar, por cima, um lenço preto. Antes da aula da Dona Maria
José Souza era um deus nos acuda. Todo mundo soltando os cabelos, porque ela
adorava mandar ao quadro quem estivesse usando lenço. Consigo ouvir sua voz um
tanto grave:
_
Pula violeta! Você de lenço, vá ao quadro.
Quem
se arriscaria?
Além
da Matemática, ela também gostava das palavras. Todos os dias, escrevia ou
mandava que alguém escrevesse no alto do quadro negro um aforismo. No primeiro
dia de cada ano, quem escrevia era ela, com sua letra linda: “Sê perfeito em
tudo que fizeres” (Tales de Mileto). Nem sei se esta frase é mesmo dele, mas
para mim ficou sendo. E, no meu caderno, entre fórmulas e teoremas, existiam
frases lindas. Foi assim que comecei a gostar das palavras e vem daí minha
mania de sublinhar o que gosto nos livros.
Olhando
bem a minha estrada volto a ver Dona Darlene. Agora um pouco diferente, cheia
de biquinhos e fricotes, me ensinando Francês. Acabo o ginásio e vou para a ETE
e, lá, a reencontro lecionando Português.
Da faculdade, Univás,
nunca vou me esquecer da professora Mírian dos Santos, de literatura
brasileira. Foi quem me ensinou a ler além das palavras que estão escritas nos
livros. Deu-me a clareza da vista, iluminou meu olhar e me despertou para a
leitura feita com a alma e o coração. Fez-me ter memória e a admirar o passado
e as marcas que o tempo faz em nós. Por isso, hoje, sou capaz de enxergar a
importância que minhas mestras tiveram em minha formação e sentir, por elas,
gratidão eterna.
domingo, 7 de outubro de 2012
Historinhas - 80 anos de minha mãe
O que é família senão uma
ciranda?
Uma ciranda que começa com
apenas duas pessoas. Aos poucos, outras pessoas vão entrando nesta roda. Todos
sempre de mãos dadas, um apoiado no outro e também apoiando o outro. Assim vão
sendo formados os elos de uma corrente, os elos do afeto e da união
indispensáveis pela manutenção da família.
Foi assim também na nossa
família. Primeiro papai e a senhora com seus sonhos de juventude, planos e
principalmente um grande amor a uni-los. Foram chegando os filhos e entrando na
ciranda. Quando uma mãozinha ia se tornando mais firme, já entrava outra que
mal sabia segurar na mão do lado. E a roda foi crescendo, até ter nove pessoas
unidas por um amor cada vez maior. Com as bênçãos de Deus íamos girando na
grande roda da vida. Palmadas? Foram necessárias muitas para nos colocar de
volta no caminho certo. Lutas? Tiveram que ser constantes, para que conseguissem
alimentar, vestir e estudar os filhos. Atropelos? Certamente existiram muitos,
mas nenhum capaz de acabar com a nossa união.
Depois foram chegando outros
membros, os genros, a nora, os netos. Sem que esperássemos alguns, alheios a
nossa vontade, se escaparam da nossa ciranda. Foram fazer parte da ciranda
maior, da roda de Deus. E quando isto aconteceu, foi a senhora e papai quem
conseguiram fazer a religação do elo rompido. Com a demonstração de fé nos
mostraram que a vontade de Deus deve ser sempre respeitada e aceita sem
desespero, mas com resignação. E de lá, da casa de Deus, certamente eles
continuaram olhando e ajudando para que permanecêssemos sempre ligados. E
nessas horas de dor, ficamos ainda mais unidos.
Mamãe, hoje, estamos aqui,
juntos, para comemorar seus 80 anos. Mais do que comemorar, queremos agradecer.
Agradecer porque a senhora e papai conseguiram fazer nós pessoas trabalhadoras
e honradas. Agradecer porque conseguiram nos manter unidos, irmãos não apenas
pelo sangue, mas pelo respeito e pelo afeto. Agradecer porque, principalmente,
fizeram de nós uma grande família nesta grande ciranda da vida.
Blog: Texto que escrevi para minha mãe em 25/04/2012.
Assinar:
Postagens (Atom)




















