Lygia Fagundes Telles , (São Paulo, 19 de Abril de 1923)
sexta-feira, 19 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles
Diálogo
Minhas
palavras são a metade de um diálogo obscuro
continuando através de séculos impossíveis.
Agora
compreendo o sentido e a ressonância
que também trazes de tão longe em tua voz.
Nossas
perguntas e resposta se reconhecem
como os olhos dentro dos espelhos. Olhos que choraram.
Conversamos
dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa...
E um mar de
estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.
(Cecília Meireles)
sábado, 13 de abril de 2013
Santa Rita é notícia - O homem que derrotou a Apple e a Samsung
O
homem que derrotou a Apple e a Samsung
Conheça
a história do chinês Paulo Xu, dono da DL, empresa brasileira que lidera as
vendas de tablets no Brasil e deixa na poeira as gigantes internacionais do
setor
Quando veio da China para o Brasil, no final dos anos 1990,
o imigrante Paulo Xu abriu um restaurante de comida chinesa no bairro de Santo
Amaro, na zona sul de São Paulo. Anos mais tarde, em 2004, mudou de ares e
montou uma empresa de importação de panelas elétricas. Por se tratar de um
artigo voltado aos assuntos da casa, batizou o novo negócio de DL, sigla para
Doce Lar. “O objetivo era pulverizar o produto entre as famílias brasileiras”,
afirma Xu, cujo sotaque da terra natal continua carregado, mesmo depois de 15
anos morando no País. Mas o plano não deu certo.
Das panelas à tecnologia: ex-dono de restaurante e vendedor de artigos
de
cozinha, Paulo Xu alcançou a liderança graças aos tablets populares
Como as vendas não iam bem, Xu mudou
mais uma vez e, cerca de um ano depois, farejando bons resultados na área de
tecnologia, abriu uma pequena fábrica de reprodutores de MP3, em Santa Rita do
Sapucaí, no sul de Minas Gerais. Tiro certeiro. O negócio engrenou e permitiu a
Xu, nos anos seguintes, ampliar seu leque de produtos de tecnologia, como fones
de ouvido e DVDs para carros, e, desde 2010, iniciar a produção de tablets. A
investida nesse último segmento deu tão certo que hoje a DL, que agora
significa Digital Life, realizou o incrível feito de desbancar a Apple e a
Samsung e se tornar a líder em vendas no mercado brasileiro de tablets, segundo
confirmou à Dinheiro uma fonte com acesso a dados oficiais do setor.
Segundo a consultoria IDC, foram
vendidos 3,1 milhões de aparelhos em 2012 no Brasil – de acordo com o próprio
Xu, pouco menos de 1 milhão de unidades estampavam a marca DL. Espécie de David
que enfrenta dois Golias ao mesmo tempo, a empresa mineira, que emprega 300
funcionários, consegue superar no mercado nacional duas gigantes mundiais da
tecnologia que respondem, juntas, por 58,7% das vendas de tablets no mundo.
Alguns fatores explicam o feito de Xu. O primeiro deles é a ampla variedade de
modelos de tablets em sua linha – são 12 tipos. Tão ou mais importante que
isso, porém, é a proximidade do consumidor local. “Fazemos pesquisas de mercado
constantemente para saber o gosto do brasileiro”, diz Xu.
Os concorrentes: conhecimento do consumidor brasileiro e preços
competitivos ajudaram
a
fabricante mineira DL a ultrapassar a Samsung, do chairman Lee Kun-Hee (à
esq.),
e
a Apple, do CEO Tim Cook
Antes de iniciar a produção de
tablets, por exemplo, o próprio Xu saiu a campo para buscar informações com
grandes varejistas. Conhecer os desejos do consumidor nacional passa
diretamente por saber quanto ele pagaria por um tablet. Por isso, antenada com
a disposição dos clientes potenciais, a DL direcionou suas baterias para os
consumidores do segmento popular, que não têm condições de pagar cerca de R$ 2
mil por um iPad, da Apple, ou pelos modelos mais potentes do Galaxy, da
Samsung. O público-alvo da DL são as classes C e D, com tablets que custam
menos de R$ 1.000, com exceção de um modelo, o DL Tablet 3D Vision, vendido a
R$ 1.399. Trata-se de um segmento em franca expansão. Dados parciais do ano
passado da consultoria Nielsen apontam que, em 2012, os itens populares
corresponderam a 57,7% dos tablets comercializados no País.
“O setor todo está em expansão”,
afirma o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues. “Mas o que está realmente bombando são os tablets mais baratos.” O
mercado está tão aquecido que atrai novos competidores. “Muitas
empresas que antes fabricavam GPS agora estão adaptando sua operação para
tablets”, diz Bruno Freitas, analista da consultoria IDC. Uma das concorrentes
da DL no setor é a também brasileira Multilaser, fundada pelo empresário Renato
Feder. Assim como Xu, Feder instalou sua companhia no sul de Minas Gerais, mas
na cidade de Extrema. A empresa produz cerca de 30 artigos diferentes, como
celulares. “Mas nossa principal aposta são os celulares e os tablets”, diz
Feder.
A Multilaser não revela quanto as
tabuletas digitais representam em seu faturamento. Na empresa de Xu, no
entanto, 85% do faturamento é obtido com esses aparelhos. A cautela de Xu na
hora de diversificar os negócios pode guardar relação com seu nome de batismo,
Xu Wei. Essas duas palavras remetem à ideia de pensar antes de agir. É
exatamente o que Xu tem feito nesses anos todos, o que lhe possibilita, hoje,
colher os frutos da aposta num segmento altamente promissor. De acordo com o
IDC, deverão ser comercializados no País 5,8 milhões de tablets em 2013, um
crescimento de quase 90% sobre o ano passado. Divulgado em março, o estudo
aponta o tablet como o dispositivo eletrônico de maior crescimento no Brasil.
Para surfar nessa onda, sua estratégia é ampliar os pontos de venda dos atuais
seis mil para dez mil ao longo do ano.
Também pretende reforçar a atuação no
comércio eletrônico, mas sem tirar o foco do varejo tradicional. “Um atendente,
na loja, consegue mostrar os diferenciais do nosso produto”, afirma. Outra
estratégia é estreitar suas relações com os fornecedores chineses. Quando
concedeu entrevista à DINHEIRO por telefone, Xu estava em uma viagem de três
semanas pela China para descobrir fabricantes e identificar tendências. Por
falar nisso, há novos produtos da DL à vista? “Sim, teremos novidades neste
ano”, diz Xu, mas sem dar detalhes. Pelo menos nesse quesito, Xu, cuja
estratégia para alcançar a liderança foi trilhar um caminho totalmente distinto
ao dos titãs do setor, tem algo em comum com a Apple: envolver mistério em seus
planos de negócios e de desenvolvimento de produtos.
(Fonte: João Varella – Isto é
dinheiro em 12/04/2013)
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Santa Rita é notícia
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Manoel de Barros
As bençãos
Não tenho a
anatomia de uma garça pra receber
em mim os perfumes do azul.
Mas eu recebo.
É uma bênção.
Às vezes se tenho tristeza, as andorinhas me
namoram mais de perto.
Fico enamorado.
É uma bênção.
Logo dou aos caracóis ornamentos de ouro
para que se tornem peregrinos do chão.
Eles se tornam.
É uma bênção.
Até alguém já chegou de me ver passar
a mão nos cabelos de Deus!
Eu só queria agradecer.
(Manoel de
Barros)
Modos e modas - 9 formas de usar lenços quadrados
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Modos e Modas,
Passo a passo
domingo, 7 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Persona - Cazuza
Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza (Rio de Janeiro,
4 de Abril de 1958 – Rio de Janeiro, 7 de Julho de 1990)
Persona - Martin Luther Kink
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Santa Rita é notícia - Invenções para deficientes rendem prêmios a alunos do Sul de MG
Invenções para deficientes rendem prêmios a alunos do Sul de
MG
Projetos foram desenvolvidos por estudantes de Santa Rita do
Sapucaí.
Na última semana, inventos renderam oito prêmios nacionais.
Estudantes de Santa Rita do Sapucaí (MG), cidade
conhecida por Vale da Eletrônica, usam a tecnologia a serviço da saúde e
desenvolvem diversos aparelhos para auxiliar portadores de necessidades
especiais. Além de ajudar pessoas, os projetos rendem vários prêmios aos jovens
inventores. Só na última semana, alunos de um curso técnico conseguiram oito
prêmios nacionais.
Em Santa Rita do Sapucaí, 18 empresas desenvolvem aparelhos
na área de saúde. Só no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), são 25
projetos.
Os alunos Filipe Loyola e Isabel Francine Mendes usaram a
criatividade pra dar mais mobilidade a cadeirantes. Eles criaram um kit de
motorização para cadeiras de rodas. Bateria, controle e motores foram
importados da China e podem ser instalados em qualquer tipo de cadeira. Com o
kit, a cadeira pode ser usada no modo motorizado e caso a bateria acabe, ou se
o paciente quiser, ele pode ativar o modo manual.
Os alunos conquistaram o terceiro lugar em um prêmio
concedido no país e organizado por uma multinacional. No total, 150 projetos
concorreram. “A ideia era fazer um kit motorizado com baixo custo e que pudesse
ser acoplado a qualquer cadeira de rodas”, afirma Isabel.
Na Escola Técnica de Eletrônica (ETE), estudantes com idades
entre 15 e 18 anos desenvolveram um aparelho capaz de levantar um portador de
deficiência física. Basta encaixar os pés e o peito e as rodas ajudam na locomoção.
O grupo se inspirou na história do pai do colega Walef Carvalho, que é
paraplégico. A ideia também foi premiada e rendeu a eles o segundo lugar na
Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo.

Invenções para deficientes rendem prêmios a alunos e Santa
Rita do Sapucaí (Foto: Reprodução EPTV)
“O nosso projeto ter sido premiado foi muito bom para nos
mostrar que o nosso esforço valeu a pena. Sem contar que meu pai ficou muito
orgulhoso”, diz Carvalho.
Na feira, o grupo empatou com os colegas da terceira série
da ETE. O trio criou um dispositivo que simula os batimentos de um coração. O
equipamento tem um banco de dados importado dos Estados Unidos.
Também na busca de aliar tecnologia na área de saúde, uma
turma criou uma campainha para deficientes visuais e auditivos. “É um
dispositivo luminoso, vibratório e sonoro que auxilia o deficiente dentro da
residência”, explica Jaine Cássia Fonseca Amaral, que participou do projeto.
Os projetos da ETE concorreram com mais de 350 invenções de
todo o país. O Vale da Eletrônica tem mais de 140 empresas, onde são fabricados
mais de 13 mil produtos.
(Fonte: G1 Sul de
Minas)
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Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Lya Luft
Canção do recomeço
A casa aonde voltei
depois de muitos anos,
boia como uma ilha de aguapés na noite,
presa por uma raiz doce e dolorosa
que me define.
Na madrugada caminho pelos quartos
como no fundo do mar
onde essa raiz se finca.
Pelas vidraças, o jardim são algas;
meus filhos dormem como quando
eram meninos,
e suas respirações, como sentimentos,
fundem-se neste bojo.
Este é o meu lugar
aonde voltei depois de tanto tempo,
como quem, misturando peças
dos enigmas mais arcaicos,
montasse laboriosamente o seu quebra-cabeça.
(Lya Luft)
terça-feira, 2 de abril de 2013
Gostei... - Cicatrizes
"Roubado" do Blog do Noblat.
Cicatrizes
Abaixo do
polegar, um pouco acima do punho, levo uma cicatriz. As circunstâncias que a
produziram fizeram com que essa cicatriz formasse um risco negro, fino, quase
uma tatuagem a marcar a pele da mão. Claramente visível. Com um procedimento
simples, seria possível removê-la. Sempre me recusei. Já se vão décadas que ela
me acompanha. Ela faz parte do que sou.
Toda
cicatriz conta uma história. Por trás de cada uma delas tem o caminho, a série
de eventos que resultaram naquela marca no corpo, na alma ou na consciência.
Parte da vida é colecionar cicatrizes. É aceitar a inevitabilidade do
sofrimento. É transformar o sofrimento da ferida no aprendizado e na história
que a cicatriz marca.
As
cicatrizes no corpo, na alma ou na mente são o mapa da trajetória de cada um.
Elas são de todos os tipos. Algumas causam orgulhos, outras causam tristeza,
outras não se fecham jamais. Mas todas contam historias. Todas marcam eventos.
Todas imprimem o tempo.
O ser
humano parece estar sempre condenado a ter a própria alma ferida e a ferir a
alma do outro. Ser simultaneamente vítima e causa de sofrimento. Ser, ao mesmo
tempo, portador e causa de cicatrizes.
Cicatrizes
são marcas que não perdoam. Permanecem lá como testemunhas e memória permanente
da trajetória de cada um. Registram erros e acertos; atos de coragem e de
covardia; vitorias e derrotas; o certo e o errado. Transformam sofrimento em
experiência e aprendizado.
As marcas
que a vida deixa na pele, na alma e na mente são parte importante da
experiência humana. Talvez sejam elas, as marcas, que nos tornam, a cada um de
nós, alguém especial, único.
Por isto não
removo minhas cicatrizes. Sem elas, eu não sou.
(Elton Simões mora no Canadá. Formado em Direito (PUC);
Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de
Conflitos (University of Victoria). E-mail: esimoes@uvic.ca . Escreve aqui às
segundas-feiras.)
Persona - João Paulo II
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Retrato Falado do Mentiroso
Bem apropriado para o dia de hoje.
Retrato Falado do Mentiroso
Como
sabemos que o homem está mentindo?
-
O mentiroso é detalhista, responde aquilo que não foi perguntado, está tentando
se convencer da história, perde-se em pormenores e curvas desnecessárias.
-
O mentiroso fica romântico fora de hora, generoso de repente.
-
O mentiroso baixa os olhos de vergonha e fala para os lados.
-
O mentiroso somente desmente uma história quando há uma mentira maior para esconder.
-
O mentiroso pede desculpa fácil (não se importa mesmo com aquilo que
diz).
- O mentiroso ri de nervoso, ri antes da piada.
- O mentiroso é ambicioso: deseja uma mentira maior do que a anterior. Ele tropeça em seu próprio sucesso.
- O mentiroso é ambicioso: deseja uma mentira maior do que a anterior. Ele tropeça em seu próprio sucesso.
-
O mentiroso nunca é evasivo, sempre tem certezas.
-
O mentiroso se julga melhor do que os outros. Pensa que sairá impune, que
ninguém é capaz de descobrir suas artimanhas.
-
O mentiroso inventa tudo (que é um erro, o certo é contar algo falso a partir
de algo verdadeiro).
-
O mentiroso, tão preocupado consigo, não conversa. É um monólogo.
-
O mentiroso sempre está se favorecendo com a trama, ou é a vítima ou é o
azarado. Não há mentira que prejudique seu autor.
-
O mentiroso acredita que escutar é acreditar e vai falando sem questionar nada.
-
O mentiroso põe a culpa pelos atrasos nos amigos. Mas esquece de avisar os
amigos.
E
a mulher? O que ela faz?
Quando
a mulher mente, conta a verdade. Como se fosse uma brincadeira.
(Fabrício
Carpinejar)
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