segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles

Eternidade inútil
Até morrer estarei enamorada
de coisas impossíveis:

tudo que invento, apenas,
e dura menos que eu,
que chega e passa.

Não chorarei minha triste brevidade
unicamente a alheia,
a esperança plantada em tristes dunas,
em vento, em nuvens, n'água.

A pronta decadência,
a fuga súbita
de cada coisa amada.

O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil.
(Cecília Meireles)

Comercial Legal - Extra

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Helena Kolody

Não era isso
Não.
Não era isso.

O que eu queria dizer
era tão alto
e tão longe 
que nem consegui soletrar
suas palavras-estrelas.
(Helena Kolody)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Persona - Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek de Oliveira (Diamantina, 12 de Setembro de 1902 – Resende,  22 de Agosto de 1976)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mario Quintana

Viração
Voa um par de andorinhas, fazendo verão.
E vem uma vontade de rasgar velhas cartas,
velhos poemas, velhas contas recebidas.
Vontade de mudar de camisa,
por fora e por dentro... vontade...
Para quê esse pudor de certas palavras?...
Vontade de amar, simplesmente.
(Mario Quintana)

domingo, 8 de setembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Helena Kolody

A miragem no caminho
Perdeu-se em nada,
caminhou sozinho,
a perseguir um grande sonho louco.

(E a felicidade
era aquele pouco
que desprezou ao longo do caminho).
(Helena Kolody)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Persona - Luciano Pavarotti

Luciano Pavarotti (Módena, 12 de Outubro  de 1935 _ Módena, 6 de Setembro de 2007) 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Prado

Corridinho
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
(Adélia Prado)

Na vitrola aqui de casa - A thousand kisses deep

Pátria Minas - Minha Minas Gerais

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