quarta-feira, 25 de setembro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles
Eternidade inútil
Até morrer
estarei enamorada
de coisas impossíveis:
tudo que invento, apenas,
e dura menos que eu,
que chega e passa.
Não chorarei minha triste brevidade
unicamente a alheia,
a esperança plantada em tristes dunas,
em vento, em nuvens, n'água.
A pronta decadência,
a fuga súbita
de cada coisa amada.
O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil.
(Cecília Meireles)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Helena Kolody
Não era isso
Não.
Não era
isso.
O que eu
queria dizer
era tão alto
e tão
longe
que nem
consegui soletrar
suas
palavras-estrelas.
(Helena
Kolody)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Persona - Juscelino Kubitschek
Juscelino Kubitschek de Oliveira (Diamantina, 12
de Setembro de 1902 – Resende, 22 de Agosto de 1976)
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mario Quintana
Viração
Voa um par
de andorinhas, fazendo verão.
E vem uma
vontade de rasgar velhas cartas,
velhos
poemas, velhas contas recebidas.
Vontade de
mudar de camisa,
por fora e
por dentro... vontade...
Para quê
esse pudor de certas palavras?...
Vontade de
amar, simplesmente.
(Mario Quintana)
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Helena Kolody
A miragem no caminho
Perdeu-se em
nada,
caminhou
sozinho,
a perseguir
um grande sonho louco.
(E a
felicidade
era aquele
pouco
que
desprezou ao longo do caminho).
(Helena
Kolody)
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Persona - Luciano Pavarotti
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Prado
Corridinho
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
(Adélia Prado)
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
(Adélia Prado)
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