sexta-feira, 28 de março de 2014

Comercial legal - Despedida da Kombi

Santa Rita é notícia - Evento desafia criação de empresa em 54 horas no Sul de Minas

Evento desafia criação de empresa em 54 horas no Sul de Minas

Inscrições para o encontro podem ser feitas pela internet até dia 4 de abril.

Profissionais como o criador do aplicativo 'Easy Taxi' estão confirmados. 


Entre os dias 11, 12 e 13 de abril, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) realiza o Startup Weekend em Santa Rita do Sapucaí (MG) com objetivo de estimular os participantes a criarem uma empresa em apenas 54 horas. O projeto é incentivado pelo Google e promovido em outros locais com a intenção de que empreendedores, desenvolvedores, designers e entusiastas se juntem para criarem empresas de alto impacto - startups, em apenas um fim de semana. As inscrições para o evento estão abertas até o dia 4 de abril.

Evento acontece no Inatel em Santa Rita do Sapucaí
(Foto: Renan Barbosa)
De acordo com a organização, o encontro incentiva a criatividade e inovação dos participantes, para que desde o início do encontro, na noite de sexta-feira (11), sejam compartilhadas as ideias. O intuito é que equipes sejam formadas para trabalhar e criar uma startup.

Além da montagem das startups, haverá também uma competição entre as equipes. Os participantes devem ter plano de negócios, comprovação das demandas dos serviços e produtos oferecidos pelo empreendimento, entre outros procedimentos comuns durante a elaboração de uma empresa.
Para auxiliar os participantes haverá consultoria disponível com profissionais de grande experiência na criação de startups de sucesso. “Queremos formar um novo alicerce para o ambiente de empreendedorismo de alto impacto”, comentou o engenheiro Alex Lemos da Silva, um dos organizadores do evento.


Mentores


Alguns experientes mentores já estão confirmados para o Startup Weekend Inatel. Entre eles, Gustavo Brun Goldschmidt e Pedro Concli Loureiro, respectivamente, CEO e Líder de Design do Superplayer, e também Samir Iásbeck e Gian Menezes sócios da Startup Qranio.

A palestra de abertura do evento, será ministrada por Tallis Gomes, fundador do Easy Taxi, startup que surgiu em uma Startup Weekend e atualmente tem o aplicativo de procura de taxis utilizado em diversos países do mundo.
Tallis Gomes, fundador do Easy Taxi, fará palestra de
abertura (Foto: Leo Neves/ Agência O Globo)
Outros mentores com cases de sucesso em empreendedorismo de alto impacto também já confirmaram presença no evento, como o CEO do site WeDoLogos, Gustavo Mota, a consultora e fundadora do UpaLupa (Fábrica de Startups), Lígia Dutra Zeppelini, o publicitário Victor Lymberopoulos, fundador do Mídia Publicitária, considerado o melhor blog de comunicação do país, entre outros.
Serviço – As inscrições vão até o dia 4 de abril e podem ser realizadas pelo sitehttp://inatel.startupweekend.org

Fonte: http://g1.globo.com  em 27/03/2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dica de diversão - Carnaval

Clique na imagem para vê-la em tamanho maior

Bão dimais - Souflé Lavoisier

Adorei essa receita que minha irmã Andréa me passou. É ótima para aproveitar sobras de legumes refogados, frango desfiado, espinafre, etc. 

"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." (Lavoisier)

Por isso resolvi batizá-lo de Souflé Lavoisier. Simples, fácil, barato e gostoso. Fiz com uma sobra de abobrinha refogada e ficou muito bom. 

Souflé Lavoisier

Ingredientes: 1 colher (sopa) de farinha de trigo * 1 colher (sopa) de margarina * 1 xícara (chá) de leite * 2 ovos * queijo parmesão ralado * cheiro verde * recheio desejado
Modo de fazer: Em uma panela, misturar a manteiga, a farinha e o leite. Levar ao fogo, mexendo sempre, até formar um creme. Depois de frio, Juntar o recheio (se tiver caldo, espremer para retirá-lo), o queijo e o cheiro verde a gosto, e as gemas. Misturar. Adicionar as claras em neve. Despejar em um refratário pequeno, untado e enfarinhado, e levar ao forno. Sirva quente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Miguel Torga

Ficha
Poeta, sim, poeta...
É o meu nome.
Um nome de batismo
Sem padrinhos...
O nome do meu próprio nascimento...
O nome que ouvi sempre nos caminhos
Por onde me levava o sofrimento...

Poeta, sem mais nada.
Sem nenhum apelido.
Um nome temerário,
Que enfrenta, solitário,
A solidão.
Uma estranha mistura
De praga e de gemido à mesma altura.
O eco de uma surda vibração.

Poeta, como santo, ou assassino, ou rei.
Condição,
Profissão,
Identidade,
Numa palavra só, velha e sagrada,
Pela mão do destino, sem piedade,
Na minha própria carne tatuada.
(Miguel Torga)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Miguel Torga

Inocência
Vou aqui como um anjo, e carregado
De crimes!
Com asas de poeta voa-se no céu...
De tudo me redimes,
Penitência
De ser artista!
Nada sei,
Nada valho,
Nada faço,
E abre-se em mim a força deste abraço
Que abarca o mundo!

Tudo amo, admiro e compreendo.
Sou como um sol fecundo
Que adoça e doira, tendo
Calor apenas.
Puro,
Divino.
E humano como os outros meus irmãos,
Caminho nesta ingénua confiança
De criança
Que faz milagres a bater as mãos.
(Miguel Torga)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Ôncofui - Campanha - MG

Campanha - MG

Gostei... - Ano Novo

Ano Novo

Começar o ano na quarta-feira deveria ser proibido. Infelizmente, na ausência de leis que proíbam o fluxo regular do calendário gregoriano, o primeiro dia do ano cai, de vez em quando, em intervalos regulares e previsíveis, em uma quarta-feira.
Primeiro dia do ano é tempo que deve ser utilizado para o descanso, ao perdão autoconcedido, e ao enfrentamento das consequências dos excessos, ações e acontecimentos do ultimo dia do ano passado. Olhando dessa perspectiva, começar ou não o ano na quarta-feira não faz realmente muita diferença.
A perda se dá realmente nos dias seguintes, quando a vida quotidiana parece acordar e, a todos, arrastar no turbilhão de agitações que engole as horas de todos os dias, a toda hora. Ano que começa em quarta-feira rouba tempo adicional para reflexão e contemplação.
Parece que começos de ano existem para reflexão, reavaliação de ações, revisão de objetivos e tomada de decisões. Nessa época, a gente tende a contemplar o futuro, o passado, os valores, e os significados. É renascer habitando o mesmo corpo.
O ser humano, apesar de se autoproclamar racional, parece jamais desistir de encontrar perguntas cuja existência de respostas seja talvez impossível ou improvável. É assim que se escrevem páginas sobre a existência ou inexistência de Deus, ou se derramam rios de tinta e muito esforço na busca de conexões humanas perfeitas.
Aos que abraçam a ciência com única explicação, e a tudo tentam abordar racionalmente, de fato, muita coisa parece sem sentido, vazia. A ciência explica como, mas ajuda muito pouco a entender por quê. A existência seria simplesmente um acaso pelo qual cada um de nós passa, sem nada de especial.
Talvez seja verdade. Talvez não exista mesmo sentido. Mas se toda esta racionalidade não estivesse eternamente grávida de dúvidas; ou se aqueles que se autoproclamam completamente racionais desfrutassem da completa pureza de suas convicções, cessariam também a sede por conhecer, por saber, por aspirar, por viver.
Nós, entretanto, continuamos. Investimos energia e tempo na busca de sentido e conexões humanas perfeitas. E somos permanentemente desafiados a perguntar se simplesmente falhamos em encontrar as respostas às questões que nos preocupam, ou se essas respostas simplesmente nunca existiram.
Começo de ano é época de desejar o impossível, ou, no mínimo o improvável. É período para renascimento de esperanças. Feito para abrigar os sonhos das conexões humanas perfeitas, e continuar a busca das respostas que tanto precisamos, mas que tardam em chegar.
Que este ano traga tudo isto.
Feliz ano novo!

(Elton Simões)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Ferreira Gullar

Ano Novo 
Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).
(Ferreira Gullar)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Carlos Drummond de Andrade

Reinauguração
Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.

Nessa idade - velho ou moço - pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,
a exata beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas em redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.

Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos.
Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.

Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.
(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Camões

Sete anos de pastor Jacó servia
Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!

(Luís Vaz de Camões)

Comercial legal - Coca-Cola

domingo, 22 de dezembro de 2013

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Prado

Lapinha
Quando éramos pobre e eu menina,
era assim o Natal em nossa casa:
quatro semanas antes
a palavra Advento sitiava-nos,
domingo após domingo.
Comeríamos melhor naquele dia,
seríamos pouco usuais:
vinho, doces, paciência.
Porque o Menino estremecia no feno
e nos compadecíamos de Deus até as lágrimas.
Olhando a manjedoura, o que eu sentia
- sem arrimo de palavras-
era o que sinto ainda:
"O desejo de esbeltez será concretizado."
À luz que não tolera excessos,
o musgo, a areia, a palha cintilavam,
a pedra. Eu cintilava.
(Adélia Prado)
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