quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Octavio Paz

Irmandade
Sou homem: duro pouco 
e é enorme a noite. 
Mas olho para cima: 
as estrelas escrevem. 
Sem entender compreendo: 
Também sou escritura 
e neste mesmo instante 
alguém me soletra.
(Octavio Paz)

Comercial legal - Sadia

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dica de diversão - Orquestra de Santa Rita de Cássia

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Dica de diversão - Festa Junina da ETE

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Comercial legal - Uno 2013

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Santa Rita é notícia - Principais incubadoras de empresas do país


Veja lista das principais incubadoras de empresas do país

No Brasil, existem 384 incubadoras de empresas, segundo a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores). Algumas delas, por estarem ligadas a instituições renomadas, sejam universidades ou empresas privadas, são referências em suas áreas de atuação.
O UOL, com base em informações da Anprotec, selecionou algumas das principais incubadoras de empresas do país.

Os critérios de seleção para cada uma delas são variáveis. Porém, o quesito principal para ser incubado é a inovação, que pode ser entendida também como o aprimoramento de algo existente. 


CONFIRA PRINCIPAIS INCUBADORAS DE EMPRESAS DO PAÍS
Estado
Instituição
São Paulo
Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), ligado à USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista. Site: www.cietec.org.br

Incamp, ligada à Unicamp (Universidade de Campinas), em Campinas. Site:www.incamp.unicamp.br

Supera, ligada a Fipase (Fundação Instituto Pólo Avançado da Saúde de Ribeirão Preto), em Ribeirão Preto. Site: www.fipase.org.br
Rio de Janeiro
Instituto Gênesis, ligado à PUC-Rio (Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro), na capital fluminense. Site: www.genesis.puc-rio.br

Coppe, ligada à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na capital fluminense. Site:www.incubadora.coppe.ufrj.br

Incubadora de Projetos Tecnológicos e Empresas do Inmetro, ligada ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), em Duque de Caxias. Site:www.inmetro.gov.br
Minas Gerais
Inova, ligado à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte. Site:www.inova.ufmg.br

Incubadora da Fumsoft, instituição que incentiva o desenvolvimento na área de TI (Tecnologia da Informação), em Belo Horizonte. Site: www.fumsoft.org.br

Incubadora Habitat, ligada à Biominas, em Belo Horizonte. Site: www.biominas.org.br

Prointec (Programa Municipal de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica), ligado à Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí. Site: www.prointec.com.br

Incubadora do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), em Santa Rita do Sapucaí. Site: incubadora.inatel.br

Centev (Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa), ligado à UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Viçosa. Site: www.centev.ufv.br
Santa Catarina
Celta (Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas), ligado à Fundação, de Florianópolis. Site: www.celta.org.br

Instituto Gene, ligado à Furb (Fundação Universidade Regional de Blumenau), em Blumenau. Site: www.institutogene.org.br
Paraná
Intec (Incubadora Tecnológica de Curitiba), ligado ao Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), em Curitiba. Site: intec.tecpar.br
Distrito Federal
CDT (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico), ligado à UnB (Universidade de Brasília), em Brasília. Site: www.cdt.unb.br
Ceará
Padetec (Parque de Desenvolvimento Tecnológico), ligado à UFC (Universidade Federal do Ceará), em Fortaleza. Site: www.padetec.ufc.br
Pernambuco
Cais do Porto, ligado ao parque tecnológico Porto Digital, em Recife. Site:cais.portodigital.org

(Fonte:  Afonso Ferreria – UOL em 20/06/2012)


sábado, 16 de junho de 2012

Gostei... - Carta para minha namorada


CARTA PARA MINHA NAMORADA

Eu decorei suas fraquezas, acalmei seus pesadelos.
Conheço histórias de sua infância, dores e repulsas.
Sou sua caixa-preta, sua cópia de segurança, seu diário, seu esconderijo na parede.
Poderia imitar sua caligrafia, poderia escrever sua biografia, listar o material escolar da 5ª série, recordá-la da capa de bichinhos coloridos da cartilha Alegria de Saber.
Você não escondeu nenhuma resposta de minhas perguntas. Nenhuma gaveta para a minha curiosidade.
Nunca se revelou tanto para outra pessoa. Expôs quem odiava no Ensino Médio, quem amava, quais as gafes e as covardias que experimentou na escola.
Confidenciou aquilo que seu pai gritou e que magoou fundo, aquilo que sua mãe omitiu e feriu fundo.
Não tem anticorpos contra mim. Baixou as armas, depôs a mínima resistência.
Se você me escolheu para confiar, devo ter o dobro de tato para falar contigo, o triplo de responsabilidade. Qualquer um conta com o direito de falhar, qualquer um desfruta da possibilidade de errar, menos eu. Sou o que realmente estudou seus pontos fracos e o lugar de suas veias.
Perdi a desculpa do acidente, a vantagem do lapso.
Sou o mais perigoso, portanto tenho a obrigação de defendê-la de mim. Tudo o que ouvi a seu respeito não posso empregar para agredi-la. Cada desabafo que me confiou não serve para nada, a não ser para amá-la.
Não tem finalidade doméstica, nem serventia para fofoca, é uma amnésia alegre: escuto, sorrio e consolo.
Não ouso soprar verdades sem sua permissão. São arquivos protegidos.
Quem ama mergulha em hipnose regressiva, firmamos um código de quietude e cumplicidade, de zelo e compromisso.
Intimidade é um conteúdo perigoso, tóxico, explosivo. Há os casais que esquecem que estão levando a valiosa carga e transformam a catarse em tortura psicológica, em chantagem emocional, em sequestro moral.
Suas confidências morrem comigo ou eu vou morrer nelas. Não podem retornar numa briga. Que eu morda a língua, queime a boca, mas não use jamais seus segredos. Aquilo que você me disse não é para ser devolvido. Todo segredo é um sino sem pêndulo.
Não importa o que faça ou as razões da raiva, é covardia distorcer suas lembranças.
Não posso rifar seus problemas, nem propor leilão dos seus medos.
Minha namorada, minha noiva, minha mulher, meu amor.
Eu prometo cercar seu silêncio com meu silêncio.
Não nasci para julgá-la, mas para me julgar e, assim, merecê-la.

(Fabrício Carpinejar - Publicado no jornal Zero Hora em 12/06/2012)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Santa Rita é notícia - ETE FMC é destaque nas TVs nacionais

ETE FMC é destaque nas TVs nacionais 

 
Fico muito feliz quando vejo a escola onde passei boa parte da minha vida, primeiro como aluna e depois professora, ganhar desta que na mídia. 
Na semana que vem a ETE estará sendo focalizada em dois programas. 


Não deixem de assistir:

Dia 19/06 
Canal: TV Século 21 
Programa: Point 21
Horário: 20:30


Dia 23/06 
Canal: Rede Globo 
Programa: Ação 
Horário: 7:30 


Para mais detalhes clique aqui.

Na vitrola aqui de casa - Pai e filho

Comercial legal - Coca-cola

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aviso aos navegantes - Caetano disponibiliza sua discografia completa para download em site

Caetano disponibiliza sua discografia completa para download em site

 

Depois de aderir ao Instagram e ao Twitter, Caetano Veloso disponibilizou, em comemoração aos seus 70 anos, toda sua discografia no site oficial que mantém. Para ouvir as músicas não é preciso pagar nada. 
O download, no entanto, é pago: as faixas são vendidas pelo iTunes. 
O site, www.caetanoveloso.com.br, também tem vídeos e um blog atualizado pelo cantor. 
(Fonte: Folha de São Paulo em 13/06/2012) 

Blog: Dá para ouvir algumas músicas dos discos no computador, como fundo musical, enquanto você trabalha.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Serviço - Vacinação Infantil


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domingo, 10 de junho de 2012

Santa Rita é notícia - Presos iluminam praça pública em Santa Rita do Sapucaí pedalando

Presos iluminam praça pública em Santa Rita do Sapucaí pedalando

Esforço produzido por detentos acelera a busca pela liberdade, já que a cada três dias trabalhados, eles reduzem um no cumprimento da pena
  Alternador instalado no pedal armazena a força mecânica produzida pelo preso em uma bateria DIREÇÃO DO PRESÍDIO DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ/DIVULGAÇÃO 

 Parece uma simples atividade física para preencher o tempo ocioso do encarceramento. Mas a bicicleta adaptada colabora com o meio ambiente, ajuda na ressocialização e acelera a busca pela liberdade. No presídio de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, a geração de energia limpa é movida a pedaladas. 
Enquanto o “preso sustentável” pedala, o esforço é transformado em eletricidade. O sistema é simples. Um alternador, instalado no pedal, armazena a força em uma bateria de carro. A energia é suficiente para iluminar cinco postes de uma praça pública da cidade por 12 horas. Pelo trabalho, os detentos recebem remição de pena: a cada três dias de pedalada, um a menos no cumprimento da sentença. Seis presos participam do projeto, divididos em dois grupos. A cada dia, as equipes revezam o trabalho, que dura seis horas. 
O primeiro requisito para ingressar no programa, inédito no Brasil, é ter um bom comportamento. Os detentos também passam por uma avaliação médica, já que a atividade requer preparo físico. Em seguida, um acordo é firmado entre a direção da unidade prisional e a Justiça local. 
Prestes a completar 20 anos de atuação na área de direito penal, o juiz José Henrique Mallmann é o responsável pela implantação do projeto no presídio de Santa Rita do Sapucaí. “No sistema prisional, as pessoas acabam isoladas, sozinhas. Essa é uma forma de trazer um benefício para a sociedade, iluminando um local público por meio de uma energia totalmente limpa”, avalia o magistrado. 
Segundo o juiz, novas propostas de ressocialização dos presos, principalmente por meio do trabalho, são discutidas com frequência. A ideia da bicicleta é baseada em trabalhos desenvolvidos em países europeus. O custo do projeto não foi informado, mas seria baixo, asseguram os envolvidos. Os próprios diretores da unidade prisional teriam feito a adaptação da bike, após a leitura de um prospecto na internet, e a montaram. 
De acordo com o diretor-geral do presídio, Gilson Rafael Silva, duas bicicletas estão em funcionamento. A previsão é a de que pelo menos mais dez possam entrar em operação. 
A energia gerada seria suficiente para iluminar os 34 postes de um calçadão de aproximadamente três quilômetros, que corta a atual praça iluminada. 
Gilson Silva conta que há uma lista com 50 presos interessados em participar da iniciativa que gera energia limpa. “Ainda é um projeto-piloto, mas a aceitação tem sido muito positiva. Eles estão interessados e reconhecem a importância social desse trabalho”, afirma o diretor-geral. 
Cumprindo pena desde 2010 por associação ao tráfico de drogas, Anderson Barroso da Silva, de 20 anos, é um dos participantes. Ele, que já foi de bicicleta de Santa Rita do Sapucaí até Aparecida do Norte (SP) – percorreu cerca de 200 quilômetros por 12 horas –, conta que o interesse surgiu logo após o projeto ser apresentado aos detentos. 
“Sempre andei de bicicleta e essa era mais uma oportunidade para diminuir minha pena, oferecendo algo de bom em troca”, diz o preso, que terá direito à liberdade em dois meses. “Todos na cadeia têm interesse em participar. A ideia é muito boa”, acrescenta Anderson Barroso, que também dedica parte de seu tempo a trabalhos de artesanato. 
De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a iniciativa, devido ao baixo custo e sustentabilidade, deve ser estendida a outras unidades. Porém, não há datas definidas.
(Fonte: Renato Fonseca – Hoje em dia em 10/06/2012)

sábado, 9 de junho de 2012

Dica de diversão - Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais


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Historinhas - Festa de Santa Rita

Festa de Santa Rita
Peguei novamente a chave que tenho secretamente guardada no coração e, com cuidado, abri o meu baú da memória. Lá dentro, brincam anjinhos travessos que teimam em querer sair voando sem destino certo. Uns consigo agarrar pelos cabelos, pelos pés e até pelas asinhas e colocá-los de novo misturados aos outros. Tem os que saem voando por aí, contando as histórias para as pessoas. Estes sempre voltam meio sem graça pedindo abrigo. Alguns me escapam e vão embora para sempre. Ficam perdidos na lembrança. Remexo tudo, viro e reviro procurando por aqueles que têm uma marquinha bem no meio da testa de onde escorrem pequenas gotas de sangue. Encontro uns poucos. São os que me fazem lembrar as muitas Festas de Santa Rita que vivi quando criança.
Era tanta coisa nova, tanta magia para meus olhos infantis que até hoje não sei dizer o que mais me encantava. Todo ano, acontecia uma reviravolta na minha vidinha pacata de interior. A cidade que eu conhecia tão bem virava outra.
Era o parque que chegava e que geralmente se instalava ao lado da matriz, onde hoje é o prédio da Cemig. Tudo era grandioso para os meus olhinhos: roda gigante, chapéu mexicano. Havia um brinquedo que era um barquinho. Duas pessoas se sentavam nele, uma em cada ponta e, puxando uma corda, faziam o brinquedo ir ganhando altura e balançar cada vez mais alto. Ainda ouço a voz de meu pai dizendo que era perigoso e, apesar da vontade, eu nunca subi em um deles. Várias vezes, uma de minhas irmãs, muito mais ousada que eu, acenava para mim lá do alto. Que corajosa ela era! Além de não seguir as regras do meu pai, ainda quase voava. E a mulher gorila? Numa das festas, tomei coragem e fui ver. Era um cubículo apertado, repleto de pessoas em pé, curiosas para ver aquela linda mulher vestindo biquíni de lantejoulas azuis ser, pouco a pouco, transformada em um gorila imenso, peludo e horroroso. O ápice era quando o gorila sacudia a grade que o mantinha preso. De repente ele conseguia abrir as barras de ferro. Era um pânico só. Saia todo mundo correndo atropelando uns aos outros. Depois, quando o coração voltava ao ritmo normal, morríamos de rir de nosso próprio medo e com ar de superioridade e certa sabedoria dizíamos que era apenas um jogo de espelhos.   Mas quantas vezes fôssemos assistir ao espetáculo, tantas vezes sairíamos correndo com o coração a galope.
Chegavam também as barraquinhas vendendo de tudo um pouco, roupas e brinquedos de qualidade duvidosa, comidas que empesteavam o ar com uma mistura de cheiros que provocavam revoltas no estômago. E as maçãs do amor? Ah... as maçãs do amor! Aquele vermelho brilhante da casca caramelada as tornavam muito mais bonitas do que a da Branca de Neve que povoava meu universo. Tinha vontade de saborear uma com sofreguidão até restar só o palito, mas meu pai dizia que elas eram preparadas com água do rio ou da fonte luminosa da praça e eu morria de nojo só em pensar. Só vim a conhecer seu sabor depois de adulta. Numa feira agropecuária, vi uma bandeja cheia de maçãs vermelhas piscando para mim. Analisei. Se minha irmã, que desobedecia a meu pai, estava viva até hoje, certamente não seria eu a morrer por comer uma maçã do amor e finalmente saber qual sabor tinha.  Confesso que achei um tanto sem graça, não tinha o gosto da minha imaginação de infância.
Os ouvidos sempre atentos nas badaladas do relógio da igreja. Nove horas. Depois de muito passear em meio à multidão, estava na hora de encontrar minha mãe perto da igreja, no leilão de prendas e assados. Era armado um correto de madeira onde eram pendurados os cartuchos coloridos e no centro havia uma mesa com vários andares repletos de rosca, pão cheio, frango e leitoa assados. Os leiloeiros eram um espetáculo à parte. Faziam uma gritaria danada para valorizar o produto anunciado.
- Quem dá mais por este quarto traseiro de leitoa?
- Quem dá mais por esta rosca?
E erguia o guardanapo que a cobria para mostrar melhor ao público a beleza do seu trançado. E gritavam:
- Dou-lhe uma!
- Dou-lhe duas!
- Dou-lhe três!
-Vendida para fulano por tantos cruzeiros.
E o fulano estava do meu lado e não tinha feito nem dito nada... Então vinha na minha cabeça a explicação de minha mãe:
- A pessoa dá o lance com um balançar de cabeça, um erguer de sobrancelhas ou uma piscadela.
Eu virava uma verdadeira estátua. Mal piscava. Tinha um medo danado de arrematar alguma coisa, pois não teria dinheiro para pagar.
Meu Deus! Meus anjinhos certamente não me perdoarão se eu não contar da parte religiosa da festa. 
Após a missa, saíamos em procissão pelas ruas da cidade conduzindo o andor com a imagem de Santa Rita. Eram duas filas ladeando as calçadas. Todos iam cantando o hino de louvor à santa.
Como meu vocabulário era pouco e a imaginação era muita, ia cantando e analisando os versos que repetia sem entender o significado de muitas de suas palavras. 
Ó Santa Rita, Excelsa Padroeira,
lá de teu trono nos volve o teu olhar.
E a imaginação corria solta. Que bom que a santa tinha ressuscitado e era uma princesa! Não estava mais deitada, morta com um tiro na testa, dentro da urna de vidro igual a da Branca de Neve. Estava agora sentada num trono lindo, virando os olhos para a direita e para a esquerda. Não entendia bem por que ficava volvendo os olhos se estava num trono lá no alto dos céus. Devia ser para se certificar se todos os moradores da cidade estavam na procissão.
 A tua glória, em perenais louvores,
celebraremos aos pés de teu altar.
Todo ano pensava com meus botões:
- Vou perguntar para o meu pai o que é perenais. Que palavra mais esquisita!
Mas ela não estava num trono? O que ela estava agora fazendo num altar? Vai ver colocaram o trono num altar para ficar mais alto e ela poder enxergar melhor a procissão.
Ó Santa milagrosa,
atende pressurosa
Na hora que chegava ao pressurosa, aí é que eu não entendia nada. Pressurosa para mim era o mesmo que presa. Ela ainda estava presa no caixão de vidro? 
aos rogos que te eleva
nossa alma fervorosa!
Ah! Entendi. O trono estava preparado sobre o altar, mas ela ainda estava presa. Era preciso cantar com muita fé e bem alto para o milagre da ressureição acontecer. Era necessário que nossa alma estivesse bem quente e o nosso coração fervendo. E eu punha toda minha voz para fora. Cantava a plenos pulmões. No que dependesse de mim, ela iria viver novamente.
E o Padre José gritava:
- Viva Santa Rita!!!
Eu, aos berros, respondia:
- VIVA!!!
Quando voltava à igreja, alguns dias depois da festa, ia lá conferir se a santa tinha mesmo ressuscitado. Que decepção! Ela estava lá, mortinha na urna de vidro. Certamente no próximo ano teria que caprichar mais no canto para que o milagre acontecesse...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dica de Leitura - A chuva antes de cair

Dica de leitura - A chuva antes de cair
Romance muito interessante, conta a história de Rosamond, uma senhora idosa que decide descrever, antes de morrer, uma série de 20 fotografias que, juntas, contam um trágico passado familiar. Essa descrição destina-se a Imogen, sobrinha de Rosamond, que é cega.

sábado, 2 de junho de 2012

Na vitrola aqui de casa - Subcity

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Santa Rita é notícia - Aposta na obtenção de patentes

Aposta na obtenção de patentes


Objetivo é dar maior segurança para a produção local, com elevado grau tecnológico. 


As empresas do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, investirão na obtenção de patentes dos produtos desenvolvidos na região, informa o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. O objetivo é dar maior segurança para a produção local, caracterizada pelo elevado grau tecnológico. 
De acordo com o presidente da entidade, o sindicato pretende conscientizar as empresas instaladas em Santa Rita do Sapucaí da importância de obter as patentes dos produtos desenvolvidos por elas. O trabalho, que será iniciado ainda neste semestre, terá a assistência do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG). 
"O que observamos é que apesar do alto grau de desenvolvimento de produtos no Vale da Eletrônica não são realizados muitos investimentos na obtenção de patentes", diz. Entre os motivos, conforme ele, está o fato de os produtos de alta tecnologia necessitarem de um upgrade a cada três meses e, por outro lado, as patentes demoram para sair. 
"Mas estamos nos conscientizando da importância", afirma. Ele explica que com a patente os empresários poderão dar continuidade ao desenvolvimento dos produtos, além de ter os negócios assegurados.
Entre as empresas que já conquistaram o registro de produtos inventados no Vale da Eletrônica é a Teletronix, que atua na fabricação de equipamentos para radiofusão. Recentemente, a empresa obteve a patente de um equipamento que permite o controle remoto, via telefone, de uma emissora de rádio, denominado ARS. 

Exclusividade - O diretor técnico da empresa, Rogério Correa, explica que com a patente a empresa assegurou a exclusividade tanto na produção quanto na comercialização do produto por um período de 10 anos. Esta é o segundo invento registrado pela Teletronix, o primeiro é uma antena voltada para a transmissão de dados. 
Com as perspectivas positivas, a empresa está investindo R$ 2 milhões em uma sede própria. A Teletronix, que nasceu em uma incubadora de empresas no Sul de Minas, estava instalada em uma área de 700 metros quadrados no centro empresarial do município e passou a operar em uma planta com 3 mil metros quadrados. Os aportes compreendem também a aquisição de equipamentos para a produção do ARS. 
O Vale da Eletrônica conta com 142 empresas. No ano passado, o faturamento do polo atingiu US$ 1,5 bilhão, o que representa crescimento de 31% na comparação com 2010, quando a receita somou R$ 1,14 bilhão. 
Apesar de ser apontado como uma saída para as importações de componentes, o segmento em Santa Rita do Sapucaí acaba se tornando refém das compras externas de insumos. 
Conforme Souza Pinto já havia informado, os desembarques de componentes respondem por 40% do custo de produção das empresas. Como ainda não há fabricação nacional de semicondutores, esses produtos são adquiridos no mercado internacional.
(Rafael Tomaz – Diário do Comércio em 26/05/2012)
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