domingo, 31 de julho de 2011

Serviço - Inatel lança curso gratuito de preparação para o vestibular

Inatel lança curso gratuito de preparação para o vestibular

Inscrições devem ser feitas até 1º a 5 de agosto.


O Pré-Inatel é o mais novo Curso de Extensão Comunitária do Inatel. Gratuito, ele é destinado às pessoas que querem estudar para ingressar nos cursos de graduação de Engenharia e Tecnologia do Instituto.
O curso de preparação para o vestibular terá aulas de Português, Física e Matemática, sempre de segunda a quinta-feira, das 19h às 22h40. De acordo com o presidente da Comissão Permanente do Processo Seletivo, professor Luiz Felipe Simões de Godoy, o Pré-Inatel é uma ótima oportunidade para quem trabalha durante o dia e já parou os estudos há algum tempo, mas tem o desejo de cursar uma faculdade como o Inatel. “É uma chance para pessoas que não têm condições de pagar por um curso pré-vestibular conseguirem estudar e rever matérias essenciais para o processo seletivo do Inatel”.
Os interessados devem fazer a inscrição no campus do Inatel, apenas até sexta-feira, dia 5, na sala do Vestibular, que fica no prédio 1, no 2º andar. O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 13h às 19h30. Os inscritos serão selecionados através de uma prova, marcada para o dia 6 de agosto, e análise do formulário de inscrição. A turma terá 50 alunos e as aulas começarão dia 15 de agosto.
Outras informações pelos telefones (35) 3471-9345 / 3471-9206 ou pelo e-mail vestibular@inatel.br.
O Inatel oferece cinco cursos de graduação, três deles em período integral e cinco anos de duração, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Biomédica, e Engenharia da Computação, e outros dois noturnos e com duração de três anos, Tecnologia em Redes de Computadores e Tecnologia em Automação Industrial.

Minas são muitas - Barra Longa

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Barra Longa

Igreja Matriz de São José (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São José
Festa do Padroeiro: 19 de Março

Localização


História

Nos primórdios da penetração das Minas Gerais, vários colonizadores chegaram à região Mata de Ponte Nova, formando aí pequenos núcleos de povoação. Nessa época, o Coronel Matias Barbosa da Silva, Senhor de muitos escravos e poderoso em armas, lançou nestas partes várias posses, legalizadas anos depois por cartas de sesmarias.
Na principal destas posses, fundou ele entre 1701 e 1704 o pequeno arraial de Barra de Matias Barbosa, mandando erigir uma capela, em torno da qual desenvolveu o povoado.
A fertilidade das terras, próprias para a agricultura e a exploração do ouro de aluvião, abundantes nos rios Carmo e Gualaxo do Norte, foram fatores determinandes na fixação dos primeiros habitantes e no desenvolvimento do povoado, atual Cidade de Barra Longa.
O topônimo do município é proveniente da confluência (Barra) dos rios do Carmo e Gualaxo do Norte, que nascem nas serranias de Ouro Preto, vindo fundir-se a pouco mais de 1 km a oeste de Barra Longa, sugerindo por este motivo a toponímia.

Datas Históricas

1718 – Criado o Distrito com a denominação de Barra Longa, subordinado ao município de Mariana.
1923 – O distrito de Barra Longa deixa de pertencer ao município de Mariana para ser anexado do município de Ponte Nova.
1938 - Elevado à categoria de município com a denominação de Barra Longa e desmembrado de Ponte Nova.

O município

Barra Longa é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 6.143 habitantes e uma área total de 383,62 km².
O setor de serviços caracteriza-se como o mais relevante nas atividades econômicas da cidade, que também se destaca pela produção de leite, criação de galináceos e produção de rapadura e aguardente de cana.
Barra Longa tem como peculiaridade a tradição das bordadeiras. Essas mulheres se reúnem em uma associação que organiza a confecção e comercialização do bordado produzido na cidade. Grande parte das mulheres do município está inserida na produção dessas peças bordadas, e compradores de toda a região visitam o município em busca desses produtos.
O município se orgulha da Igreja Matriz de São José, considerada uma das mais bonitas e artísticas de Minas.
Os visitantes também podem fazer o Caminho de São José. Pode ser um simples passeio, uma longa caminhada, um encontro com a natureza, um encontro consigo mesmo ou um encontro com Deus. Tudo depende do ponto de vista. É assim que são descritos os relatos de todos que por qualquer razão se dispuseram a fazer um caminho de peregrinação e orgulhosos guardam consigo a credencial que testemunha a grande façanha de realizar a caminhada. O Caminho de São José, que liga Barra Longa a Rio Doce e a Santana do Deserto tem 48 km de extensão, pode ser percorrido em até 2 dias de caminhada e em seu percurso apresenta lindas paisagens naturais, cachoeiras, capelas e lindas fazendas.
(Fontes: IBGE,ALMG, http://www.rotaestradareal.com.br, http://www.p4psamarco.com)

Zenzando na rede

Persona - Saint-Exupéry

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de Junho de 1900 – Mar Mediterrâneo, 31 de Julho de 1944)

sábado, 30 de julho de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mário Quintana

O que o vento não levou


No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha, um dia o próprio vento...
(Mario Quintana)

Persona - Mário Quintana

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de Julho de 1906 – Porto Alegre, 5 de Maio de 1994)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Na vitrola aqui de casa - Alfonsina y el mar

Minas são muitas - Belmiro Braga

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Belmiro Braga

Igreja Matriz de Santana (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Santana
Festa da Padroeira: 26 de Julho

Localização


História

Com a descoberta das minas de ouro, criou-se a Capitania do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A capital da Capitania era o Rio de Janeiro. Pelas dificuldades de transporte e para facilitar o fisco, transferiu-se a capital para São Paulo e criou-se a casa de Fundição de Taubaté. O tempo definiu a criação de um "Caminho Novo", percurso entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, uma nova redefinição das linhas de forças dos fluxos comerciais e administrativos, impulsionando o desenvolvimento em terras fronteiras à Zona da Mata. Belmiro Braga tem uma origem histórica comum a todos os antigos distritos de Juiz de Fora, ou seja, a abertura do "Caminho Novo" - picada iniciada por desbravadores dos sertões, por volta de 1701. Conta-nos a história que um dos mais antigos moradores da localidade foi o Guarda-Mor Mariano de Cerqueira Carneiro, originário de Portugal, que lá se estabeleceu iniciando o plantio de cereais. Posteriormente, requereu a sesmaria onde morava, adquirindo mais tarde, outras duas sesmarias. O arraial começou a povoar-se por volta de 1852. No local, existia a fazenda denominada Boa Vista, de propriedade de Joaquim Garcia de Oliveira, que mais tarde foi adquirida por Joana Claudina de Jesus, doadora para a criação do povoado de quatro alqueires de terra à Santana, hoje padroeira da cidade.
Outros moradores se radicaram à região, adquirindo terras e ali se fixando, na sua maioria portugueses ou descendentes. Mais tarde, também chegaram os italianos que muito contribuíram para o progresso do lugar.
Com a denominação inicial de Vargem Grande, elevou-se a distrito em 1857, emancipando-se de Juiz de Fora em 1962, adotando o nome de Belmiro Braga, homenagem ao ilustre poeta mineiro que ali nasceu.
O topônimo originou-se de homenagem ao grande poeta Belmiro Braga, nascido na localidade.

Datas Históricas

1882 – Criado o Distrito com a denominação de Vargem Grande, subordinado ao município de Juiz de Fora.
1943 – O distrito de Vargem Grande passou a denomina-se Ibitiguaia.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Belmiro Braga e desmembrado de Juiz de Fora.

O município

Belmiro Braga é um município do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado em 2010, sua população é de 3.404 habitantes. Ocupa uma área de 393,13 Km².
Sua economia apoia-se na agricultura de subsistência e pecuária e preserva aspectos tipicamente rurais. Na sua origem, viveu o esplendor das fazendas de café. Belíssimas construções se erguem por entre não menos belas paisagens.
Devido à beleza de sua paisagem natural e ao aspecto portentoso de suas fazendas antigas, a cidade já serviu de cenário para locação de diversos filmes, entre eles, “A Terceira Morte de Joaquim Bolívar, ‘O Menino Maluquinho II”, “Lavoura Arcaica” e “O Enfermeiro”.
O distrito de São José das Três Ilhas guarda reminiscências da época dos barões do café expressos na arquitetura colonial de seu Centro histórico e na belíssima Matriz de São José, construída com mão de obra escrava. Toda de pedra faz parte de um reduzido grupo de construções erguidas no país com o estilo teutônico.
Por suas belezas naturais (belas cachoeiras e montanhas) e históricas (Matriz de São José, Asilo do Patrocínio e inúmeras fazendas), o município busca, hoje, adequar-se à exploração do turismo, já que faz parte, inclusive, do roteiro da Estrada Real.
(Fontes: ALMG, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.belmirobraga.mg.gov.br/, IBGE)

Amor também é...

Cuidar, com carinho, do outro quando ele está dodói...

Gostei... - 50.000 Visitas

Obrigada. Você é importante para mim!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De onde vem? - A dar com pau

A dar com pau

Como outras expressões da Língua Portuguesa, há também mais de uma explicação para “a dar com pau” que significa em grande quantidade, com fartura, em abundância.
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sopa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
Existe também uma versão que afirma que a expressão tem origem nordestina. Milhares de aves migratórias vinham da África atravessando o Atlântico e chegavam famintas ao Nordeste do Brasil. Pousavam nas lavouras existentes em busca de alimento. Para salvar suas plantações, o sertanejo espantava as aves a pauladas. Mas eram aves demais. Portanto, aves "a dar com pau".
(Fontes: http://www.amigosdolivro.com.br, http://www.almanaquebrasil.com.br)

Dica de diversão - Dia da Asia

Clique na imagem para ver em tamanho grande.

Minas são muitas- Coronel Pacheco

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Coronel Pacheco

Igreja Matriz de São Vicente (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Vicente de Paula
Festa do Padroeiro: 27 de Setembro

Localização


História

Quando em 1781, Rodrigo José de Meneses assumiu o governo da Província de Minas Gerais, a região da Mantiqueira era interditada, sendo proibida pela Coroa a abertura de picadas e estradas. Considerando que a região era a via natural de penetração na Província para os que viessem do Rio de Janeiro, o novo governador foi pessoalmente até lá, e às margens do Rio do Peixe, distribuiu numerosas sesmarias e datas de mineração acabando com a interdição da região.
Com a mineração se exaurindo, a região era procurada pelas terras férteis para lavoura e a criação de gado e assim são fundados povoados.
As primeiras propriedades cafeicultoras da região, entre elas, Fazenda Liberdade, Carambi, São Vicente e Santa Clara, produziam café para abastecer o mercado externo e produtos básicos de consumo da região, como arroz, cana de açúcar, banana e outros gêneros alimentícios.
A chegada da rodovia União Indústria influenciou seu desenvolvimento e aspecto urbanístico, bem como servia de porta de escoamento para a produção agrícola.
O Povoado de São Vicente foi-se organizando e ampliando, com as inovações tecnológicas nos meios de produção, a instalação da Estrada de Ferro Leopoldina e a inauguração da Estação de Água Limpa em 1881. A localidade recebeu esse nome por influência da Fazenda São Vicente, que doou a área para a construção da capela de São Vicente. O Comendador Carlos Justiniano das Chagas, pai do cientista Carlos Chagas, era proprietário da Fazenda da Liberdade e, em 1896, doou todo o território que se situava em torno da Capela, onde se localiza a sede do Município.
O Município também foi identificado pelo nome de Lima Duarte e, aos poucos, foi se transformando e adquirindo características e estrutura urbanística. Em janeiro de 1890, o povoado de Lima Duarte foi elevado à categoria de Distrito de Água Limpa e depois com o nome de Distrito de Coronel Pacheco. A nova denominação do distrito foi uma homenagem ao Coronel José Manoel Pacheco, incentivador do Projeto de construção da Rodovia União Indústria e construtor e idealizador da Estrada de Ferro Juiz de Fora – Piau, absorvida pela Companhia Leopoldina Railway. Com o passar dos anos, a Estação ferroviária passou a ser chamada pela população Estação de Coronel Pacheco e essa denominação foi adotada como nome oficial para o distrito.

Datas Históricas

1890 – Criado o Distrito com a denominação de Água Limpa, subordinado ao município de Juiz de Fora.
1938 – O distrito de Água Limpa foi transferido do município de Juiz de Fora para Rio Novo.
1943 - O distrito de Água Limpa volta a pertencer ao município de Juiz de Fora.
1948 – O distrito de Água Limpa tomou o nome de Coronel Pacheco.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Coronel Pacheco e desmembrado de Juiz de Fora.

O município

Coronel Pacheco é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 2.983 habitantes. Apresenta área total de 131,51 Km².
O município integra o Circuito Turístico Caminhos Verdes de Minas. Está relacionando com os atrativos comuns aos municípios integrantes do circuito, como: montanhas, cachoeiras, trilhas, mirantes naturais, igrejas, fazendas centenárias e festividades que ocorrem o ano todo.
Região de grande interesse turístico, com patrimônio cultural composto por conjuntos edificados e ambientes naturais, dentre os quais ressaltamos várias cachoeiras que formam paisagens belíssimas. Assim, merecem ser ressaltadas as cachoeiras Triqueda e Do Prata, além do Patrimônio Cultural representado pela Fazenda Liberdade, remanescente do Ciclo do Café com construção que remonta ao ano de 1850, além da Fazenda Santa Clara, do mesmo período.
No setor econômico, o grande destaque é para as instalações da EMBRAPA.
O município vive, fundamentalmente, da agropecuária e avicultura e os principais cultivos são o arroz, feijão, café, banana, milho e mandioca.
(Fontes: http://www.ferias.tur.br,http://caminhosverdesdeminas.com.br, http://www.ufjf.br, IBGE, ALMG)

Persona - Jacqueline Kennedy

Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis (28 de Julho de 1929 – 19 de Maio de1994)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Santa Rita é notícia - Pólo mineiro de eletrônica aprende a driblar poder chinês

Pólo mineiro de eletrônica aprende a driblar poder chinês

Santa Rita do Sapucaí, cidade da região sul de Minas Gerais --também conhecida como o Vale da Eletrônica--, encontrou uma maneira de encarar o poder dos chineses no mercado de produtos eletroeletrônicos.
Ao chegar aos 25 anos --boda comemorada na sexta--, a pacata cidade de 40 mil habitantes contabiliza o feito.
Construiu um parque industrial com 142 empresas que, juntas, vão faturar R$ 1,9 bilhão neste ano, 27% além da receita auferida em 2010. Ano, aliás, em que o Vale cresceu 30%.
Santa Rita detém hoje 70% do mercado brasileiro de equipamentos para radiodifusão. Um em cada quatro habitantes trabalha em alguma parte da indústria local, um polo que emprega a terceira geração criada sob a influência do mundo da eletrônica.
Com metade de um século dedicado a isso, Santa Rita já entendeu o que deve fazer para não só encarar o poder dos asiáticos no mercado dos eletroeletrônicos mas enfrentar a concorrência internacional beneficiada pelo câmbio.

ESTRATÉGIA

A primeira providência tem sido a de promover investimento maciço em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), tanto no ambiente acadêmico quanto no industrial. Cresce, entre as empresas da cidade, o uso de recursos subvencionados de instituições federais, como a Finep.
Números do Sindvel (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica) mostram que a indústria do Vale da Eletrônica investe a cada ano entre 8% e 10% do faturamento em P&D.
O setor privado brasileiro, apenas como comparação, investe menos de 1% ao ano.
A segunda iniciativa do Vale está no esforço de desenvolver produtos que não são classificados como "commodity eletrônica".
"Não temos escala, tampouco força para entrar nesse campo. Então, a ordem aqui é investir em coisas específicas. Produzir eletrônicos sob encomenda", diz Roberto de Souza Pinto, presidente do Sindvel.
Foi a partir disso que se criaram produtos de todo tipo. De uma simples coleira que evita o latido de um cão ao dispositivo que destrói agulhas contaminadas usadas em hospitais.
Mas nada parece superar um negócio que deve gerar bilhões de dólares para o país nos próximos anos: o sistema brasileiro de transmissão de TV digital.
Foi do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), instituição local controlada e financiada com recursos privados, que saiu o padrão brasileiro da TV digital. Ancorado no padrão japonês, o modelo foi ajustado ao Brasil e, apesar de recente, já foi adotado por outros 11 países.
(Fonte: Folha de São Paulo em 25/07/2011)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dica - Você é um idiota da internet?

Você é um idiota da internet?

Li hoje no "The New York Times" uma reportagem que revela o custo de se comportar como um idiota na internet.
Empresas estão ganhando dinheiro fazendo pesquisas em todas as redes sociais possíveis para ajudar na contratação de funcionários. Captam até frases colocadas num fórum.
Essa pesquisa acaba ajudando na decisão de contratar ou não, com base, às vezes, de alguém bêbado numa festa, fumando um baseado ou escrevendo uma piada que pode ser interpretada como preconceito contra mulher, negro ou deficiente.
Como as redes sociais são muito novas, muita gente se comporta como um idiota, expondo sua vida privada ou situações comprometedoras.
Pode-se até argumentar (e com certa razão) que a vida pessoal não deveria influenciar na contratação. Mas o fato é que o que se faz na rede social está virando critério de contratação e até chance de prosperar num emprego, mas as pessoas parecem nem se importar.
(Fonte: Gilberto Dimenstein – Folha de São Paulo em 21/07/2011)

Minas são muitas - Bicas

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Bicas

Igreja Matriz de São José (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São José
Festa do Padroeiro: 19 de Março

Localização


História

As mais antigas crônicas relatam que os primeiros a pisarem nas terras pertencentes ao Município de Bicas foram os Tropeiros, que aqui estabeleciam pausadas provisórias, abrigando-se em choupanas cobertas de taboas. A localidade ficou conhecida, a princípio, por "Arraial das Taboas", topônimo originado das águas que corriam das coberturas de taboas, que por ocasião das fortes chuvas caiam em grossas bicas. Uma segunda versão diz que, enquanto pousavam, os tropeiros abasteciam com água suas bicas para continuarem a viagem com suas mercadorias.
O povoado desenvolvido ao redor da estação ferroviária, no auge da produção cafeeira, era o centro exportador do produto. A criação e o comércio de gado determinaram a ocupação e progresso da região. A instalação das oficinas da então Leopoldina Railway veio fortalecer o desenvolvimento da localidade.
O Povoado que deu origem à atual cidade de Bicas surgiu no século XIX, tendo sido levada à categoria de Distrito, em 19/09/1890, incorporado, então, ao Município de Mar de Espanha. Passou o referido Distrito a integrar, nesse mesmo ano, o Município de Guarará. Bicas permaneceu como parte integrante de Guarará até 1923, quando foi emancipado.

Datas Históricas

1890 – Criado o Distrito com a denominação de Bicas, subordinado ao município de Guarará.
1923 - Elevado à categoria de município com a denominação de Bicas e desmembrado de Guarará.

O município

Bicas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 13.653 habitantes e ocupa uma área de 140,08 Km2.
Atualmente, o município possui uma economia baseada no comércio, agricultura e agropecuária.
Destaque-se a pecuária leiteira, com cerca de 84% do território ocupado por pastagens, cuja produção anual gira em torno de 2 milhões de litros de leite, abastecendo o mercado local, além de boa parte ser escoada para municípios como Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Outras atividades desenvolvidas na região são a suinocultura, a pecuária de corte e avicultura.
Na agricultura predominam os pequenos produtores, cultivam principalmente café, arroz, milho, feijão, hortaliças e frutas.
A extração mineral e a transformação de produtos minerais não-metálicos são as principais atividades do setor secundário, onde funcionam várias indústrias.
Santuário de Nossa Senhora da Água Santa - Segundo histórias narradas por imigrantes italianos, no século passado, um grupo de escravos acometidos de lepra se isolou numa gruta no alto de uma montanha, perto da fazenda do Campestre, hoje localizada no Município de Bicas. Lá, os escravos passaram a viver alimentando-se de inhame rosa e se banhando nas águas que brotavam da rocha. Dessa forma conseguiram a cura da terrível enfermidade.
A tradição peregrina transformou a gruta no Santuário de Nossa Senhora da Água Santa, onde curas foram e têm sido relatadas por várias gerações, atribuindo-se os milagres à água. Na Água Santa, fé e natureza caminham juntas. A estrada que leva ao Santuário está sempre conservada pela prefeitura e o acesso de veículos se faz de forma tranquila, porém, muitas pessoas adotam a caminhada ecológica, curtindo assim a bela paisagem.
Todos que conhecem o Santuário atestam que é no silêncio da montanha e na beleza do ícone da Senhora das Graças que se encontra a verdadeira paz. A principal comemoração acontece sempre no último domingo do mês de agosto: a festa de Nossa Senhora das Graças da Água Santa.
(Fontes: http://www.bicas.mg.gov.br, IBGE, ALMG)

Zenzando na rede

Aviso aos navegantes - FHC lança Observador Político



Acesse http://www.observadorpolitico.org.br/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Na vitrola aqui de casa - Mucuripe

Gostei... - Mineiro desvenda origem de sua terra ao garimpar registros de cartório

Mineiro desvenda origem de sua terra ao garimpar registros de cartório

Autodidata, escrivão de Paulistas, no Vale do Rio Doce, usa documentos de cartório para ajudar a resgatar a origem do município, formado com as primeiras bandeiras do século XVI.

(Foto Antônio Zandona)

Rodeada de montanhas, “nascente” do Suaçuí Grande, que ali se forma pela junção de três rios, o Cocais, o Turvo e o Rio Vermelho, na bucólica Paulistas, no Vale do Rio Doce, a 307 quilômetros de Belo Horizonte, nasceu e vive o historiador Raimundo Zeferino de Carvalho, o Tim. Titular do Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Notas da cidade, assumido por ele em 1977, depois de ter estudado em Guanhães (secundário) e Pouso Alegre, num seminário, de 1966 a 1971, e outros tantos trabalhando em Belo Horizonte, onde chegou a ser gerente de uma empresa, Tim é o que se poderia chamar de uma enciclopédia ambulante. Pelo menos no que se refere à história da sua terra e região, o Centro Nordeste Mineiro, dos quais fala com um entusiasmo contagiante.
Em meio à “bagunça” organizada do seu pequeno cartório, que fica na Rua Padre Sampaio, no Centro da cidade, num prédio anexo à casa onde vive com a esposa, a bibliotecária Elizabeth Aparecida Pereira Barbosa, os olhos do escrivão até brilham quando ele diz: “O primeiro diamante do Brasil foi descoberto aqui em Paulistas, no Rio Suaçuí, em 1612, pelo bandeirante paulista Marcos de Azeredo Coutinho”. Mata a cobra, mostra o pau e, para provar, apresenta o livro Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, do naturalista francês August De Saint Hilaire, onde há referências à dita pedra preciosa.
Mas não fica só aí, pois o francês, que passou pelo Vale do Rio Doce em 1817, indo em direção ao Jequitinhonha e à Bahia, quando da sua viagem pelo Brasil, menciona ainda, na página 188, a “Ponte dos Paulistas”, cruzada por ele, e que teria sido erguida sobre o Rio Vermelho, nas terras da atual Paulistas , pela Bandeira de Fernão Dias Paes Leme nos anos de 1670. Construída com madeiras nobres, então abundantes na região, Saint Hilaire refere-se a ela como a melhor que, desde sua saída de Mariana, tinha visto na Província de Minas Gerais. “Esta ponte serviu à população até o início do século 20, quando foi levada por uma enchente. Anos depois, o que sobrou da madeira foi vendida para um político”, conta Tim.
Num outro livro, A história de Peçanha, do historiador Oswaldo Pimenta, de 1995, ele sustenta ainda que, antes das bandeiras de Marcos de Azeredo Coutinho e de Fernão Dias, na sua louca procura pelas esmeraldas, já haviam passado pela Bacia do Suaçuí Grande, em direção ao Jequitinhonha e à Bahia, as bandeiras do espanhol Francisco Bruzza Espinosa, em 1536, que veio da Bahia, com portugueses, mamelucos e índios, e a de Sebastião Fernandes Tourinho, em 1577. “É por isto que eu digo e repito: a história de Minas passa aqui por Paulistas, só que ninguém sabe”, garante Tim, recitando um refrão criado por ele desde quando, por conta e risco, começou a estudar história no período em que .cursava o seminário, inspirado em descobrir a origem do nome de sua cidade.

À luz dos papéis, morte e escravidão

Bandeiras à parte, “sobre as quais poderíamos ficar horas conversando”, Raimundo Zeferino de Carvalho, de novo com os olhos brilhando, se levanta, vai a uma das prateleiras do cartório, e volta com o O livro de atas do Conselho Distrital, de 1854. Meio empoeirado, mas em bom estado de conservação, “dentro das possibilidades”, nele há algumas curiosidades. Entre elas uma monção, do então presidente do Conselho de Paulistas, Bernardino Pereira Afonso, proibindo que os negros dançassem batuque.
Num outro volume, O livro número 2 de notas, de 1877, entre outros documentos, pode-se ver a escritura de venda de uma escrava, pertencente a um fazendeiro local, um certo José Nunes de Resende, a um comprador, também dono de terras, chamado Celestino Monteiro de Carvalho. A “peça”, de nome Simplícia, registrada com o número 222, não passava de uma adolescente de 13 anos, que havia sido separada da sua família e trazida por um “mercador de negros” de São José do Calçado, no Espírito Santo.
Em mais um livro, este de 1923, está o atestado de óbito do padre Joaquim Maria Vieira. Este veio a ser um português que, sem conhecer direito as Minas Gerais, nem suas sutilezas, se meteu a fazer política em Paulistas. Além de falar em pleno altar “de algumas coisas que não devia sobre a vida das pessoas”. Resultado: após uma das suas missas, num domingo pela manhã, Antônio Batista de Miranda, no caso um dos “ofendidos” pelo sacerdote, o esperou com uma carabina e o matou. “Por estas e por outras, até hoje, nossa cidade ainda tem o apelido de “a terra do mata padre”, brinca o historiador.
Caminhando para os 60 anos, que serão comemorados ano que vem, Raimundo Zeferino de Carvalho, nos últimos tempos, tem se preocupado com duas coisas. A primeira é com o volume das águas do Rio Suaçuí Grande, “que caiu pela metade, devido aos desmatamentos”. E a outra é porque a sua cidade, cujo nome foi dado em homenagem aos bandeirantes paulistas que a fundaram – enquanto procuravam por ouro e diamantes – , ainda não foi inserida, “injustamente”, no Roteiro da Estrada Real, ao contrário das vizinhas Sabinópolis e Guanhães. “Pode uma coisa destas, com tanta história que temos?”, questiona.
De novo Tim se levanta, seus olhos voltam a brilhar, e quando ia começar a contar outra história, chega Elizabeth, sua mulher, e diz que o lanche está na mesa. Em Paulistas, é bom que se diga, se produz um dos melhores queijos do tipo minas.
(Fonte: Carlos Herculano Lopes – Estado de Minas em 21/07/2011)

Bão dimais - Beliscão de goiabada

Beliscão de goiabada

Ingredientes: 175 gramas de manteiga * 100 gramas de açúcar * 2 gemas * 300 gramas de farinha de trigo * raspas de ½ limão * 200 gramas de goiabada cascão * açúcar de confeiteiro
Modo de fazer: Bata a manteiga e o açúcar na batedeira e adicione as raspas de limão. Cuidado para não bater demais e deixar a mistura mole. Adicione as gemas e bata por mais 1 minuto. Acrescente a farinha e continue batendo até homogeneizar os ingredientes. Leve a massa coberta com um filme plástico para a geladeira. Depois de 20 minutos, divida a massa em 30 partes iguais em formato de bola. Corte a goiabada em 30 partes iguais, no formato de retângulo. Achate as bolinhas e coloque um pedacinho de goiabada no centro de cada uma. Dê um “beliscão” na massa para fechar as laterais, deixando as pontas abertas para a goiabada ficar visível. Coloque em uma assadeira e leve para assar em forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 25 minutos. Deixe esfriar e peneire açúcar de confeiteiro por cima dos biscoitinhos. Rende 30 unidades.
(Fonte: Felipe Abrahão, da Benjamin Abrahão)

Fragmentos - "Sobre ciência e sapiência"

Escrevo para mudar olhares. Isso não é ciência. É arte. Há olhos perfeitos que são armas mortíferas. (Rubem Alves em “Sobre ciência e sapiência”)

Minas são muitas - Guiricema

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Guiricema

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora da Encarnação
Festa da Padroeira: 15 de Agosto

Localização


História

Os primeiros habitantes do atual território de Guiricema foram os Índios Puris, que sofrendo oposição e ataques dos Croatos e Cropós, se dirigiram para as florestas do leste e se localizaram nas planícies e bacia do Rio Bagres.
Nos fins do século XVIII eram concedidas as primeiras cartas de sesmaria para a região dos Bagres, dando, assim, o início da ocupação e desbravamento do lugar.
Entretanto, a fundação de Guiricema verificou-se por volta de 1806, quando o furriel José Lucas Pereira dos Santos, português, transitando pela região, deliberou nela instalar-se com seus familiares e escravos, tal a fertilidade da terra. Construiu uma grande fazenda. Outros foram se fixando por ali, alguns a convite do próprio furriel. Em 1825, sua esposa Tereza Maria de Jesus adoeceu vindo a falecer no dia 24 de novembro do mesmo ano. Como o Rio Bagres não permitisse o transporte do corpo até o distrito do Presídio, atual Visconde do Rio Branco, devido às enchentes, enterrou-a do lado direito do Rio, em local próximo à sede da fazenda e, no mesmo dia, deliberou construir uma capela, com o fim de transladar os restos da esposa para dentro dela. Em 16 de setembro de 1836, foi obtida a competente autorização regencial, assinada pelo Pe. Diogo Antônio Feijó, Regente do Império, para a construção da capela, consagrando Nossa Senhora da Encarnação como Padroeira, tudo conforme desejo do furriel José Lucas. Construída a Capela, por volta de 1838, o então povoado dos Bagres se desenvolveu vindo a ser elevado a categoria de Paróquia com o nome de Nossa Senhora da Encarnação dos Bagres.
Em 1938, teve seu nome alterado para Guiricema, que é de origem indígena e significa Guiri = bagres e cema = grande quantidade, ou seja, grande quantidade de bagres.

Datas Históricas

1872- Criado o Distrito criado com a denominação de Bagres, subordinado ao município de Rio Branco.
1895 - O distrito de Bagre passou a denominar-se Guiricema.
1938 - Elevado à categoria de município com a denominação de Guiricema e desmembrado de Rio Branco
.
O município

Guiricema é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 8707 habitantes e área de 293,57 Km².
Em Guiricema, no local denominado Santa Montanha, há um convento onde a primeira missa de cada mês é realizada em Latim, e de costa para o público, exatamente como antigamente.
Em sua extensão territorial, Guiricema conta diversas cachoeiras, que definitivamente são um belo atrativo.
(Fontes: http://ecoviagem.uol.com.br, http://guiricema.mg.gov.br, IBGE, ALMG)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fragmentos - "Secreta mirada e outros poemas"

"O coração, menino de rua que não quer saber de banho, horários, limites e regras, cede para bem de nossos pecados. O que nos salva de morrer antes do tempo é poder achar que a luz do amanhecer nunca foi tão bonita quanto hoje." (Lya Luft em “Secreta mirada e outros poemas”)

Zenzando na rede

Na vitrola aqui de casa - Canção da América

Minas são muitas - Presidente Bernardes

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Presidente Bernardes

Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

As margens do rio Piranga eram ricas em ouro, o que atraiu vários bandeirantes. Por volta de 1710, a exploração aurífera ultrapassou os limites do atual município de Piranga, tendo atingido o sítio que os índios chamavam de Calambáo, termo de origem indígena, formado por duas palavras: kala e ambaua que significa lugar onde o mato é ralo e o rio faz a curva.
A chegada de outros exploradores e famílias deu início a um pequeno povoado, que surgiu em torno de uma capela dedicada a Santo Antônio do Calambáo, anexado à freguesia de Guarapiranga. Em 1868, o lugarejo foi elevado a freguesia, que não chegou a ser instituída, tendo sido extinta em 1873. Um ano depois a freguesia foi novamente criada. Elevado a distrito, teve seu nome reduzido para Calambau e, em 1953, foi elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Bernardes, em homenagem ao ex-presidente da república. A mudança do nome desagradou parte da população e a antiga denominação se instituiu em 1986. Três anos depois, a cidade, novamente, passou a se chamar Presidente Bernardes.

Datas Históricas

1874 – Criado o Distrito com a denominação de Calambáo, subordinado a vila de Piranga.
1923 – O distrito Calambáo passou a grafar Calambau.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Presidente Bernardes e desmembrado de Piranga.

O município

Presidente Bernardes é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 5.537 habitantes e possui uma área de 236,79 km². O município também é conhecido pelo nome de Calambau.
Na agricultura, há o plantio de milho, arroz, feijão, cana-de-açúcar e café, em pequena escala e a pecuária leiteira, também é de pequeno porte.
A única indústria do município é a fabricação de cachaça, em pequenos alambiques, espalhados pela zona rural.
O município tem grande potencial turístico, necessitando de alavancar este potencial para gerar renda à população envolvida. Destacam-se as cachoeiras e fazendas locais como atrativos turísticos. A Fazenda da Água Limpa tem como atrativo o engenho mais antigo do município, em atividade desde 1882, onde se fabrica a mais tradicional cachaça de Presidente Bernardes, a “Água Limpa”, numa tradição que vem passando de pai para filhos.
Presidente Bernardes, como as cidades interioranas, é berço para retorno dos conterrâneos que residem fora, em feriados e férias, à casa dos pais e avós, seja na sede ou zona rural.
Como festejo principal, no último final de semana do mês de Julho acontece a Festa da Cana & Festival da Cachaça, que desde 1984 vem atraindo mais e mais visitantes ao município. Este Festival conta com a participação dos produtores de aguardente do município e comércio local, consolidando cada vez mais a tradição de que aqui se faz a melhor cachaça da região.
(Fontes: http://culturacpb.blogspot.com, IBGE, ALMG)

Você sabia? - A Águia pousou

A Águia pousou

Há exatamente 42 anos, o homem pisava pela primeira vez na Lua.
A Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de Julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu o objetivo final do Presidente John Kennedy, que, num discurso ao povo norte-americano em 1962, estabeleceu o prazo do fim da década para que o programa espacial dos Estados Unidos realizasse este feito.
Ao pousar na superfície lunar, Armstrong disse no rádio a frase imortal: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, aqui Base da Tranquilidade. A Águia pousou”). A mais de 300 mil quilômetros dali, o mundo, que acompanhava ao vivo as comunicações de rádio entre o Controle de Voo no Centro Espacial Johnson em Houston e a Apolo 11, entrava em comoção e aplaudia e gritava freneticamente.
Quando Neil Armstrong estava apenas a dois centímetros de pisar na superfície lunar, parou por um momento, testando o chão com a ponta de suas botas, antes de finalmente pisar no solo e disse a frase épica da Era Espacial:
“Este é um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade.”
Neil Armstrong, comandante da missão, foi o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar. Armstrong e Aldrin caminharam por duas horas na Lua.

Amor também é...

Sofrer a dor dos amigos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Aviso aos navegantes - Chico Buarque se apresenta ao vivo pela internet nesta quarta

Chico Buarque se apresenta ao vivo pela internet nesta quarta

Chico Buarque irá apresentar ao vivo pela internet uma música de seu novo álbum, "Chico". O show virtual será transmitido nesta quarta-feira (20) pelo site oficial www.chicobastidores.com.br aproximadamente às 16h e mostrará a faixa "Sinhá" com participação de João Bosco, coautor da canção.
"Sinhá" é a última faixa do álbum "Chico", que chegará às lojas nesta sexta-feira.
A transmissão ao vivo dá continuidade à estratégia de divulgação do álbum pela internet. Usando a nova plataforma, Chico Buarque liberou suas novas músicas para download e vem divulgando vídeos de entrevistas e bastidores das gravações.
O acesso a esse material é restrito a quem adquiriu o novo álbum em pré-venda. Já a apresentação desta quarta-feira será aberta.
(Fonte: Folha de São Paulo em 19/07/2011)

Historinhas de minha filha - A casa da vovó

A casa da vovó

Gosto de escrever as historinhas de minha filha para não esquecê-las. A gente acha muita graça na hora, conta para os parentes, mas depois vêm outras gracinhas e acabamos nos esquecendo das mais antigas. Foi o que aconteceu com essa que foi resgatada outro dia pela minha cunhada.
Até hoje, ir para a casa da vovó, em Santa Rita do Sapucaí, é uma festa. Lá, ela tem primos quase da mesma idade que a sua, não tem as obrigações escolares e como sempre diz:
_ Mamãe, aqui em Santa Rita o dia é compriiiiido!
Quer coisa melhor que o dia inteiro para brincar? Ainda mais dia tão grande!
Foi numa dessas nossas idas para minha terra, quando minha filha era bem pequena, que a história aconteceu. Durante a semana anterior inteira, eu ouvia a pergunta:
_Mamãe é hoje que vamos para a casa da vovó Amélia?
Pensei até em gravar a resposta e apenas apertar o play:
_Não, minha filha, vamos na sexta-feira.
_ Quantos dias estão faltando?
_ Cinco.
_Quatro.
_Três.
_Dois.
_Um dia, minha filha. Amanhã vamos para a casa da vovó.
Sexta-feira, bem cedinho: Malas no carro, água, livrinhos de história para passar o tempo, travesseiros, biscoitos para matar a fome infinita e todas as tralhas comuns a quem viaja com filho pequeno.
A um quarteirão de casa, vem a primeira pergunta:
_Papai, a casa da vovó já está perto?
O pai acha graça e responde:
_ Filha, acabamos de sair de casa. Vai demorar muiiiito ainda.
Não tínhamos nem chegado à Avenida Amazonas e:
_Papai, a casinha da vovó já está chegando?
_Não, nem saímos de Belo Horizonte ainda. Até na casa da vovó são umas cinco horas.
E ela que não sabia que hora demorava tanto, depois de alguns minutinhos, foi perguntando:
_Papai, e agora? Já está perto?
-Não.
Mais duas voltas no pneu:
-Papai, vai demorar muito ainda para chegar na casa da vovó?
E o pai nem respondeu. Tentando manter a harmonia, ajeitei um travesseiro no meu colo e argumentei:
_Filha, tira um cochilo no colinho da mamãe que o tempo passa depressa.
_Mas não está chegando?
_Não, pode dormir que, quando estiver quase chegando, eu te acordo.
Assim ela deu trégua ao pai por mais ou menos uma hora. Nem bem abriu os olhos e já veio a pergunta:
_E agora? Está perto?
_Vamos ler uns livrinhos, filha? Qual você quer? Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Aladim?
E a resposta veio com certo desdém:
_Qualquer um. Eu quero mesmo é chegar na casinha da vovó.
O pai já mais que irritado:
_Chega, filha! Chega de perguntar se a casa da vovó já está perto.
Com o indicador sobre a boca, fiz sinal para ela ficar calada e não perguntar mais nada. E então para serenar os ânimos, eu ataquei de Cinderela, emendei com o Chapeuzinho e sem dar intervalo fui logo lendo o Aladim. Para tornar ainda mais longas as histórias mostrava como as ilustrações eram lindas, perguntava qual das princesas ela achava mais bonita e usei de muitas outras artimanhas para evitar a pergunta fatídica.
_Agora vamos tomar um suquinho e comer uns biscoitos?
Era mais uma tentativa de ocupá-la e distraí-la para evitar confrontos desagradáveis. Quem sabe de boca cheia...
Era um gole de suco, uma mordida no biscoito e um levar de cabeça para trás com os olhos interrogadores.
Agora eu já fazia dois sinais com a cara fechada: NÂO e CALADA.
_Olha, filhinha, quantas vaquinhas brancas!
_Agora é um cavalinho!
E logo eu já percebia seu desinteresse pela novidade.
_ Vamos ver quem acha um caminhão vermelho primeiro?
Assim conseguimos chegar a Careaçu. Lá, ela não resistiu mais a tanta tortura. Respirou fundo e arriscou:
_PAPAI, A NOSSA CASINHA JÁ FICOU BEEEEM LONGE?
Como não rir de estratégia tão criativa? Até o pai achou graça...

Serviço - Inatel inscreve até esta terça para preenchimento de vagas remanescentes

Inatel inscreve até esta terça para preenchimento de vagas remanescentes

Prova do vestibular será realizada no sábado (23)

As inscrições pela internet para o processo seletivo do Inatel que preencherá vagas remanescentes serão encerradas nesta terça (19). Os interessados devem se inscrever pelo site www.inatel.br/vestibular. No campus, os candidatos podem se inscrever até esta sexta (22), véspera da prova.
O Inatel fica em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. Há vagas remanescentes para os cursos de Engenharia de Telecomunicações, Engenharia da Computação, Engenharia Biomédica, Tecnologia em Redes de Computadores e Tecnologia em Automação Industrial.
Os cursos de engenharia têm cinco anos de duração e as aulas são em período integral. Os cursos tecnológicos são noturnos, com três anos de duração.

A prova do vestibular será realizada no campus do Inatel no sábado (23), das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h30.
(Fonte: Marcos Paulino – EPTV em 18/07/2011)

Minas são muitas - Paula Cândido

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Paula Cândido

Igreja Matriz de São José (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São José
Festa do Padroeiro: 1 de Maio

Localização



História

Os primitivos habitantes parecem ter sido os índios das tribos Coroados, Coropos e Puris. Os recursos históricos disponíveis levam a crer que os primeiros homens civilizados a passarem pela região tenham sido bandeirantes comandados pelo capitão Pires Farinha, no século XVIII.
Em 29 de janeiro de 1772, segundo registro de Diego de Vasconcelos em sua história média de Minas Gerais, o governo autorizou ao sertanista Francisco Barroso Pereira a penetrar na região a fim de descobrir jazidas de ouro no Vale do Rio Xopotó. Foi ele, comprovadamente, o primeiro garimpeiro e colonizador da região. Construiu uma capela dedicada a São José dando início ao povoado de São José do Barroso, subordinado a matriz de São Manuel de Rio Pomba. Treze anos após, em 1785, José Gomes Barroso recebeu do Governo em Sesmaria as terras da região, tornando-se o primeiro sesmeiro.
Posteriormente um de seus descendentes diretos, João Gomes Barroso, doaria ao patrimônio religioso, as terras onde foi erigida uma igreja em homenagem a São José, santo de devoção do primeiro sesmeiro e desbravador da região.
Originalmente o povoado se chamou São José do Barroso, ainda em homenagem a José Gomes Barroso, e desenvolveu em torno da pequena igreja construída nos terrenos doados da sesmaria.
O município foi criado em 1953, quando sua denominação foi mudada de São José do Barroso para Paula Cândido. Nesta época, o costume de abreviar seu nome para "Barroso" vinha criando transtornos e confusões quanto sua real posição geográfica, uma vez que havia duas outras localidades com nomenclatura homônima na região: uma nas proximidades de Carangola e outra entre Barbacena e São João Del Rei. Homenageou-se, então, o Dr. Francisco Gomes de Paula Cândido, filho da terra, médico, político e conselheiro do império no Brasil.

Datas Históricas

1870 – Criado o Distrito com a denominação de São José do Barroso, subordinado ao município de Rio Branco.
1953 - Elevado à categoria de município coma denominação de Paula Cândido e desmembrado de Visconde de Rio Branco.

O município

Paula Cândido é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 9.271 habitantes e ocupa uma área de 268,32 Km².
O município ocupa-se economicamente da produção agrícola, em destaque o milho, café, feijão e arroz, além de pecuária leiteira, granja e micro indústria de móveis.
Paula Cândido realiza, no último fim de semana de outubro, a festa do Rosário, com desfile de termo de congo e coroação do rei e da rainha.
A primeira festa da qual ainda se guardam registros, ocorreu em 26 de janeiro de 1862, onde os reis eram chamados Reis do Congado. Durante a festa há o congado, os reis e a cavalgada com a bandeira de Nossa Senhora do Rosário. Os Congos ou Congado são a guarda do rei e um dos integrantes mais importantes da festa. Eles realizam uma dança de luta típica africana. Utilizam espadas e instrumentos de origem africana como a cuíca, caixa, pandeiro e reco-reco. A festa é sempre encerrada com a procissão levando a imagem de Nossa Senhora do Rosário, por quatro senhoras, e também as imagens de São Benedito e de Santa Efigênia, essas carregadas pelos congadeiros, seguida de sermão e bênção do Santíssimo na Igreja Matriz de São José, antes da coroação dos novos reis do Rosário, após o beijo da coroa, culminando na coroação de Nossa Senhora do Rosário pelas rainhas nova e velha.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.paulacandido.mg.gov.br/, http://fmradiomaster.com.br)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Mayakovsky

Dedução


Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos e faço o juramento:
Amo firme,
fiel e verdadeiramente.
(Vladimir Mayakovsky)

Vladimir Mayakovsky nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdadi, nos arredores de Kutaíssi, na Geórgia, Rússia.
Lá cursou o ginásio e, após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria e transferiu-se para Moscou, onde Vladimir continuou seus estudos.
Ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo.
Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão. Entrou na Escola de Belas Artes e participou do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo. Foi expulso da Escola de Belas Artes.
Após a Revolução de Outubro, manifestou sua adesão ao novo regime. Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social.
Fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos. Entrou frequentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que pretendiam reduzir a poesia à fórmulas simplistas.
Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo.
Suicidou-se com um tiro, aos 37 anos de idade, em 14 de Abril de 1930.

Persona - Mayakovsky

Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky (Bagdadi, 19 de Julho de 1893 - Moscou, 14 de Abril de 1930)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Guilherme de Almeida

Álibi


Não estive presente
quando se perpetrou
o crime de viver:
quando os olhos despiram,
quando as mãos tocaram,
quando a boca mentiu,
quando os corpos tremeram,
quando o sangue correu.
Não estive presente.
Estive fora, longe
do mundo, do meu mundo
pequeno e proibido
que embrulhei e amarrei
com cordéis apertados
de meridianos meus
e de meus paralelos.
Os versos que escrevi
provam que estive ausente.

Eu estou inocente.
(Guilherme de Almeida)

Guilherme de Almeida, advogado, jornalista, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em São Paulo a 24 de Julho de 1890 e faleceu nessa mesma cidade a 11 de Julho de 1969. Cursou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde obteve o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo. A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando a sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Fundador da revista Klaxon, ligada aos modernistas, percorreu o Brasil difundindo ideias de renovação artística e literária, através de conferências e artigos. Traduziu, entre outros, poetas como Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire e Paul Verlaine.

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De onde vem? -Vá se queixar ao bispo

Vá se queixar ao bispo

A expressão “vá se queixar ao bispo” significa ir se queixar de algum problema a outra pessoa, não adianta reclamar.
Vá se queixar ao bispo é uma expressão que tem origem na época do Brasil colonial.
Nessa época, eram os bispos que tinham a função de "ouvidores da coroa", o que deu origem à expressão popular "vá se queixar ao bispo".
Dada a necessidade de povoar as novas terras, a fertilidade na mulher era um predicado fundamental. Em função disso, elas eram autorizadas pela igreja a ter relações sexuais antes do casamento, única maneira de o noivo verificar se elas eram realmente férteis. Acontece que muitos noivinhos fugiam depois do negócio feito. As mulheres, então, iam queixar-se ao bispo, que mandava homens atrás do fujão.
Há também a versão de que era função do vigário cuidar dos pobres de sua paróquia, visto que recebiam o dízimo dos paroquianos. Quando o vigário não cuidava bem de seus pobres eles tinham o direito de se queixar ao bispo. Essa expressão significava: você tem direito de comer por conta do vigário; se o vigário não der, registre queixa para o bispo.
(Fonte: Textos da Internet)

Você sabia? - Taj Mahal

Taj Mahal

O Taj Mahal é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia.
Em 1993, foi eleito como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, e é hoje um importante destino turístico. Recentemente, alguns sectores sunitas reclamaram para si a propriedade do edifício, baseando-se de que se trata do mausoléu de uma mulher desposada por um membro deste culto islâmico. O governo indiano rejeitou a reclamação considerando-a mal fundamentada, já que o Taj Mahal é propriedade de toda a nação indiana.
Em 2007, foi anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
A construção do Taj Mahal foi feita entre 1630 e 1652 e iniciou-se com a fundação do mausoléu. Escavou-se e formou-se com os escombros uma superfície de aproximadamente 12.000 m² para reduzir o risco de infiltrações do rio. Toda a área foi levantada a uma altura de quase 15 metros sobre o nível da ribeira. Para transportar o mármore e outros materiais desde Agra até ao local da edificação, construiu-se uma rampa de terra de 15 km de comprimento.
O Taj Mahal não foi projetado por uma só pessoa, mas exigiu talento de várias origens.
O grupo de artistas incluindo escultores de Bucara, calígrafos da Síria e Pérsia, mestres em incrustação do sul da Índia, cortadores de pedra de Balichistão, um especialista em construir torres, outro que gravava flores sobre os mármores, completando um total de 37 artesãos principais. Esta equipe diretriz esteve acompanhada por uma força laboral superior a 20.000 trabalhadores recrutados em todo o norte da Índia.
O principal material empregado para a construção é o mármore branco trazido em carros puxados por bois, búfalos, elefantes e camelos desde as pedreiras de Makrana, no Rajastão, situadas a mais de 300 km de distância. Inclui materiais trazidos de toda a Ásia: Cristal e jade da China, turquesas do Tibete, lápis-lazúli do Afeganistão, safiras do Ceilão e quartzos da Península arábica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semipreciosas para fazer as incrustações no mármore.
Os elementos decorativos pertencem basicamente a três categorias, recordando que a religião islâmica proíbe a representação da figura humana: caligrafia, elementos geométricos abstratos e motivos vegetais. A técnica da incrustação sobre as placas de mármore apresenta tal perfeição que as juntas entre as pedras e gemas incrustadas apenas se distinguem com uma lupa. Uma flor, de apenas sete centímetros quadrados, tem 60 incrustações ou marchetarias diferentes.
Cada secção do jardim é dividida por caminhos em 16 canteiros de flores, com um tanque central de mármore a meio caminho entre a entrada e o mausoléu, que devolve a imagem refletida do edifício.
O complexo está limitado por três lados por um muro em pedra vermelha. Após os muros, existem vários mausoléus secundários, incluindo os das demais viúvas de Shah Jahan e do servente favorito de Mumtaz. Estes edifícios, construídos principalmente com pedra vermelha, são típicos dos edifícios funerários mogóis da época.
Originalmente a entrada fechava-se com duas grandes portas de prata, que foram desmontadas e fundidas em 1764.
No extremo do complexo erguem-se dois grandes edifícios laterais ao mausoléu, paralelos aos muros leste e oeste. Ambos são fiéis ao reflexo um do outro. O edifício ocidental é uma mesquita. Tendo em conta que o complexo inclui uma mesquita, o acesso à sexta-feira permite-se somente a fiéis muçulmanos.
O foco visual do Taj Mahal, ainda que não se localize no centro do conjunto, é o mausoléu de mármore branco.
A tradição muçulmana proíbe a decoração elaborada das campas, pelo que os corpos de Mumtaz e Shah Jahan descansam numa câmara relativamente simples debaixo da sala principal do Taj Mahal. Estão sepultados segundo um eixo norte-sul, com os rostos inclinados para a direita, em direção a Meca.

Origem do nome

A palavra "Taj" provem do persa, linguagem da corte mogol, e significa "Coroa", enquanto que "Mahal" é uma variante curta de Mumtaz Mahal, o nome formal na corte de Arjumand Banu Begum, cujo significado é "Primeira dama do palácio". Taj Mahal, então, refere-se à "coroa de Mahal", a amada esposa de Shah Jahan.

O Taj Negro

Uma lenda afirma que se previu construir um mausoléu idêntico na margem oposta do rio Yamuna, substituindo o mármore branco por negro. A lenda sugere que Shah Jahan foi destronado por seu filho Aurangzeb antes de que a versão negra fosse edificada, e que os restos de mármore negro que são encontrados no rio são as bases inacabadas do segundo mausoléu.
Estudos recentes desmentem parcialmente esta hipótese e projetam novas luzes sobre o desenho do Taj Mahal. Todos os restantes grandes túmulos mogóis situavam-se em jardins formando uma cruz, com o mausoléu no centro. O Taj Mahal, pelo contrário, está disposto em forma de um grande "T" com o mausoléu num extremo. O rastro das ruínas na margem oposta do rio estende o desenho até formar um esquema de cruz, em que o próprio rio se converteria em canal.

Mutilação dos trabalhadores

Um sem-fim de histórias descrevem, muitas vezes com detalhes horripilantes, a morte, desmembramento e mutilação que Shah Jahan teria infligido a vários artesãos relacionados com a construção do mausoléu. Talvez a história mais repetida é a de que como o imperador teve à sua disposição os melhores arquitetos e decoradores, depois de completar o seu trabalho fazia-os cegar e cortar as mãos para que não pudessem voltar a construir um monumento que igualasse a superioridade do Taj Mahal. Nenhuma referência respeitável permite assegurar estas hipóteses, na qual alguns creem.

A história de amor

Ao longo dos séculos o Taj Mahal inspirou a prosa de viajantes, escritores, e outras personalidades de todo o mundo, colocando em relevo a grande carga emocional que representa o monumento.
O Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo.
De acordo com a história o Príncipe Shah Jahan, então com 14 anos de idade, visitando um bazar encontrou Aryumand Banu Begam com 15 anos, filha do Primeiro Ministro, ficou tão encantado com a menina que no mesmo momento comprou um diamante de 10.000 ruppes (moeda da índia: rupia), e então foi ao seu pai e anunciou o seu desejo de casar com ela.
O casamento ocorreu cinco anos mais tarde e dali em diante eles tornaram-se inseparáveis...
A Princesa Aryumand Banu Begam a quem o Príncipe Shah Jahan chamava carinhosamente de Mumtaz Mahal ("A jóia do Palácio"), acompanhava-o em todas as campanhas militares, e era ela que o aconselhava nos negócios do estado e nas obras beneficentes.
Shah Jahan teve "outras esposas", mas a sua predileta era Mumtaz Mahal, sua única e mais preciosa Jóia, com quem teve 14 filhos.
Em 1631, a Princesa e sua companheira Mumtaz Mahal, a Jóia do Palácio morreu dando à luz a sua 14° criança, o príncipe ficou com o coração partido e durante duas décadas de sua vida cumpriu com sua promessa: construindo Taj Mahal, um monumento como símbolo do seu amor imortal para sua esposa e eterna companheira.
Em 1657 Shah Jahan ficou doente, e em 1658 seu filho Aurangzeb aproveitou de sua fragilidade para encarcerar seu pai e ocupar o trono.
Shah Jahan permaneceu em cativeiro até sua morte em 1666. Dizem que ele passou os últimos dias de sua vida olhando fixamente em um pequeno espelho o reflexo do Taj Mahal, e morreu com o espelho em sua mão.
Ele foi enterrado no Taj Mahal com a esposa que ele nunca esqueceu, sua Mumtaz Mahal, a "Jóia do Palácio".
(Fontes: www.misteriosantigos.com, textos da Internet)

Viaje pelo Taj Mahal nesse link.

Minas são muitas - Santa Bárbara do Tugúrio

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Santa Bárbara do Tugúrio

Igreja Matriz de Santa Bárbara (Foto do Miguel)

Região: Campo das Vertentes
Padroeira: Santa Bárbara
Festa da Padroeira: 4 de Dezembro

Localização


História

Durante o período colonial, os bandeirantes abriram caminhos que se tornaram meios de comunicação entre as regiões mineradoras. Um deles era o Caminho Novo, que ligava Minas ao Rio de Janeiro e onde, em determinada região, foram se aglomerando aventureiros em busca de ouro e pedras preciosas.
Em meados do século XVIII, o Sr. Fernando José de Almeida e Souza e sua esposa Bárbara Marcelina de Paula Correia, vindos de São João del Rei, fixaram residência em Barbacena e, o Senhor Fernando, tendo comprado terras aqui, construiu uma fazenda, que denominou Tugúrio. Em torno da fazenda foi surgindo um povoado, e o proprietário sendo católico, pensou em construir uma capela. Tendo encontrado apoio dos fazendeiros vizinhos, e conseguido a devida autorização das autoridades eclesiásticas, ergueu em sua própria terra uma capelinha com o nome de Santa Bárbara, em 1764.

Origem do nome

O nome "Tugúrio" é proveniente da tribo indígena de mesmo nome (Tukury), extinta no século XIX, que habitava a região, ocupando o Vale da Serra da Mantiqueira. Habitavam em casas feitas de pedra e utilizavam utensílios rudimentares e viviam da caça, pesca e pequenas plantações de mandioca. Ainda hoje podem ser encontrados vestígios e cemitérios desse povo próximo ao cume da serra.

Datas Históricas

1839 – Criado o Distrito com a denominação de Santa Bárbara do Tugúrio, subordinado ao município de Barbacena.
1938 - O distrito de Santa Bárbara do Tugúrio teve sua denominação simplificada para Tugúrio.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Santa Bárbara do Tugúrio e desmembrado de Barbacena.

O município

Santa Bárbara do Tugúrio é um município do estado de Minas Gerais.
Possuía, em 2010, uma população de 4.570 habitantes e abrange uma área de 194,56 Km².
Seu principal produto é a banana, sendo seguida pelo café, arroz, feijão, cana de açúcar, milho, entre outros. A indústria local prima pelo que lhe fornece a indústria extrativa, havendo engenhos de rapadura e aguardente, além das famosas fabricas de panelas-de-pedra, feitas em sistema artesanal.
O município exporta bananas, café, milho, arroz aguardente, entre outros produtos. A agropecuária é um dos pontos altos, tendo um rebanho muito grande e promissor.
A Festa da Banana é uma festa típica da cidade de Santa Bárbara do Tugúrio e todos os anos atrai um enorme público.
A festa teve início no ano de 1984 e desde então, a festa é realizada anualmente com atrações musicais, exposição de artesanatos, exposição de produtos típicos da cidade como panela de pedra e a cachaça e ainda concurso de culinária com pratos em que o ingrediente principal é a banana.
A cachaça destilada, de fama cada vez mais acreditada, é importante no quadro de sua economia.
(Fontes: http://camarasbtugurio.mg.gov.br, http://www.ferias.tur.br, IBGE, ALMG)
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