quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Persona - Diana

Diana Frances Spencer; Princesa de Gales (Sandringham, 1 de Julho de 1961 - Paris, 31 de Agosto de 1997)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Zenzando na rede


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aviso aos navegantes - Museus Virtuais

Museus Virtuais


Visando a ampla divulgação e promoção dos museus brasileiros e de seus acervos, a Empório de Relacionamentos Artísticos vêm desenvolvendo projetos de visitação virtual de diversas instituições culturais. Os projetos são viabilizados pelos incentivos fiscais da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais.

Vale a pena conferir aqui!!!

Persona - Ingrid Bergman

Ingrid Bergman (Estocolmo, 29 de Agosto de 1915 - Londres, 29 de Agosto de 1982)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cinema em casa - Hanami - Cerejeiras em flor

Hanami - Cerejeiras em flor

Título Original: Kirschbluten - Hanami.
Gênero: Drama
País / Ano: Alemanha/ França / 2008
Duração: 127 minutos
Direção: Doris Dörrie
Elenco: Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Aya Irizuki

É um filme marcante, capaz de encher os olhos com as imagens e tocar a alma e o coração.
Rudi (Elmar Wepper) e Trudi (Hanellore Elsner) são um casal de terceira idade. A vida dos dois é tranquila até que Trudi recebe a notícia de que o marido está com uma doença terminal. Sem contar nada ao marido, Trudi o convence a irem à Berlin para visitar os filhos. Não são bem recebidos e acabam sendo um incômodo na rotina familiar dos folhos. A situação se agrava quando Trudi morre subitamente, deixando seu marido doente e sozinho em meio ao desprezo dos filhos.
Rudi volta para sua cidade e, remexendo nos pertences de sua mulher, descobre que a vida toda ela alimentou o sonho de conhecer o Monte Fuji, no Japão. Por coincidência, outro filho do casal vive em Tóquio, mas também não recebi Rudi de forma afetuosa. Em seus passeios solitários, Rudi tenta entender a essência do butô, uma dança típica oriental que sua mulher praticava e encontra uma jovem dançarina de butô Yu (Ayra Irizuki) que conversa através da dança com sua mãe falecida.
Hanami significa “observar as flores” e, as da cerejeira, simbolizam a beleza, as mudanças e um novo começo.
Você, certamente, vai ficar com essa bela lição de vida te acompanhando por algum tempo.

Persona - Madre Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu – Madre Teresa de Calcutá (Skopje, 26 de Agosto de 1910 - Calcutá, 5 de Setembro de 1997)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ninguém vive sem um pouco de poesia.. - Adélia PradoPau

A Meio Pau


Queria mais um amor. Escrevi cartas,
remeti pelo correio a copa de uma árvore,
pardais comendo no pé um mamão maduro
- coisas que não dou a qualquer pessoa -
e mais que tudo, taquicardias,
um jeito de pensar com a boca fechada,
os olhos tramando um gosto.
Em vão.
Meu bem não leu, não escreveu,
não disse essa boca é minha.
Outro dia perguntei a meu coração:
o que há durão, mal de chagas te comeu?
Não, ele disse: é desprezo de amor.
(Adélia Prado)

Minas são muitas - São Brás do Suaçuí

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

São Brás do Suaçuí

Igreja Matriz de São Brás

Região: Campo das Vertentes
Padroeiro: São Brás
Festa do Padroeiro: 3 de Fevereiro

Localização


História

Durante o século XVII, teve início a conquista do planalto mineiro. A região foi desbravada pelas primeiras bandeiras que demandaram o interior das Minas Gerais, logo depois da célebre expedição de Fernão Dias. Por volta de 1713, no mesmo local onde hoje se encontra a sede do município, foi doada uma sesmaria de uma légua quadrada a José Machado Castanho, assinando a doação D. Braz Baltassar da Silveira, no dia 22 de dezembro.
Em época não precisa, mas possivelmente pelas proximidades de 1713, alguns portugueses que demandavam São João del Rei e se detiveram em São Brás edificaram uma igreja em torno da qual surgiram as primeiras moradias com alicerces de pedras e paredes de pau-a-pique, cobertas de telhas curvas. Até 1832, o povoado subordinou-se à freguesia de Congonhas do Campo, quando então passou para a jurisdição de Brumado (hoje Entre Rios de Minas) que naquela data era também elevado à freguesia, continuando subordinado a Entre Rios de Minas (que também se chamou João Ribeiro), até a data de sua emancipação administrativa em 1953.

Datas Históricas

1832 - Até essa data, o povoado era subordinado à freguesia de Congonhas, quando então passou para a jurisdição de Brumado (hoje Entre Rios de Minas) que naquela data era também elevado à freguesia.
1856 – Criado o Distrito criado com a denominação de São Brás do Suassuí, subordinado ao município de Entre Rios.
1938 – O município de Entre Rios passou a denominar-se João Ribeiro. (ex-Entre Rios).
1948 – O distrito de São Brás do Suassuí passou a grafar São Brás do Suaçuí.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de São Brás do Suaçuí e desmembrado de João Ribeiro.

O município

São Brás do Suaçuí é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3 513 habitantes. O município ocupa uma área de 110,01 Km².
O amor à música é um traço marcante da pequena população desse município, onde grande número de pessoas dedica-se ao estudo e à execução de instrumentos musicais, bem como ao canto.
São Brás do Suaçuí é herdeira de fortes tradições culturais da época colonial. A igreja matriz de São Brás, construída em 1827-1859, e a capela Senhor dos Passos, reconstruída em 1913, são exemplares do estilo barroco que o município conserva.
Ainda hoje, a cidade é conhecida em toda a região pelo grande talento e vocação do seu povo para a música. A tradição musical do município pode ser mostrada pela banda União Musical Santa Cecília e pela Escola de Música de São Brás do Suaçuí que desenvolve um consistente e contínuo trabalho de formação de músicos.
(Fontes: IBGE, ALMG)

Você sabia? - Carta Renúncia de Jânio Quadros

Carta Renúncia de Jânio Quadros

Há 50 anos, Jânio Quadros renunciava ao cargo de presidente do Brasil. Jânio esteve no poder por exatos 206 dias.
O livro ‘’Jânio Quadros: Memorial à Historia do Brasil’, organizado por Jânio Quadros Neto e Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, traz um capítulo com a confissão que Jânio, já doente, fez ao neto, num quarto do Hospital Israelita Albert Einstein, no dia 25 de agosto de 1991, no trigésimo aniversário da renúncia. É a sincera confissão feita por Jânio Quadros sobre os reais motivos que o levaram a renunciar à Presidência da Republica. As palavras de Jânio não deixam margem de dúvidas sobre a renúncia:

-‘’Quando assumi a presidência, eu não sabia da verdadeira situação político-econômica do País. A minha renúncia era para ter sido uma articulação: nunca imaginei que ela seria de fato aceita e executada. Renunciei à minha candidatura à presidência, em 1960. A renúncia não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 25 de agosto de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana do país, o maior erro que cometi (...) Tudo foi muito bem planejado e organizado. Eu mandei João Goulart em missão oficial à China, no lugar mais longe possível. Assim, ele não estaria no Brasil para assumir ou fazer articulações políticas. Escrevi a carta da renúncia no dia 19 de agosto e entreguei ao ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, no dia 22. Eu acreditava que não haveria ninguém para assumir a presidência. Pensei que os militares, os governadores e, principalmente, o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder. Jango era, na época, semelhante a Lula: completamente inaceitável para a elite. Achei que era impossível que ele assumisse, porque todos iriam implorar para que eu ficasse (...) Renunciei no dia do soldado porque quis sensibilizar os militares e conseguir o apoio das Forças Armadas. Era para ter criado um certo clima político. Imaginei que, em primeiro lugar, o povo iria às ruas, seguido pelos militares. Os dois me chamariam de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Achei que voltaria de Santos para Brasília na glória. Ao renunciar, pedi um voto de confiança à minha permanência no poder. Isso é feito frequentemente pelos primeiros-ministros na Inglaterra. Fui reprovado. O País pagou um preço muito alto. Deu tudo errado’’.

Eis a carta renúncia de Jânio Quadros que foi divulgada no dia 25 de Agosto de 1961:

"Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.
Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém, esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.
Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.
Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim não falta a coragem da renúncia.
Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.
Somente assim seremos dignos deste país e do mundo. Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor. Trabalharemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria."

Brasília, 25 de agosto de 1961.

Jânio Quadros

Persona - Sean Connery

Thomas Sean Connery (Edimburgo, 25 de Agosto de 1930)

Zenzando na rede


Cinema em casa - Entre Dois Amores

Não entendo nada de cinema, não sei quais filmes são de determinado diretor e nem costumo ler os letreiros no final da exibição. Isso significa dizer: sou totalmente diferente do meu sobrinho Renato Telles. Apenas gosto ou não dos filmes a que assisto. Mas diante da impossibilidade da colaboração do entendedor Renato, resolvi também dar meus pitacos. São filmes que vi e gostei. SIMPLES ASSIM.

Entre Dois Amores


Título original: (Out of Africa)
País/Ano: EUA/1985
Direção: Sydney Pollack
Elenco: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen.
Duração: 162 min
Gênero: Drama

"I had a farm in Africa at the foot of the Ngong Hills..." ("Eu tinha uma fazenda na África, no sopé dos montes Ngong..."). É com essa frase que começa o filme Entre Dois Amores, um dos meus prediletos.
O roteiro, de Kurt Luedtke, é baseado no livro autobiográfico de Isak Dinesen (pseudônimo de Karen Blixen) chamado A Fazenda Africana. Entre Dois Amores é uma história real, escrita com base nas memórias deixadas por Karen Blixen.
A magnífica paisagem africana e os conflitos da colonização do continente nos anos 20 são o pano de fundo deste drama romântico vencedor de sete prêmios Oscar (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor trilha sonora original, direção de arte e melhor som). Karen Blixen (Meryl Streep) é uma rica aristocrata que vai, em companhia do marido (Klaus Maria Brandauer), viver numa fazenda de café no Quênia. Lá, apaixona-se pela terra e pela cultura africana. Como haviam se casado por conveniência, acabam se separando. Então conhece o sedutor aventureiro inglês Denys Hatton (Robert Redford). Nasce entre Karen e Denys um grande amor.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Santa Rita em vídeo - Minas é muitas

O Minas é Muitas esteve em Santa Rita do Sapucaí, região Sul, para contar essas e outras histórias da cidade conhecida como o Vale da Eletrônica.
Programa exibido em abril de 2011.


Parte 1



Parte 2

Na vitrola aqui de casa - The first time ever I saw your face

Zenzando na rede


Minas são muitas - Mercês

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Mercês

Santuário de Nossa Senhora das Mercês (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora das Mercês
Festa da Padroeira: 24 de Setembro

Localização


História

Os primitivos habitantes da região, até fins do século XVII, eram índios da tribo dos goitacases, senhores do Rio Paraíba e seus afluentes. Forçados pelo avanço da civilização esses primitivos habitantes foram subindo em direção às nascentes do rio, dispersando-se em vários aldeamentos. Os primeiros desbravadores a travar conhecimento com esses indígenas denominaram-nos croatas, caiapós e pombas. Esse último nome coube às tribos que se adornavam com penas dessas aves e estendeu-se a toda a região, inclusive ao rio que, ainda hoje, é por ele conhecido.
“Região do Pomba” foi, pois, a primeira denominação a abranger todo o extenso território onde surgiu o município de Pomba, do qual o povoado de Mercês veio a ser distrito, em 1841. Dos primeiros moradores brancos a se fixarem no distrito de Nossa Senhora das Mercês do Pomba, guardou a tradição o nome de um tal Vieira, aparentado com dois fundadores da cidade de Pomba, do mesmo sobrenome Vieira. Teria esse primeiro morador vindo à região atraído pela fama da existência de jazidas minerais; ao chegar, pernoitou à margem do rio Paciência, tendo sido então surpreendido pelos indígenas que lhe levaram toda a bagagem, inclusive a roupa do corpo. Mas, mesmo pelas contingências do momento, teve o branco de reagir às circunstâncias e o fez construindo a primeira morada, passando a integrar-se no sistema de vida do gentio, inclusive casando-se com algumas índias.
Foi ele o construtor da primeira capela destruída, posteriormente, pelos próprios indígenas que julgaram a construção responsável por violenta epidemia que dizimava as tribos. Vieira reconstruiu a igrejinha e nela foi rezada missa pelo padre Manoel de Jesus Maria, cerca de cinquenta anos depois.
Em 1767, o capitão-general Luís Diogo Lobo da Silva, governador da capitania, teve de conseguir um sacerdote que se encarregasse da catequese dos índios do rio Pomba, o que não foi de todo o fácil, dado o estado de ânimo sempre irritado daqueles gentios contra os invasores. A solução foi encontrada na pessoa do padre Manoel de Jesus Maria, brasileiro. Tendo recebido Alvará do Governo e Provisão da Cúria, que lhe davam autoridade civil e eclesiástica em todas as terras dos índios Pomba, deixou Vila Rica em fins de novembro de 1767, acompanhado de um curador de índios e oito índios domésticos.
A pequena comitiva veio a cavalo até Guará-Piranga, onde deixaram os animais por não haver estradas. Daí ao termo da viagem, à taba central dos índios Pomba, conduziram a carga às costas, através da mata virgem. O jovem padre fundou então seu centro de catequese, de onde irradiou suas atividades por 44 anos, erigindo dezenas de aldeias, das quais algumas progrediram e tornaram-se, mais tarde, núcleo que deram origem às cidades de Pomba, Guarani, Rio Novo, Rio Branco, Ubá, Lima Duarte, São João Nepomuceno, São José do Além-Paraíba, Cataguases, Alto Rio Doce, e Mercês. Padre Manoel de Jesus Maria, portanto, foi o primeiro a impulsionar, conscientemente, a fundação do município de Mercês.
Dos fatos mais característicos da história do município, há a registrar o de ter recebido a visita de um Presidente da Província que, ao despachar um ato de nomeação, mandou que o mesmo fosse iniciado com os dizeres, “Palácio do Governo da Província de Minas Gerais, em Mercês do Pomba, aos sete de dezembro do ano da graça de 1856, etc.”, o que conferiu à vila o privilégio de capital da Província, por um dia, e prova a importância da povoação, já naqueles tempos.

Datas Históricas

1841 – Criado o Distrito com a denominação de Mercês, subordinado ao município de Pomba.
1911 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Mercês e desmembrado de Pomba.
1925 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Mercês.

O município

Mercês é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 10.3684 habitantes e possui uma área de 348,27 km².
O município tem como pontos turísticos a Cachoeira da Copasa, a Estação Ferroviária, Igreja Matriz Nossa Senhora das Mercês, agora Santuário, e o Cruzeiro de pedra datado de 1872.
Sua população tem na pequena indústria de transformação e agropecuária sua principal atividade.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.merces.xpg.com.br, http://www.asminasgerais.com.br)

Você sabia? - A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

Getúlio Dorneles Vargas (São Borja, 19 de Abril de 1882 – Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 1954)

A Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas

A Carta Testamento de Getúlio Vargas é um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954. Segundo o relato de familiares e colaboradores, ao lado do seu corpo foi encontrada a cópia de uma carta com sua assinatura, dirigida ao povo brasileiro.

"Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."
(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Minas são muitas - Paiva

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Paiva

Igreja Matriz de São Sebastião (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

O povoamento do local onde se encontra o município de Paiva tem origem no início do século XX, na antiga fazenda Santa Rosa. No ano de 1906, o lugarejo é atacado por uma forte epidemia. Um abastado fazendeiro da região, Sr. João Ferreira de Paiva, apelidado João Menino, fez promessa a São Sebastião de providenciar a fundação de um arraial, caso a epidemia se debelasse. Cessado o surto, o fazendeiro fez erigir no local um grande cruzeiro que, mais tarde, foi transladado, em procissão, para o local denominado Santa Rosa, onde o dito João Ferreira de Paiva adquirira cinco alqueires de terreno, doados ao patrimônio comum, para início do arraial. No dia 8 de julho de 1907, foi rezada missa campal no sítio, onde hoje se ergue a igreja de São Sebastião, a qual foi construída mais tarde, pelo filho do fundador do arraial e pelos moradores.
Com o avanço da via férrea que ligaria Santos Dumont a Mercês, movimentou-se João Ferreira de Paiva no sentido de conseguir a modificação do traçado inicial, fazendo com que a via passasse pelo arraial então em franco desenvolvimento. Ao inaugurar-se a nova estação, Paulo de Frontin, que viera para as solenidades, sugeriu que o nome fosse trocado de Santa Rosa para o de Paiva, em homenagem ao fundador do povoado. Assim, explica-se a fundação do núcleo inicial e a origem do topônimo.
Em 1948 os principais filhos do lugar se movimentaram numa campanha pela emancipação administrativa, o que só aconteceu em 1953 com a criação do município.

Datas Históricas

1948 – Criado o Distrito com a denominação de Paiva (ex-povoado de Estação de Paiva), com território desmembrado do distrito de Oliveira Fortes e subordinado ao município de Barbacena.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Paiva e desmembrado de Barbacena.

O município

Paiva é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 1.558 habitantes. Paiva é um dos menores municípios em área de Minas Gerais, com apenas 58,41 km².
Ocupa-se economicamente de agricultura e pecuária.
O município de Paiva apresenta baixo índice de homicídios. De acordo com o cartório e a Polícia Militar (PM), há 54 anos não há registros de homicídios. A cidade conta com oito policiais.
Ainda segundo a polícia, o último assassinato teria ocorrido em 1957, quando dois amigos voltavam de uma festa. Após discutirem, um deles feriu o outro com uma navalha. Segundo moradores do município, a vítima morreu por falta de atendimento médico. “Ele levou uma navalhada na perna, perdeu sangue à noite e não houve assistência médica; ele poderia ter sido salvo”, diz o ex-prefeito, Jair Toledo de Paiva. Na época do crime, o suspeito foi preso e cumpriu pena.
A patrulha da polícia passa de casa em casa e faz visitas à zona rural da cidade. O Conselho de Segurança Pública e a Rede de Vizinhos Protegidos se reúnem periodicamente para discutir a segurança da cidade.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://g1.globo.com/, www.estacoesferroviarias.com.br, http://www.asminasgerais.com.br)

Você sabia? - Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.
De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.
O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.
Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.
Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.
Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.
Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.
Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000.
(Fonte: Folha de São Paulo em 23/08/2011)

Amor também é...

Compartilhar a dor das perdas e a alegria dos ganhos.

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Lya Luft

Canção romântica


Quando eu morrer (antes de ti) não sei se ainda
vou sentir a tua mão na minha, o fogo
da tua vida fundido com o meu.
Mas mesmo assim, estejas tu distante numa rota alheia,
sei que estarás comigo neste instante,
mão na mão, boca na boca, colhendo
não um último suspiro, mas um beijo
inaugural, a selar esse destino nosso:
livres das coisas banais e das humanas tramas,
seremos, por isso mesmo, imortais.
(Lya Luft)

Fragmentos - "Secreta mirada e outros poemas"


“Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território protegido por muros de receio.
Quem quiser vir agora terá de ter paciência. Terá de ter sabedoria.
Mas ainda que não tenha nada disso, virá, e vai nos invadir, e vai nos desarrumar, e vamos renascer com este desconserto.
Pois estávamos fora da realidade, fora do mundo, fora de nós.
A aventura do amor nos devolve a nós mesmos.” (Lya Luft em “Secreta Mirada e outros poemas”)

Zenzando na rede


As várias Canções do Exílio - 6 - Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade também escreve a sua Nova canção do exílio, em 1945, que é dedicada a Josué Montello. Das diferentes leituras do poema Canção do Exílio que possibilitam o conhecimento da nossa pátria ao mesmo tempo em que nos reconhecemos como parte dela, é meu preferido.
Drummond, mais filosófico, reflete, em seu poema, sobre a distância da felicidade existente na sua terra natal e não tem o tom crítico de Oswald de Andrade e Murilo Mendes.
O poeta, em sua releitura, retoma a imagem do sabiá e da palmeira para idealizar um lugar indeterminado. Na construção “um sabiá, na palmeira, longe” percebe-se a indeterminação – de qual sabiá? Em que palmeira? Longe onde? Como sabiá e palmeira já estão plantados na imaginação do leitor, ele apenas os enuncia.
No final do poema, o poeta inverte a posição do sabiá/palmeira e, além de determinar “a palmeira, o sabiá”, através do uso do artigo definido, substantiva o advérbio “longe”, reforçando a ideia de exílio: o “longe”, lugar de onde veio. Esse afastamento constitui o seu exílio.
Drummond vai além do nacionalismo, discute sobre os lugares míticos que criamos na imaginação, em geral associados à terra natal: "onde tudo é belo / e fantástico: / a palmeira, o sabiá, / o longe".

Nova Canção do Exílio

Um sabiá
na palmeira, longe.

Estas aves cantam
um outro canto.

O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.

Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.

Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)

Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Carlos Drummond de Andrade)

Na vitrola aqui de casa - Cotidiano

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Zenzando na rede


Minas são muitas - Oliveira Fortes

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Oliveira Fortes

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Livramento
Festa da Padroeira: 8 de Setembro

Localização


História

As origens da cidade de Oliveira Fortes remontam aos tempos do Império, quando as famílias Afonso Costa Viana, Antônio Carvalho Campos e Francisco José de Oliveira Fortes se fixaram na região. Possuídos de ideias lúcidas e progressistas, deles partiu a doação que foi feita de 45 alqueires para o patrimônio de uma capela a Santana do Livramento. Os primeiros povoados cuidaram exclusivamente da agricultura e pecuária, contando com mão-de-obra escrava vinda da África e outros nativos, o que fez com o povoado experimentasse rápida prosperidade.
Em 1911, inaugurou-se a estação ferroviária da localidade, com o nome de Oliveira Fortes, em homenagem a um dos primeiros povoadores - Coronel Francisco José de Oliveira Fortes- e pai de Crispim Jacques Bias Fortes, que foi presidente (governador) do Estado de Minas Gerais de 1894 e 1898.
Houve uma nova divisão administrativa do Estado, que criou mais 97 municípios entre os quais se incluiu o de Oliveira Fortes.
O então distrito do Livramento passou a denominar-se também Oliveira Fortes e, dez anos mais tarde, foi elevado à categoria de cidade município.

Datas Históricas

1880 – Criado o Distrito criado com a denominação de Santana do Livramento, subordinado ao município de Barbacena.
1933 – O distrito passa a ser denominado Livramento, permanecendo no município de Barbacena.
1938 – O distrito passa a ser denominado novamente Santana do Livramento.
1938 – Em dezembro, o distrito volta a denominar-se Livramento.
1943 – O distrito de Livramento (ex-Santana do Livramento) passou a denominar-se Oliveira Fortes.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Oliveira Fortes e desmembrado de Barbacena.

O município

Oliveira Fortes é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.123 habitantes. Ocupa uma área de 111,13 Km².
Agricultura, pecuária e indústria de lacticínio são suas principais atividades econômicas.
O município também apresenta potencial turístico, pois possui belos atrativos naturais, como as cachoeiras e piscinas naturais formadas ao longo do Rio Cambuta, que corta a cidade. Os rios Formoso e do Belo formam lagos e cachoeiras muito apreciadas pelos visitantes.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.acispes.com.br)

Pátria Minas - No ônibus

Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de Santa Rita do Sapucaí para BH. Seu colega de poltrona, um negão de 1,80 m de altura, com cara de poucos amigos.
Negão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada.
A certa altura mineirim não aguenta e vomita todo o jantar no peito do negão.
Mineirim no maior desespero e negão ainda roncando.
Chegando em Betim, negão acorda, passa a mão no peito todo melecado.
Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:
- Cê miorô?!?!

Comercial legal - Editoras on line



Blog: Não fique possuído(a) por não saber. Em tempo, o correto é possesso.

Em poucas palavras - Abigail Van Buren

Diretamente do blog da Maria Helena Rubinato.

A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem - a não ser rugas. É verdade que alguns vinhos melhoram com a idade, mas só quando as uvas são de boa cepa. (Abigail Van Buren)

domingo, 21 de agosto de 2011

De onde vem? - Rodar a baiana

Rodar a baiana

Rodar a baiana é uma gíria brasileira e significa tomar satisfação com alguém, tirar a limpo uma situação ou armar um barraco. É uma expressão usada para aquela pessoa que, de repente, solta tudo o que está sentindo, que acumulou, fala o que pensa de uma maneira impulsiva, explosiva.
A expressão não tem sua origem na Bahia, mas no Rio de Janeiro. No início do século, os primeiros blocos de carnaval saíam às ruas e cruzavam a cidade cantando e dançando com suas fantasias.
No meio desses blocos, alguns espertinhos tascavam beliscões nas nádegas das moças que desfilavam. Para acabar com o problema, alguns capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas, com direito a saia rodada e turbante na cabeça. Assim, ao primeiro sinal de desrespeito, aplicavam um golpe de capoeira. As pessoas que assistiam aos desfiles não entendiam nada: só viam a baiana rodar – e começar toda a confusão.
Todo mundo conhece alguém que faz isso de vez em quando, que exagera nas reações, que não costuma levar desaforo para casa.

Minas são muitas - Ewbank da Câmara

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Ewbank da Câmara

Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

Desde meados do século passado já se podia observar a existência de algumas atividades socioeconômicas no povoado então conhecido como Tabuões. Algumas pessoas praticavam o comercio que se baseava principalmente na troca de mercadorias de origem agropecuária, produzidas nas fazendas da região – cereais, verduras e legumes, carnes, couro, cestos e esteiras confeccionadas com tabuas, além da extensiva oferta de leite e produtos derivados e bem assim de produtos manufaturadas advindas das maiores cidades circunvizinhas.
O nome de Tabuões fora dado ao povoado devido à forma pela qual os homens do lugar superavam as condições geológicas que se apresentavam naquele solo montanhoso. Um planalto com 77 metros de altitude. A fim de possibilitar o tráfego de pessoas, tropas, animais, etc., eram colocadas enormes tábuas por sobre aquele terreno úmido e lamacento entremeado de taboas.
Já quase por volta do fim do século XIX, por ocasião da construção da ferrovia que buscava interligar o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foi construída, no povoado de Tabuões, uma estação cujo nome era Ewbank da Câmara. Este foi escolhido em homenagem ao Engenheiro José Ewbank da Câmara, então diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, no período em que a mesma passou por esta localidade – 1884 a 1889.
Com a estrada, o povoado desenvolveu-se e cresceu rapidamente, sendo elevado a distrito de Santos Dumont em 1923. Durante o Estado Novo, o nome foi aportuguesado para Eubanque. Em 1962, elevado a município, voltou a se chamar Ewbank da Câmara.

Datas Históricas

1923 – Criado o Distrito com a denominação de Eubanque, subordinado ao município de Palmira. .
1932 – O município Palmira passou a denominar-se Santos Dumont.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Ewbank da Câmara e desmembrado de Santos Dumont.

O município

Ewbank da Câmara é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 3.753 habitantes. O município de Ewbank da Câmara ocupa uma área de 103,83 km².
Sua economia baseada em atividades agropecuárias. As lavouras produzem principalmente milho, arroz, café, feijão, mandioca e cana.
O município tem como pontos turísticos a Barragem de Chapéu D´Uvas, a Cachoeira Boa Ventura e a Estação Ferroviária.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br/, http://ewbankdacamara.cam.mg.gov.br, http://www.ferias.tur.br, http://www.jfminas.com.br)

As várias Canções do Exílio - 5 - Murilo Mendes

O modernista Murilo Mendes, em 1930, também revisitou a Canção do Exílio de Gonçalves Dias. Se o poema de Gonçalves Dias e o Hino Nacional são uma exaltação ufanista da natureza brasileira, os versos de Murilo Mendes tem intenção oposta, pois pretendem ridicularizar esse nacionalismo exaltado.
Murilo escreve sua "Canção do Exílio", empregando o mesmo tom paródico-piadista de Oswald de Andrade. Em sua “Canção do Exílio”, utiliza o mesmo humor e sátira de Oswald, porém de forma mais ousada denuncia a invasão cultural estrangeira no Brasil. Seu poema critica a realidade cultural brasileira. Ele não aceita tudo o que vêm de fora já que também temos coisas boas que devem ser valorizadas. As nossas frutas, como são exportadas, tem o preço elevado e o poeta é um exilado em sua própria terra.
Sua terra se torna verdadeiramente seu Brasil, quando manifesta a vontade de “chupar uma carambola de verdade” e de ouvir um sabiá (pássaro ou povo), que tenha certidão de nascimento brasileira, cantar.

Canção do Exílio

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas.
Os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossa flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil-réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de identidade!
(Murilo Mendes)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Cecília Meireles

Cântico XXV


Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre a tua alma nas tuas mãos
E abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
(Cecília Meireles)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minas são muitas - Rio Preto

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Rio Preto

Igreja Matriz de Nosso Senhor dos Passos (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Nosso Senhor dos Passos
Festa do Padroeiro: 14 de Maio

Localização


História

Os primeiros habitantes de todo o vale do Rio Preto foram os índios Coroados. A região circunscrita à bacia do rio Preto e proximidades de Paraíba do Sul deveria possuir, em meados do século XVIII cerca de 1400 índios, sendo, então, atual cidade de Marquês de Valença, estado do Rio, o principal aldeamento. Por ordens do Vice-rei Luiz de Vasconcelos e Souza, deu-se início, por volta de 1769, a catequese e civilização dos silvícolas do território, sendo o capitão Inácio de Souza Werneck e padre Manoel Gomes Leal encarregados dessas missões. . Poucos anos depois, com a chegada de novos exploradores, isto é, por volta de 1780, já estava formado o arraial denominado Ouvidor.
Com a colonização branca, por volta de 1780, os índios foram perdendo suas terras e sendo escravizados. Nesta época, o vale do rio Preto fazia parte de uma extensa região entre Rio de Janeiro e Minas, denominada "Áreas proibidas", que deveria permanecer inculta, a fim de se evitar o extravio do ouro.
Dessa forma é que surge Rio Preto, no único ponto onde era possível a passagem do ouro. Nesta tarefa de ocupação do solo tiveram papel preponderante os colonizadores portugueses, coadjuvados pelo elemento negro. A exploração das terras só era permitida a quem obtivesse concessão para tal atividade, fato que servia ainda mais para atrair novos moradores e posseiros. Passou o lugar a chamar-se Passagem do Rio Preto até 1800 e depois Registro do Rio Preto.
Em 1824 o nome era Presídio do Rio Preto face ao cárcere ali existente. O povoado se formou em volta deste presídio. Não se sabe a data da ereção da primeira capela. Joaquim Rodrigues Franco teria doado terras para o patrimônio de Senhor dos Passos, em 1814 sendo que a nova igreja teria sido erguida por volta de 1831.
Francisco Dionísio Fortes realiza, em 1844, uma das suas maiores aspirações - a elevação de Rio Preto à Vila - o levantamento do Pelourinho, símbolo da emancipação político-administrativa do arraial.
Em 1871, Rio Preto passa definitivamente à categoria de cidade.
O café foi responsável pela chegada da estrada de ferro Central do Brasil em 1892. Com a decadência do café o crescimento econômico e urbano da região se estagnou. Mas, no início do século XX a pecuária começa a ganhar espaço, essa prática ainda se destaca os dias de hoje. O turismo também é relevante para a cidade, graças aos aspectos naturais e históricos do município.

Datas Históricas

1833 – Criada a freguesia com a denominação de Presídio do Rio Preto.
1844 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora Passos do Rio Preto.
1854 – É extinta a vila.
1864 - Transfere a Sede da Vila de Rio Preto para o município de Porto do Turvo.
1870 - Elevado novamente à categoria de Vila com a denominação de Rio Preto, desmembrada do município de Turvo.
1871 - Elevada à condição de Cidade.

O município

Rio Preto é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 5.292 habitantes. O município possui uma área de 348,14 Km².
O município ainda guarda referências importantes da memória da sua ocupação inicial e o casario revela os vários tempos da edificação da cidade.
A economia de Rio Preto tem como base a pecuária, a agricultura e o comércio, com grandes possibilidades de investimentos no turismo rural com bases sustentáveis. O setor agropecuário se destaca pela presença de pequenos produtores, que se dedicam a criação de gado leiteiro, responsável pela grande produção de leite do município.
A atividade turística, listada com uma das potencialidades do município, apresenta diversos pontos turísticos e históricos, o norte da cidade localizado na Serra Negra possui áreas de mata virgem, uma abundancia de recursos hídricos com inúmeras cachoeiras.
O município possui diversas cachoeiras, rios e montanhas, e as famosas fazendas da época do Império permanecem até hoje. Existem, ainda, lugares pouco explorados, dentre eles a Gruta do Funil, numa área toda coberta por areia branca e fina.
(Fontes: http://www.ufjf.br, IBGE, ALMG)

Amor também é...

Ter a alegria de saber que alguém pede a Deus bênçãos para você, todo dia.

Persona - Coco Chanel

Gabrielle (Coco) Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de Agosto de 1883 – Paris, 10 de Janeiro de1971)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Você sabia? - Quem inventou o mito da loira burra?

Morena rejeitada, Anita Loos criou mito da loura burra

The Kobal Collection

Bonita, inteligente, bem-humorada e rica, a escritora americana Anita Loos (1888-1981) foi, certamente, uma das mulheres mais interessantes de sua época.
A despeito de tudo isso, na hora de atrair a atenção masculina, Loos, que era morena, sempre ficava em segundo plano diante de fios de cabelos louros.
A autora, morta há exatos 30 anos, usou esta dor de cotovelo, digamos assim, para difundir um dos principais mitos culturais (e sexuais) do século 20: a loura burra.
Em 1925, ela publicou "Os Homens Preferem as Louras". O romance é narrado em forma de diário por Lorelei Lee, loira estúpida, de pouca cultura, mas incrivelmente esperta quando o assunto é dinheiro.
Em busca de algum homem rico que possa financiar sua "educação", Lorelei conta as divertidíssimas peripécias em que se vê envolvida ao redor do mundo.
No fim das contas, traça uma hilariante sátira do provincianismo americano e do esnobismo europeu.
Fenômeno de vendas nos Estados Unidos, o livro foi traduzido para inúmeras línguas e ganhou uma continuação em 1928: "Mas os Homens se Casam com as Morenas". Foi filmado em 1928 e inspirou espetáculo da Broadway em 1949.
Em 1953, seria novamente levado às telas pelo cineasta Howard Hawks. No papel de Lorelei, Marilyn Monroe tornou-se o principal símbolo da loura desmiolada.
"O legado de Anita foi apresentar uma visão mais irônica sobre o sexo e, também, sobre nós mesmos", diz Cari Beauchamp, autora do livro "Anita Loos Rediscovered" (2003), misto de biografia e coletânea de textos.
A origem de todo esse sucesso remonta ao início dos anos 1920, durante uma viagem de trem.
Loos seguia ao lado do marido, John Emerson, e de alguns dos mais famosos nomes do cinema mudo, como o ator Douglas Fairbanks.
Nenhum deles, contudo, era mais bajulado que uma loura abilolada aspirante à atriz.
Enquanto Loos carregava, sozinha, as pesadas malas, os homens disputavam para saber quem pegaria o livro que a loura deixava frequentemente cair.
A partir daí, Loos começou a relembrar todas as situações nas quais as louras costumavam levar vantagem.
"Parece que eu tinha me dado conta de um importante fato científico que jamais havia notado", relembrou em 1963.
Embora estivesse sempre apaixonada, quase nunca era correspondida --sempre havia um loura no caminho.
Ela viveu um longo e complicado casamento com Emerson, que, segundo contam, explorou o talento dela o quanto pôde.
Do poder das louras não escapava nem mesmo H.L. Mencken (1880-1956), mito do jornalismo americano e ídolo maior de Loos.
O jornalista acabou servindo de modelo para alguns dos homens feitos de gato e sapato por Lorelei no romance. "Menck gostava muito de mim, mas, em matéria de afeto, preferia uma loura desmiolada", disse certa vez.
Loos podia não ser o tipo de Mencken, mas ele logo reconheceu o talento da autora. Outros autores de peso, como James Joyce e William Faulkner, também eram fãs de "Os Homens Preferem as Louras".
Antes mesmo de publicar o livro, Loos era um nome conhecido na cultura americana. Aos 19 anos, já era roteirista do diretor D.W. Griffith.
Também escreveu filmes para o cineasta George Cukor e para o produtor Irving Thalberg, entre outros nomes lendários. Foi amiga de Orson Welles e Cole Porter.
Enfim, não fosse morena, Anita Loos poderia ter sido a mulher mais feliz do mundo.
(Fonte: Marco Rodrigo Almeida – Folha de São Paulo em 18/08/2011)

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Alice Ruizl

Inexorável

Sim.
Todos os poemas
são de amor.
Pela rima,
pelo ritmo,
pelo brilho
ou por alguém,
por alguma coisa
que passava
na hora
em que a vida
virava palavra.
(Alice Ruiz)

Minas são muitas - Santos Dumont

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Santos Dumont

Igreja Matriz de São Miguel (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Miguel
Festa do Padroeiro: 29 de Setembro

Localização


História

O Caminho Velho que partia da cidade de Parati (RJ), passava por São Paulo e seguia até a região das minas, era o trajeto que a Coroa Portuguesa utilizava para explorar e extrair metais preciosos da região das Minas Gerais. Com o aumento da exploração realizada na região e a intensificação do fluxo das tropas que transportavam os carregamentos de ouro e a longa distância percorrida por este trajeto, surgiu, então, através destes fatores, a necessidade de encurtar a distância percorrida entre as Minas Gerais até o litoral.
Para resolver tal infortúnio a Coroa portuguesa elaborou um projeto para criação do Caminho Novo. Em torno de 1700/1701, a abertura do Caminho Novo foi iniciada por Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão Dias Pais Leme, o famoso “Caçador de Esmeraldas’’, partindo da região da Borda do Campo (atual cidade de Barbacena), atravessando a Serra da Mantiqueira na garganta de João Aires, passando em João Gomes (Palmyra), Chapéu D´Uvas, indo até o litoral do Rio de Janeiro. Dessa forma, esta nova rota passaria a ser usada para escoar a produção aurífera com maior facilidade, rapidez e segurança.
Como forma de incentivar o povoamento em torno do Caminho Novo, a Coroa Portuguesa distribuiu sesmarias para nobres e súditos que prestavam serviços a ela. Assim, Domingos Gonçalves Ramos requereu em 26 de fevereiro de 1709 uma sesmaria na região. Como primeiro dono da terra, Domingos Gonçalves Ramos não tardou em ocupá-la, trazendo consigo sua família, escravos e seus dois genros, Pedro Alves de Oliveira e João Gonçalves Chaves.
Na divisão desta sesmaria Pedro Alves adquiriu a parte sul e João Gonçalves Chaves em 1715 empossa-se da sesmaria da parte norte, permanecendo na mesma até 1728 e vendendo-a para João Gomes Martins e sua esposa Clara Maria de Melo, que vieram a se tornar personagens de suma importância para a história do município.
Desta forma, o nome de João Gomes marcou a história do município, tendo sua sesmaria um papel fundamental na formação e ocupação da cidade, conhecida inicialmente como Rocinha de João Gomes, passando a Fazenda de João Gomes, Distrito de João Gomes, João Gomes Velho, Palmyra e atualmente Santos Dumont.
João Gomes e sua esposa trouxeram de sua freguesia originária de Portugal uma imagem de São Miguel e Almas para sua fazenda. Em data que não se pode precisar, foi erigida a primeira capela, à margem do "Caminho Novo", dedicada a São Miguel e Almas, invocados, segundo a tradição como protetores dos bandeirantes na perigosa travessia da Mantiqueira. Em 1788, a capela foi transferida para o interior da Roça de João Gomes, onde permaneceu durante 49 anos. Em 1827 voltou a ser erguida no primitivo lugar. A doadora do patrimônio da capela teria sido uma filha de João Gomes, de nome Palmyra, dai se originando a denominação do povoado, quando elevado à categoria de vila.
Além da importância verificada pelo traçado do Caminho Novo, outro meio de acesso ao interior mineiro que contribuiu com o desenvolvimento da cidade – entorno de 1870 – foi à construção do ramal da estrada de Ferro D. Pedro II, que passava na região. Foi nessa época que o engenheiro Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont veio para a região com sua família para realizar a empreitada de construir este ramal, que iria ligar o trecho Mantiqueira a João Aires. Neste local, Henrique Dumont escolheu uma casa de propriedade da própria Ferrovia, de estilo palafita, e nela acomodou sua família, bem próximo do canteiro de obras da Ferrovia.
Nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX, o município emancipado em 1890 passou por algumas transformações que modificaram suas feições de Arraial. A população local cresce. E em seu meio se fazia um expressivo número de imigrantes, em especial portugueses, italianos e libaneses.
Em 1932, a cidade de Palmyra passa a denominar-se Santos Dumont, em homenagem ao seu filho mais ilustre, o inventor Alberto Santos Dumont.

Datas Históricas

1867 – Criado o Distrito criado com a denominação de Palmira (ex-povoado de João Gomes), subordinado ao município de Barbacena.
1889 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmira e desmembrado de Barbacena.
1890 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Palmira.
1932 – O município de Palmira tomou a denominação de Santos Dumont.

O município

O município de Santos Dumont está situado no estado de Minas Gerais e sua população, em 2010, era de 46.284 habitantes. Ocupa uma área de 637,37 km².
Na década de 1880, quando ainda se chamava Palmira, a cidade tornou-se a primeira da América Latina a produzir queijo do tipo reino. Os holandeses Alberto Boecke e Gaspar de Yong desenvolveram na cidade uma indústria de laticínios e o queijo Palmyra, tornou-se o mais antigo do país, além do famoso queijo São Luiz. A partir desta época, iniciou-se o desenvolvimento da produção de laticínios em Minas Gerais e no Brasil.
Na agricultura, a cidade produz milho, morango, goiaba, nectarina, mandioca, feijão, havendo cultivo permanente da laranja, café, pêssego e banana.
Na indústria, Santos Dumont produz ferro, silício e silício metálico, exportando para vários países.
Na cidade, pode-se conhecer a casa natal de Alberto Santos Dumont, Museu de Cabangu, transformada em museu e aberta a visitação, em 1951. A “Fazenda de Cabangu”, local onde nasceu Alberto Santos Dumont, guarda a historia do Pai da Aviação.
O nascimento de Alberto Santos Dumont foi marcado pelo espírito de aventura, que caracterizou toda sua vida. Seu pai, corajoso engenheiro, empreitou em 1872 a construção do trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II entre as localidades de João Gomes (posteriormente Palmyra e hoje Santos Dumont) e João Aires. Foi para melhor realizar seu trabalho que levou a família para uma casa no canteiro de obras, local de nome “Cabangu” onde nasceu o sexto filho que se chamou Alberto, em 1873.
A permanência da família no Cabangu foi relativamente curta; em 1875, terminado o contrato de Dr. Henrique com a ferrovia, a residência foi transferida para Valença - RJ e posteriormente para a fazenda Arindeúva em Ribeirão Preto – SP - onde se dedicou à plantação de café.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.asminasgerais.com.br)

Persona - Robert Redford

Charles Robert Redford, Jr. (Santa Mônica, 18 de Agosto de 1936)

Santa Rita é notícia - Minas investe quase R$ 300 milhões por ano em ciência e tecnologia

Minas investe quase R$ 300 milhões por ano em ciência e tecnologia

“A ciência e tecnologia é o passaporte para o futuro. Nós vamos desenvolver novos projetos, novas pesquisas, aplicar essas pesquisas na indústria e vamos gerar empregos” - Antonio Anastasia

A Fapemig, Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, comemora um investimento recorde em pesquisas científicas no Estado. Qual a importância, governador, de se investir em ciência e tecnologia?
Antonio Anastasia - A ciência e tecnologia é o passaporte para o futuro. Se nós olharmos para o mundo exterior, vamos ver que as nações que mais avançaram, nos últimos anos, são aquelas que mais apostaram em ciência e tecnologia, na educação e na inovação. Poderíamos citar, ao longo das últimas décadas, o Japão, a China, a Coréia do Sul, Cingapura, entre outras nações que avançaram muito. Então, é fundamental que, aqui no Brasil, e em Minas Gerais, nós façamos investimentos nessa área tecnológica. Porque aí nós vamos desenvolver novos projetos, novas pesquisas, vamos aplicar essas pesquisas na indústria, nas empresas, vamos gerar empregos. Aqui em Minas, nós temos o apoio de uma instituição fundamental: a Fapemig, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, criada há 25 anos, em 1986. No ano de 2006, o governador Aécio Neves conseguiu um grande feito, honrar integralmente o 1% da vinculação orçamentária da Fapemig. Recursos carimbados, digamos assim, destinados à ciência e tecnologia. No ano passado, foram quase trezentos milhões de reais, para investimento em bolsas, pesquisas e projetos. E nós estamos implementando os parques tecnológicos não só de Belo Horizonte, o BHTEC, em parceria com a UFMG, mas também os de Itajubá e de Viçosa, que são parques importantes e também recebem recursos da Fapemig. Mas não só isso, uma vez instalado o parque, feita a pesquisa, é importante nós chamarmos o empresário, o pequeno empreendedor que vai desenvolver, dentro desse ambiente de incubação, uma proposta sua, e a Fapemig está ali para financiar esse novo negócio, esta nova empresa que está abrindo. Fizemos um recente acordo com o BDMG, cada qual colocando cerca de 100 milhões de reais para estimularmos esses financiamentos dessas empresas que estão iniciando agora. Sem ciência e tecnologia, sem inovação, nós não teremos um futuro pleno em nosso Estado.

Uma pesquisa importante, desenvolvida no Estado, é sobre o Aquífero Guarani, que será feita em cooperação com o centro de pesquisa da Alemanha. Esse é um exemplo, não é governador, de como a ciência pode ajudar no desenvolvimento do Estado de uma forma direta, diretamente ao cidadão?
Antonio Anastasia - Não há dúvida. Essa questão da água é muito importante. Grandes bacias nascem aqui. E temos esse grande Aquífero Guarani, que é a água subterrânea, que vai de Minas até o Sul do Brasil, Paraná e Paraguai. Como uma grande reserva de água potável. É importante fazermos os estudos para preservar e conhecer a potencialidade. É bom lembrar também que nós já temos em Minas grandes polos de inovação. Poderia citar o Sul de Minas, as cidades de Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, por exemplo, com o Vale da Eletrônica, onde nós temos investimentos importantes do Estado. Portanto, são pesquisas que começam no mundo acadêmico, nas universidades e depois migram para o setor privado, gerando empregos ou então servem, como é o caso do Aquífero Guarani, para decisões de importantes políticas públicas, como no caso do abastecimento d’água e mesmo no saneamento.
(Fonte: Superintendência de Imprensa do Governo de Minas Gerais)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pesquisa - Então

Então, eu só queria entender. Por que todas as respostas dos jovens de hoje começam com então?

Bão dimais - Lombo de Porco à Escabeche

Lombo de Porco à Escabeche

INGREDIENTES: 1 e ½ quilos de lombo * limão * 1 cebola * 4 dentes de alho amassados * 1 cravo-da-índia * 1 pedaço de canela
MOLHO: ½ copo de óleo * ½ copo de azeite * 3 cebolas em rodelas * 4 dentes de alho amassados * 1 colher (chá) de açúcar * ½ copo de vinagre * tomates * sal * pimenta * orégano
MODO DE FAZER: Cozinhe o lombo com os temperos e água. Deixe esfriar e leve à geladeira.
MOLHO: Frite as cebolas e o alho no azeite e óleo, junte tomates passados no liquidificador e na peneira. Tempere com sal, pimenta, açúcar e orégano. Deixe ferver por 10 minutos. Adicione o vinagre e retire do fogo. Corte o lombo em fatias finas. Arrume camadas de molho e lombo. Leve à geladeira e sirva no dia seguinte. Ideal para acompanhar pães na hora do lanche.

Em poucas palavras - Alexandre Herculano

Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. (Alexandre Herculano)

Gostei... - Megacelebração de Drummond começa em outubro

Megacelebração de Drummond começa em outubro

Um livro de poemas inéditos, uma nova editora, títulos especiais, acervo pessoal sob nova guarda, homenagem na Flip, exposições, uma nova antologia em inglês.
Se Carlos Drummond de Andrade já é o poeta mais consagrado do Brasil, nos próximos meses tudo conspira para torná-lo mais célebre.
Uma enxurrada de grandes acontecimentos terá lugar em 2012, quando se completam 110 anos de nascimento e 25 anos de sua morte - nasceu em 1902 em Itabira (MG) e morreu em 1987 no Rio.
As prévias começam em 31 de outubro, quando o IMS (Instituto Moreira Salles) promove o "Dia D", série de eventos na data em que nasceu o poeta. A ideia do IMS é que o festejo extrapole os limites do instituto e entre para o calendário cultural do país, como o Bloomsday para a obra de James Joyce (1882-1941).
Os tantos livros programados começam a sair neste ano. A Cosac Naify tem pronto "Poesia Traduzida", de autores estrangeiros traduzidos por Drummond, previsto para os próximos meses.
A mesma editora publicará outros quatro títulos: "Confissões de Minas" (1944) e "Passeios na Ilha" (1952), textos entre o ensaio e a crônica há muito fora de catálogo, uma edição de poesia crítica e "Os 25 Poemas da Triste Alegria", o tal inédito.
Trata-se da primeira obra de Drummond, escrita em 1924 e renegada pelo poeta. O original foi comprado de uma pessoa próxima ao autor pelo professor da UFRJ Antonio Carlos Secchin.
A Cosac vai publicar uma edição fac-similar, com as anotações feitas mais tarde por Drummond no volume.
No início de 2012, a Companhia das Letras, nova casa de Drummond, começa a reeditar toda a obra do escritor, com novo projeto gráfico e conselho editorial próprio.
Serão de 12 a 14 títulos por ano (poesia e prosa).
Editada pela Record nos últimos 27 anos, a obra de Drummond migrou para a Companhia por iniciativa da família. "Decidimos mudar para uma com outro perfil", limitou-se a dizer Pedro Drummond, neto do poeta.
O IMS recebeu em novembro a parcela do acervo de Drummond que se mantinha com a família (a maior parte permanece na Fundação Casa de Rui Barbosa).
Vai administrá-lo, em regime de comodato, por dez anos e, como ocorre desde 2010, editar livros especiais e organizar exposições.
"Drummond é nossa menina dos olhos na literatura", resume o coordenador executivo do IMS, Samuel Titan Jr.
(Fonte: Fábio Victor – folha de São Paulo em 17/08/2011)

Minas são muitas - Ponte Nova

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Ponte Nova

Igreja Matriz de São Sebastião (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: São Sebastião
Festa do Padroeiro: 20 de Janeiro

Localização


História

A segunda metade do século XVIII, uma comissão incumbida oficialmente de abrir uma estrada para a capitania do Espírito Santo fez construir uma passagem provisória sobre o rio Piranga, a partir de sua margem esquerda. A passagem não resistiu por muito tempo, construindo-se no mesmo local, por determinação das autoridades, uma ponte apoiada em pilares de pedra e que logo seria denominada ponte nova, origem do topônimo do Município.
As primeiras habitações começaram a surgir em 1770, quando o padre João do Monte Medeiros, obtendo provisão para construir uma capela sob o orago de São Sebastião e Almas de Ponte Nova, filiada a paróquia de Furquim, cedeu em doação, para patrimônio do pequeno templo, um terreno entre o córrego do Vau-Açu e a sesmaria da Vargem.
O proprietário da fazenda do Engenho, que confrontava com os terrenos da primitiva doação do padre João de Monte Medeiros, doou uma área situada à esquerda da Igreja matriz destinada a cemitério e autorizou construções em lotes próximos, havendo ele próprio mandado construir uma casa, existente até há poucos anos. Do antigo núcleo de habitações, irradiou-se o povoamento do lugar, multiplicando-se as casas e as ruas.
Em 1857, adquiriu o povoado à categoria de vila, compreendendo as freguesias de Ponte Nova, Barra Longa, Santa Cruz do Escalvado, Barra do Bacalhau, São Sebastião da Pedra do Anta e Abre-Campo.
A agricultura e o comércio constituíram por muitos anos as principais ocupações dos habitantes. Em 1860, foi introduzido no Município o primeiro engenho-de-açúcar com moenda horizontal de ferro. Em 1886, inaugurou-se a Usina Ana Florência, que foi um dos mais importantes empreendimentos em terras de Ponte Nova, com expressiva a produção de açúcar e álcool. Hoje a Usina encontra-se desativada.
Em 1866, adquiriu Ponte Nova foros de cidade.

Datas Históricas

1832 – Criado o Distrito com a denominação de Ponte Nova, subordinado ao município Mariana.
1857 - Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponte Nova e desmembrada de Mariana.
1866 - Elevado à condição de cidade com a denominação de Ponte Nova.

O município

Ponte Nova é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 57.390 habitantes. Ocupa uma área de 470,64 Km².
Maior centro açucareiro do Estado, foi também o primeiro a iniciar em Minas essa atividade, precisamente no ano de 1883. São 90 os seus estabelecimentos industriais, distribuídos entre produtores de açúcar, álcool, aguardente, papel (a maior fábrica de Minas) e atividades de fundição.
É o quarto maior polo produtor de suínos do Brasil e o maior do Estado de Minas Gerais, resultado da parceria inédita de 52 produtores de suínos, que saíram da condição de concorrentes para se tornarem sócios acionistas, em uma união histórica com o objetivo de agregar valor a sua matéria-prima. Hoje exporta para diversos países.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.pontenovaonline.com.br, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.ferias.tur.br)
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