quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Zenzando na rede

Todos os caminhos levam a Roma?

Dica de onde ir - Almoço Beneficente

Serviço - Com que roupa eu vou?

Com que roupa eu vou?

Escolha do figurino adequado é fundamental, tanto para quem está participando de um processo seletivo quanto para quem já está trabalhando.
Dando uma olhada rápida nos classificados, não é difícil encontrar, em anúncios de vagas, a necessidade de se ter uma boa aparência. A forma como o profissional se apresenta nas empresas, seja o candidato, em busca de uma colocação, seja o funcionário já efetivado, pode ser determinante para o seu sucesso e ascensão profissionais.
A aparência é como um cartão de visitas, sendo a primeira impressão que transmitimos para os outros. Por isso, descuidar do vestuário ou usar roupas inadequadas para a situação pode prejudicar a vida profissional. “O que todo mundo deve ter em mente é que roupa de trabalho não é igual à roupa de festa, nem de balada, nem de lazer. É uma roupa que tem, sim, o seu perfil, no entanto, mais voltada para o profissional- isso vale para qualquer profissão, seja ela formal ou informal. Além disso, é primordial utilizar o bom senso e lembrar-se de que vestir-se bem não quer dizer usar roupas caras e de estilistas famosos”, afirma Jacqueline Souk, professora da Faculdade Arnaldo.
E para aqueles que ainda buscam uma oportunidade no mercado, a atenção com amaneira de se apresentar deve ser redobrada. Uma das primeiras coisas que o entrevistador vai observar, sem dúvida, é a imagem que você passa. Nesse aspecto, estão incluídos a sua apresentação visual (roupas, penteado, maquiagem e acessórios), a postura, o comportamento e a forma de comunicação. Depois serão avaliados seus conhecimentos técnicos e uma série de requisitos impostos pela empresa em questão.
Segundo Jacqueline, o ideal, diante desta situação é ir vestido com uma roupa adequada ao cargo que vai ocupar, ou como você imagina que uma pessoa numa função semelhante, que já trabalhe na empresa, deva vestir-se. “Se possível, informe-se antes. Isso faz com que o entrevistador já consiga imaginá-lo entre os demais membros da equipe”, reforça.

Dicas Infalíveis

A professora Jacqueline Souk afirma que, hoje em dia, é muito fácil manter-se antenado, com os vários livros e sites, espalhados pela internet, com toques infalíveis para não fazer feio na hora de uma entrevista, ou no dia-a-dia, no mundo corporativo. No entanto, ela ensina algumas dicas, que valem a pena conferir:
1)Todos os excessos são proibidos, como: blusas, saias ou vestidos muito curtos, coloridos demais, decotados, extremamente justos, ou transparências de qualquer tipo;
2)Em um ambiente formal, tailleurs, terninhos e vestidos (desde que não sejam extravagantes) são os trajes mais adequados. O comprimento ideal é até três dedos acima dos joelhos;
3)Se usar saia ou vestido, sugere-se uma meia-calça;
4)Cuidado com as cores berrantes e estampas exageradas. O estilo extravagante demais não combina com a sobriedade do ambiente de trabalho. É bom optar por cores mais neutras e clássicas como cinza, azul-marinho, preto, cáqui, branco e bege. Porém, isso não é uma ditadura das cores. Bom senso sempre.
5)Os acessórios complementam o visual, mas mantenha o cuidado com os excessos. Dê preferência a brincos e a colares discretos. Saltos altíssimos também devem ser deixados para outras ocasiões;
6)Cuidado também com as unhas e cabelos. Prefira esmaltes claros e unhas não muito longas. Cabelos longos são permitidos, desde que sejam bem cuidados e não estejam esvoaçantes;
7)Tenha sempre à mão um paletó, um casaco ou blazer. Eles podem complementar o visual dando um tom mais elegante, no caso de um compromisso mais formal, além de ajudar a proteger de uma mudança de temperatura não prevista (um ambiente refrigerado em excesso, por exemplo);
8)Maquiagem é essencial. Pó, batom e rímel são básicos. Sombras e blushes apenas se os tons forem discretos e sem brilho. O perfume deve ser usado com parcimônia. Nada de excessos ou fragrâncias fortes;
9)Os homens devem evitar calças curtas, camisas coloridas demais, meias de cores diferentes dos calçados e, colarinhos abertos, nem pensar! Eles devem lembrar que a roupa de trabalho deve combinar com o cargo que ocupam, isto é, quanto mais formal for o cargo, mais formal deve ser a roupa.
(Fonte: http://www.dzai.com.br)

Minas são muitas - Madre de Deus de Minas

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Madre de Deus de Minas

(Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe de Deus - Foto do Miguel)

Região: Campo das Vertentes
Padroeira: Nossa Senhora Mãe de Deus
Festa da Padroeira: 25 de Junho

Localização

História

A origem do município relaciona-se à chegada a São João del-Rei , por volta de 1723, de três irmãs açorianas, apelidadas de “ilhoas” por serem da Ilha do Faial. Não se pode precisar a data em que uma das ilhoas, ou mesmo, seus primeiros descendentes chegaram à região de Madre de Deus de Minas. É provável que tenham tomado posse de uma gleba, motivados pela procura de riquezas minerais, abundantes na localidade. Acredita-se que assim formou-se o primeiro núcleo comunitário que deu origem à atual cidade. A tradição atribui a fundação do povoado a uma descendente das ilhoas. Por ordem desta descendente, uma capela foi erguida por um artífice espanhol que, em memória à pátria de seu construtor, recebe o nome de Capela Nossa Senhora da Madre de Deus. Nas proximidades dessa capela desenvolveu-se o povoado.

Datas Históricas

1859 – Criado o Distrito com a denominação de Madre de Deus do Rio Grande, subordinado ao município de Turvo.
1923 - O distrito de Madre de Deus do Rio Grande tomou o nome de Cianita.
1930 - O município de Turvo passou a denominar-se Andrelândia.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Madre de Deus de Minas e desmembrado de Andrelândia.

O município

Madre de Deus de Minas é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 4.904 habitantes. Sua área é de 492,90 Km².
O município de Madre de Deus de Minas é constituído por terras de culturas e campos com algumas elevações sendo a principal o "Pico dos Dois Irmãos", ponto de turismo e balizador de referência para a aviação.
Há vários pontos turísticos naturais como:
Morro Dois Irmãos - próximo á cidade vizinha São Vicente de Minas, é um ótimo passeio para quem tem disposição em caminhar. Tem-se uma bela vista de toda a região.
Represa do Rio Grande - muito próxima da cidade, cerca de 9 km é excelente para pesca esportiva.
Ribeirão Casa Nova - próprio para banhos ao ar livre. Exige cuidados, pois há pontos de águas fortes e profundas.
Córrego do Biscoito- é a praia de água doce da cidade. Pequenas cachoeiras se formam ao longo deste que é formado por grandes lajes de pedras naturais.
Córrego José Lopes- é o mais frequentado pelos moradores, lavadeiras e visitantes, pois, é de fácil acesso, por se localizar próximo ao perímetro Urbano.
Represa de Camargos - também no distrito de Brasilinha - possui vários pontos para pescas e uma balsa para atravessar até a cidade de Carrancas.
(Fontes: IBGE, http://www.trilhadosinconfidentes.tur.br)

Blog: Faltam 782 municípios.

Serviço - Inatel abre inscrições para curso de extensão comunitária

Inatel abre inscrições para curso de extensão comunitária

Curso gratuito prepara candidatos para o vestibular.
Candidatos podem se inscrever até sexta-feira (2).

Começaram nesta segunda-feira (27) as inscrições para o Pré-Inatel, Curso de Extensão Comunitária gratuito, que conta com aulas de física, matemática e português. Esta é a segunda edição do programa, que prepara os candidatos para o vestibular do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações) e contribuiu para nivelar os conhecimentos necessários para um bom aproveitamento do ensino superior. Os interessados devem preencher um formulário de inscrição que está disponível no campus do Inatel.
São 60 vagas disponíveis e a seleção acontece por meio de prova e análise sócio-econômica. As inscrições vão até esta sexta-feira (2) e as provas acontecem no dia 3 de março no campus do Inatel. O curso noturno tem duração de três meses e as aulas começam no dia 12 de março.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (35) 3471-9345 ou pelo e-mail vestibular@inatel.br.
(Fonte: http://g1.globo.com)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Em poucas palavras - Mário Quintana

Cinema em casa - Minhas tardes com Margueritte

Minhas tardes com Margueritte

Título original: La Tête en Friche
País/ano: França / 2010
Direção: Jean Becker
Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Patrick Bouchitey, Jean-François Stévenin, François-Xavier Demaison, Claire Maurier, Sophie Guillemin
Duração: 82 minutos
Gênero: Drama

O filme é um verdadeiro poema. Uma história sobre os encontros inesperados da vida e o poder transformador que eles podem ter.
Germain (Gérard Depardieu) é um iletrado e solitário homem. Para preencher suas tardes, ele faz amizade com a senhora Margueritte (Gisèle Casadesus). São duas forças antagônicas, a ignorância e a ternura. Entre eles, uma diferença de décadas de idade e em comum, o encanto pelos livros. Margueritte através da literatura, todas as tardes, ensina Germain a ser menos tosco e a entender a si mesmo.
A amizade fomentada pelo prazer de viver (dela) e aprender (dele) é inesquecível. Imperdível!!!

Na vitrola aqui de casa - Just when I needed you most

Persona - Aurélio Buarque de Holanda

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Passo de Camaragibe, 3 de Maio de 1910 – Rio de Janeiro, 28 de Fevereiro de 1989)

A preocupação com a língua portuguesa e o amor pelas palavras levou-o a estudar e pesquisar o idioma durante muitos anos com o objetivo de lançar seu próprio dicionário. Publicou, em 1975, o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, conhecido como Dicionário Aurélio ou somente "Aurelião" ou "Aurélio". Modesto, ele vetou a inclusão, na sua obra, do verbete "Aurélio" como sinônimo de dicionário.

Blog: É meu grande amigo nas horas das dúvidas cruéis diante do mistério das palavras.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Carlos Drummond de Andradeãos

Irmão, Irmãos


Cada irmão é diferente.
Sozinho acoplado a outros sozinhos.
A linguagem sobe escadas, do mais moço,
ao mais velho e seu castelo de importância.
A linguagem desce escadas, do mais velho
ao mísero caçula.

São seis ou são seiscentas
distâncias que se cruzam, se dilatam
no gesto, no calar, no pensamento?
Que léguas de um a outro irmão.
Entretanto, o campo aberto,
os mesmos copos,


o mesmo vinhático das camas iguais.
A casa é a mesma. Igual,
vista por olhos diferentes?

São estranhos próximos, atentos
à área de domínio, indevassáveis.
Guardar o seu segredo, sua alma,
seus objetos de toalete. Ninguém ouse
indevida cópia de outra vida.

Ser irmão é ser o quê? Uma presença
a decifrar mais tarde, com saudade?
Com saudade de quê? De uma pueril
vontade de ser irmão futuro, antigo e sempre?
(Carlos Drummond de Andrade)

Blog: Para minha irmã Fernanda (*02/03/1966 - + 27/02/1999) com uma saudade que não acaba nunca.

Na vitrola aqui de casa - You´re my thrill

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dica de onde ir - Mosteiro de Nossa Senhora das Graças

Mosteiro de Nossa Senhora das Graças

Para quem mora em BH ou dá uma passadinha por aqui e gosta de começar o dia se preparando para vivê-lo em paz, nada melhor que assistir a uma missa no Mosteiro de Nossa Senhora das Graças.
O Mosteiro localizado na Rua do Mosteiro, 138 na Vila Paris tem mais de 50 anos de existência e está situado no alto de um morro todo arborizado. Só o visual já compensa a ida ao local.
O Mosteiro Nossa Senhora das Graças é da ordem beneditina. Esta é uma ordem contemplativa por essência. Por isto, um silêncio acolhedor reina no ambiente.
A comunidade é composta por várias monjas e noviças que nos encantam com seus cantos gregorianos durante a celebração da Santa Missa. Já tive a honra de encontrar com a Dona Maria Magalhães, uma das monjas residentes no mosteiro, que é irmã do saudoso professor Francisco Ribeiro de Magalhães, o nosso querido Chico Fumaça.
As Monjas realizam ao longo do dia os trabalhos de confecção de paramentos, cartões e escrita artística, traduções, cerâmica, hospitalidade e os deveres comuns de casa.
O arquiteto Francisco Bolonha desenhou além do prédio do mosteiro, todo mobiliário que compõe os vários ambientes do mosteiro, com um design que foge do clássico presente nos espaços tradicionais católicos. Bologna dispensa a ornamentação e traz a simplicidade desejada. Na Igreja, é grande a noção de estabilidade e solidez, características imprescindíveis à preservação da vida religiosa.
A capela é ao mesmo tempo simples e grandiosa. São duas naves em L, uma para os fiéis e outra para as monjas. O altar é posicionado na interseção das duas naves. Há também, ao lado do altar, uma linda imagem de Nossa Senhora das Graças em concreto num estilo moderno e limpo.
(Foto Marcia Poppe, 2003)
Na nave destinada aos leigos, grossas e altas colunas, também de arquitetura simples, parecem ligar o terreno ao espiritual num diálogo silencioso.
A nave das monjas é tão despojada quanto elas. Ao fundo, apenas uma cruz.
(Foto Marcia Poppe, 2003)
Os assentos para os fiéis me lembram peças próprias para yoga, tal a leveza e despojamento.

No domingo a missa é realizada às 8 horas e nos outros dias da semana às 7 horas.
Visite o site do Mosteiro de Nossa Senhora das Graças para conhecê-lo melhor.

(Fontes: http://ecclesiadesign.blogspot.com, http://www.osb.org.br, http://www.docomomo.org.br)

Ouça que lindo é o canto das monjas durante a missa diária.


Da minha casa dá para ouvir o badalar dos sinos do mosteiro.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Serviço - Final do horário de verão

Após quatro meses, o horário de verão terminará à 0h do próximo domingo, dia 26 de Fevereiro. Os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, além do Estado da Bahia, terão que atrasar o relógio em uma hora quando for meia-noite de sábado.
Desde 2008, a mudança no horário ocorre, todos os anos, entre o terceiro domingo de outubro e o terceiro domingo de fevereiro. Como este ano o dia do término coincidiu com o domingo de Carnaval, o final do horário de verão foi transferido para o próximo domingo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Adélia Pradoo

Momento


Enquanto eu fiquei alegre, permaneceram

um bule azul com um descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpidíssimo
com recém-feitas estrelas.
Resistiram nos seu lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo pra mim, anteparo
para o que foi um acometimento:
súbito é bom ter um corpo pra rir
e sacudir a cabeça. A vida é mais tempo
alegre do que triste. Melhor é ser.
(Adélia Prado)

Fragmentos - “Caderno H - Nada sobrou"

“As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas… Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta apenas ser vivida: também precisa ser sonhada.” (Mário Quintana, em “Caderno H - Nada sobrou”)

Persona - Steve Jobs

Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de Fevereiro de 1955 – Palo Alto, Califórnia, 5 de Outubro de 2011)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dica de onde ir - Paraty

Pelo segundo ano consecutivo fui passar o Carnaval em Paraty com sobrinhos e amigos. A cidade, por si só, já é um encanto, mas durante o carnaval ela se supera. Lojinhas, boutiques, barzinhos, restaurantes, tudo muito transado, com preços para todos os bolsos. Durante o dia os turistas procuram pelas praias da região, fazem passeios de barco, etc. Mas à noite é que a coisa fica animada: blocos e bandinhas animam o Centro Histórico e o povão vai atrás, cantando marchinhas de antigos carnavais e se divertindo. Sem brigas, sem violência, tudo na maior paz. Vale a pena!!

Na vitrola aqui de casa - Volta por cima

Fragmentos - ”Pequenas Epifanias – Crônica Pálpebras de Neblina”

“Depois, um amigo me chamou para ajuda-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu esquecesse de mim. E fez.” (Caio Fernando Abreu em ”Pequenas Epifanias – Crônica Pálpebras de Neblina”)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Na vitrola aqui de casa - Samba do crioulo doido

Zenzando na rede

31 vezes é bastante, né?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

Reflexivo


O que não escrevi, calou-me

O que não fiz, partiu-me
O que não senti, doeu-se
O que não vivi, morreu-se
O que adiei, adeus-se.
(Affonso Romano de Sant´Anna)

Mitos e lendas - Caos

Caos

No princípio era o Caos.
Havia um grande vazio e tudo se misturava ao mesmo tempo. Essa grande confusão recebeu o nome de Caos, que era a primeira divindade, o mais velho dos deuses.
Era o estado primordial, primitivo do mundo, sendo considerado como uma força sem forma ou aparência.
Era, segundo os poetas, uma matéria que existia desde tempos imemoriais, sob uma forma vaga, indefinível, indescritível, na qual se confundiam os princípios de todos os seres particulares. Caos precedeu a origem, não só do mundo, mas também dos deuses. Era considerado o estado não organizado, ou o nada, de onde todas as coisas surgiam.
Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser visto como a mistura primordial dos elementos.
Rudimentar, capaz, porém, de fecundar e de manter a vida. A essa fonte geradora de vida e energia tudo é possível e foi a partir dela que nasceram os Deuses e a matéria - os planetas e os homens.
Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa "separar, ser amplo".
Os filhos de Caos nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares. Toda a família de Caos se origina de forma assexuada.
Parece ser um deus andrógino, trazendo em si tanto o masculino como o feminino. Esta é uma característica comum a todos os deuses primogênitos de várias mitologias.
Caos ficou conhecido como o deus da confusão, que separa as coisas e as deixa em desordem.
No princípio tudo era o Caos. Este é considerado o deus primordial da Mitologia.

Zenzando na rede

Na vitrola aqui de casa - Jorge da Capadócia

Minas são muitas - Argirita

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Argirita
(Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus - Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeiro: Senhor Bom Jesus
Festa do Padroeiro: 14 de Setembro

Localização

História

A extração mineral de pedras preciosas foi a grande responsável pelo crescimento da região central de Minas Gerais, entre os anos de 1699 a 1711. A Zona da Mata Mineira por não possuir muitas riquezas minerais e por suas matas serem densas e montanhosas criando um obstáculo natural quase impenetrável, dificultando a expansão da região e como se não bastasse, a coroa Portuguesa não tinha interesse em povoar essa região, evitando assim a abertura de novos caminhos que poderiam facilitar o contrabando ainda maior de pedras preciosas.
Só no século seguinte com escassez de riquezas minerais, tendo que gerar outras formas de assentamento para garimpeiros que ficaram sem serviço é que aparecem as primeiras evidências de povoamento na chamada região da Zona da Mata. A princípio os primeiros imigrantes ocuparam as terras desordenadamente, e em consequência as propriedades pequenas tinham como fonte de renda as lavouras de subsistência.
Rio Pardo era habitado pelos índios Puris e Botocudos, e virou um lugar de pousada de bandeirantes e posteriormente de tropeiros que encurtavam caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira capela foi construída com palmiteiro. Posteriormente, por volta de 1.830 foi construída uma Igreja em alvenaria, com telhado coberto de telhas, um campanário à direita e um cemitério. Esta igreja foi totalmente destruída por um incêndio. A nova Matriz foi construída em terras doadas ao patrimônio do Senhor Bom Jesus do Rio Pardo, pelo fazendeiro Inácio Nunes de Moraes e sua esposa Dona Maria José do Espírito Santo.
A primeira atividade econômica do município foi a agricultura, onde sobressaiam as culturas de café, cana-de-açúcar, milho, arroz, feijão e mandioca. Quase todas as fazendas tinham engenhos com alambiques onde se fabricavam cachaça, açúcar preto e rapadura.
O primeiro nome da localidade foi Senhor Bom Jesus, acrescido depois do complemento "do Rio Pardo" em virtude da abundância de pedras preciosas. Depois foi mudado para Argirita que significa pedra prateada.

Datas Históricas

1891 - Criado o Distrito com a denominação de Rio Pardo, subordinado ao município de Leopoldina.
1923 - O distrito de Rio Pardo passou a denominar-se Argirita.
1962 - Elevado à categoria de município com a denominação de Argirita e desmembrado de Leopoldina.

O município

Argirita é um município do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2010, era de 2.901 habitantes. O município ocupa uma área de 159,37 Km².
Três festas marcam o calendário da cidade: a do argiritense ausente, em junho; a exposição agropecuária, em julho; e a festa do Bom Jesus, padroeiro da cidade, em setembro.
Sua economia é tipicamente agropecuária com criação de gado bovino para corte e leite constituindo as principais fontes da economia municipal.
Fontes: IBGE, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.argirita.mg.gov.br)

Blog: Faltam 783 municípios.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pátria Minas

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Na vitrola aqui de casa - Balancê

Fragmentos - "Grande Sertão: Veredas"

"Todos estão loucos, neste mundo? Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente — o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura. Deus é que me sabe." (Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”)

Em poucas palavras - Hodding Carter

“Existem dois legados duradouros que podemos deixar para nossos filhos. Um deles, raízes, o outro, asas.” (Hodding Carter)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Minas são muitas - Bias Fortes

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Bias Fortes

(Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores - Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora das Dores
Festa da Padroeira: 15 de Setembro

Localização
História

Nas investigações feitas não foi possível determinar com rigor a data certa em que se estabeleceu nessas paragens a primitiva comunidade que deu origem ao povoado. O certo é que em 1826, a povoação dita Quilombo já gozava da categoria de distrito. Segundo tradições locais, o município de Bias Fortes primitivamente foi esconderijo de negros fugitivos do cativeiro, que vieram se aglomerar no entroncamento de dois rios (Quilombo e Vermelho).
Teve, primitivamente, a denominação de Quilombo, por haver sido em tempos remotos guarida de muitos negros chamados quilombolas. Apesar da revolta dos negros, os senhores dominaram a região e formaram-se as grandes fazendas. Em 1819 iniciaram a construção da Capela Nossa Senhora das Dores do Quilombo, que contou com o braço forte do negro. Nessa época a comunidade de Quilombo já possuía autoridades policiais e eclesiásticas legalmente constituídas.
Esse nome perdurou por longos anos; mais tarde, porém, foi mudado para União. Atualmente tem o nome de Bias Fortes em homenagem ao chefe político barbacenense Crispim Jacques Bias Fortes que exerceu o governo provisório de Minas em quatro ocasiões por indicação do Presidente Deodoro da Fonseca e foi o segundo governador eleito de Minas.

Datas Históricas

1875 – Criado o Distrito criado com a denominação de Quilombo, subordinado ao município de Barbacena.
1896 - O distrito de Quilombo passou a chamar-se União, continuando a figurar no município de Barbacena.
1938 - Elevado à categoria de município com a denominação de Bias Fortes e desmembrado de Barbacena.

O município

Bias Fortes é um município do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE, em 2010, sua população é de 3.793 habitantes. O município ocupa uma área de 283,53 km2.
A economia do município de Bias Fortes se baseia na agropecuária, especificamente na pecuária leiteira.
As festas religiosas são muito representativas e tradicionais na cidade. Ainda são realizados o Torneio Leiteiro e o Encontro de Cavaleiros e Amazonas, em setembro.
Representando a cultura negra existem grupos de dança de congado, folia de reis e jongo.
(Fontes: IBGE, http://www.asminasgerais.com.br)

Blog: Faltam 784 municípios.

Zenzando na rede

Modos e modas - Amarrações de lenços para o Carnaval

Não tem roupa para o Carnaval? Aproveite as dicas abaixo e faça uma blusa fresquinha ou uma saia pareô.E que tal um sarongue? Faça o seu usando um lenço ou uma canga, coloque uns colares, uma flor nos cabelos e pronto! Vá se divertir no Carnaval.







Mitos e Lendas - As Parcas

O espírito greco-romano procurava explicar os fatos que se desenrolavam em seu mundo, lançando mão de uma fértil imaginação. Tudo aquilo que não podia entender julgava ser obra divina e criou uma religião fantasista, tendo chegado a dramatizar uma numerosa família de deuses.
Os gregos e romanos povoaram o mundo com uma variedade de divindades correspondentes a todos os espetáculos belos e terríveis do mundo e a todos os poderes e processos da natureza. Em sua imaginação prodigiosa não existia estrela que brilhasse no céu, nuvem que obscurecesse a luz solar ou vento que ondulasse a folhagem que não tivesse um deus a presidir-lhes a ação.

As Parcas

Um fio de ouro (John Strudwick - 1885)

Na mitologia romana, para determinar o curso da vida humana havia três deusas, as Parcas que se chamavam Nona, Décima e Morta. Na mitologia grega elas eram as Moiras e tinham nomes de Cloto que significa fiar, Láquesis que é sortear e Átropos, não voltar. Elas decidiam sobre a vida e morte e nenhum outro deus, nem mesmo Júpiter (Zeus), podia contestar suas decisões. Para os romanos, as três irmãs determinavam o destino dos mortais, mas para os gregos elas regiam tanto a vida dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Eram também chamadas de Fates, daí o termo fatalidade.
Nona tecia o fio da vida até a nona lua que é a duração da gravidez humana. Nona tece o fio da vida tecendo os dias no útero materno.
Décima cuidava da extensão e caminho da vida. Representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Puxa e enrola o fio tecido, calculando seu comprimento, enquanto gira o fuso e determina o nosso destino. Ela sorteia o nome dos que vão morrer e é a responsável pelo quinhão de atribuições que se ganha em vida.
Morta cortava o fio. É a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento. Ela determinava o momento da nossa partida.
Durante o trabalho, as parcas fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. Ao enrolar os fios da existência dos seres vivos neste instrumento, cada pessoa se encontrará na posição mais almejada, o alto da roda, ou em baixo, na parte menos desejada, simbolizando os momentos de boa ou má sorte de todos.

As Parcas, (Ai Don - 2008)

Blog: Entre parênteses estão os nomes equivalentes na mitologia grega.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dica de onde ir - Pousada do Barão

Pousada do Barão


Se por acaso você for a Santa Rita do Sapucaí, tenha o privilégio de se hospedar na Pousada do Barão. Construída em estilo colonial, a pousada é encantadora e o café da manhã memorável. Todas as pessoas que meu marido levou para se hospedarem na pousada ficaram encantadas com o charme, bom gosto e atendimento nota 10.
Parabéns ao casal Joana e Gusto.

Zenzando na rede

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Na vitrola aqui de casa - Marchinhas de Carnaval

Para ir vestindo a fantasia e esquentando os tamborins.

Aviso aos navegantes - A Lira que Alucinda

A Lira que Alucinda

A dica de hoje é o site “A Lira que Alucinda” da poetisa, jornalista, cantora e atriz capixaba Elisa Lucinda. De uma mulher que é isso tudo, você só pode esperar boas surpresas. É uma viagem por textos sensatos e poemas sensíveis .
Antes dê uma passadinha pela Casa Poema, um casarão antigo de Botafogo, no Rio de Janeiro, onde ela mantem uma escola de poesias. A Casa Poema foi inaugurada por Elisa Lucinda, em julho de 2008. O espaço tem vários ambientes como salas de aula, biblioteca, escritórios, um teatro e um café. Ali as pessoas se reúnem para ouvir e falar poemas. Há apresentações de saraus poéticos e cursos.

Muiiiiiito legal!!!

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Affonso Romano de Sant´Anna

Entrevista

Telefonam-me do jornal:
-Fale de amor-
diz o repórter,
como se falasse
do assunto mais banal.
-Do amor? -Me rio
informal. Mas
ele insiste:
-Fale-me de amor-
sem saber, displicente,
que essa palavra
é vendaval.

-Falar de amor?-Pondero:
o que está querendo, afinal?
Quer me expor
no circo da paixão
como treinado animal?

-Fala...-insiste o outro
-Qualquer coisa.
Como se o amor fosse
“qualquer coisa”
prá se embrulhar no jornal.

-Fale bem, fale mal,
uma coisa rapidinha
-ele insiste, como se ignorasse
que as feridas de amor
não se lavam com água e sal.

Ele perguntando
eu resistindo,
porque em matéria de amor
e de entrevista
qualquer palavra mal dita
é fatal.
(Affonso Romano de Sant´Anna)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Na vitrola aqui de casa - Esquadros

Modos e modas - Bolsa de Furoshiki

Bolsa de Furoshiki

Já postei a técnica do Furoshiki na confecção de bolsas e embrulhos, mas este vídeo estava tão explicadinho que resolvi mostrar novamente para vocês. O nó básico do Furoshiki pode ser visto aqui. É uma boa dica já que, em várias cidades do Brasil, estão sendo proibidas as sacolinhas plásticas.

Você sabia? Valentine´s Day

Hoje é dia dos namorados no resto do mundo todo. No Brasil comemoramos a data em 12 de Junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de Junho), o santo casamenteiro. Dia 14 de Fevereiro é dia de São Valentim, cuja história já postei aqui. Costuma-se trocar presentes e recados de amor, na data de hoje.
Que vocês tenham um dia lindo e cheio de amor!

Happy Valentine’s Day!

Dica de Leitura - O tempo entre costuras

Romance delicioso, cheio de tramas e dramas. Passa-se no Marrocos pouco antes da Guerra Civil Espanhola e vai até a II Guerra Mundial. História de uma costureira que se aventura como espiã, passa por bons e maus pedaços, sempre em defesa de sua Espanha querida. Recomendo! A autora é Maria Dueñas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Você sabia? - “LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”

“LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”

Várias vezes por dia canto ou penso no mantra “LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU”. Pesquisando na Internet descobri que traduzido do Sânscrito, ao pé da letra, significa "Estejam confortáveis os mundos, em conjunto", o que pode também ser traduzido livremente por: "Que todos os lugares sejam agradáveis”. A frase é um desejo de que o mundo possa ser ou se tornar agradável.
Esse é um sentimento muito peculiar ao Hinduísmo. Se eu estiver em paz internamente, o lugar onde eu estiver se tornará um lugar agradável.
Podemos também, numa tradução mais livre, dizer que é o desejo de: “Que todos os seres do Universo sejam felizes e prósperos”.
É uma oração de uma cultura milenar pela paz e felicidade de todos os seres. É uma contribuição com vibrações positivas para melhorar o mundo. O aspecto mais importante do mantra é que a pessoa não reza só para si, mas para todo o mundo.
Que a paz e a harmonia prevaleçam em nosso dia-a-dia!

2 Anos


Êta mãe mais desnaturada! Este bloguinho completou 2 anos, em 14 de outubro, e nem me lembrei de fazer uma comemoração.
Venho agora, com 4 meses de atraso, fazer o que já devia ter feito.

AGRADECER!!!

Meu agradecimento especial àquelas pessoas que me “perseguem” diariamente, que dão uma passadinha por aqui antes de ir para o trabalho. Espero ter sido “um bom começo de dia” para vocês. Por isso é que, à noite, procuro sempre postar alguma “coisita”.
Se você volta no final da tarde, quase sempre encontra um poema ou uma música para ajudar a embalar seu sono bom.
Se você “caiu” aqui por acaso, seja bem-vindo. Apareça sempre!
Este blog tem apenas esta função: tentar ajudar a melhorar o dia das pessoas e mostrar um pouco da minha “santa terrinha”.


Minas são muitas - Ouro Branco

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Ouro Branco

(Igreja Matriz de Santo Antônio - Foto do Miguel)

Região: Central
Padroeiro: Santo Antônio
Festa do Padroeiro: 13 de Junho

Localização


História

O povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem em fins do século XVII, provavelmente no ano de 1694, como consequência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras. Esses grupos subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre.
Os primitivos habitantes desta região foram os índios da tribo Carijós.
Os ex-integrantes da Bandeira chefiada por Borba Gato, Miguel Garcia de Almeida Cunha e Manuel Garcia, transpondo os altos da cachoeira de Itabira do Campo (atualmente Itabirito) descobre o ouro na falha radial da Serra, onde se encontram os mananciais dos Ribeirões da Cachoeira e Água Limpa. Tal descoberta não produz o rendimento esperado: Manuel e Miguel se desentendem e a bandeira se divide.
Manuel Garcia segue na direção Nordeste, indo dar com o rico córrego do Tripuí, descobrindo o "Ouro Preto", cor produzida devido à presença do Óxido de Ferro em sua composição.
Miguel Garcia, por sua vez, desce o vale do chamado "Rio da Serra", que corre para o Oeste, paralelamente à aguda escarpa da Serra de Deus Livre. Funda um povoado nessa região, após descobrir ouro de cor amarela, clara, produzida pelo mineral Paládio a ele associado, denominado "Ouro Branco" por simples contraste cromático aparente com o "Ouro Preto" do Tripuí.
Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas e possuía considerável importância econômica pela prosperidade de sua população.
O ouro extraído em Ouro Branco era desprezível em relação à extração praticada em Ouro Preto. Por essa época, a má qualidade das jazidas auríferas e as dificuldades de exploração, advindas do primitivo processo utilizado, fazem atividade mineradora retroceder.
Embora não haja certeza quanto à origem do topônimo Ouro Branco à origem do topônimo Ouro Branco, supõe-se que ele tenha resultado da coloração do ouro encontrado na região onde se localiza o município.

Datas Históricas

1724 – Criado o Distrito criado com a denominação de Santo Antônio de Ouro Branco, subordinado ao município de Ouro Preto.
1953 - Elevado à categoria de município com a denominação de Ouro Branco e desmembrado de Ouro Preto.

O município

Ouro Branco é um município do estado de Minas Gerais. De acordo com o IBG, no ano de 2010, sua população era de 35.268 habitantes. A área territorial do município é de 258,72 km².
A cidade de Ouro Branco está entre as 100 melhores cidades do Brasil para se viver (97 ª posição).
Houve vários ciclos econômicos em Ouro Branco, que iniciaram com o ciclo do ouro, depois, o ciclo da uva, posteriormente, o ciclo da batata, e atualmente, a atividade preponderante é a indústria, iniciada com a instalação da então empresa estatal Aço Minas Gerais S.A. em 1976, atual Gerdau Açominas S.A, , que inaugurou o ciclo do aço.
Turismo é a palavra de ordem e traduz a grande vocação de Ouro Branco. Suas belas paisagens proporcionam uma entrada gloriosa no Circuito do Ouro, do qual a cidade faz parte.
Além das belezas naturais, está entre as atrações o conjunto arquitetônico e paisagístico da Capela de Santana e a casa sede da Fazenda Pé do Morro, localizado a 4 km da área urbana, aos pés da serra de Ouro Branco e às margens da Estrada Real. A origem do local é do século XVIII e pela importância patrimonial foi tombado pelo IEPHA em dezembro de 2009.
A Matriz de Santo Antônio, construída no período de 1717 a 1779, consagra-se como uma das mais antigas de Minas Gerais. Grande patrimônio histórico e religioso, a igreja passou por reformas introduzidas por Aleijadinho. Também recebeu o talento, retratado nas pinturas do mestre Manoel da Costa Ataíde. Apesar de ser um monumento de importância para a cidade, são poucas as informações e documentos existentes sobre a matriz.
A cidade ainda guarda bens históricos como a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens, do século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a “Case de Tiradentes”, situada à margem direita da Estrada Real, hoje uma rodovia asfaltada. O antigo casarão, construído em pedra e madeira de lei, serviu para hospedar ilustres visitantes. Há quem afirme que os inconfidentes se reuniram na "Casa de Tiradentes" por diversas vezes. Entretanto esta teoria gera controvérsia. O local era pouso de tropas, portanto pouco apropriado e discreto para reuniões em que se discutia a libertação do Brasil de Portugal.
O mais provável é que os inconfidentes se reunissem na Estalagem Varginha (município vizinho de Conselheiro Lafaiete). Tanto é assim que Tiradentes, depois de morto e esquartejado, teve sua perna direita pendurada numa gameleira, que existe lá até hoje ao lado das ruínas da antiga estalagem.
Seguindo em direção a Ouro Preto, está o distrito de Itatiaia. O arraial contém importantes construções remanescentes do séc. XVIII, sobressaindo por entre as montanhas. No distrito está localizada a igreja de Santo Antônio do Itatiaia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Curiosidade : Três sedes municipais disputam a precedência sobre a manutenção do nome "Ouro Branco". Uma em Alagoas, outra no Rio Grande do Norte e outra em Minas Gerais. Cabe à Ouro Branco mineira a prioridade, por sua condição de sede de comarca e por sua antiguidade, uma vez que desde 1724 a Ouro Branco mineira recebeu esta denominação.

(Fontes: IBGE, http://www.asminasgerais.com.br, http://www.ourobranco.mg.gov.br, http://www.idasbrasil.com.br, http://www.ourobranco.com/, http://ecoviagem.uol.com.br)

Blog: Faltam 785 municípios

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aviso aos navegantes - Semana de Arte Moderna

Se você quer saber mais sobre a Semana de Arte Moderna que completa 90 anos veja aqui.

Você sabia? - 90 anos da Semana de Arte Moderna

Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna ocorreu em São Paulo no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal. Cada dia da semana foi dedicado a um tema: respectivamente, pintura e escultura, poesia, literatura e música.
A Semana nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Foi a explosão de ideias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno. Oswald de Andrade sintetiza o clima da época ao afirmar: "Não sabemos o que queremos. Mas sabemos o que não queremos." Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento.
Todo novo movimento artístico é uma ruptura com os padrões utilizados pelo anterior, isto vale para todas as formas de expressões. Ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, isto foi bastante evidente no caso do Modernismo, que, a princípio, chocou por fugir completamente da estética europeia tradicional que influenciava os artistas brasileiros.
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas ideias ao longo do tempo.
Entre os principais participantes estavam Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

13 de Fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.

15 de Fevereiro (Quarta-feira) – Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manoel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema, pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por estar doente.

Os sapos

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...”

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo.”

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

17 de Fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…

Em um período repleto de agitações, os intelectuais brasileiros se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados em nosso país, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido.
(Fonte: Textos da Internet)

Blog: O Museu das Minas e do Metal, em BH, dedicou sua programação cultural do mês aos 90 anos da Semana de 1922 e aos 45 do Tropicalismo.
No dia 16, haverá exibição do filme Uma noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil.
No dia 23, é a vez da professora Alícia Duarte Penna, que trata do Modernismo em Minas.
Todos os eventos são às 19h30.
Informações: (31) 3516-7200 e www.mmm.org.br. O Museu fica na Praça da Liberdade, s/ nº, prédio rosa.
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