sexta-feira, 15 de julho de 2011

Minas são muitas - Urucânia

“Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

Urucânia
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso (Foto do Miguel)

Região: Zona da Mata
Padroeira: Nossa Senhora do Bom Sucesso
Festa da Padroeira: 11 de Outubro

Localização


História

Os primeiros habitantes dessa cidade chegaram em meados do século XIX, instalando-se no local onde hoje é a sede do município.
Por volta de 1869, Francisca Inácia da Encarnação, senhora fervorosamente católica, amiga dos escravos e protetora dos colonos, mandou erguer uma capela e uma casa para abrigar o sacerdote em terreno por ela doado.
Na mesma época surgiu o cemitério, construído onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.
Como era grande a quantidade de urucum nestas terras, o povoado denominou-se Urucu e a capela foi dedicada à Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu.
Posteriormente com a chegada de usinas açucareiras em 1924 e o cultivo extensivo da cana-de-açúcar nas proximidades do povoado, este passou a chamar-se Urucânia.
A cidade ficou conhecida a partir de Padre Antônio Ribeiro Pinto, tido como milagroso, que se estabeleceu na Paróquia municipal em 1946. A data de sua morte, 22 de Julho, tornou-se feriado municipal.

Datas Históricas

1887 – Criado o Distrito criado com a denominação de Urucu, subordinado ao município de Ponte Nova.
1923 – O distrito de Urucu tomou o nome de Urucânia.
1962 - Elevado à categoria de município a denominação de Urucânia e desmembrado de Ponte Nova.

O município

Urucânia é um município do estado de Minas Gerais. Sua população em 2010 era de 10.291 habitantes e sua área é de 138,79 Km². Conhecida historicamente pelos milagres do Padre Antônio Ribeiro Pinto, responsável por trazer a Devoção à Nossa Senhora das Graças para o município.
Na agricultura, Urucânia sempre esteve ligada ao cultivo e beneficiamento da cana-de-açúcar. Já em 1925, a Usina Jatiboca, instalada no município um ano antes, chegava a produzir cerca de 2.852 sacas de açúcar por dia. O transporte da cana era feito em carros de boi e a produção de açúcar escoada pela ferrovia federal. A produção da usina crescia em linha rápida, dando início em 1981 a produção de álcool combustível.
Ao tempo em que as atividades no campo expandiam os canaviais, Urucânia recebia uma legião de famílias vindas de outras cidades, em busca de trabalho.
O declínio da atividade não tardou a chegar, incitando uma verdadeira debandada de agricultores para a sede e para os distritos, ocasionando verdadeiros bolsões de pobreza. As grandes fazendas de outrora, na sua maioria, perderam a capacidade de investimento e muitas simplesmente desapareceram no contexto produtivo. A cana, por ser uma cultura que exige pouca ou nenhuma tecnologia, condicionou a classe produtora, furtando desta, a capacidade de instalar e exercer atividades mais rentáveis e exigentes em termos tecnológicos e produtivos. Alguns poucos produtores conseguiram sobreviver ao declínio da cultura e às turbulências do mercado globalizado, investindo na suinocultura comercial.
(Fontes: IBGE, ALMG, http://www.urucania.mg.gov.br)

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